Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Andressa Félix · Capítulo 20 de 34

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Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Chego ao apartamento da Jessie, meia hora adiantado, isso mesmo

apartamento da Jessie, porque logo, logo a minha princesa estará morando

comigo.

Jessie autoriza minha entrada, e quando chego ao apartamento, a porta

está encostada.

Vou direto para o quarto da Duda, e a imagem que eu vejo, me faz

querer desistir da festa, desistir da porra toda, e achar uma ilha deserta e

viver pelado eu e minha princesa. Ela está vestindo um body rendado e a

parte de trás enfiada na bunda, dividindo e formando um coração perfeito.

Eita mulher gostosa essa a minha viu. Entro devagarzinho, e dou um

cheiro no pescoço dela.

— Ei, você chegou cedo! Nem adianta reclamar que estou demorando

— diz ela rindo

— Sim, eu cheguei mais cedo, estava com saudades, também queria

te avisar, para tirar o seu cavalinho da chuva, que não vai ter clube das

mulheres na minha boate, não enquanto eu for dono, e você trabalhar lá — falo todo ciumento, é ruim hein, eu Mason Black, jamais iria aceitar isso.

— Não sei por que essa implicância toda, com o projeto do Drew, é

uma ótima ideia, e o lucro será maravilhoso.

— Não estou precisando de dinheiro meu amor — respondo rindo

— Tanto faz, só acho uma falta de consideração sua e do Zack, não

olharem os planos que o Drew fez com tanto carinho, ele teve um trabalho

danado viu.

— Essa bicha é muito esperta, o Drew já tinha falado com o Zack

sobre isso, e a resposta foi NÃO, e em vez dele se contentar com o não que

recebeu, ele foi falar para você, porque sabe que faço qualquer coisa por

você, quer dizer, quase tudo agora né.

— Tudo bem Mason, eu entendi, a boate é sua, e você só faz o que

quer. Agora deixa eu me arrumar, antes que fique tarde.

— Tudo bem gatinha, vou te esperar aqui mesmo.

E assim, fico vendo-a se maquiando, escolhendo suas biju, entrando e

saindo do quarto umas trezentas vezes, queria saber por que as mulheres

demoram tanto para se arrumar, homem não tem essas frescuras não, tomou

banho colocou uma calça e uma camisa já era, está pronto para o crime.

Acabo cochilando, e Duda me acorda.

— Ei amor, acorda já estou quase pronta — diz ela baixinho.

— Porra princesa, até dormir esperando você se arrumar, e você vem

me dizer que está quase pronta?

— Eu ainda estou dentro do horário estabelecido por você meu amor

— diz ela rindo.

— Vai demorar mais quantas horas?

— Dez minutos, meu príncipe.

— Tudo bem, vou descer e ligar o carro, por tudo o que é mais

sagrado Maria Eduarda, se passar esses dez minutos eu subirei, e te levarei do jeito que você estiver.

Saio do quarto, e vou para o meu carro. Odeio ficar esperando, eu sou

mega pontual.

Ligo o carro e coloco uma música, e fico esperando as bonitonas.

Enquanto espero as duas, fico pensando em tudo o que aconteceu em

minha vida desde que eu a conheci. Parece que foi há muito tempo e não há

uma semana.

Eu caí tão forte por ela, não sei explicar os meus sentimentos, só sei

sentir, para uma pessoa que nunca teve qualquer demonstração de afeto, de

carinho, por parte da minha família, de repente encontrar uma mulher, capaz

de despertar em mim sentimentos tão avassaladores, jamais me senti assim

por outra pessoa, e olha que já sai com inúmeras mulheres, e nenhuma foi

capaz de mexer comigo como ela.

Com ela eu vejo um futuro a longa distância, me vejo construindo

uma família, vejo muita briga também, porque ela tem um gênio, mas vejo

muito amor, alegria e risadas. Eu me vejo feliz e isso é maravilhoso. Sei que

muita coisa ainda está por vir, sinto dentro de mim, que para tudo se acertar,

primeiro irá ruir... Só não sei quando.

Algo me chama a atenção pela minha visão periférica, e quando

levanto a cabeça eu perco completamente o ar.

Vejo minha mulher, completamente deslumbrante, ela está usando um

vestido longo preto, com uma fenda enorme mostrando sua coxa direita e um

salto alto preto.

O que é essa mulher meus amigos? Ela nasceu para ser minha, ela

pode ser minha vida ou minha morte, mas uma coisa eu tenho certeza, ELA É

MINHA.

— Limpa a baba cunhadinho — Jessie chega rindo.

— Não tem como Baixinha. Meu amor você está magnífica.

— Você gostou mesmo? Não queria fazer feio na festa da sua avó,

você disse que estará cheio de pessoas importante.

— Você está maravilhosa meu amor, mas você não teria um broche

para dar uma fechadinha nessa fenda?

— Hahaha, eu falei Dudinha você está me devendo cinquentinha —

diz Jessie rindo.

— Mason Black, não tem e nem terá broche nenhum, você disse que

estou linda, e a fenda nem é tão grande assim.

— Aquela velharada dos amigos da minha avó, irão se fazer hoje à

noite. Você está linda princesa, só não gosto de ver você muito exposta.

— Vamos logo com isso pombinhos, o Zack vai nos encontrar lá,

meus pais não irão, mamãe disse que eles vão fazer um programa de casal. E

isso quer dizer que vai rolar um cinco letras, uma casinha do beijo — Jessie

diz caindo na risada.

— Casinha do beijo? Que porra é isso? Cinco letras? A onde você

arruma essas coisas Baixinha?

— Aaah Mason, você não sabe o que significa? Quer dizer motel

cunhadinho. Toda vez que vai rolar uma sacanagem, minha mãe diz que vai

fazer programa de casal.

— Ei Baixinha, você também está muito bonita.

— Eu estou um arraso, você vai ver cunhadinho, irei arrumar um

velho rico, e estarei feita — diz ela rindo

Eu me acabo de rir, essa família é muito louca, entramos no carro e

seguimos para casa da minha avó. Eu sei que essa noite não será perfeita,

alguma coisa me diz que vai dar merda. Zack manda uma mensagem,

dizendo que está a cinco minutos da casa da minha avó, eu peço a Duda para

responder dizendo que também estamos chegando.

Mais uns dez minutos e estamos adentrando pelos portões da mansão da família Black.

— Puta que pariu, que casa é essa Brasil? Eu poderia viver aqui, e

ninguém me acharia, sou pequenininha passo batido — diz Jessie olhando

espantada para a casa.

— Nossa Mason, essa casa é enorme, deve ter sido maravilhoso

crescer aqui, tem tanto espaço para um menino correr — Duda diz

maravilhada, acho que nem se deu conta do que falou. Realmente a casa da

família Black é linda, é uma mansão na realidade, tudo muito suntuoso, aqui

tem mais empregados do que moradores, mas eu nunca fui bem-vindo aqui,

apenas pela minha avó, mas não era sempre que ela estava presente. Minha

mãe me obrigava a vir, ela se rebaixava tanto, chegando ao ponto de me usar

para se aproximar de meu pai, ela nunca pensou em mim, nos meus

sentimentos, no inferno que eu passava aqui, essa casa só me traz más

lembranças.

Paro o carro em frente à mansão, desço e ajudo as meninas a

descerem também. Entrego as chaves ao manobrista, e pego a mão da minha

princesa, para entrar nessa casa que eu tanto fiz questão de nem passar perto.

Próximo a porta, encontramos Zack, Drew e Patrick.

Cumprimentamo-nos, e sinto Patrick me olhar diferente, ele quer me dizer

alguma coisa.

O mordomo abre a porta, e nós entramos a casa está realmente cheia.

Quando entramos na sala, eu procuro por minha avó e a vejo sentada rodeada

de bajuladores, assim que me vê, ela pede licença e vem ao meu encontro.

Ela abraça Drew que lhe entrega um buquê de flores, Drew e Zack sabem que

minha avó adora receber flores de qualquer tipo.

Depois de todos os comprimentos, chegou minha vez. Ela me olha,

me olha, e abre um sorriso com os olhos brilhando.

— Você veio meu menino! Você não sabe como me fez feliz. Eu estava achando que você não viria, não deixe de curtir essa velha aqui por

causa do seu pai, você é muito especial para mim — desabafa minha avó com

lágrimas nos olhos.

— Pode deixar vovó, só não me peça para vir aqui novamente. Sabe

que eu não gosto dessa casa e muito menos das pessoas que moram aqui.

Nós trocamos olhares, ela sabe sobre o que eu estou falando e parece

me entender, faço qualquer coisa pela minha avó, pois é a única que já me

dirigiu uma palavra de amor, agora do resto eu quero distância.

— Olhe para você, como está linda, parece uma princesa como meu

neto te chama. Como você tem passado? Mason comentou que você estava

indisposta quando perguntei de você — minha avó pergunta para Duda.

— Estou me recuperando dona Laura. Nós trouxemos essa

lembrancinha para a senhora, espero que goste. Eu e o Mason escolhemos

com muito carinho. — Duda entrega o presente para ela.

— Não acredito! Você conseguiu que meu neto saísse para me

comprar um presente? — Dona Laura pergunta surpresa.

— Nossa vovó, o que eles iram pensar de mim? Que eu não te dou

nada?

— Não é isso menino, só estou dizendo isso porque você sempre pede

para Bea comprar — responde minha avó rindo

— Vovó, quero te apresentar a irmã da Duda. Essa é a Jessie que

falamos tanto aquele dia. Jessie essa é minha avó Laura.

— É um prazer senhora, sua casa é esplêndida. Se a senhora quiser

me adotar, fique à vontade viu, eu sou baixinha e quase não dou gastos — diz

Jessie rindo e minha avó gargalha alto, com certeza ela já conquistou dona

Laura, minha avó adora gente doida.

— Pode deixar que me lembrarei disso Jessie. Bem, sejam todos bem-

vindos e aproveitem a festa.

— Bora beber, porque para aguentar essas cobras, só com muita

bebida — diz Pet indo em direção ao bar.

— Meninas vocês querem beber alguma coisa?

— Eu quero um vinho branco — responde Duda.

— Para mim também cunhadinho — pede Jessie.

— Eu aceito um uísque, por favor, Mason — responde Drew.

Eu reviro os olhos e dou risada, esse Drew é uma figura, eu gosto

muito dele, porque ele faz um bem tão grande para o meu irmão. Por ele,

Zack se assumiu, enfrentou tudo e todos. E até hoje sofre preconceito por ser

gay.

Chegou ao balcão do bar, que foi montado exclusivamente para a

festa da dona Laura, peço as bebidas e enquanto espero, vou conversando

com Patrick.

— O que está acontecendo Pet?

— As coisas estão se desenrolando, mas estamos vendo muita

movimentação por parte da Margô. Alguma coisa ela vai aprontar, e eu quero

que você fique esperto. Se for possível, contrate alguém para cuidar das suas

costas, não deixe a Gibizinha sozinha em hipótese nenhuma. Essa mulher não

é confiável Mason, todo cuidado é pouco.

— Já estava pensando em contratar alguém, pelo pouco que li sobre a

Margô, sei que não posso confiar. Amanhã irei viajar com ela, e quando eu

voltar dessa viagem farei exatamente isso.

— Vê se tentar enfiar um pouquinho que seja de juízo nessa sua

cunhada louca, ela também tem que se cuidar cara, ela é o ponto fraco da

Duda. Se a Margô resolver usar a Baixinha como isca, a Duda ficará doida, e

irá da fazer qualquer coisa para salvar a irmã — diz Patrick sério.

Ele tem toda a razão, se alguma coisa acontecer com a Baixinha,

minha princesa perderá o chão, elas têm uma ligação inexplicável, é coisa de outro mundo sabe. É como se uma soubesse quando a outra precisa de ajuda.

Voltamos para junto das meninas, a conversa está rolando solta,

vamos dar uma volta na casa, e eu vou cumprimentando algumas pessoas que

eu conheço pelo caminho.

— Ora, ora, ora um bom filho a casa torna, lembrou que tem família

Mason? — Olho para trás e dou de cara com o homem que se diz meu pai,

uma pessoa que abomino acima de tudo.

— Desde quando o bastardo virou o bom filho? — pergunto

sarcástico.

— Isso é jeito de falar com o seu próprio pai garoto? — pergunta ele

irritado.

— E desde quando, um doador de esperma é pai? — pergunto, se ele

acha que abaixarei a cabeça, está muito enganado. Não o suporto, a coisa que

mais abomino nesse mundo, é gente hipócrita, e isso meu digníssimo pai é

bacharel.

— Garoto, andou perdendo o respeito nessas obras que você trabalha?

Ou foi naquele muquifo que você chama de boate?

— Minha educação continua a mesma, só que eu decido para quem e

com quem eu a uso. Não posso desperdiçar com gente hipócrita, que adora se

aparecer e pagar de bom pai, sendo que sempre se lixou para o bastardo aqui

— desabafo.

— Escuta aqui...

— Escuta aqui o senhor! — diz Jessie vermelha. — O senhor está

sendo completamente sem educação, não está respeitando a festa que é da sua

mãe, uma senhora adorável, que teve o azar de parir um ser nojento como o

senhor, não queira vir pagar de bom pai, só porque o filho bastardo está

acompanhado. Se a vossa excelência não gosta de escândalos, eu o aconselho

a ir dar uma volta pela festa, assim se pouparia da vergonha de ter a máscara de pai do ano, arrancada da sua cara — diz a Baixinha, bem que a Duda disse

que ela viraria um pitbull se alguém aparecesse para me azucrinar.

— Mas quem você pensa que é sua fedelha? Você nem me conhece

para chegar e me desrespeitar na minha própria casa? — pergunta meu

digníssimo pai.

— Fedelha não senhor Black, para você é senhorita fedelha. E que eu

saiba, a casa não é sua e sim da sua mãe. Aliás, foi ela quem nos convidou

para a festa, imagine o quão chateada ela não ficaria, quando descobrir que o

próprio filho está maltratando os convidados? Não queira pagar de bom pai,

na frente dos amigos do seu filho senhor Peterson Black, porque nós já

conhecemos sua fama. Então se nos der licença, temos uma festa para

aproveitar. Vamos amor? — pergunta Duda, eu não poderia estar mais feliz

por ter essa mulher ao meu lado, não que eu precise de alguém para me

defender, não é isso, mas ver ela tão cheio de confiança é de se admirar.

— Qual é mesmo seu nome senhorita? — pergunta meu pai.

— Nunca lhe falei. Vamos Mason?

E assim minha gostosa mulher, cala a boca do meu pai e sai rebolando

na minha frente.

— Olha ela toda arraziane, colocando o sogrão no lugar dele — diz

Jessie rindo

— Nossa todo poderoso, você também sambou na cara do papi hein.

— brinca Drew.

— Bonito mesmo, foi ver a Baixinha colocando o grande Peterson

Black no lugar dele. O que ela não tem tamanho, ela tem de coragem — Diz

Zack

— Concordo com você Zack, você colocou o senhor Black no lugar

dele — diz Pet sorrindo

— Aí já odeio esse homem, não tenho nem como pronunciar esse nome agora. Se contente comigo te chamando de Olaf, porque depois desse

homem, passeia a odiar os nomes que comecem com a letra P — diz Jessie

séria.

— Tudo o que você achar melhor, Baixinha — Pet diz rindo.

— Hum, será que sai mais um casal dessa rodinha de amigos? Do

jeito que você me olha, vai dar namoro, do jeito que você me olha vai dar

namoro — Drew canta, caindo na gargalhada.

— Ninguém está olhando para ninguém, sua bicha loca — Pet fala

bravo.

— Você está me olhando Olaf? Você me quer? Você me deseja? Olaf

você quer um abraço quentinho? — pergunta Jessie rindo.

— Deus! Eu não mereço aguentar isso. Até daqui apouco, vou dar

uma volta vê se eu acho alguém interessante por aqui — diz Pet.

— Eu também irei, vai que eu arrumo um coroa rico que queira ser

meu daddy! — Jessie fala, extrapolando nas loucuras dela.

— Você vai ficar aqui, sua louca. Que porra de daddy o que! Não se

atreva mexer essa bundinha daqui Baixinha, ou não respondo por mim — diz

Patrick puto da vida, ele sai andando e pisando duro.

— Eu hein! Cara doido, o que será que deu nele?

— Haha, a santa Jessie não sabe? Jura mesmo Baixinha? O bofe está

caidinho por você, ele está te comendo com os olhos a noite toda. — Aponta

Drew.

— Sério isso? Eu pensei que fosse implicância, por não dizer quem

era o meu amigo hacker, mas então, quer dizer que o Olaf me quer! — Jessie

fala com um olhar estranho.

— Coitado do Pet, nem vai saber o que o atingiu — diz Duda rindo.

De repente ouvimos um furdunço na entrada, alguma coisa chama a

atenção dos convidados, quando eu acho que não é nada demais, eis que ela surge, uma loira com cara de nojenta e com meio quilo de reboco na fuça.

— O que essa cretina está fazendo aqui? — pergunta Jessie brava.

— Quem é ela? — pergunta Duda

— Porra Mason, ela está falando com o seu pai — diz Zack

— Quem é ela? — Duda pergunta uma segunda vez

Pet chega correndo, mais branco que o normal, ele para nos olhando

assustado, e ele aponta com a cabeça para o canto, mas tudo o que vejo são

várias pessoas olhando para a entrada.

— Acho melhor você levar a Gibizinha embora irmão — diz Pet

— Pela última vez, quem é essa mulher? — pergunta Duda irritada.

Mas antes que eu possa falar alguma coisa, Valerie vem em minha

direção.

— Meu amor! Que saudades eu estava de você, não conseguia te ligar

para avisar que tinha chegado de Milão — a doida chega falando a todo o

vapor, ela me abraça e tenta me beijar.

— Me solta Valerie! — peço antes de a Duda arrancar ela de mim,

junto com as minhas bolas, pelo jeito é isso que ela quer.

— Nossa isso é jeito de falar com a sua noiva meu amor?

 

Eu só posso ter jogado pedra na cruz, não é possível, estava tudo indo

bem, a festa estava maravilhosa, até encontrar com o pai do Mason, um coroa

bonito, bem-apessoado, mas com um caráter podre. Quis se aparecer para os

amigos do Mason, mas não esperava que o próprio filho, fosse enfrentar o

pai, e ver Jessie o colocando em seu devido lugar foi maravilhoso.

Agora aparece uma lagartixa anêmica, tocando o que é meu,

chamando o meu homem de amor, falando que é noiva do meu namorado,

tem alguma merda muito errada aí, ou o homem por quem sou completamente apaixonada é um ótimo mentiroso, ou essa mulher é

completamente descompensada.

Na dúvida, fico com a segunda opção.

— Querida, você pode por gentileza tira as suas patas anêmicas de

cima do meu marido?

Vocês devem estar pensando, nossa Duda você nem conhece o cara

direito, e já está chamando de marido. Sim caras amigas, ele é meu, e não me

interessa o que vem acompanhado junto com a palavra MEU, se é meu

namorado, meu noivo, meu marido. O que interessa é que ele é MEU

HOMEM, e nenhuma piriguete anêmica vai colocar as patas em cima dele.

— Seu o quê? — grita a lombriga transparente.

— Isso o que você acabou de escutar, ou você tira as mãos de cima do

meu marido, ou eu quebro os seus dedinhos.

— Ele não pode ser seu marido, nós somos noivos garota, você é só

mais um casinho dele, mas sempre quando eu chego, ele volta correndo para

mim.

— É isso mesmo Mason Black? — pergunto tentando me segurar para

não voar no pescoço dessa lombriga.

— Eu não sei que merda você está usando Valerie, mas eu nunca fui

nada seu, nós saímos algumas vezes, e você, por achar que conhece meu pai

ou por ele ter dado alguma ilusão disso, criou essa mentira na sua cabeça. Eu

sou casado com ela sim, ela é a única mulher que amo, a única que quero

passar o resto da minha vida. Então por favor, me deixe em paz — Mason diz

sério.

— Seu pai sabe desse casamento? Porque é a mim, que ele chama de

nora, foi para mim que ele ligou, para planejar o casamento — diz a tal de

Valerie.

— Mas você pode ser a nora dele Valerie, afinal ele tem mais filhos.

Fique à vontade, qualquer um deles, será o par ideal para você, todos são

fúteis assim como você. — E Mason ataca novamente.

— Isso não ficará assim, eu falarei com Peterson, você não vai fugir

disso — diz ela virando as costas.

— Ei lombriga! A próxima vez que nos vermos, você estará no seu

habitat natural, no chão ou pensa você que eu esqueci o que você fez ontem?

E se você se aproximar da minha irmã, as coisas não serão bonitas — Jessie

diz baixinho só para que nós possamos ouvir.

— Hum pelo visto você está cercado da ralé Mason, o que será que a

família Black terá a dizer sobre isso?

— A opinião deles nunca foi de algum valor para mim, minha família

é essa aqui que você está vendo. Passar bem Valerie — Mason debocha dela.

E assim Valerie vai embora, com certeza ela foi atrás do pai do

Mason.

— Essa mulher é completamente louca — diz Drew.

— Louca ou não, a próxima vez que eu a ver com as mãos em cima

dele, eu arrastarei a cara dela no chão — falo com raiva. — E você Mason,

deixando essa vaca colocar as mãos em você? Vamos ver quando for comigo.

— Eu não deixei ninguém encostar em mim, ela chegou de surpresa, e

se alguém encostar um dedo em você morre — diz meu macho alfa.

— Bem pessoal, não queria acabar com a noite de vocês, mas preciso

falar algo importante — diz Pet

— Fala homem, você chegou mais branco que já é — pede Zack

— A Valerie veio acompanhada de uma amiga. E adivinhe quem é?

— Fala logo cara! — Mason pede impaciente.

— A amiga da Valerie, é nada mais nada menos que Camila García.

—Pet solta a bomba.

Sinto meu corpo paralisar na hora, prendo a respiração. Ela está aqui, a Camila está na festa da avó do Mason, como o mundo é pequeno. Sinto

meu corpo tremer, é não é de medo, não é nenhuma crise. Pela primeira vez,

o que sinto quando escuto o nome dela, não é medo, sinto um pico de

adrenalina, uma vontade de ficar cara a cara com ela, olhar bem em seus

olhos, e mostrar que ela não pode mais me machucar, que se ela vir para cima

ela irá receber de volta.

E olha que tenho anos e mais anos, para descontar. Eu preciso olhar

para ela, olhos nos olhos, preciso ver com meus próprios olhos, preciso

provar a mim mesma que ela não me abala mais.

— Ei meu amor, respira fundo, não deixarei nada de mal acontecer

com você. Vamos embora? Paramos em algum lugar para terminarmos a

noite, eu você e o pessoal, o que você acha?

— Eu estou bem Mason, por incrível que pareça eu estou bem.

Vamos nos despedir da sua avó, e depois poderemos ir para qualquer lugar

que você quiser.

E assim vamos nos despedir de dona Laura. Ela está toda feliz por ver

o neto em sua casa. E o engraçado é que não vi nenhum dos irmãos de Mason

e nem a madrasta.

Pelo canto do olho vejo uma movimentação, e é então que eu a vejo.

Camila, como sempre impecável, mas como diz o ditado: Por fora bela viola,

por dentro pão bolorento.

Vejo que ela segue para o corredor, em direção ao que deve ser os

banheiros, olho para Jessie e vejo que ela também estava olhando para a

minha amada irmãzinha, ela me olha, e levanta uma sobrancelha, eu balanço

a cabeça confirmando.

— Meninos vocês poderiam nos dar uns minutinhos? Gostaria de ir ao

toalete, você me acompanha Bonequinha?

— Claro Jess, também gostaria de ir ao toalete. Não saia daqui Mason Black, ou eu cortarei uma parte preciosa de você.

— Mas que mania essa sua, de toda vez falar que vai cortar o meu

pau, a mais prejudicada será você, minha princesa — diz ele rindo.

E então vamos eu e Jessie, atrás do satanás que se diz ser minha irmã,

eu ainda vou descobrir de onde esse filhote de cruz credo saiu, ela não é uma

García, pois a única herdeira sou eu, filha única. Ela e a mãe dela deveriam

ter me matado, porque agora que eu sei de tudo, vou fazê-las pagar muito

caro.

Entramos em vários banheiros e nada dela, falta uma porta só, e é nela

que eu a encontro, ela está retocando a maquiagem, e quando ela escuta o

barulho da porta ela se vira.

A maldita é bonita, mas essa cara de santa boazinha esconde um dos

piores monstros que conheço.

— Olá Camila tudo bem? — pergunto olhando dentro dos olhos dela.

— Oi! Desculpas, mas eu conheço você? — diz ela.

— Nossa! Que cabeça a minha, faz tantos anos que não nos vemos,

não é? Sou eu, sua irmã Maria Eduarda — respondo a ela cheia de sarcasmo.

Ela me olha assustada, como se tivesse visto um fantasma.

— Du... Du... Duda?

— Olá irmãzinha.