Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 36 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo LXXXII

Onde a agoa dê fim a seus sentidos.

 

LXXXII.

 

Tanto que estas palavras acabou,

O Tridentino André, bebado velho,

Os braços ao pescoço lhe lançou,

Agradecendo muito o tal conselho.

Em se apartando d'elle concertou

Para os poder prender todo o apparelho,

Com que em puro desgosto lhe tornassem

D'Evora o vinho puro que buscassem.

 

LXXXIII.

 

E busca mais para o cuidado engano

Um homem que d'alli com elle mande,

Sagaz, astuto, sabio em todo o dano,

De quem fiar se possa um quarto grande. Diz-lhe que acompanhando o Alcochetano

Por ribeiras, por charcos com elle ande,

Que se d'aqui passar, que lá adiante

Vá cahir onde nunca se levante.

 

LXXXIV.