Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Andressa Félix · Capítulo 14 de 34

Páginas do PDF

Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Eu estou completamente desnorteado com essa notícia,…

Eu estou completamente desnorteado com essa notícia, se ela não é

filha da Margô, então é de quem? Ela é adotada? Ela foi sequestrada da

verdadeira família? São tantas perguntas que rodeiam minha mente nesse

momento.

— Pet se eu falar para você que não estou feliz com essa notícia

estarei mentindo, mas são tantas as perguntas que estão passando em minha

cabeça, que você não faz ideia — desabafo para ele o quanto estou confuso.

— Mason relaxa, eu falei ao que tudo indica, parece que elas não têm

laços sanguíneos, essa pode ser uma notícia falsa, temos que investigar tudo

nos mínimos detalhes — Pet fala tentando me tranquilizar.

— Pet só isso poderia explicar tudo o que a Duda viveu naquela casa,

foram anos de abuso físico e mental. Para você ter a mínima noção do que eu

estou falando, ela avistou de longe a irmã no shopping e teve uma crise

pânico e ansiedade feia, teve que ser hospitalizada, quando chegamos em

casa ela tomou dois remédios para dormir, que só fizeram efeito horas depois.

Eu sem conhecer, tenho um ódio dessa menina que você nem imagina — explico para ele

— Realmente a coisa deve ter sido feia, mas escuta o que eu vou te

falar cara, temos que agir na calma, sei que para você pode ser difícil isso,

mas você tem que tentar, se agirmos com a cabeça quente, não

conseguiremos colocadas mãos nessa corja — diz Pet tentando me acalmar.

Somos interrompidos por uma batida na porta. Instantaneamente nos

calamos, peço para entrar já imaginando quem seja. Minha princesa entra e

vem se sentar em meu colo.

— Vim avisar que as pizzas chegaram — Duda fala.

— Então vamos comer enquanto está quente — falo sorrindo

Olho para Pet, e ele está com um sorriso enorme no rosto nos

olhando.

— O quê? — pergunto

— Nada cara, só estou achando legal ver você todo apaixonado, Duda

cuida bem do meu irmão ou se verá comigo, eu dei esse mesmo aviso ao

Drew — diz ele sorrindo

— Pode deixar Pet que cuidarei muito bem dele, mesmo ele fazendo

brincadeiras sem graça comigo, prometo que cuidarei dele — diz ela fazendo

careta

— Não tenho culpa se você é hiper ciumenta dona onça — falo rindo

da cara feia que ela faz.

— Sinto cheiro de confusão aí, que tal você me contar enquanto

comemos Duda? Estou varado de fome depois de um dia cheio naquela

delegacia.

Então vamos em direção a sala, a onde a Duda disse que deixou as

pizzas, e encontramos a Jessie deitada no sofá, ela realmente está se sentindo

casa.

— Dudinha amor achei um suco top que é chá, ou seria chá que é um suco? — diz a anã com um copo de canudinho, queria saber aonde ela

arrumou esse copo.

Essa garota não é muito certa das ideias, olha o pijama dela. Ela tem

que ser estudada, a calça do seu pijama tem vários desenhos do símbolo do

Batman e a blusa amarela com um símbolo grande, e ela segura um copo

muito louco assim como ela.

— Baixinha a onde você arrumou esse copo com canudo? — não

aguento e pergunto.

— É meu, eu sempre o levo na bolsa, cunhadinho amei esse suco que

é chá — Jessie fala

Nos servimos e vamos para a sala, eu abri uma garrafa de vinho para

mim e o Pet, já que a Duda preferiu Coca-Cola e a Jessie ficou no chá.

Ficamos jogando conversa fora até tarde, Pet vai embora prometendo

vir cedo, para ver a dona Bea. Tanto eu quanto Pet e Zack temos um carinho

todo especial por ela.

Jessie vai dormir também, Duda e eu ficamos para limpar a bagunça.

Sento-me no sofá, ligo o som baixinho, para curtir o momento rilex.

Duda vem e deita a cabeça em meu colo, e minha mão como se

tivesse vida própria vai direto para os seus cabelos.

— Está cansada, minha princesa?

— Não, eu estou adorando esse silêncio, só eu e você — Duda diz

— Amanhã não poderei te dar muita atenção, acho que ficarei

trancado o dia todo no escritório, quero adiantar tudo antes da gente viajar.

— Viajar para onde? Você faz plano e nem me avisa — diz ela

fazendo bico.

— Eu vou te sequestrar princesa. Não precisarei do seu

consentimento, só preciso resolver as coisas do escritório, e depois da festa

da minha avó irei raptar você — respondo.

— A festa da sua avó! — grita ela se levantando em um pulo.

— Sim gatinha, irei ficar dez minutos e depois virei embora. Não

quero deixar você sozinha.

— Me deixar sozinha? Meu amor, eu irei junto, jamais iria fazer essa

desfeita a ela que tão gentilmente me convidou — Duda fala séria

— Sei lá, pensei que depois do que aconteceu, você queria evitar

lugares cheios. E princesa, a casa da minha avó estará entupida de gente

hipócrita, esnobes, que só pensam nelas mesmas — desabafo

— Você achou que eu iria deixá-lo ir sozinho na toca do lobo? Jamais

meu amor, eu estarei coladinha com você, e colocarei o seu pai no lugar dele

se ele vier te atacar — diz minha princesa, cheia da braveza.

— Tudo bem minha onça brava, que tal dormimos um pouco? Estou

morto!

— Vamos meu príncipe, vou fazer carinho em você até dormir.

E vamos para o quarto, enquanto ela se ajeita para dormir eu vou

tomar uma ducha rápida. Quando termino, vou até o closet pegar uma cueca

boxer, e me deito ao lado da minha princesa.

Nunca pensei que dormir assim seria tão bom. Não transamos nem

nada, curtir, só pelo simples fato de estar com ela deitada em meus braços.

Estou ansioso com o que virar amanhã, sei que muita coisa irá mudar.

Minha gatinha já dormiu, e eu mais uma vez estou aqui, com os

pensamentos a mil por hora. Penso na reação dela se a notícia que o Pet deu

for verdadeira, que Margô realmente não é sua mãe.

O sono está chegando, e eu me acomodo melhor no estilo conchinha e

adormeço com a minha mulher nos braços.