Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas
Capítulo VII
Seja a medida assim de quem a mande.
VII.
Vós só tendes o ramo florescente
Da arvore de Cybele mais amada,
Que nenhuma nascida em Benavente
Ou pelo rio abaixo até Almada.
Vêde-o nas toalhas, que presente
Vos mostra a bebedice já passada,
Nas quaes vivas lembranças vos deixou
O que de vinho mais se carregou.
VIII.
Vós, alto taverneiro, cujo imperio
O bebado em se erguendo vê primeiro,
Ou beba n'este nosso hemisferio,
Ou beba lá n'esse outro derradeiro:
E nem por isso sente vituperio
O fidalgo, o estudante, o cavalleiro,
Antes o Turco, o Mouro, e o Gentio
Lhes pêza não beber do vosso rio:
IX.