Um Longo Caminho a Dois: Volume 1
Chego ao apartamento da Jessie, meia hora adiantado, isso mesmo
apartamento da Jessie, porque logo, logo a minha princesa estará morando
comigo.
Jessie autoriza minha entrada, e quando chego ao apartamento, a porta
está encostada.
Vou direto para o quarto da Duda, e a imagem que eu vejo, me faz
querer desistir da festa, desistir da porra toda, e achar uma ilha deserta e
viver pelado eu e minha princesa. Ela está vestindo um body rendado e a
parte de trás enfiada na bunda, dividindo e formando um coração perfeito.
Eita mulher gostosa essa a minha viu. Entro devagarzinho, e dou um
cheiro no pescoço dela.
— Ei, você chegou cedo! Nem adianta reclamar que estou demorando
— diz ela rindo
— Sim, eu cheguei mais cedo, estava com saudades, também queria
te avisar, para tirar o seu cavalinho da chuva, que não vai ter clube das
mulheres na minha boate, não enquanto eu for dono, e você trabalhar lá — falo todo ciumento, é ruim hein, eu Mason Black, jamais iria aceitar isso.
— Não sei por que essa implicância toda, com o projeto do Drew, é
uma ótima ideia, e o lucro será maravilhoso.
— Não estou precisando de dinheiro meu amor — respondo rindo
— Tanto faz, só acho uma falta de consideração sua e do Zack, não
olharem os planos que o Drew fez com tanto carinho, ele teve um trabalho
danado viu.
— Essa bicha é muito esperta, o Drew já tinha falado com o Zack
sobre isso, e a resposta foi NÃO, e em vez dele se contentar com o não que
recebeu, ele foi falar para você, porque sabe que faço qualquer coisa por
você, quer dizer, quase tudo agora né.
— Tudo bem Mason, eu entendi, a boate é sua, e você só faz o que
quer. Agora deixa eu me arrumar, antes que fique tarde.
— Tudo bem gatinha, vou te esperar aqui mesmo.
E assim, fico vendo-a se maquiando, escolhendo suas biju, entrando e
saindo do quarto umas trezentas vezes, queria saber por que as mulheres
demoram tanto para se arrumar, homem não tem essas frescuras não, tomou
banho colocou uma calça e uma camisa já era, está pronto para o crime.
Acabo cochilando, e Duda me acorda.
— Ei amor, acorda já estou quase pronta — diz ela baixinho.
— Porra princesa, até dormir esperando você se arrumar, e você vem
me dizer que está quase pronta?
— Eu ainda estou dentro do horário estabelecido por você meu amor
— diz ela rindo.
— Vai demorar mais quantas horas?
— Dez minutos, meu príncipe.
— Tudo bem, vou descer e ligar o carro, por tudo o que é mais
sagrado Maria Eduarda, se passar esses dez minutos eu subirei, e te levarei do jeito que você estiver.
Saio do quarto, e vou para o meu carro. Odeio ficar esperando, eu sou
mega pontual.
Ligo o carro e coloco uma música, e fico esperando as bonitonas.
Enquanto espero as duas, fico pensando em tudo o que aconteceu em
minha vida desde que eu a conheci. Parece que foi há muito tempo e não há
uma semana.
Eu caí tão forte por ela, não sei explicar os meus sentimentos, só sei
sentir, para uma pessoa que nunca teve qualquer demonstração de afeto, de
carinho, por parte da minha família, de repente encontrar uma mulher, capaz
de despertar em mim sentimentos tão avassaladores, jamais me senti assim
por outra pessoa, e olha que já sai com inúmeras mulheres, e nenhuma foi
capaz de mexer comigo como ela.
Com ela eu vejo um futuro a longa distância, me vejo construindo
uma família, vejo muita briga também, porque ela tem um gênio, mas vejo
muito amor, alegria e risadas. Eu me vejo feliz e isso é maravilhoso. Sei que
muita coisa ainda está por vir, sinto dentro de mim, que para tudo se acertar,
primeiro irá ruir... Só não sei quando.
Algo me chama a atenção pela minha visão periférica, e quando
levanto a cabeça eu perco completamente o ar.
Vejo minha mulher, completamente deslumbrante, ela está usando um
vestido longo preto, com uma fenda enorme mostrando sua coxa direita e um
salto alto preto.
O que é essa mulher meus amigos? Ela nasceu para ser minha, ela
pode ser minha vida ou minha morte, mas uma coisa eu tenho certeza, ELA É
MINHA.
— Limpa a baba cunhadinho — Jessie chega rindo.
— Não tem como Baixinha. Meu amor você está magnífica.
— Você gostou mesmo? Não queria fazer feio na festa da sua avó,
você disse que estará cheio de pessoas importante.
— Você está maravilhosa meu amor, mas você não teria um broche
para dar uma fechadinha nessa fenda?
— Hahaha, eu falei Dudinha você está me devendo cinquentinha —
diz Jessie rindo.
— Mason Black, não tem e nem terá broche nenhum, você disse que
estou linda, e a fenda nem é tão grande assim.
— Aquela velharada dos amigos da minha avó, irão se fazer hoje à
noite. Você está linda princesa, só não gosto de ver você muito exposta.
— Vamos logo com isso pombinhos, o Zack vai nos encontrar lá,
meus pais não irão, mamãe disse que eles vão fazer um programa de casal. E
isso quer dizer que vai rolar um cinco letras, uma casinha do beijo — Jessie
diz caindo na risada.
— Casinha do beijo? Que porra é isso? Cinco letras? A onde você
arruma essas coisas Baixinha?
— Aaah Mason, você não sabe o que significa? Quer dizer motel
cunhadinho. Toda vez que vai rolar uma sacanagem, minha mãe diz que vai
fazer programa de casal.
— Ei Baixinha, você também está muito bonita.
— Eu estou um arraso, você vai ver cunhadinho, irei arrumar um
velho rico, e estarei feita — diz ela rindo
Eu me acabo de rir, essa família é muito louca, entramos no carro e
seguimos para casa da minha avó. Eu sei que essa noite não será perfeita,
alguma coisa me diz que vai dar merda. Zack manda uma mensagem,
dizendo que está a cinco minutos da casa da minha avó, eu peço a Duda para
responder dizendo que também estamos chegando.
Mais uns dez minutos e estamos adentrando pelos portões da mansão da família Black.
— Puta que pariu, que casa é essa Brasil? Eu poderia viver aqui, e
ninguém me acharia, sou pequenininha passo batido — diz Jessie olhando
espantada para a casa.
— Nossa Mason, essa casa é enorme, deve ter sido maravilhoso
crescer aqui, tem tanto espaço para um menino correr — Duda diz
maravilhada, acho que nem se deu conta do que falou. Realmente a casa da
família Black é linda, é uma mansão na realidade, tudo muito suntuoso, aqui
tem mais empregados do que moradores, mas eu nunca fui bem-vindo aqui,
apenas pela minha avó, mas não era sempre que ela estava presente. Minha
mãe me obrigava a vir, ela se rebaixava tanto, chegando ao ponto de me usar
para se aproximar de meu pai, ela nunca pensou em mim, nos meus
sentimentos, no inferno que eu passava aqui, essa casa só me traz más
lembranças.
Paro o carro em frente à mansão, desço e ajudo as meninas a
descerem também. Entrego as chaves ao manobrista, e pego a mão da minha
princesa, para entrar nessa casa que eu tanto fiz questão de nem passar perto.
Próximo a porta, encontramos Zack, Drew e Patrick.
Cumprimentamo-nos, e sinto Patrick me olhar diferente, ele quer me dizer
alguma coisa.
O mordomo abre a porta, e nós entramos a casa está realmente cheia.
Quando entramos na sala, eu procuro por minha avó e a vejo sentada rodeada
de bajuladores, assim que me vê, ela pede licença e vem ao meu encontro.
Ela abraça Drew que lhe entrega um buquê de flores, Drew e Zack sabem que
minha avó adora receber flores de qualquer tipo.
Depois de todos os comprimentos, chegou minha vez. Ela me olha,
me olha, e abre um sorriso com os olhos brilhando.
— Você veio meu menino! Você não sabe como me fez feliz. Eu estava achando que você não viria, não deixe de curtir essa velha aqui por
causa do seu pai, você é muito especial para mim — desabafa minha avó com
lágrimas nos olhos.
— Pode deixar vovó, só não me peça para vir aqui novamente. Sabe
que eu não gosto dessa casa e muito menos das pessoas que moram aqui.
Nós trocamos olhares, ela sabe sobre o que eu estou falando e parece
me entender, faço qualquer coisa pela minha avó, pois é a única que já me
dirigiu uma palavra de amor, agora do resto eu quero distância.
— Olhe para você, como está linda, parece uma princesa como meu
neto te chama. Como você tem passado? Mason comentou que você estava
indisposta quando perguntei de você — minha avó pergunta para Duda.
— Estou me recuperando dona Laura. Nós trouxemos essa
lembrancinha para a senhora, espero que goste. Eu e o Mason escolhemos
com muito carinho. — Duda entrega o presente para ela.
— Não acredito! Você conseguiu que meu neto saísse para me
comprar um presente? — Dona Laura pergunta surpresa.
— Nossa vovó, o que eles iram pensar de mim? Que eu não te dou
nada?
— Não é isso menino, só estou dizendo isso porque você sempre pede
para Bea comprar — responde minha avó rindo
— Vovó, quero te apresentar a irmã da Duda. Essa é a Jessie que
falamos tanto aquele dia. Jessie essa é minha avó Laura.
— É um prazer senhora, sua casa é esplêndida. Se a senhora quiser
me adotar, fique à vontade viu, eu sou baixinha e quase não dou gastos — diz
Jessie rindo e minha avó gargalha alto, com certeza ela já conquistou dona
Laura, minha avó adora gente doida.
— Pode deixar que me lembrarei disso Jessie. Bem, sejam todos bem-
vindos e aproveitem a festa.
— Bora beber, porque para aguentar essas cobras, só com muita
bebida — diz Pet indo em direção ao bar.
— Meninas vocês querem beber alguma coisa?
— Eu quero um vinho branco — responde Duda.
— Para mim também cunhadinho — pede Jessie.
— Eu aceito um uísque, por favor, Mason — responde Drew.
Eu reviro os olhos e dou risada, esse Drew é uma figura, eu gosto
muito dele, porque ele faz um bem tão grande para o meu irmão. Por ele,
Zack se assumiu, enfrentou tudo e todos. E até hoje sofre preconceito por ser
gay.
Chegou ao balcão do bar, que foi montado exclusivamente para a
festa da dona Laura, peço as bebidas e enquanto espero, vou conversando
com Patrick.
— O que está acontecendo Pet?
— As coisas estão se desenrolando, mas estamos vendo muita
movimentação por parte da Margô. Alguma coisa ela vai aprontar, e eu quero
que você fique esperto. Se for possível, contrate alguém para cuidar das suas
costas, não deixe a Gibizinha sozinha em hipótese nenhuma. Essa mulher não
é confiável Mason, todo cuidado é pouco.
— Já estava pensando em contratar alguém, pelo pouco que li sobre a
Margô, sei que não posso confiar. Amanhã irei viajar com ela, e quando eu
voltar dessa viagem farei exatamente isso.
— Vê se tentar enfiar um pouquinho que seja de juízo nessa sua
cunhada louca, ela também tem que se cuidar cara, ela é o ponto fraco da
Duda. Se a Margô resolver usar a Baixinha como isca, a Duda ficará doida, e
irá da fazer qualquer coisa para salvar a irmã — diz Patrick sério.
Ele tem toda a razão, se alguma coisa acontecer com a Baixinha,
minha princesa perderá o chão, elas têm uma ligação inexplicável, é coisa de outro mundo sabe. É como se uma soubesse quando a outra precisa de ajuda.
Voltamos para junto das meninas, a conversa está rolando solta,
vamos dar uma volta na casa, e eu vou cumprimentando algumas pessoas que
eu conheço pelo caminho.
— Ora, ora, ora um bom filho a casa torna, lembrou que tem família
Mason? — Olho para trás e dou de cara com o homem que se diz meu pai,
uma pessoa que abomino acima de tudo.
— Desde quando o bastardo virou o bom filho? — pergunto
sarcástico.
— Isso é jeito de falar com o seu próprio pai garoto? — pergunta ele
irritado.
— E desde quando, um doador de esperma é pai? — pergunto, se ele
acha que abaixarei a cabeça, está muito enganado. Não o suporto, a coisa que
mais abomino nesse mundo, é gente hipócrita, e isso meu digníssimo pai é
bacharel.
— Garoto, andou perdendo o respeito nessas obras que você trabalha?
Ou foi naquele muquifo que você chama de boate?
— Minha educação continua a mesma, só que eu decido para quem e
com quem eu a uso. Não posso desperdiçar com gente hipócrita, que adora se
aparecer e pagar de bom pai, sendo que sempre se lixou para o bastardo aqui
— desabafo.
— Escuta aqui...
— Escuta aqui o senhor! — diz Jessie vermelha. — O senhor está
sendo completamente sem educação, não está respeitando a festa que é da sua
mãe, uma senhora adorável, que teve o azar de parir um ser nojento como o
senhor, não queira vir pagar de bom pai, só porque o filho bastardo está
acompanhado. Se a vossa excelência não gosta de escândalos, eu o aconselho
a ir dar uma volta pela festa, assim se pouparia da vergonha de ter a máscara de pai do ano, arrancada da sua cara — diz a Baixinha, bem que a Duda disse
que ela viraria um pitbull se alguém aparecesse para me azucrinar.
— Mas quem você pensa que é sua fedelha? Você nem me conhece
para chegar e me desrespeitar na minha própria casa? — pergunta meu
digníssimo pai.
— Fedelha não senhor Black, para você é senhorita fedelha. E que eu
saiba, a casa não é sua e sim da sua mãe. Aliás, foi ela quem nos convidou
para a festa, imagine o quão chateada ela não ficaria, quando descobrir que o
próprio filho está maltratando os convidados? Não queira pagar de bom pai,
na frente dos amigos do seu filho senhor Peterson Black, porque nós já
conhecemos sua fama. Então se nos der licença, temos uma festa para
aproveitar. Vamos amor? — pergunta Duda, eu não poderia estar mais feliz
por ter essa mulher ao meu lado, não que eu precise de alguém para me
defender, não é isso, mas ver ela tão cheio de confiança é de se admirar.
— Qual é mesmo seu nome senhorita? — pergunta meu pai.
— Nunca lhe falei. Vamos Mason?
E assim minha gostosa mulher, cala a boca do meu pai e sai rebolando
na minha frente.
— Olha ela toda arraziane, colocando o sogrão no lugar dele — diz
Jessie rindo
— Nossa todo poderoso, você também sambou na cara do papi hein.
— brinca Drew.
— Bonito mesmo, foi ver a Baixinha colocando o grande Peterson
Black no lugar dele. O que ela não tem tamanho, ela tem de coragem — Diz
Zack
— Concordo com você Zack, você colocou o senhor Black no lugar
dele — diz Pet sorrindo
— Aí já odeio esse homem, não tenho nem como pronunciar esse nome agora. Se contente comigo te chamando de Olaf, porque depois desse
homem, passeia a odiar os nomes que comecem com a letra P — diz Jessie
séria.
— Tudo o que você achar melhor, Baixinha — Pet diz rindo.
— Hum, será que sai mais um casal dessa rodinha de amigos? Do
jeito que você me olha, vai dar namoro, do jeito que você me olha vai dar
namoro — Drew canta, caindo na gargalhada.
— Ninguém está olhando para ninguém, sua bicha loca — Pet fala
bravo.
— Você está me olhando Olaf? Você me quer? Você me deseja? Olaf
você quer um abraço quentinho? — pergunta Jessie rindo.
— Deus! Eu não mereço aguentar isso. Até daqui apouco, vou dar
uma volta vê se eu acho alguém interessante por aqui — diz Pet.
— Eu também irei, vai que eu arrumo um coroa rico que queira ser
meu daddy! — Jessie fala, extrapolando nas loucuras dela.
— Você vai ficar aqui, sua louca. Que porra de daddy o que! Não se
atreva mexer essa bundinha daqui Baixinha, ou não respondo por mim — diz
Patrick puto da vida, ele sai andando e pisando duro.
— Eu hein! Cara doido, o que será que deu nele?
— Haha, a santa Jessie não sabe? Jura mesmo Baixinha? O bofe está
caidinho por você, ele está te comendo com os olhos a noite toda. — Aponta
Drew.
— Sério isso? Eu pensei que fosse implicância, por não dizer quem
era o meu amigo hacker, mas então, quer dizer que o Olaf me quer! — Jessie
fala com um olhar estranho.
— Coitado do Pet, nem vai saber o que o atingiu — diz Duda rindo.
De repente ouvimos um furdunço na entrada, alguma coisa chama a
atenção dos convidados, quando eu acho que não é nada demais, eis que ela surge, uma loira com cara de nojenta e com meio quilo de reboco na fuça.
— O que essa cretina está fazendo aqui? — pergunta Jessie brava.
— Quem é ela? — pergunta Duda
— Porra Mason, ela está falando com o seu pai — diz Zack
— Quem é ela? — Duda pergunta uma segunda vez
Pet chega correndo, mais branco que o normal, ele para nos olhando
assustado, e ele aponta com a cabeça para o canto, mas tudo o que vejo são
várias pessoas olhando para a entrada.
— Acho melhor você levar a Gibizinha embora irmão — diz Pet
— Pela última vez, quem é essa mulher? — pergunta Duda irritada.
Mas antes que eu possa falar alguma coisa, Valerie vem em minha
direção.
— Meu amor! Que saudades eu estava de você, não conseguia te ligar
para avisar que tinha chegado de Milão — a doida chega falando a todo o
vapor, ela me abraça e tenta me beijar.
— Me solta Valerie! — peço antes de a Duda arrancar ela de mim,
junto com as minhas bolas, pelo jeito é isso que ela quer.
— Nossa isso é jeito de falar com a sua noiva meu amor?
Eu só posso ter jogado pedra na cruz, não é possível, estava tudo indo
bem, a festa estava maravilhosa, até encontrar com o pai do Mason, um coroa
bonito, bem-apessoado, mas com um caráter podre. Quis se aparecer para os
amigos do Mason, mas não esperava que o próprio filho, fosse enfrentar o
pai, e ver Jessie o colocando em seu devido lugar foi maravilhoso.
Agora aparece uma lagartixa anêmica, tocando o que é meu,
chamando o meu homem de amor, falando que é noiva do meu namorado,
tem alguma merda muito errada aí, ou o homem por quem sou completamente apaixonada é um ótimo mentiroso, ou essa mulher é
completamente descompensada.
Na dúvida, fico com a segunda opção.
— Querida, você pode por gentileza tira as suas patas anêmicas de
cima do meu marido?
Vocês devem estar pensando, nossa Duda você nem conhece o cara
direito, e já está chamando de marido. Sim caras amigas, ele é meu, e não me
interessa o que vem acompanhado junto com a palavra MEU, se é meu
namorado, meu noivo, meu marido. O que interessa é que ele é MEU
HOMEM, e nenhuma piriguete anêmica vai colocar as patas em cima dele.
— Seu o quê? — grita a lombriga transparente.
— Isso o que você acabou de escutar, ou você tira as mãos de cima do
meu marido, ou eu quebro os seus dedinhos.
— Ele não pode ser seu marido, nós somos noivos garota, você é só
mais um casinho dele, mas sempre quando eu chego, ele volta correndo para
mim.
— É isso mesmo Mason Black? — pergunto tentando me segurar para
não voar no pescoço dessa lombriga.
— Eu não sei que merda você está usando Valerie, mas eu nunca fui
nada seu, nós saímos algumas vezes, e você, por achar que conhece meu pai
ou por ele ter dado alguma ilusão disso, criou essa mentira na sua cabeça. Eu
sou casado com ela sim, ela é a única mulher que amo, a única que quero
passar o resto da minha vida. Então por favor, me deixe em paz — Mason diz
sério.
— Seu pai sabe desse casamento? Porque é a mim, que ele chama de
nora, foi para mim que ele ligou, para planejar o casamento — diz a tal de
Valerie.
— Mas você pode ser a nora dele Valerie, afinal ele tem mais filhos.
Fique à vontade, qualquer um deles, será o par ideal para você, todos são
fúteis assim como você. — E Mason ataca novamente.
— Isso não ficará assim, eu falarei com Peterson, você não vai fugir
disso — diz ela virando as costas.
— Ei lombriga! A próxima vez que nos vermos, você estará no seu
habitat natural, no chão ou pensa você que eu esqueci o que você fez ontem?
E se você se aproximar da minha irmã, as coisas não serão bonitas — Jessie
diz baixinho só para que nós possamos ouvir.
— Hum pelo visto você está cercado da ralé Mason, o que será que a
família Black terá a dizer sobre isso?
— A opinião deles nunca foi de algum valor para mim, minha família
é essa aqui que você está vendo. Passar bem Valerie — Mason debocha dela.
E assim Valerie vai embora, com certeza ela foi atrás do pai do
Mason.
— Essa mulher é completamente louca — diz Drew.
— Louca ou não, a próxima vez que eu a ver com as mãos em cima
dele, eu arrastarei a cara dela no chão — falo com raiva. — E você Mason,
deixando essa vaca colocar as mãos em você? Vamos ver quando for comigo.
— Eu não deixei ninguém encostar em mim, ela chegou de surpresa, e
se alguém encostar um dedo em você morre — diz meu macho alfa.
— Bem pessoal, não queria acabar com a noite de vocês, mas preciso
falar algo importante — diz Pet
— Fala homem, você chegou mais branco que já é — pede Zack
— A Valerie veio acompanhada de uma amiga. E adivinhe quem é?
— Fala logo cara! — Mason pede impaciente.
— A amiga da Valerie, é nada mais nada menos que Camila García.
—Pet solta a bomba.
Sinto meu corpo paralisar na hora, prendo a respiração. Ela está aqui, a Camila está na festa da avó do Mason, como o mundo é pequeno. Sinto
meu corpo tremer, é não é de medo, não é nenhuma crise. Pela primeira vez,
o que sinto quando escuto o nome dela, não é medo, sinto um pico de
adrenalina, uma vontade de ficar cara a cara com ela, olhar bem em seus
olhos, e mostrar que ela não pode mais me machucar, que se ela vir para cima
ela irá receber de volta.
E olha que tenho anos e mais anos, para descontar. Eu preciso olhar
para ela, olhos nos olhos, preciso ver com meus próprios olhos, preciso
provar a mim mesma que ela não me abala mais.
— Ei meu amor, respira fundo, não deixarei nada de mal acontecer
com você. Vamos embora? Paramos em algum lugar para terminarmos a
noite, eu você e o pessoal, o que você acha?
— Eu estou bem Mason, por incrível que pareça eu estou bem.
Vamos nos despedir da sua avó, e depois poderemos ir para qualquer lugar
que você quiser.
E assim vamos nos despedir de dona Laura. Ela está toda feliz por ver
o neto em sua casa. E o engraçado é que não vi nenhum dos irmãos de Mason
e nem a madrasta.
Pelo canto do olho vejo uma movimentação, e é então que eu a vejo.
Camila, como sempre impecável, mas como diz o ditado: Por fora bela viola,
por dentro pão bolorento.
Vejo que ela segue para o corredor, em direção ao que deve ser os
banheiros, olho para Jessie e vejo que ela também estava olhando para a
minha amada irmãzinha, ela me olha, e levanta uma sobrancelha, eu balanço
a cabeça confirmando.
— Meninos vocês poderiam nos dar uns minutinhos? Gostaria de ir ao
toalete, você me acompanha Bonequinha?
— Claro Jess, também gostaria de ir ao toalete. Não saia daqui Mason Black, ou eu cortarei uma parte preciosa de você.
— Mas que mania essa sua, de toda vez falar que vai cortar o meu
pau, a mais prejudicada será você, minha princesa — diz ele rindo.
E então vamos eu e Jessie, atrás do satanás que se diz ser minha irmã,
eu ainda vou descobrir de onde esse filhote de cruz credo saiu, ela não é uma
García, pois a única herdeira sou eu, filha única. Ela e a mãe dela deveriam
ter me matado, porque agora que eu sei de tudo, vou fazê-las pagar muito
caro.
Entramos em vários banheiros e nada dela, falta uma porta só, e é nela
que eu a encontro, ela está retocando a maquiagem, e quando ela escuta o
barulho da porta ela se vira.
A maldita é bonita, mas essa cara de santa boazinha esconde um dos
piores monstros que conheço.
— Olá Camila tudo bem? — pergunto olhando dentro dos olhos dela.
— Oi! Desculpas, mas eu conheço você? — diz ela.
— Nossa! Que cabeça a minha, faz tantos anos que não nos vemos,
não é? Sou eu, sua irmã Maria Eduarda — respondo a ela cheia de sarcasmo.
Ela me olha assustada, como se tivesse visto um fantasma.
— Du... Du... Duda?
— Olá irmãzinha.