Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 6 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo VII

Seja a medida assim de quem a mande.

 

VII.

 

Vós só tendes o ramo florescente

Da arvore de Cybele mais amada,

Que nenhuma nascida em Benavente

Ou pelo rio abaixo até Almada.

Vêde-o nas toalhas, que presente

Vos mostra a bebedice já passada,

Nas quaes vivas lembranças vos deixou

O que de vinho mais se carregou.

 

VIII.

 

Vós, alto taverneiro, cujo imperio

O bebado em se erguendo vê primeiro,

Ou beba n'este nosso hemisferio,

Ou beba lá n'esse outro derradeiro:

E nem por isso sente vituperio

O fidalgo, o estudante, o cavalleiro,

Antes o Turco, o Mouro, e o Gentio

Lhes pêza não beber do vosso rio:

 

IX.