Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 16 de 46

Páginas do PDF

Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo XXXII

Na taça em que de todos tem victoria.

 

XXXII.

 

Vê que de Evora teve sogigado

Os bebados e o vinho, e nunca caso

Lhe tirou por insigne ser louvado

Té dos imigos d'agoa do Parnaso.

Teme agora que seja sepultado

Seu tão celebre nome em negro vaso

D'agoa do esquecimento, se lhe chegam

Os bebados insignes que navegam.

 

XXXIII.

 

Sustentava contra elle o Catigela,

Affeiçoado á gente bebedana,

Por quantas bebedices vira n'ella,

Jantando em Alcochete uma semana.

Affeiçoado vem da gente bella,

Que por brazões os copos tem ufana,

De quem a lingua é tal, se o copo empina,

Que ora parece grega, ora latina.

 

XXXIV.