Um Longo Caminho a Dois: Volume 1
Eu estou completamente desnorteado com essa notícia,…
Eu estou completamente desnorteado com essa notícia, se ela não é
filha da Margô, então é de quem? Ela é adotada? Ela foi sequestrada da
verdadeira família? São tantas perguntas que rodeiam minha mente nesse
momento.
— Pet se eu falar para você que não estou feliz com essa notícia
estarei mentindo, mas são tantas as perguntas que estão passando em minha
cabeça, que você não faz ideia — desabafo para ele o quanto estou confuso.
— Mason relaxa, eu falei ao que tudo indica, parece que elas não têm
laços sanguíneos, essa pode ser uma notícia falsa, temos que investigar tudo
nos mínimos detalhes — Pet fala tentando me tranquilizar.
— Pet só isso poderia explicar tudo o que a Duda viveu naquela casa,
foram anos de abuso físico e mental. Para você ter a mínima noção do que eu
estou falando, ela avistou de longe a irmã no shopping e teve uma crise
pânico e ansiedade feia, teve que ser hospitalizada, quando chegamos em
casa ela tomou dois remédios para dormir, que só fizeram efeito horas depois.
Eu sem conhecer, tenho um ódio dessa menina que você nem imagina — explico para ele
— Realmente a coisa deve ter sido feia, mas escuta o que eu vou te
falar cara, temos que agir na calma, sei que para você pode ser difícil isso,
mas você tem que tentar, se agirmos com a cabeça quente, não
conseguiremos colocadas mãos nessa corja — diz Pet tentando me acalmar.
Somos interrompidos por uma batida na porta. Instantaneamente nos
calamos, peço para entrar já imaginando quem seja. Minha princesa entra e
vem se sentar em meu colo.
— Vim avisar que as pizzas chegaram — Duda fala.
— Então vamos comer enquanto está quente — falo sorrindo
Olho para Pet, e ele está com um sorriso enorme no rosto nos
olhando.
— O quê? — pergunto
— Nada cara, só estou achando legal ver você todo apaixonado, Duda
cuida bem do meu irmão ou se verá comigo, eu dei esse mesmo aviso ao
Drew — diz ele sorrindo
— Pode deixar Pet que cuidarei muito bem dele, mesmo ele fazendo
brincadeiras sem graça comigo, prometo que cuidarei dele — diz ela fazendo
careta
— Não tenho culpa se você é hiper ciumenta dona onça — falo rindo
da cara feia que ela faz.
— Sinto cheiro de confusão aí, que tal você me contar enquanto
comemos Duda? Estou varado de fome depois de um dia cheio naquela
delegacia.
Então vamos em direção a sala, a onde a Duda disse que deixou as
pizzas, e encontramos a Jessie deitada no sofá, ela realmente está se sentindo
casa.
— Dudinha amor achei um suco top que é chá, ou seria chá que é um suco? — diz a anã com um copo de canudinho, queria saber aonde ela
arrumou esse copo.
Essa garota não é muito certa das ideias, olha o pijama dela. Ela tem
que ser estudada, a calça do seu pijama tem vários desenhos do símbolo do
Batman e a blusa amarela com um símbolo grande, e ela segura um copo
muito louco assim como ela.
— Baixinha a onde você arrumou esse copo com canudo? — não
aguento e pergunto.
— É meu, eu sempre o levo na bolsa, cunhadinho amei esse suco que
é chá — Jessie fala
Nos servimos e vamos para a sala, eu abri uma garrafa de vinho para
mim e o Pet, já que a Duda preferiu Coca-Cola e a Jessie ficou no chá.
Ficamos jogando conversa fora até tarde, Pet vai embora prometendo
vir cedo, para ver a dona Bea. Tanto eu quanto Pet e Zack temos um carinho
todo especial por ela.
Jessie vai dormir também, Duda e eu ficamos para limpar a bagunça.
Sento-me no sofá, ligo o som baixinho, para curtir o momento rilex.
Duda vem e deita a cabeça em meu colo, e minha mão como se
tivesse vida própria vai direto para os seus cabelos.
— Está cansada, minha princesa?
— Não, eu estou adorando esse silêncio, só eu e você — Duda diz
— Amanhã não poderei te dar muita atenção, acho que ficarei
trancado o dia todo no escritório, quero adiantar tudo antes da gente viajar.
— Viajar para onde? Você faz plano e nem me avisa — diz ela
fazendo bico.
— Eu vou te sequestrar princesa. Não precisarei do seu
consentimento, só preciso resolver as coisas do escritório, e depois da festa
da minha avó irei raptar você — respondo.
— A festa da sua avó! — grita ela se levantando em um pulo.
— Sim gatinha, irei ficar dez minutos e depois virei embora. Não
quero deixar você sozinha.
— Me deixar sozinha? Meu amor, eu irei junto, jamais iria fazer essa
desfeita a ela que tão gentilmente me convidou — Duda fala séria
— Sei lá, pensei que depois do que aconteceu, você queria evitar
lugares cheios. E princesa, a casa da minha avó estará entupida de gente
hipócrita, esnobes, que só pensam nelas mesmas — desabafo
— Você achou que eu iria deixá-lo ir sozinho na toca do lobo? Jamais
meu amor, eu estarei coladinha com você, e colocarei o seu pai no lugar dele
se ele vier te atacar — diz minha princesa, cheia da braveza.
— Tudo bem minha onça brava, que tal dormimos um pouco? Estou
morto!
— Vamos meu príncipe, vou fazer carinho em você até dormir.
E vamos para o quarto, enquanto ela se ajeita para dormir eu vou
tomar uma ducha rápida. Quando termino, vou até o closet pegar uma cueca
boxer, e me deito ao lado da minha princesa.
Nunca pensei que dormir assim seria tão bom. Não transamos nem
nada, curtir, só pelo simples fato de estar com ela deitada em meus braços.
Estou ansioso com o que virar amanhã, sei que muita coisa irá mudar.
Minha gatinha já dormiu, e eu mais uma vez estou aqui, com os
pensamentos a mil por hora. Penso na reação dela se a notícia que o Pet deu
for verdadeira, que Margô realmente não é sua mãe.
O sono está chegando, e eu me acomodo melhor no estilo conchinha e
adormeço com a minha mulher nos braços.