Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Andressa Félix · Capítulo 21 de 34

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Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

É gostoso de ver a cara de…

É gostoso de ver a cara de choque da minha "querida" irmã.

— O que foi Camila? O gato comeu sua língua? Ou me ver depois de

tantos anos te deixou muda?

— Du... Duda! Quanto tempo, jamais imaginaria te encontrar aqui, na

casa dos Black. Eles são uma família muito prestigiada, muito importante,

esse não é lugar para uma ratinha como você, o que você faz aqui? Que

pergunta a minha não é mesmo, na certa deve ser a empregada. — Camila se

recobra rápido e tenta me atacar, mas mal sabe ela que quem está prestes a ser

atacada é ela.

— Realmente você está certa. O que uma pessoa como eu, poderia

estar fazendo aqui a não ser trabalhando não é mesmo? — solto ironicamente.

Elas irão ver como eu mudei, se a Camila está pensando que irá me

rebaixar, está muito enganada, agora que sei da verdade, ninguém será capaz

de me segurar, vou começar com ela.

— O que mais poderíamos esperar de alguém como você? Sempre foi

uma coitada, uma ratinha medrosa, nunca teve voz ativa para nada — diz ela

debochada.

Eu estou sozinha no banheiro com ela, pedi para Jessie me deixar

entrar sozinha, juro que em minha cabeça só me vêm às cenas das novelas, aonde a mocinha e a vilã se encontram no banheiro e a mocinha senta a

pancada na vilã, mais precisamente uma novela com a Malu Mader e Cláudia

Abreu.

A como eu gostaria de reproduzir essa cena, vocês não fazem ideia,

mas me controlo porque sei que agora não é o momento.

— Falou tudo irmãzinha, fui, não sou mais, andei descobrindo muitas

coisas, que achei superinteressante, mas se tratando da família García, não

deveria me espantar. Eu sempre achei que era culpada das coisas que você

fazia, eu era criança assim como você, mas você já tinha a mente

maquiavélica enquanto eu não, tudo o que eu queria era que minha família

me amasse, pensava que se eu assumisse a culpa pelas coisas que você fazia,

faria com que você pudesse gostar de mim, mas estava enganada não é? Você

sempre foi podre, e aposto que com o passar dos anos isso só piorou. Só que

agora eu mudei, e se você atravessar o meu caminho eu vou te destruir.

— Nossa como ela está corajosa! — diz Camila batendo palma.

— Sim você acertou Camila, cansei de ser feita de besta, de ser

humilhada, como eu me arrependo de não ter denunciado antes, porque o que

vocês faziam era crime. Hoje eu aprendi a revidar então se fosse você, não

atravessava o meu caminho. Agora me diz irmãzinha, como foi passar esses

anos todos exilada? Gastando um dinheiro que não era seu? Fico imaginado,

como será a vida de vocês quando a fonte desse dinheiro todo secar.

— Dinheiro que não era meu? Do que você está falando? — pergunta

ela confusa.

Ouço uma comoção do lado de fora, e Mason entra como um tornado

no banheiro, e logo atrás dele vem Patrick, Jessie, Zack e Drew. Mason me

olha sério, no seu olhar posso ver raiva, mas também preocupação.

— Você está bem, minha princesa? — pergunta Mason preocupado,

ele vem para o meu lado e me abraça.

— Por que não estaria príncipe? — pergunto sorrindo.

— Ora, ora, ora se não é a mocréia. Como está Camila? Procurando

um trouxa rico pra te bancar? — pergunta Jessie.

Camila a ignora, e não tira os olhos de Mason me abraçando.

— Pelo visto, já sei como você conseguiu o emprego de doméstica.

Que feio Maria Eduarda, dormindo com o patrão, para garantir o emprego?

Cuidado viu a noiva dele está na festa e é minha amiga — Camila diz

debochando.

Todos escutam de olhos arregalados, e Jessie é a primeira a cair na

gargalhada, levando os outros junto, os únicos que continuam sérios são

Mason e Patrick.

— Doméstica? Que merda é essa? — pergunta Mason.

— A Duda disse que era empregada na sua casa, senhor Black, achei

estranho uma doméstica estar vestida assim, mas afinal é a festa de sua avó,

todos até mesmo os empregados têm que estar vestidos a altura — diz a cobra

sorrindo.

Eu olhos para todos, com o sorriso do gato da Alice no país das

maravilhas no rosto, Jessie me olha de boca aberta, na realidade todos me

olham.

— Ela é minha mulher, e não uma empregada desta casa, acho que

você entendeu errado senhorita — diz Mason sério.

Meu Deus, vocês não sabem como me sinto quando o escuto me

chamando de "minha mulher". Juro me dá um arrepio pelo corpo inteiro, tipo

como se eu tivesse levando vários mínis choques.

— Mulher? Mas ela disse...

— Não querida, foi você quem decidiu que eu seria a empregada, eu

não afirmei nada. E a única mulher que ele tem sou eu, e se fosse você

avisava a sua amiguinha para ela desistir viu — falo rindo.

— Vamos embora meu amor? O pessoal já decidiu para onde nós

iremos — diz Mason beijando minha testa.

— Bem Camila, como pode ver tenho outros compromissos, e não

poderei ficar aqui relembrando nossos bons momentos da infância.

O pessoal vai saindo do banheiro, um por um e Mason sai na frente e

eu logo atrás, mas antes de sair, olho para trás e vejo a cara de revolta de

Camila, seu rosto esta vermelho de ódio, com certeza, ela descobrir que eu

sou mulher do Mason acabou com os sonhos dela.

Assim que saio do banheiro, sinto o olhar de Pet em mim.

— Gibizinha isso foi perigoso, você está ciente de todas as coisas que

elas são capazes de fazer, de como elas são perigosas e mesmo assim você foi

confraternizar com o inimigo? Você está ficando louca porra — grita Pet

— Eu a encontrei no banheiro por acaso Patrick, você queria que eu

fizesse o que? Que eu saísse correndo e me escondesse?

— Por um acaso Duda? Sério isso? Mason seu eu fosse você,

controlaria melhor essa sua mulher desmiolada, porque parece que ela não

sabe dos riscos que corre — Pet fala revoltado com a minha pequena mentira.

— Pode deixar Patrick, conversarei com ela. Agora vamos procurar a

minha avó e vamos embora — Mason fala me olhando feio.

A porta do banheiro se abre, e a surucucu da minha irmã sai, ela me

olha com ódio e eu dou meu melhor sorriso, quando ela passa por mim eu a

chamo.

— Camila querida, manda um oi para nossa amada mãe, e lhe diga

que meu advogado entrará em contato com ela.

— A... ad... advogado? Para quê?

— Nossa depois de velha, ficou gaga Camilinha? — pergunta Jessie

rindo.

— Sim Camila, advogado sabe o que é? Mandarei meu advogado falar com ela por que como sou maior de idade, tenho direitos a uma parte do

dinheiro do meu pai, se eu fosse você, não sairia gastando à toa vai que vocês

já usaram a parte de vocês na herança né! — respondo com o meu melhor

sorriso.

— Vamos embora porra! — diz Pet revoltado.

E assim vamos embora, nos despedimos da avó do Mason, ela

promete nos fazer uma visita assim que chegarmos de viagem, e agradece por

nossa presença.

Vamos para o estacionamento, e esperamos o manobrista ir buscar o

carro. Eles combinaram de todos irem para casa do Mason, e pedirem comida

japonesa.

Assim que entramos no carro, Mason começa com o sermão.

— Você tem noção do perigo que correu? E não venha com essa

história que encontrou com ela por acaso, que não vai me convencer. Se não

fosse o Pet estranhar a demora de vocês, e ligar um fato ao outro, sabe se lá o

que teria acontecido. Você tem que ser cautelosa princesa, elas são perigosas,

não adianta ir com sede ao pote agora, tudo tem que ser planejado e

estrategicamente executado.

Sei que o que ele falou é verdade, mas eu não resisti, tinha que ir

olhar na cara daquela surucucu do brejo, e ver a surpresa dela a me ver.

— Eu sei que você está certo príncipe, mas não pude resistir quando

vi ela indo ao banheiro, queria ver o que eu iria sentir, quando olhasse para

ela. E foi completamente diferente de quando eu a vi no shopping, eu não

senti o medo, o pavor daquele dia, o que eu senti hoje foi raiva, nojo, sede de

vingança, eu me senti liberta de todo o horror que eu sentia, até mesmo

quando pensava nela.

— Eu sei meu amor, você se sente livre porque sabe que nunca mais

irá se machucar, que elas não serão mais capazes de te atingir. Porque você sabe que não está mais sozinha, porque você não tem só a Jessie e seus pais

para te proteger, hoje você tem seus amigos, e tem a mim princesa. Eu nunca

deixarei nada chegar perto de você para te machucar — Mason fala, olhando

em meus olhos, e eu sei que ele irá cumprir essa promessa até o fim.

— Isso mesmo, você não está mais sozinha Bonequinha, hoje você

tem pessoas ao seu lado que te amam, e que moveram céu e terra para te

proteger — fala Jessie.

— Eu sei que estou protegida, tendo vocês ao meu lado, e sou

eternamente grata a isso.

— Bem vamos deixar esse assunto para lá, vamos pensar em coisas

boas. Tipo nossa viagem amanhã, você já preparou sua mala? — pergunta

Mason empolgado, ele parece um menino quando descobre que vai para o

parque de diversão.

— Já está pronta todo poderoso, o senhor já me fez essa pergunta

várias vezes — respondo rindo.

Chegamos em casa, e vou colocar uma roupa mais confortável. Amo

me vestir bem, fazer uma maquiagem bafônica, usar um salto quinze, no

estilo me foda de quatro, mas nada como chegar em casa, e tirar o salto e

colocar uma roupa confortável.

Visto uma calça de moletom e uma regata, adoro ficar à vontade em

casa. Desço e encontro o povo todo a vontade, cada um jogado em um sofá.

Zack e Drew estão jogados no puff monstruoso que o Mason tem no canto da

sala, já Pet está sentado no sofá de dois lugares, e Jessie está deitada com as

pernas em cima do colo do Patrick, e ele sem se dar conta está massageando

os pés dela.

Como diz meu príncipe, desse mato vai sair cachorrinhos com toda

certeza.

Meu príncipe, esta deitado no outro sofá, com um copo de uísque na mão rindo de alguma palhaçada de Drew.

— Ei Bonequinha, vai ficar aí babando no todo poderoso a noite toda?

— Jessie adora me envergonhar ela faz disso sua missão na terra.

— Amiga com um bofe desses, não era só minha boca que iria babar

não viu. — Realmente falta um filtro entre a mente e a boca do Drew, o bicha

loca.

— A senhorita me respeite, está perdendo o medo Drew? Aonde já se

viu, falar de outro homem bem na minha frente. — Zack olha feio para Drew,

mas esse nem liga.

— Noossa rainha do meu Nilo, então posso falar dos bofes pelas suas

costas? Bom saber hum. — Eu não aguento e caio na risada, entre Jessie e

Drew não sei quem é pior.

— Mas também com um homem desses quem não iria babar né não?

Desculpa Dudinha, mas o meu cunhadinho é um gato, como diz mamãe todo

lindo de fitness — diz Jessie rindo

— Eu vou te dar outra coisa para você babar Baixinha — Pet solta em

voz alta, e quando todo mundo olha para ele chocado, ele fica vermelho, acho

que pensou alto. Nós caímos na risada.

— Nossa Olaf, assim você me mata! Eu quero brincar na neve, me

divertir com seu boneco tudo bem! — ela canta e rimos novamente.

— Caralho Pet, você está completamente fodido. O sogrão vai

infartar, quando ele souber que a Chaveirinho dele está brincado com o seu

boneco — Mason diz rindo. Pet adora atormentar o Mason, agora vai ter que

aguentar as provocações, o Mason vai perturbar ele tadinho.

— Que porra de brincar com boneco! Eu quero é distância dessa

maluca.

— Nossa Olaf queria tanto brincar com o seu boneco, eu posso ter a

boca pequena, mas o estrago que eu faço com ela meu amor te levará a loucura — Jessie fala passando a língua nos lábios.

— Vocês são completamente loucos — eu falo rindo. — Vocês já

pediram a comida? Estou morrendo de fome, comeria um boi.

— Nossa eu também estou — diz Jessie

Eu me sento no sofá, junto do meu príncipe. Assim que eu me sento,

Mason me puxa para me deitar ao seu lado no sofá, nunca na minha vida,

imaginária fazer isso um dia, estar com amigos, deitada com meu namorado

tipo adolescente mesmo.

Eu perdi muita coisa na minha curta vida, deixei de ser criança, não

tive amigos, não brinquei de pega-pega, rouba bandeira, esconde e esconde.

Deixei de ser adolescente, não tive minha primeira paixão, não

frequentei a casa de amigas, não fui a bailes e festas escolares, tudo por causa

do medo. Hoje olhando para trás, vejo o quanto eu perdi por causa da

ganância dos outro, vejo tudo o que sofri, por causa de uma mulher fria e

calculista.

Mas Duda você não foi morar com a Jessie e sua família? Fui sim,

mas o medo não me deixou ter tudo isso, o medo é um dos sentimentos mais

triste que existe. Porque por medo, deixamos de viver, deixamos de ser

felizes, aceitamos qualquer coisa, qualquer migalha, nos satisfazermos com

qualquer coisa, por que não somos capazes de enfrentar a vida e batalhar pelo

que queremos. Eu melhorei a uns quatro, cinco anos, porque queria ser

diferente, queria ser independente. Eu decidi que queria me redescobrir como

mulher, como pessoa. Eu via a Jessie saindo e se divertindo, e tinha uma

inveja dela por ela ser livre, livre de qualquer medo e receio, livre de

pesadelos, mas eu não, eu era uma ratinha como a Camila mesmo falou. Eu

tinha medo da minha própria sombra, a única pessoa que eu me dava bem era

a Jessie. Eu não tive amigas, se eu queria chorar, era para os braços da Jessie

que eu corria. Chegava até mesmo ser um pouco infantil. Já tive crises horríveis de ter que fugir para o quarto da Jessie, e ela me acalentar a noite

inteira, de não ter forças nem para tomar banho.

Eu sofria muito, mas hoje me vendo aqui, nessa sala rodeada de

amigos, deitada nos braços do homem que eu amo, me sinto tão vitoriosa.

Vitoriosa por estar aos poucos, superado meus medos e anseios, por estar

reagindo a tudo o que me aconteceu, de uma forma completamente diferente.

Sei que tenho muito a superar, sei que não mudarei e nem ficarei melhor de

uma hora para outra, mas irei me esforçar, não deixarei nada me levar para

baixo, tudo o que eu mais sonhei está se realizando. Hoje eu tenho amigos,

um trabalho que amo, e um homem que me ama tão intensamente igual aos

mocinhos dos livros que leio.

 

A algazarra na minha casa está armada, e minha princesa está

deslumbrada com a bagunça, parece uma criança quando vai ao cinema a

primeira vez, seus olhos brilham felizes, sua cabeça não para quieta, parece

que está assistindo um jogo de pingue-pongue. Faço um carinho em seus

cabelos e ela me olha e me dá o sorriso mais lindo do mundo.

Um sorriso que é só meu, esse ela só dá para mim, um sorriso

apaixonado.

— Você está feliz princesa, realmente feliz, está gostando dessa

bagunça?

— Eu estou amando, sabe, eu só tinha a Jess como amiga, nossas

bagunças eram mais suaves, por mais que a Jessie seja louca, depois que

comecei a trabalhar na boate e conheci Zack e o Drew, amo as loucuras deles,

mas hoje vendo todos reunidos, sinto um sentimento tão grandioso, como se

eu tivesse que ter sido sozinha, para então encontrar vocês.

Isso acaba comigo, sei que ela quando criança foi sozinha, viveu

trancada e maltratada, e isso me fode de mil maneiras diferente, sei que ela só

tinha a Baixinha como companheira, e agradeço a Deus por isso.

— Isso é bom princesa, nós sempre estaremos aqui por você, a

amizade é o elo mais precioso que podemos criar. É lindo ver a amizade entre

você e Jessie, é uma amizade tão pura e tão intensa, que é como se vocês

sentissem o que a outra está sentindo.

— Sim, sempre fomos assim, é como se tivéssemos uma ligação

invisível. Sempre que estou em crise ela aparece, ou ela me liga, eu a amo de

um jeito que não posso te descrever é coisa de outro mundo.

— Ou de outra vida, é como se vocês estivessem destinadas a se

conhecerem, eu acho lindo essa amizade.

— Os pombinhos vão ficar cochichando? — pergunta Zack

— Claro que não rainha do Nilo — respondo caindo na risada, esses

apelidos que o Drew dá para o Zack são maravilhosos.

— Tão engraçadinho você Mason.

A comida chega, e assim nós acabamos de comer comida japonesa.

Sou uma negação em comer de pauzinho, não tenho paciência sou muito

guloso para comer de palito.

— E aí Mason, já decidiu para onde vocês irão? — pergunta Pet

— Já sim, mas não vou falar por duas razões; primeira é que é

surpresa para minha princesa, e a segunda é para vocês não aparecerem lá.

— Nossa cunhadinho, como você é ruim, mas este certo, quem sabe

não sai um princesinho ou uma bonequinha dessa viagem. — Jessie é esperta.

— Hahaha, muito engraçadinha você anã, pode tirando o seu pônei da

chuva — diz Duda rindo

— Por que princesa? Pergunto curioso

— Porque eu faço uso de anticoncepcional, desde os dezesseis anos, e ela sabe muito bem disso.

Droga, ela tinha que acabar com os meus planos, mas não existe nada

que eu não possa fazer. Eu irei colocar o meu filho dentro dessa mulher, ou

não me chamo Mason Black.

— Acho que alguém ficou decepcionado aqui Gibizinha — diz Drew

rindo.

— Sério isso Mason? Você literalmente é louco, preciso te dizer que

mal nos conhecemos? Você está correndo mais que o the flash. Primeiro

queria que eu mudasse para sua casa, e agora isso? — pergunta Duda

nervosa.

Sei que estou querendo tudo para ontem, mas qual é o problema

quando encontramos a pessoa certa? Ela é a mulher da minha vida, e usarei

tudo o que eu achar para amarrá-la a mim.

— Ei pessoal, vamos mudar de assunto antes que esses dois resolvam

discutir. — Pet é a voz da consciência da galera.

— Sim, vamos mudar de assunto. Drew tive uma ideia sobre o seu

projeto — diz Duda levantado do meu lado e indo se sentar em um baú que

tenho na sala.

— Que projeto Maria Eduarda? — pergunto por que eu já imagino do

que se trata.

— O projeto que o Drew, tão carinhosamente fez, e que você Mason

Black e o Zack cagaram e andaram para ele, já que vocês não quiseram ver,

eu entrei em contato com um conhecido meu da faculdade, e ele adorou a

ideia e ficou de falar com o pai dele — diz ela me olhando, com a porra da

sobrancelha levantada, tipo me desafiando.

— Uuuuhhuuu vamos ter um clube das mulheres porra! Já imagino

aqueles bofes lindos, tirando a roupa e eu colocando meu suado dinheirinho

naquelas sungas minúsculas, já me imagino recebendo uma dança da cadeira tipo Magic Mike. Será que eles teriam um Channig Tatum? Ou um Alex

Pettyfer? Juro por todos os santos que agarro os dois e faço um ménage top,

ficarei sem andar durante semanas — a anã de jardim fala sonhadora.

Sabe quando isso irá acontecer? NUNCA, se ela acha que pode

brincar comigo está muito enganada. Olho para Zack e ele está com um olhar

assassino.

— Jura Gibizinha? Você faria isso por mim? — Drew faz uma cena

digna de Oscar.

— Eu já fiz meu amor. Sua ideia é top, tem tudo para dar certo, com

uma boa divulgação, tanto a boate quanto você irão ter um lucro ótimo.

— Já quero para ontem isso Bonequinha. Bicha me deixa te ajudar, a

escolher o casting? Faço até um teste drive se você quiser. — Jessie já está

indo longe demais.

— QUE PORRA É ESSA DE TESTE DRIVE? ESTÁ FICANDO

LOUCA PORRA? NEM PENSE NESSA MERDA, EU TRANCO VOCÊ

EM UMA GAIOLA BAIXINHA, LIGO PARA O SEU PAI SE FOR

PRECISO, MAS VOCÊ NÃO CHEGA PERTO DE PORRA DE ESTRIPERS

NENHUM. NEM QUE EU TENHA QUE TE ALGEMAR! — grita Pet, ele

acabou de se entregar, ele está caidinho pela Baixinha.

Duda está rindo da situação, deixa ela pensando que está bom para

ela.

— E você pensa que é quem para me proibir? Se toca cara, não sou

nada sua, sou livre, leve e solta. Sou dona do meu próprio nariz, vai lá ligar

para o meu pai. Vou te dizer o que irá acontecer, ele ficará puto com a

notícia, gritará aos quatro ventos que filha dele não frequenta lugares desse

tipo, minha mãe vai escutar o escândalo, e irá querer ir, e tudo o que ela quer,

ela consegue, aí meu pai vai querer te matar — diz Jessie quase gritando no

cara de Patrick.

— Calma Jessie, também não é para tanto. — Duda tenta acalmar a

Baixinha.

— Calma por que Duda? Ele me fode? Nem se ele estivesse me

comendo, ele teria o direito de querer mandar em mim, então acorda Olaf, e

aprende uma coisa, em mim ninguém manda!

— Você pode ter certeza pouco metro, que quando eu, e vou usar a

suas lindas palavras, quando eu Patrick estiver te comendo, você não irá

querer saber de homem nenhum, porque eu serei a única coisa na sua mente

— diz ele virando as costas e indo em direção a piscina.

— Puta que pariu, minha nossa senhora dos homens possessivos, o

que acabou de acontecer aqui? — pergunta Drew boquiaberto.

— Isso meu querido, se chama tesão recolhido, a Baixinha mexeu

com o cara errado. Só te digo uma coisa Jessie, se você acha que o Mason é

intenso, você irá descobrir o significado da palavra intensidade — Zack diz

sério, realmente Pet e mil vezes pior do que eu.

— É irmã, dessa vez você está fodida de verde e amarelo, não consigo

ver alguém mais intenso que o Mason, se Pet for pior que ele, você estará

lascada — diz Duda séria.

— Pois está para existir o homem que vai mandar em mim! — Jessie

fala, subindo as escadas e indo para o quarto.

— Bem pessoal, acho que já vamos indo. Irmão boa viagem, que você

tenha um bom descanso e aproveite as férias, pode deixar as coisas aqui, eu e

Bea daremos conta.

Eu acompanho os dois até a porta, nos despedimos de Zack e Drew, e

quando entramos para casa, Duda vai para o quarto atrás de Jessie e eu vou

fazer companhia para Patrick.

Depois dessa explosão ele deve estar confuso, ainda bem que escolhi

a irmã mais centrada, porque se a Duda fosse um terço como a baixinha, eu estaria fodido. Nós homens temos que nos unir.

Só Deus sabe o que nos espera, essas duas irão nos levar a loucura.

Deixa a Maria Eduarda pensando que vai passar batida essa história de clube

das mulheres.

 

BÔNUS

 

Nada do que planejei pode dar errado, eu não investi anos nesse plano para morrer na praia.

Você deve estar pensando: “Nossa essa Margô é uma vaca calculista”,

mas ninguém sabe o que é não ter nada, contar moedinhas para comer. Eu

sempre fui linda, numa gostei de trabalhar, o que eu poderia fazer para ter

dinheiro sem fazer esforço?

Decidi usar a minha aparência para sobreviver, sempre tive a mente

perversa, odiava a vida de pobre que eu tinha, então um dia batendo perna a

procura de emprego conheci o Ernane, um homem boa pinta, mas cafajeste,

ele agenciava garotas de programa, e viu em mim uma mina de dinheiro.

No começo foi difícil, me deitar com pé rapado que gastava o

pagamento para comer as putas, me sentia nojenta, após acabar o programa

entrava de baixo do chuveiro e passava horas me esfregando, poderia ficar

anos no banho, que o cheiro de pobre suado não saia da minha pele.

Eu reclamava para o Ernane, exigia que ele escolhesse para mim os

homens mais chiques, com dinheiro, não a ralé que vinha direto do serviço

cheirando a azedo.

Entrei na mente dele, dizendo que ele deveria dar um upgrade na

carreira de cafetão, que deveria arrumar umas meninas bonitas, cheias de

estilo. Eu disse que o ajudaria nesse plano, ele passaria de cafetão de puta

pobre, para agenciador de elite.

Até ele conquistar um lugar de respeito na alta sociedade, ele

continuaria com os negócios das putas de rua, até porque o dinheiro teria que

vir de algum lugar, para bancar as minhas saídas para jantares chiques, festas

importantes, eu precisava me vestir bem para estar no meio do povo da grana,

aos poucos fui fazendo amizade, principalmente com os homens, porque eles

eram o meu foco.

Enquanto eu estava na roda da alta elite, Ernane ia a barzinhos, porta

de escola, hospitais, ele ia em tudo o que era lugar para abocanhar meninas inocentes, com sonhos de uma vida melhor, e usava a lábia dele, dessa forma

conseguimos as melhores e mais belas garotas, lógico que demos um banho

de loja, manicure, cabeleireiro, isso tudo custou muita grana, e elas ficariam

devendo a nós.

Nosso negócio decolou, começamos a ter vários, e vários clientes. Eu

também fazia alguns programas, quando era solicitada, mas só homens com

bastante dinheiro, nessa vida conheci deputados, senadores, empresários tudo

gente de grana. Alguns faziam questão de me escolher, e com isso comecei a

cobrar caro, eles nunca reclamaram porque eu fazia por merecer cada

centavo.

Mas o ser humano e ganancioso, quanto mais tem mais quer, então

comecei a tecer a minha teia, minha primeira vítima foi um velho deputado

cheio de dinheiro, fingia que queria sair dessa vida, que tinha me apaixonado

por ele, e que por conta disso não queria mais vender meu corpo, contei que

Ernane me obrigava e me batia até eu aceitar fazer o programa.

Ele ficou com dó, homem não pode ver uma mulher novinha que já

fica apaixonado, comprou uma cobertura toda mobiliada para mim, uma

conta gorda no banco. Mas era pouco, o convenci a casar, e o velho babão

aceitou, nos casamos, foi um casamento grande, várias pessoas importantes, a

maioria eram meus clientes.

Mas ao passar os meses, fui me distanciando do velho, ele começou a

ficar louco, no primeiro tapa que ele me deu, resolvi acabar com a vida dele,

Ernane como meu fiel escudeiro, encontrou um remédio que causava infarto

sem deixar vestígio. Bolamos um plano, fui viajar e ele ficou, mas mandou

comigo três seguranças, até no banheiro eles entravam comigo.

Antes de ir viajar, batizei o licor que ele bebia todos os dias, era um

licor importado que só ele tomava, depois de uma semana voltei para

encontrá-lo caído no chão de seu escritório. Lógico que nem uma suspeita foi levantada contra mim, eu tinha provas que estava viajando.

Como já era esperada, sua fortuna ficou toda para mim, pois ele não

tinha nenhum parente próximo.

Você deve estar se perguntando: “Margô conseguiu o tão sonhado

dinheiro e sossegou?”, estão completamente enganadas, eu queria mais, e

mais. Tanto a minha sede por dinheiro quanto a sede por sangue, foram

tomando proporções cada vez maiores.

E eu passei de cafetina, para assassina sem nem sentir, Ernane me

chama de a viúva negra. Eu me envolvi com criminosos grandes, traficantes,

assassinos profissionais, e me dei bem, Ernane sempre ao meu lado, de

parceiro passou a ser meu capacho.

Entrei de sócia com um bandido de grande poder, começamos a fazer

contrabando de meninas para fora do Brasil, meninas tolas, burras que

achavam que estavam indo mudar de vida, que estavam indo trabalhar de

doméstica para ganhar em dólar. Trouxa elas, mal sabiam que estavam indo

ser puta e que não receberiam um centavo, enquanto não pagassem a dívida.

Então conheci a família García, conheci a songa monga da Valéria

García, toda amorosa, amiga, uma verdadeira Lady, no português claro? "Um

porre" e então conheci Eduardo García um homem lindo, educado,

completamente apaixonado pela esposa, eu me encantei por ele, minha

primeira paixão, então decidi que esse homem seria meu.

Contei uma história triste e Valéria me contratou como sua

governanta, eu odiei lógico, mas como dizem: Os fins justificam os meios, fui

morar na mansão dos García uma semana depois, fiz com que Valéria ficasse

completamente dependente de mim, até para escolher a cor de um esmalte ela

me perguntava.

Então dois anos se passaram, e a vagabunda descobriu que estava

grávida, Eduardo ficou louco, não existia homem mais feliz que ele, era tanto amor, tanto mel que várias vezes, cheguei a vomitar com nojo, eu tinha

inveja, por que queria um homem assim. Os meses foram passando, a barriga

dela crescendo e eles estavam cada vez mais apaixonados. Se ela pedisse o

céu Eduardo iria trazer, com isso meu ódio por Valéria, foi aumentando

gradativamente.

O tão sonhado dia por eles chegou, Valéria entrou em trabalho de

parto, Eduardo mandou fechar a clínica só para a songa monga. A fedelha

nasceu, até que era bonitinha, mas odeio crianças, tenho nojo, elas só cagão,

mijam e vomitam. Bem o clima da casa mudou de nojento para insuportável.

A cada dia minha inveja crescia até mesmo a voz dela me dava ódio, a

vontade que eu tinha era de matá-la a facadas, queria cortá-la todinha. Então

combinei com o Ernane de administrar um veneno todos os dias nela, eu

queria vê-la sofrer, e morrer um pouco a cada dia. Eu consegui colocar

Ernane de mordomo na casa, assim ele poderia me ajudar no plano de

conquistar Eduardo.

Os dias foram passando, e Valéria foi ficando cada dia mais doente,

Eduardo desesperado, tentando achar a cura para o que a esposa dele tinha, eu

me fazia de amiga, cuidava da pestinha e aos poucos fui me aproximando do

meu amado.

Valéria foi definhando, sua pele era cinzenta, seus cabelos foram

ficando ralos, seus dentes amarelados, seus olhos fundos e sem brilho.

Quando ela estava a um suspiro para morrer, eu lhe contei tudo e disse que

Eduardo seria meu, que eu mataria sua filha ou a venderia para ser putinha

em outro país. Ela me olhava horrorizada e teve um infarto fulminante.

Eduardo ficou desesperado, entrou em depressão profunda, nem

atenção para a filha ele dava, não conseguia olhar para a criança, sem se

lembrar da finada esposa, ali eu vi minha chance de tomar tudo o que era de

Valéria para mim, sua casa, seu marido, seu dinheiro. Eu seria a nova senhora García.

Eu aos poucos fui me chegando, como quem não quer nada, me

aproveitei do seu luto, ele vivia mais bêbado do que qualquer outra coisa, até

que um dia me aproveitei que eles estava quase desmaiando, o levamos para

o quarto e me deitei com ele totalmente nua, quando ele acordou e pensou

que tínhamos transado, eu me fiz de santa e disse que era pura, que ele me

forçou, me estuprou.

O homem ficou louco, falou que iria reparar seu erro, que se casaria

comigo, disse que precisa de alguém para criar sua filha, eu me fiz de feliz,

assim que eu fizer ele se apaixonar por mim, daria um fim a essa pirralha,

mas nada foi como planejei, ele se casou comigo, mas mal olhava na minha

cara, muito menos transava comigo. O amor que eu achava que sentia se

tornou em ódio, e logo me vi planejando sua morte.

Acordo dos meus devaneios do passado, com uma gritaria. Estou

sentada no escritório de casa, Camila entra parecendo um furacão, gritando e

berrando como uma louca.

— Para de gritar garota! — grito com ela, Camila se parece tanto

comigo, até parece que eu a gerei em meu ventre.

— A senhora não tem noção de quem eu vi, que ódio! Será que nunca

me livrarei dessa infeliz, mas isso tudo é culpa sua dona Margô! — Camila

Continua berrando e chorando.

— Respira minha filha, respira fundo se acalme e me conte de quem

você está falando.

— A senhora nem imagina, quem eu encontrei na casa dos

Black! Toda cheia de si, ela acabou com os meus planos, essa ratinha

medrosa.

— De quem você está falando? — pergunto, agora curiosa

— Maria Eduarda García, Margô! Te lembrar de alguém? Ela agora é mulher do filho de Patrick Black, dono de uma das melhores construtoras do

Brasil, uns dos jovens mais ricos, você tem noção do ódio que eu estou? Fiz

amizade com aquela sem noção da Valerie Johnson por causa dele, ele é de

uma das famílias mais prestigiadas do Brasil, o sobrenome Black abre

qualquer porta. Mason Black era para ser meu.

— Como assim a ratinha é mulher de um Black? Ele não era noivo

dessa garota Valerie? — pergunto curiosa. Não é possível que essa fedelha

conseguiu se dar bem na vida. Eu deveria ter acabado com a raça dela, assim

não teria passado a humilhação de enfrentar um julgamento e ser convidada a

me retirar do Brasil.

Ela acabou com todos os meus planos, tudo porque fui seguir o

conselho do Ernane.

— E tem mais Margô, ela falou umas coisas, como se soubesse de

algo. E te mandou um recado.

— O que essa ratinha de esgoto pode ter para falar para mim? —Tem

anos que nem penso nessa infeliz.

— Ela me perguntou como foi passar esses anos em exílio, gastando

um dinheiro que não era meu. O que ela quis dizer sobre isso? — pergunta

Camila.

Eu travo na hora, nem percebo que tenho o copo de vinho em minhas

mãos, até que ele se quebra e espalha vinho por todo lado, só escuto o grito

de Camila.

— Cala a boca infeliz! Qual foi o recado que ela me mandou?

— Ela disse que o advogado dela iria entrar em contato com você,

que ele iria vir fazer uma visita, disse que, como agora ela é maior de idade,

ela tem o direito à herança do pai dela, disse que eu evitasse gastar, porque eu

não sabia se já tinha gastado a sua parte na herança.

O que essa desgraçada quer? Se ela acha que vou dividir o dinheiro com ela, está muito enganada. Eu mereci esse dinheiro, aturei durante anos a

songa monga e aquele frouxo do Eduardo. Aturei aquele homem chorando

por aquela infeliz, limpei a bunda daquela pirralha. Nem ela, nem ninguém

irá tirar o que é meu.

Ela que me aguarde, dessa vez nada nem ninguém irá me impedir de

terminar o que comecei.

— Margô, ela tem algum direito na sua herança? Ficaremos pobres?

Eu não fui criada para ser pobre mamãe!

Eu me descontrolo, e jogo tudo o que está na minha mesa no chão, na

hora Camila cala a boca.

— Inferno, inferno, Inferno! Essa ratinha não irá tomar um real do

meu dinheiro, antes de isso acontecer eu acabo com a vida dela!!!

— Como assim acabar com a vida dela?

— Eu irei matá-la, farei o que deveria ter feito anos atrás.

Camila olha assustada para mim, está na hora da princesinha sujar as

mãos, chega de ficar só gastando, ela terá que fazer jus ao que gasta, cansei

dessa moleza!

— Ernaneee!!! — grito.

Esse encosto, esse estúpido terá que me ajudar, porque só estamos

nessa passando por isso por causa dele.

Ernane entra correndo no escritório, e me olha horrorizado. Camila

está branca e eu estou louca de ódio.

— VOCÊ SABE QUEM RESOLVEU SAIR DO ESGOTO, SEU

FROUXO! SEU BURRO! A RATINHA DA MARIA EDUARDA, E É

TUDO CULPA SUA SEU IMPRESTÁVEL!!!

Maria Eduarda que me aguarde, ela nem saberá o que a

atingiu, quando menos esperar, estará fazendo companhia aos pais.

Encontro Pet sentado na borda da piscina, olhando para a água

pensativo, ele pode não ter me visto, mas sentiu minha aproximação.

— Desculpa cara, não sei o que deu em mim lá dentro, mas essa anã

tem o dom de mexer com o meu psicológico.

— Bem-vindo à família cara. A Duda faz o mesmo comigo, às vezes

não me reconheço, mas te garanto irmão vale a pena o estresse.

— Não sei o que estou sentindo no momento, e isso me irrita. Em

toda a minha vida, sempre fui centrado, decidido e quando me vejo

totalmente fora do meu eu, fico perdido.

A Baixinha realmente mexeu com o meu amigo. Nunca o vi assim,

perdido sem direção, Patrick sempre foi o decidido da turma, se nós fôssemos

sei lá, comprar uma camisa, ela já sabia qual e aonde comprar, enquanto eu e

o Zack, rodávamos várias lojas.

— Irmão você tem que pensar direito, ver realmente o que você quer.

Você nunca foi de se amarrar a ninguém, então antes de você decidir que vai

atacar, pense realmente se vai levar isso adiante, a Baixinha é doida, mas tem

um coração enorme, e não quero vê-la magoada pelo meu melhor amigo.

— Eu irei pensar, preciso descobrir o que estou sentindo Mason, é

tudo confuso, nunca fui ciumento você sabe disso, mas quando a ouço

falando de outros homens, o sangue sobe e vejo tudo vermelho.

Eu caio na gargalhada, ele pode não se dar conta, mas está com os

quatro pneus arriados pela meio metro. Jessie é louquinha, ele todo sério.

Sabe o que vai acontecer? Dinamite pura minhas caras.

— Só lhe digo meu amigo, você está fodido de verde e amarelo, mas

se posso te ajudar em alguma coisa, é que vale muito a pena se arriscar. Só

terá que tomar cuidado com o sogrão, ele sim dá medo — falo rindo, Andrey

é super gente boa, mas quando se tratando das filhas? O cara enlouquece

geral.

Ficamos conversando e bebendo madrugada adentro, até a minha

princesa aparecer.

— Ei meninos, vocês não acham que já esta tarde? Mason amanhã

sairemos cedo, que tal você dormir um pouco? — pergunta Duda, olhando

feio para a garrafa de uísque que está quase vazia.

— Aí está à mulher da minha vida Patrick, minha futura esposa e mãe

dos meus filhos!

Duda e Pet estão rindo, só não sei do quê, minha princesa fica linda

feliz.

— Acho que você está bêbado meu amor.

— Gibizinha você acha? Eu tenho certeza — diz Pet rindo

— Gibizinha é o caralho! Já falei para cortar essa intimidade toda.

— Mason Black deixa de ser sem graça. O que é que tem ele ou Zack

me chamar assim? Eles são meus amigos e seus também! — Olha a minha

onça mostrando as garras.

— Não gosto, não quero e não aceito. Quando ele deixar de ser

frouxo, e pegar a Baixinha de jeito, também vou ser todo íntimo, cheio dos apelidos.

Os dois continuam rindo de mim, e isso me deixa puto. O que eles

veem de tão engraçado em um homem cuidar do que é dele? Levanto-me,

olho para os dois engraçadinhos e vou para dentro de casa.

Sou ciumento e nunca escondi isso de ninguém, por mais que Zack e

Pet sejam meus amigos há anos, quando se trata da Duda eu sinto ciúmes

deles sim. Não posso mudar o que sou, sei que posso soar infantil por isso,

mas é tudo novo para mim, esse amor louco, possessivo, ciumento são

sentimentos novos, ainda estou me acostumando a eles.

Tiro minha roupa e entro embaixo do chuveiro gelado, penso no que

nos espera nessa viagem de amanhã, estou empolgado com esse tempo a sós

com a minha princesa. Lógico que não vamos para longe, tenho uma casa de

praia há algumas horas daqui, é um lugar isolado, praia linda, um verdadeiro

paraíso.

Saio do chuveiro, me seco e visto uma boxer. Quando vou me deitar,

noto que a Duda ainda não subiu. Deito-me e espero por ela, passa-se alguns

minutos, até minha princesa aparecer, ela se deita ao meu lado, virada para

mim.

Eu estou com o braço cobrindo meu rosto, não quero conversar, só

quero ficar aqui quietinho na minha, curtindo meu porre.

— Ei, meu príncipe! Não vai olhar para mim? — pergunta Duda, só

pela voz sei que ela está sorrindo.

— Não estou a fim, quero ficar aqui curtindo minha cachaça.

— Tudo bem, então vou dormir com a Jessie, assim você poderá

curtir sua cachaça em paz. — Mas é muito marrenta essa garota!

Ela começa a levantar da cama, mas eu sou mais rápido que ela e a

agarro. Ela solta uma gargalhada, e eu um bobão apaixonado sorrio de volta.

— Você não irá dormir em qualquer outro lugar, se não aqui comigo — digo emburrado.

— Mason, não tem cabimento esse ciúme. É só um apelido carinhoso

que seus amigos usam, ou você gostaria que eles não gostassem de mim? Ou

que me tratassem mal? — pergunta ela séria.

— Lógico que não princesa, eu nunca iria aceitar uma coisa dessas,

mas não gosto desses apelidos, tenho ciúmes mesmo, não consigo evitar, eu

sei que eles são meus amigos há anos e que nunca iriam faltar com respeito,

mas isso é mais forte que eu, entende?

— Eu entendo meu amor, mas não aceito, parece que você tem medo,

que não confia nem em mim e muito menos nos seus amigos. Tudo bem que

é até engraçado esse ciúme todo, mas não te dou razão para isso, se fosse com

qualquer outra pessoa eu entenderia, mas eles? Eles são seus amigos.

— Tudo bem, tudo bem, vou tentar segurar ok? Agora vamos dormir,

porque amanhã sairemos cedo, as malas já estão no carro.

— Você está super empolgado com a viagem não é? — diz ela

fazendo um carinho no meu rosto, e eu viro meu rosto e beijo a palma da sua

mão.

— Você não sabe o quanto gata! Eu amo aquele lugar, é lindo, calmo,

um verdadeiro paraíso. E o melhor, irei foder você em cada canto daquele

lugar, irei estar dentro de você em cada hora do dia.

— Nossa senhora das pepecas assadas, desse jeito não irei andar! —

diz ela rindo, mas com os olhos cheios de tesão.

— Se isso acontecer, eu carrego você no colo, especificamente

sentada no meu pau. — Se ela acha que eu estou brincando, está muito

enganada.

— Vamos dormir então garoto transante — diz ela me dando um

selinho.

— Isso princesa, durma enquanto puder, porque vai saber quando você terá outra chance — digo rindo.

— Eu dormirei sim, eu viro o satanás quando estou com sono — diz

ela se enrolando em mim para dormir.

— Não tem problema meu amor, se dormir, vai tomar dormindo —

falo o trecho de um funk antigo.

Ela solta uma gargalhada, e me abraça mais apertado. E eu como de

costume, a seguro e embrenho minha mão em seu cabelo, e assim logo

caímos no sono.

 

Acordo às seis horas da manhã com o despertador tocando. Olho para

o lado e vejo Mason dormindo todo solto, e sorrio lembrando da cena de

ciúmes dele ontem.

Levanto-me e vou tomar um banho, vou deixar ele dormir mais um

pouco, por que com certeza ele irá acordar com uma senhora ressaca.

Depois de um banho gostoso, termino de me arrumar, e vou acordar

meu príncipe cachaceiro.

— Ei príncipe bebum, está na hora de acordar — falo baixinho em

seu ouvido.

Ele se mexe, abre um olho e depois esconde o rosto com o travesseiro,

eu dou risada, tão manhoso meu namorado.

— Volta para a cama princesa — diz ele com a voz abafada pelo

travesseiro.

— Não senhor, você disse que iríamos sair cedo, então pode ir

levantando, ou vamos cancelar a viagem?

Rapidinho ele se levanta, e corre para tomar um banho. Eu saio do

quarto rindo, entro na cozinha e encontro Jessie acordada, com uma caneca

de café nas mãos.

— Bom dia Jess, caiu da cama foi?

— Bom dia Bonequinha, recebi uma visita surpresa no meu quarto as

duas e meia da manhã, depois disso não consegui dormir — diz Jessie

olhando sério para mim.

— Hum, visita surpresa? — pergunto tentando segurar o riso.

— Sim, um Olaf muito louco entrou no quarto, tirou a roupa ficando

apenas de cueca, se deitou na minha cama e falou que queria dormir de

conchinha! Você tem noção disso? Aquele homem gostoso queria conchinha

comigo! Estou surtando aqui — diz ela batendo a cabeça no balcão.

— E o que você achou?

— O que eu achei? Acho que estou ficando mole, um homão daquele

na minha cama e eu não dei uma quicada!! Mas também tadinho acho que ele

nem sabia o que estava fazendo, de tão bêbado que ele estava.

— Se eu fosse você Baixinha, não me apegava a isso, Pet pode

derrubar qualquer um na cachaça e não fica se quer tonto. Então se você acha

que ele fez isso por estar bêbado, tire seu cavalinho da chuva — diz Mason

entrando na cozinha.

— Bom dia cunhadinho! Está pronto para a sua viagem? — pergunta

Jessie servindo uma xícara de café para ele.

Engraçado, eu estou aqui a uns vinte minutos e ela se quer me

ofereceu um gole do seu café, mas para o todo poderoso ela serviu uma

xícara. Puxa saco!!!

— Eu não sei o que pensar Mason, seu amigo é um tanto

contraditório, uma hora ele dá sinal que está afim, em outras parece que não

me suporta — Jessie fala confusa.

— Ele está tentando aceitar o que ele está sentindo, basta ter um

pouco de paciência, a espera irá compensar Baixinha — Mason diz tentando

ajudar na confusão que Jess está sentindo.

— Ele é possessivo demais, mandão demais e eu não fui criada para

acatar ordens de homem nenhum Mason, ele vai querer mandar em mim,

mudar meu jeito.

— Ele tem os motivos dele para ser assim, se você se der uma chance

para conhecer o verdadeiro Patrick, com certeza mudará de opinião.

— Irei pensar, não sou de me amarrar. Nunca tive esse sonho de

menininhas, de achar o grande amor, o príncipe encantado, sou mais para o

lado do lobo mau, dos vilões, não sei se tenho psicológico para me apaixonar.

— Tudo tem uma primeira vez — Mason diz olhando para mim.

— Aaaaah vocês são tão fofos, mas chega desse assunto, que horas

vocês irão sair? — pergunta Jessie empolgada.

— Assim que tomarmos café vou preparar um lanche para levar, é um

longo tempo até chegar lá, mas a espera será recompensada.

Continuamos a conversar sobre a viagem, e Mason começa a preparar

os lanches para a viagem, tudo natural e eu olho para eles horrorizada, tudo

bem é gostoso vai, mas cadê a maionese? Cadê a muçarela? Ele colocou peito

de peru, queijo branco, alface.

Estou tão hipnotizada com a cena, que só acordo com a gargalhada da

Jessie.

— O que foi Bonequinha? — pergunta Jessie rindo.

— Amor o que você está fazendo? — pergunto ignorando a Jessie.

— Um lanche natural princesa — responde ele sorrindo. Tadinho

estou até com dó de acabar com a alegria dele, mas Jessie minha fiel

escudeira, faz isso por mim.

— Mason tudo o que tem nesses lanches é saudável. Olha a cara da

sua princesa, se essa viagem for demorar isso aí não vai sustentar o

monstrinho que habita no estomago dela. Porque ela é princesa, mas a fome é

de pedreiro — Jessie diz caindo na risada.

Eu não falo nada, simplesmente viro as costas, saio abrindo os

armários e pegando, bolacha, chocolate, salgadinho, abro a geladeira e pego

refrigerante, Mason e Jessie assistem tudo calados.

— Minha mãe me fez andar o mercado todo, para cumprir a suas

ordens Mason, você quer levar lanche light? Você sabe mesmo com quem

está namorando? Eu me recuso a ficar sem minhas tranqueiras — falo

parecendo uma criança birrenta, pode me privar de tudo, menos das minhas

porcarias.

— Amor, eu iria pegar as suas tranqueiras, sei que você não vive sem

elas. Mas o que custa comer umas coisas saudáveis de vez em quando?

— O que custa você colocar uma muçarela aí? Uma maionese para

incrementar? Eu gosto de comer Mason, o fitness aqui é você!

Ele não aguenta e cai na gargalhada e Jessie acompanha ele. Dois

idiotas!

— Também não irei mais para lugar nenhum — falo e saio andando

para a sala, mas no meio do caminho Mason me pega no colo, e me joga por

cima do seu ombro.

— Você vai sim, e para de birra princesa estamos apenas brincando.

Já te falei que você fica um tesão bravinha? — pergunta ele sorrindo.

Ele me deita no sofá, e deita em cima de mim. Ele está com um

sorriso enorme no rosto, esse capeta adora me ver nervosa.

— Está nervosinha? Eu sei de um jeito de te amansar, uma surra de

pau deixaria você calminha — diz ele em meu ouvido.

De repente não quero mais viajar, quero ir para o quarto, já o imagino

me dando uns tapas, uns puxões de cabelo, tudo o que consigo pensar agora é

um sexo selvagem com ele.

— Você está uma delícia com esse shortinho, de barriguinha de fora.

Ele tem o dom de me desmontar, tão safado esse príncipe.

— Podemos ir já ou você tem que pegar mais alguma coisa? —

pergunta Mason levantando e me puxando.

— Só vou pegar a minha bolsinha de maquiagem, e o celular.

— Ok, aproveita e pega o meu também, e o tablete, vou te esperar no

carro. —Ele me dá um selinho e se vai.

Eu corro escada acima, louca para ficar sozinha com ele no paraíso,

sério esse homem é um tesão!!!

Pego os celulares e minha bolsinha, e vou me despedir da Jessie.

— Bonequinha vai com Deus e aproveite bastante. Vá conhecer seu

príncipe encantado, transe bastante e aproveita e faz um bebê gibi para mim,

deixa que das cobras eu cuido.

— Deus me free, filho agora não. E vê se não vai se meter em

encrenca, por favor. Você vai ficar aqui ou vai para casa?

— Vou para casa, essa casa é muito grande para ficar sozinha, gosto

do meu cafofo. Só vou esperar o Olaf acordar para ir embora.

— Então fica com Deus, e dá meu amor para o papai e para a mamãe

— falo e saio correndo quando escuto a buzina, esse homem não sabe esperar

não.

— Pronto apressadinho.

— Já estamos atrasados princesa.

— Como que estamos atrasados, se estamos indo tirar uns dias para

descansar? Mason você já tirou férias alguma vez a vida?

— Estamos atrasados no meu cronograma gatinha, eu calculei tudo.

São umas quatro horas de viagem, eu programei para nós sairmos daqui umas

sete horas, iríamos chegar lá por volta do meio dia, e meio dia e cinco estaria

dentro de você, agora estou uma hora e meia atrasado.

Esse homem só pode ser louco!!! Quem faz cronograma para transar?

Acabou caindo na gargalhada.

— Ri mesmo minha princesa, vou parar o carro no meio do caminho e

vou te comer bem gostoso — diz ele rindo.

Esse homem, só Jesus na causa, até dirigindo ele me enlouquece.

Acho que estou precisando de umas consultas a mais no psicólogo.

Coloco uma música, e fico olhando a paisagem, acabo pegando no

sono e só acordo quando estamos quase chegando.

Quando olho para fora, vejo muitas árvores, muito mato, é a coisa

mais linda que já vi.

— Já estamos chegando meu amor — ele diz.

— Desculpa não ter sido uma boa companhia, mas sou um caso

perdido, toda vez que viajo só consigo ficar acordada no máximo dez

minutos.

— Não se preocupe gatinha, é até bom que você tenha descansado,

meus planos para você são malignos.

— Amor a casa ou pousada que vamos ficar e perto da praia? —

pergunto curiosa.

— Ficaremos na minha casa, minha avó me deu ela quando fiz

dezoito anos. É perto da praia, mas também tem cachoeira, tem rio e tem uma

piscina natural. É o lugar mais lindo que existe, meu segundo lugar favorito

no mundo — Mason diz com um sorriso safado nos lábios.

— Qual é o primeiro? — pergunto já sabendo a resposta, Mason é

muito safadinho.

— Meu lugar favorito no mundo inteiro é dentro de você, minha

princesa, mas isso você já sabia — diz ele rindo.

— Você anda muito safadinho pequeno garoto transante — responde

rindo.

— Acho que já te mostrei que em mim não existe nada "inho" e nem

pequeno.

Caímos na gargalhada, o clima está tão descontraído, não quero que

nada e nem ninguém atrapalhe essa felicidade. Sabe às vezes me bate um

medo, medo de tudo o que estou vivendo acabe, medo dessa felicidade

evaporar, medo do que pode acontecer mais para frente.

Por tudo o que Patrick me contou, Margô já aprontou de tudo. O

último plano sórdido dela é traficar meninas para serem prostitutas fora do

Brasil. Ela só voltou para o Brasil, porque estava sendo investigada pelo

F.B.I, ela está se sentindo acuada, e pessoas acuadas se tornam perigosas.

Entramos em uma estradinha de terra, e paramos em frente a um

portão grande e branco. Mason desce do carro para abrir o portão, e eu me

sento atrás do volante, antes dele se dar conta, já entrei com o carro no

quintal da casa.

O lugar é lindo e enorme, mais parece um sítio, estou completamente

apaixonada.

Daqui consigo ouvir o barulho das ondas, eu viveria aqui para o resto

da vida.

Olho para Mason e ele continua parado no mesmo lugar, com as mãos

na cintura e cara de bravo. Eu desço do carro rindo.

— O que foi príncipe? Só quis ajudar, por isso estacionei o carro para

você — falo com a maior cara de anjo, eu sei que ele morre de ciúmes desse

carro.

— Você está muito engraçadinha gatinha. Vou deixar essa passar,

mas a próxima sua bunda irá ficar com a marca da minha mão.

— É para ficar com medo? Porque meu amor a única coisa que essa

ameaça fez, foi me deixar molhada — respondo e saio rebolando na sua

frente.

— Safada!

Ele me joga as chaves, enquanto ele vai descarregando o carro eu vou abrindo a casa. Por dentro ela é mais linda ainda, tem um toque rústico, mas

ao mesmo tempo moderno.

Mason passa por mim e vai deixar as malas no quarto, eu vou até o

carro pegar as sacolas com as compras.

— Amor quer ir dar um mergulho antes que escureça?

— Por mim tudo bem, mas não era você o garoto transante, que iria

transar até o pau esfolar? — respondo rindo.

— E quem disse que não farei isso?

Somos dois bobões, um cutucando o outro, coloco meu biquíni e o

encontro na sala. Saímos e vamos em direção aos fundos da casa, seguimos

por uma trilha, andamos por mais ou menos dez minutos e já começo a

escutar o barulho da cachoeira, ele me pega no colo e me joga no ombro,

parecendo um saco de batata.

— Mason! Você vai me derrubar porra! — eu grito alto, e ele bate

em minha bunda.

— Olha a boca princesa — diz ele rindo.

Quando chegamos ao tal lugar, ele me desce do seu ombro e me beija.

Um beijo cheio se urgência, com desespero.

— Eu amo você tanto princesa, você não pode imaginar o quanto.

Agora feche os olhos e fica paradinha aí, só abra quando eu mandar.

— Ok!

Ele se afasta de mim, e escuto o barulho de água.

— Pode abrir os olhos gatinha!

E quando abro meus olhos, me deparo com um cenário mágico. O

lugar é maravilhoso, a coisa mais linda que já vi.

— Bem-vinda ao meu pedacinho do céu — diz ele com os olhos

brilhantes de felicidade.

Eu viveria o resto dos meus dias aqui. Mas de repente me bate um medo, uma insegurança, medo de tudo isso acabar, de que aconteça alguma

coisa que possa vir a acabar com essa minha felicidade. Porque sempre que

estou feliz, alguma coisa acontece, ainda mais agora com a Margô, Camila e

a desnutrida da Valerie em cena.

— Ei nada de pensamentos tristes, vamos curtir esses dias em paz

princesa. Vamos ser felizes, vamos pensar só em nós — diz ele me

abraçando.

— É impossível não ter medo, nada dá certo para mim, sempre que

estou feliz alguma coisa acontece para atrapalhar.

— Mas dessa vez vai ser diferente, nada e nem ninguém irá nos

atrapalhar. Seremos eu e você contra o mundo.

— Promete? — pergunto com os olhos cheios de lágrimas, alguma

coisa me diz que vai acontecer algo.

— Eu te prometo princesa. Agora vamos curtir? — ele pergunta, e

sem esperar a resposta me joga no ombro e entra comigo na água.

Ficamos na água brincando e namorando, Mason é muito bobo. É

lindo de assistir o cara sério, dar lugar a um menino alegre e feliz, quando o

sol começa a se por, voltamos para casa.

Vamos direto tomar banho, eu fico no quarto secando os cabelos, e

Mason desce para preparar um lanche. Uns vinte minutos depois e com a

peruca seca desço para encontrar o meu príncipe jogado num puff mexendo

no celular.

Tão lindo, o meu príncipe! Pode falar, ele não é um nenenzinho?

— Ei mocinho, cadê o lanche? Você prometeu que não iria trabalhar

esses dias!

— Não estou trabalhando mocinha, só estou avisando à Baixinha que

chegamos bem, e a respeito do lanche, já está no forno. Agora vem aqui me

dar um beijinho.

Eu dou risada da cara dele de cachorro caído da mudança, mas eu não

resisto e me sento em seu colo.

— Você quer só um beijinho? — pergunto mordendo os lábios.

Ele me olha sério nos olhos, e seu olhar desce para minha boca, e é

como se tivesse apertado o interruptor, ele vem com tudo para cima de mim.

Ele segura meu cabelo com força, e gruda sua boca na minha, seu

beijo me deixa acesa em segundos. Ajeito-me em seu colo, colocando as

pernas uma de cada lado do seu corpo.

E aí minhas amigas, a coisa ficou séria. O aperto no cabelo ficou mais

forte, ele desce sua boca pelo meu pescoço me mordendo, me chupando, em

vez de ele tirar o meu vestido, o infame o rasga. Esse homem está possuído.

Ele puxa meu cabelo fazendo meu corpo ir para trás, fazendo meios

seios ficar bem empinados, passa suas mãos nos meus mamilos já enrijecidos

de tesão, e os aperta em seus dedos. Eu solto um gemido alto, e me esfrego

em seu membro já duro.

— Aqui você pode gemer bem alto, que ninguém irá escutar, eu irei

fazer você gritar até ficar rouca, vou te foder bem gostoso, e depois farei

amor bem lentamente — ele diz ao meu ouvido.

— Mason! — clamo seu nome.

— É isso o que você vai gritar, eu irei passar a noite toda te fodendo e

te amando, farei isso todos os dias, em cada canto dessa casa!

E com isso ele rasga a minha calcinha, e enfia dois dedos em minha

buceta, me fodendo, me enlouquecendo.

— Rebola no meus dedos gostosa, rebola como se fosse meu pau

dentro de você — ele diz, deixando em meus seios vários chupões, seu

polegar acaricia meu clitóris me levando ao céu.

— Por favor, Mason.

— O que você quer meu amor?

— Quero você... quero você dentro de mim.

Ele me levanta um pouco e tira sua bermuda, deixando seu pau livre.

Ele segura seu pau e me invade com apenas um movimento.

— Mulher gostosa da porra, tão apertadinha, feita só para mim. Olha

como nosso encaixe é perfeito princesa, vê como ela gosta do meu pau?

Juro por Deus, esse homem veio na terra para me enlouquecer! Só

com essas palavras ele me faz atingir ao orgasmo.

Ele enlouquece de vez, e troca a posição. Ele me fode na velocidade

dez da dança do creu, cabelos? Tenho certeza que sairá metade em suas

mãos.

Nós estamos tão selvagens, que tenho certeza que se tivéssemos

vizinhos por perto, eles já teriam chamado a polícia. Estamos ensandecidos, é

foda metralhadora, puxão de cabelo, tapa na cara, mordidas e chupadas. Esse

homem está possuído, e eu estou no mesmo patamar.

— Você está tão cachorro, sairei dessas férias de cadeira de rodas

Mason — falo sem fôlego, ele morde minha boca, e eu acerto um tapa na cara

dele.

— Cachorra! Você é uma safada, que adora dar essa bucetinha para

mim. Agora goza mais uma vez, bem gostoso no meu pau.

E como um fantoche, dou o que ele me pede, gozo chamando seu

nome, e ele me segue em seguida me enchendo. Ele cai em cima de mim,

todo suado com o rosto escondido no meu pescoço.

— Partiu banho? Depois vamos comer e partir para o segundo round?

— pergunta ele sorrindo.

— Mason você acabou de foder até meu psicológico, é sério isso?

Desse jeito vou morrer!!!

— E existe morte mais prazerosa, do que morrer transando? Eu

morreria feliz dentro de você, minha princesa safada — diz ele rindo.

Esse homem vai acabar comigo, a promessa de passar as férias inteira

me fodendo não era mentira.

EU VOU MORRER DE TANTO TRANSAR!!! NA MINHA

LÁPIDE ESTARÁ ESCRITO "AQUI JAZ UMA MULHER FODIDA ATÉ

A MORTE".