Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 4 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo II

Onde pipas e quartos despejaram:

 

II.

 

Tambem as bebedices mui famosas

D'aquelles que andaram esgotando

O imperio de Baccho, e as saborosas

Agoas do bom Louredo devastando;

E os que por bebedices valerosas

Se vão das leis do reino libertando;

Cantando espalharei por toda a parte,

Se a tanto me ajudar Baccho, e não Marte.

 

III.

 

Cessem do Novellão, do gran Barbança

As grandes bebedices que fizeram;

Cale-se do Rangel e do Carrança

A multidão dos vinhos que beberam,

Que eu canto d'outra gente e d'outra lança,

A quem frascos de vinho obedeceram:

Cesse tudo o que a musa antiga canta,

Que outro beber mais alto se alevanta.

 

IV.