Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Andressa Félix · Capítulo 32 de 34

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Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Acordo desorientada, e apertada para ir ao banheiro.

Olho para o lado, e vejo Mason dormindo pesadamente, tanto que

chega a roncar baixinho.

Me levanto lentamente para não acordá-lo, e vou para o banheiro,

faço minhas necessidades e resolvo tomar um banho para despertar. Fico

pensando na conversa que tive com Patrick, peso os prós e os contras e vejo

que não terei saída, já imaginava que uma coisa dessas poderia acontecer,

Margô não tem escrúpulos nenhum quando quer alguma coisa. Isso eu já

entendi, a decisão de dar um ponto final nisso está em minhas mãos e terei

que resolver rápido.

Saio do banheiro e vou em direção ao quarto me trocar, olho para

cama e vejo que Mason mudou de posição, e dorme um sono solto, livre de

qualquer preocupação.

Deixo-o dormindo, e vou atrás do restante do povo, a casa está num

silencio só, mas assim que entro na sala encontro Jessie arrumada deitada no

sofá.

Assim que ela me vê, faz bico de beijo e me chama para me deitar ao lado dela.

— Ei Baixinha! Vai onde toda linda desse jeito? — pergunto

deitando-me ao seu lado.

— Trabalhar ué! Só estou esperando o Drew vir me buscar, e o

Mason?

— Ele está dormindo deve estar cansado mesmo, está até roncando, e

nem me viu sair da cama — falo rindo.

— Lógico que ele está cansado, ele não dormiu esses dias todos em

que você esteve no hospital. No máximo ele tirou um cochilo de vinte

minutos, ele não quis te deixar sozinha lá, nem eu, ou nossos pais nos

oferecendo para revessar — ela conta me deixando espantada.

— Nossa Jessie sério? Tadinho, por isso ele está com a aparência

abatida.

— Sim, eu pensei que ele iria surtar legal, mas você acordou bem a

tempo.

— Cadê o papai e a mamãe? — pergunto curiosa, porque meu pai é

igual uma galinha com seus pintinhos, sempre que tenho uma crise ou

ficamos doentes, ele não sai de cima até estarmos bem.

— Eles estão na varanda, tomando um vinho. Coisas de velhos —

Jessie fala rindo, se minha mãe escuta isso, ficará dois anos falando.

— Vou lá fora um pouco, quer vir junto?

— Você está diferente depois dessa crise. O que será que tem por

detrás disso? Geralmente é uma luta te tirar do quarto, te fazer comer e tomar

os remédios. Eu não escutei nenhum show da sua parte, quando Mason levou

o almoço — Jess pergunta curiosa.

— Não sei do que você está falando, estou normal, só não quero ficar

trancada no quarto, estava me sentindo sufocada.

— Me engana que eu gosto Maria Eduarda! Mas vamos lá fora, se essa é a sua vontade.

Jessie se levanta e passa seu braço por minha cintura, e vamos em

direção a área da piscina. Paramos na porta, e ficamos admirando os dois,

eles parecem um casal de namorados, bebendo uma taça de vinhi e rindo um

para o outro.

É isso que eu quero para mim, quero essa cumplicidade, esse

companheirismo, esse amor, esse fogo. Que mesmo depois de tantos anos

juntos, ainda queima como se fosse a primeira vez.

— Olá casal! — Jessie fala, acabando com clima deles.

— Oi filhotas, venham se sentar aqui conosco, faz tempo que não

ficamos pertinho, agarradinhos — meu pai chama.

Eu vou mais que depressa e me sento entre eles, quero aproveitar o

máximo de tempo possível com eles.

— Cadê o galã rabiscado do seu marido filha? — meu pai pergunta.

— Está dormindo o meu príncipe, e ele não é meu marido papai!

— Correção, ele AINDA não é seu marido Bonequinha. Vá se

acostumando com o título, porque não interessa o que vocês são uns para os

outros, você é dele e já foi decretado — meu pai fala rindo.

— Isso eu já aceitei papai, ele não deixaria nem se eu quisesse pensar

diferente. O homem impossível esse que eu arrumei.

Ficamos conversando, relembrando as traquinagens que a Jessie

aprontava e me envolvia, rimos tanto. É a melhor coisa no mundo isso, poder

se sentar e conversar sem preocupação alguma.

A cada minuto minha decisão, está ficando mais e mais forte, não que

eu já não esteja decidida, porque estou, a cada minuto que passo com eles só

fortalece isso.

Drew chega para buscar a Jessie, ele me abraça forte e diz que ele e

Zack, ficaram preocupados. Eles não se demoram, pois a boate já irá abrir, e como eu não estou indo trabalhar, eles estão com uma funcionária a menos.

E logo ficamos somente eu e meus pais, e meu pai propõe de

assistirmos filme com direito à pipoca com leite em pó.

Subo para dar uma olhada em Mason, e vejo que ele ainda dorme

tranquilo. Desço para a sala, e resolvo abrir o sofá para assistirmos deitados,

pego travesseiros e um edredom.

Meus pais chegam com a pipoca e eu me acabo, amo pipoca de leite

em pó, ficamos assistindo até tarde, e acabo pegando no sono.

Tenho sonhos estranhos onde me vejo sozinha e com medo, aí muda

de cenário e me vejo rodeada de gente, mas ninguém me vê. Sinto medo, mas

o sentimento que impera é o ódio, a raiva, a vontade de sair do buraco, vejo

Margô, rindo do meu desespero e do meu ataque de raiva, vejo uma Camila

completamente diferente, com medo, pálida e machucada.

Acordo assustada e me vejo sendo erguida por um par de braços,

musculosos e tatuados.

— Me deixou sozinho! — diz Mason emburrado. — Não gosto de

acordar sem você em meus braços.

— Desculpa meu amor, eu só não quis atrapalhar seu sono. Você

estava tão cansado, eu desci e fiquei conversando com meus pais e a

Baixinha. Depois a Jessie vou trabalhar e ficamos assistindo filme, eu comi

pipoca de leite em pó!!

— Comeu não é minha criança? Seu pai que fez aposto — Mason fala

rindo, e me coloca deitada na cama.

Ele sobe na cama e em seguida, me puxando para os seus braços, vou

de boa vontade, não existe lugar melhor no mundo inteiro, do que estar nos

braços dele.

Espero que ele possa me perdoar e entender o que irei fazer.

É maravilhoso poder acordar com ela em meus braços, não sei

porque, mas sinto que ela está diferente.

Não sei te dizer em que exatamente ela está diferente, só sinto isso.

Todos falaram que ela seria arredia em tomar os remédios ou em comer, mas

já se passaram dois dias e não tivemos se quer uma discussão sobre o assunto,

ela está se comportando muito bem, tirando a parte da carência, de querer

viver grudada em mim, de fazer bico e chorar por coisas mínimas.

Lia, que como ela mesma disse está sendo a bruxa má. Duda chora até

para comer os legumes, é engraçado de ver um mulherão daquele com

atitudes tão infantis, juro que me sinto perdido às vezes, mas Lia se mantém

firme e forte e até mesmo ameaçou colocar a Duda de castigo.

Estou esperando a minha princesa se arrumar, para levá-la ao médico,

ela vem reclamando de ardência e queimação no meu paraíso, até mesmo está

tendo dificuldade para urinar. Minha sogra está achando que é infecção de

urina, mas não quero arriscar. Duda ligou para sua ginecologista e conseguiu

um encaixe para hoje.

Assim que ela terminar de tomar café, vamos para o consultório.

Chegando lá, esperamos uns vinte minutos para ela ser atendida, ela até tenta

fazer com que eu a espere do lado de fora, mas não consegue, então eu entro

junto com ela, escuto ela explicar para a doutora tudo o que está sentindo.

A médica pergunta se fazemos uso de camisinha, e eu explico que não

e que a Duda faz uso de um implante contraceptivo, a infeliz da médica

pergunta se fazemos troca de parceiros!

Agora me digam que porra de pergunta é essa? Maria Eduarda cai na

risada e diz que do jeito que eu sou possessivo, mataria se ao menos a ideia fosse cogitada.

A médica pede um exame de sangue e outro de urina, minha mocinha,

vai mais que depressa fazer, o resultado demora mais ou menos uma hora, e

nós vamos dar uma volta enquanto esperamos.

Paramos em uma sorveteria, e vejo mais uma vez a minha menina em

ação. Ela pede ao menos seis sabores diferente de sorvete, fora as três

coberturas e vários acompanhamentos.

Eu só peço uma água com gás, e fico vendo a Duda se acabar. Ela ri, e

conta fases de sua vida depois que foi morar com a Jessie, ela está mais

comunicativa, carinhosa, receptiva, seus olhos brilham, enquanto conta as

traquinagens que a Chaveirinho aprontava, voltamos para o consultório e a

médica diz que ela está com uma infecção de urina, mas está no começo.

Explica que o que a Duda tem se chama ITU, infecção do trato

urinário, na linguagem dos médicos, isso porque a sonda não foi colocada

com a técnica certa.

Agora me pergunte se eu estou puto? Se você falou que sim, acertou.

Quero pegar a enfermeira pelo pescoço.

A doutora passa um antibiótico e diz que se tomado corretamente, em

quinze dias já estaria nova em folha, pediu para que assim que terminasse o

remédio, para Duda voltar e repetir os exames.

Minha mulher na maior cara de pau pergunta se poderá transar, fico

vermelho de vergonha, querendo um buraco para me esconder.

— Duda!!

— O que? Vai dizer que não pensou nisso? — ela responde rindo e a

doutora também.

— Respondendo a sua pergunta Maria Eduarda, pode sim. Isso vai

depender de você, poderá sentir um leve desconforto o que é normal, mas

pode ter relações sexuais sim — a doutora responde rindo.

Nos despedimos da médica, e vamos embora, já paro na farmácia

compro o antibiótico, em seguida vamos para casa.

Assim que chegamos, encontramos com a Jessie descendo do táxi e

esperamos ela para entrar.

— Onde você foi Jess? — Duda pergunta curiosa. — Não vi você no

quarto quando acordei.

— Eu fui direto para minha casa, estava morta com farofa, agora vim

filar a bóia, porque não é todo dia que podemos comer o rango da dona Lia.

— Já falei para você vir direto da boate para cá Baixinha. Não

interessa a hora, é para você vir direto para minha casa, não podemos marcar

bobeira com o que está acontecendo — falo bravo, tenho que tomar conta

dela, mesmo que Patrick esteja sumido aposto que ele tem alguém

monitorando a Baixinha.

— Ok todo poderoso! Só não queria atrapalhar, mas me contam, de

onde o casal vinte está vindo?

— Fui ao médico, e estou com infecção urinária, mas ela já me passou

a medicação certa, e logo, logo estarei novinha em folha, vamos entrar que eu

estou faminta — Duda fala ultimamente essa mulher vive faminta, se ela não

tivesse feito os exames hoje, poderia jurar que ela estava grávida!

Entramos e vamos direto para a cozinha, e quem está pilotando o

fogão hoje é o sogrão.

— Nossa sogrão, você fica uma gracinha de avental.

— Você me respeite, seu moleque rabiscado.

— Papai o que você está fazendo de bom? Estou varada de fome, e a

Duda está com a fome de dez mendigos juntos, a mulher só come nessa vida

— Jessie diz rindo.

— Muito engraçadinha você anã de jardim! Papai o cheiro está

maravilhoso mesmo, o que é?

— Costela assada com molho barbecue, do jeitinho que as minhas

meninas gostam, para você desenho animado, a Lia, sua puxa-saco de

carteirinha, fez uma salada de macarrão fitness.

— Minha sogrinha me ama, vou até dar um presente para ela — falo

para irritar Andrey.

— Opa, aceitarei com certeza meu genro lindo!!!

— Que tal uma viagem? Pode escolher sogrinha, Hawaii? Itália?

México? Você escolhe.

— Nossa são tantas opções! — Lia fala rindo.

— Mamuska minha rainha, escolhe o Hawaii ou Itália assim irei junto

te fazer companhia — Jessie diz, entendendo a jogada. —Hawaii, aqueles

Deuses gregos surfando, de sunga e com aqueles peitorais definidos. Ou a

Itália, com aqueles homões lindos, beber vinho e escutando no

ouvidinho: “Sei molto bella, amore mio”, eu juro que me apaixono por um

italiano, e te dou uma penca nipoti (netos), bambinos para vocês. — Eu já

falei que essa Baixinha é muito louca?

— Não vai para a porra de lugar nenhum! E você seu projeto de

mangá, fique na sua ou vou pagar para a minha Bonequinha, um dia no clube

das mulheres! — Andrey não sabe nem brincar!

— Uma porra que você vai sogrão!! O que é que tem pagar uma

viagem para a minha sogra? Ela merece, pois é a única que gosta de mim! —

falo fazendo um teatro.

— Chegaaa! Ninguém vai viajar, ninguém vai ter bambino, não vai

ter homem gostoso de peitoral definido e nem clube das mulheres com

aqueles bofes delícias! — Duda fala perdendo a noção do perigo.

A cozinha fica em silêncio, todos esperando a minha reação, só a

Duda que parece que não se deu conta do que falou.

— Bofes o quê? Homens o quê? Responda DIABA!!!

Ela se toca de que falou merda, e corre para se esconder atrás do

sogrão, mas pela primeira vez, ele fica ao meu lado, e sai de frente dela.

— Papai! Seu traidor! — ela grita e corre para se esconder no quarto,

mas sou mais rápido que ela, consigo capturá-la no corredor.

A pressiono na parede, e ela segura o ar, beijo seu pescoço, mordo sua

orelha, e beijo sua boca gostosa.

— Me diz Maria Eduarda, quem é gostoso? — pergunto em seu

ouvido.

— Vo... você, só você!

— Muito bem, agora como uma boa menina você vai se sentar na

cozinha para almoçar, depois irá tomar os seus remédios sem reclamar e mais

tarde mostrarei a você o gostoso.

— Quero ver agora, nem estou mais com fome! — Duda pede.

Eu não aguento e caio na risada, ela é muito safada. Até minutos atrás

a bandida estava morrendo de fome.

— Vamos almoçar minha menina safada, depois pensarei no seu caso.

— Eu amo você Mason Black, sempre e para sempre — ela diz me

beijando.

— Também amo você, minha princesa.

Voltamos para cozinha com ela em minhas costas, rindo das

palhaçadas que está fazendo.

— Nossa já se acertaram? Que rápido, pensei que iríamos escutar

tapas na bunda e gemidos — diz a Baixinha rindo.

— Só mais tarde.

— Chega dessa palhaçada, minha bebê não faz essas coisas — diz

Andrey iludido, se ele soubesse que sua bebê é uma safada, cairia duro.

Almoçamos todos juntos, jogando conversa fora até chego a provar a

famosa costela, e confesso que gostei muito. Depois do almoço pego os remédios para a minha princesa, e vou para o escritório trabalhar um pouco.

Ligo para Bea, e colocamos algumas coisas em dia, preciso

urgentemente de uma pessoa de confiança, para ficar de frente a construtora

enquanto esse problema chamado Margô não se resolver.

— Bea, eu sei que posso contar com você sempre, mas está ficando

puxado. O que acha de colocar uma pessoa de confiança te ajudando

enquanto estou afastado? — pergunto para ela, ficarei de olho, mas nem

sempre vou poder dar a devida atenção. — Terá vezes que nem sempre vou

poder resolver as coisas por telefone e terei que ir aí, mas no momento não

posso me afastar da Duda, você viu o que aconteceu da última vez né?

Bea se sente culpada por ter ajudado Patrick, e me pede milhões de

desculpas todos os dias. Sei que ela não tem culpa nenhuma no que

aconteceu, mas ela prefere não escutar.

— Acho muito boa essa ideia, por mais que tenha aprendido muito

com você menino, ainda sou leiga nesse assunto, o mais certo seria alguém

que entenda, que tal Estevan? Ele me parece gente boa, honesto e integro e

além de tudo esforçado — Bea propõe.

— Estava pensando justamente nele gatona, ele tem ótimas

referencias e gosta do que faz. Marque uma reunião com ele aqui na minha

casa, e você também virá viu dona Bea. Chega de se esconder da Duda, ela

sente sua falta.

— Tudo bem menino irei ligar para ele, se tudo sair certo para quando

você quer marcar essa reunião?

— O mais rápido possível, a construtora anda muito jogada, e os

clientes podem começar a reclamar, a boate está nas mãos do Zack, então

nem me preocupo. Me dá um retorno quando conseguir falar com ele?

— Ligarei agora mesmo, e assim que eu falar com ele te ligo de volta.

Manda beijos para todos aí, e amanhã se tudo der certo estarei aí logo cedo.

— Obrigado gatona.

Desligo, e ligo para Zack.

— Ei irmão! Tudo bem por aí? — pergunto assim que ele atende.

— Tudo tranquilo, tirando o fato de a Baixinha ficar interrogando o

policial à paisana que fica aqui, fora isso anda aparecendo um pessoal

estranho por aqui, mas a polícia falou que não são gente da Margô não —

vZack responde.

— Pedi para Bea marcar uma reunião com o Estevan, vou me afastar

por uns tempos e quero alguém de confiança ajudando ela.

— Pode contar comigo sempre, e Drew também entende dessas coisas

de construção, ou você esqueceu disso? Mas Estevan é um cara super gente

boa e trabalhador, mas diz como andam as coisas por aí?

— Estão bem, a Duda anda um pouco grudada e carente, por isso

quero tirar um tempo para ela, as coisas ficaram meio loucas depois dessa

crise, até agora não descobrimos o que aconteceu ou o paradeiro do Pet.

— Também estou preocupado, Drew anda parecendo investigador de

novela mexicana fazendo tocaia para ver o Pet chegando, mas ele não

conseguiu nada, o que você acha que deve ter acontecido Mason?

— Não tenho a mínima ideia Zack, mas quando eu o encontrar ele

terá que me explicar tudo direitinho. A Duda finge que nos engana, mas está

nítido que ela esconde alguma coisa, Jessie já está perdendo a paciência com

ela, coisa que nunca aconteceu segundo minha sogra diz.

— Mason, tenho quase certeza que é alguma coisa ligada a

investigação, sei lá, não consigo imaginar que o Patrick que conhecemos

desde criança, esteja do lado dessa gente podre. É inadmissível pensar nisso,

e termos nos enganado tanto, ele já fez tanta coisa pela gente, não iria ser

agora que iria se bandear para o lado do inimigo — Zack fala.

Eu também sou da mesma opinião, mas o que pode ter acontecido para ele ter sumido assim?

— Bem só liguei para saber como as coisas estão, vou ficar afastado,

mas sempre que precisar pode me ligar, vê se você e aquela louca da sua

marida aparecem aqui em casa, a Duda está morrendo de saudades do Drew.

— Pode deixar que iremos sim, manda um beijão para ela e se cuida

irmão.

Desligo e vou a busca da minha mulher safada, encontro ela estirada

no chão junto com a Baixinha. Elas estão deitadas de bruços uma olhando

para outra, e conversando baixinho, acho tão bonito esse amor das duas, essa

cumplicidade.

— O que as duas estão tramando? — pergunto assustado as duas.

— Quer me matar do coração diabo! — grita a Baixinha.

— Mason, que susto! — grita Duda junto.

— Se vocês se assustaram é porque estão devendo, podem ir

desembuchando, andem!

— Não estamos fazendo nada demais Mason, só estou contando para

a Duda como irei invadir o apartamento do Patrick — Jess diz fazendo uma

cara de quem vai comprar bala.

— Acho melhor não Baixinha, Pet pode chegar e desconfiar que tem

alguém na casa dele e atirar antes de ver quem é — respondo ficando

preocupado com o plano dela.

— Eu estava falando a mesma coisa amor, mas essa louca não me

escuta!

— Deixem de mimimi os dois, eu irei e fim de papo, além do mais,

Drew vai ficar de olhos e ouvidos ligados.

Eu desisto de falar, e volto para o escritório deixando as duas malucas

em paz.

Me perco em meio aos contratos que a Bea mandou por fax, e nem vejo à hora passar, só saio da minha concentração quando a minha princesa

entra no escritório.

— Ei chega de trabalhar mocinho! — Duda fala enquanto se senta em

meu colo.

— O que foi? Sentiu minha falta?

— Lógico que senti, só não quis te atrapalhar enquanto trabalha, mas

você já tempo demais aqui dentro, vamos namorar um pouquinho?

— Você quer namorar menina safada? — pergunto sorrindo, e a

safada rebola no meu colo roçando sua pequena buceta quente em mim.

— Essa brincadeira vai ficar séria agora, vamos para o quarto

bruxinha — falo beijando-a enquanto a carrego no colo para o quarto.