Um Longo Caminho a Dois: Volume 1
Já tem mais de duas horas que…
Já tem mais de duas horas que eles estão trancados naquele escritório,
eu e a Jessie já limpamos a cozinha toda, agora estamos entediadas.
Minha mãe chegou como cara de poucos amigos, toda séria.
— O que aconteceu mãe? — pergunto curiosa
— Nada Bonequinha, assuntos com o idiota do seu pai — responde
ela brava.
— Eita mamis, está nervosinha é? O que o papai aprontou dessa vez?
— pergunta Jessie
— Mais tarde vocês iram saber, agora me digam o que tem para se
fazer nessa casa espetacular? Essa casa é monstruosa Bonequinha, dá para
fazer umas sacanagens aqui hein, você e o meu genro lindo nunca iram cair
na rotina — diz a minha mãe
Caímos na risada na hora, a Jessie realmente tem a quem puxar,
doidinha igual a minha mãe.
— Acho que essa reunião vai demorar viu, eles já estão lá há quase
duas horas, e agora que o papai chegou só Deus sabe quando sairão lá de
dentro.
— Coloca água no fogo, vamos fazer um café para eles, que pelo que eu entendi vai demorar mais ainda — diz minha mãe.
— Acho que só vai dar para fazer o café mesmo mãe, o armário do
Mason está completamente vazio — diz Jessie rindo
— Que absurdo é esse? Um homem rico e gostoso daquele é mão de
vaca? Me passa que estou amarrotada — diz minha mãe.
— Não é nada disso mãe, que horror ele só se esqueceu de fazer
compras, ele disse que mais tarde resolve isso — respondo defendendo, meu
príncipe.
— Para que deixar para mais tarde se a gente pode ir agora? Não
temos nada para fazer mesmo, pega uma caneta e papel, vamos fazer uma
lista, pelo visto você ficará bastante tempo por aqui. —Dona Lia ataca
novamente.
Pego caneta e papel para ela, e a deixo fazer a lista até porque ela é
uma ótima dona do lar.
— Mãe só não coloca coisa muito gordurosa ou pesada, porque o
Mason é fitness viu — peço para minha mãe
— Então você está com o homem errado minha filha, por que você
adora comer besteira, é uma draga para doces, não vive sim macarrão, sem
miojo, sem as gordices que você gosta — diz minha mãe rindo
— Verdade Dudinha, mamãe está certíssima você não vive sem
comer besteira, sua bolsa parece uma doceria, quando você vai ao mercado só
traz tranqueira — diz Jessie gargalhando.
— Vocês são tão sem graça viu, o que é que tem gostar de comer? É
pecado gente? Eu poderia estar matando, roubando, mas eu só fico comendo
— respondo rindo
Eu gosto de comer mesmo, sou igual criança adoro besteira, mas eu
balanceio às vezes, faço uma salada, compro pão integral, mas também meto
o pé no refrigerante. Era para eu ser gordinha de tanta besteira que eu como.
Pego meu celular e mando uma mensagem para o Mason, falando que
vamos ao mercado, um minuto depois ele aparece na cozinha.
— Por que você vai ao mercado agora? Não posso ir com você, o
assunto está sério lá dentro, podemos ir mais tarde ou amanhã — pede ele
— Deixa de drama menino, estamos aqui sem fazer nada, e ainda tem
o almoço para preparar, ou você vai servir shake de proteínas? — diz minha
mãe rindo.
— Não sogrinha, só queria ir junto, não queria que ela ficasse
sozinha, mas tudo bem. Vamos lá em cima um minuto princesa — Mason
pede
— Você não tem que voltar para o escritório? — pergunto
— Tenho, mas quero te dar uma coisa.
— Olha que safadinho, quer dar uma coisa para ela! Deixa só meu pai
escutar isso — diz Jessie rindo
Mason me pega no colo, e me joga em seus ombros como um saco de
batata. Ele sobe a escada em direção ao quarto, e me joga na cama e sobe em
cima de mim.
— Já estava com saudades, minha princesa — diz ele me beijando.
Esse homem me enlouquece, ele tem o poder de me levar à loucura
com um simples beijo, é muito louco isso.
— Eu também estava príncipe, como que está a investigação lá? —
pergunto me fingindo de inocente.
— Descobrindo muitos fios soltos, mas alguns conseguimos encaixar
no lugar. É só isso que poderei te dizer por enquanto, mais tarde te contarei
tudo princesa.
— Tudo bem, mudando de assunto, você não acha que está vestido
demais para quem tem alguma uma coisa para me dar? — pergunto na maior
cara de pau
— Menina safada, não é nada disso que você está pensando! Se seu
pai descobre que dei uma escapada, para foder a Bonequinha dele, ele acaba
com o seu playground — diz o safado rindo.
Ele se levanta, pega a carteira e vem se sentar ao meu lado, ele retira
um cartão e me entrega.
— Pega esse cartão para fazer as compras do mercado princesa, sei
que você adora besteira então não precisa economizar e nem ficar de frescura,
compra o que está faltando e o que você gosta de comer, gosto de coisas
leves, mas te mando no celular o que eu lembrar, verduras e legumes podem
trazer de tudo que eu como, frutas também, bebida não precisa que já
encomendei até mesmo o veneno que você gosta a Coca-Cola, eu pedi para
entregarem mais tarde — diz ele sério
Esse homem não existe Brasil, estou até agora tentando achar um
defeito nele, mas até agora nada.
— Tudo bem, minha mãe está fazendo uma lista, sabe como ela é,
tem medo da filha passar fome — respondo rindo
Subo em cima dele e o beijo, realmente estava com saudades, sempre
que estamos no mesmo ambiente, estamos grudados, e hoje ele ficou a manhã
toda no escritório.
— Também estava com saudades gatinho, fiquei sem a sua atenção
hoje, mas a noite você é só meu viu, e amanhã e a festa da sua avó, você está
preparado?
— Aquela gente não me afeta mais gatinha, e ele não irá fazer nada
com a casa cheia.
— Tomará, porque a Jessie vai junto, e você já viu que ela não tem
filtro, ela irá fazer um escândalo se alguém vier falar merda.
— Não esquenta, se isso acontecer minha avó irá adorar, pois aquela
lá adora ver o circo pegar fogo.
Vamos para a cozinha, e encontramos minha mãe e a Jessie
concentradas na lista, a folha já está quase toda preenchida.
— Mamãe que lista é essa? — pergunto espantada com o tamanho da
lista
— É a lista do mercado, está faltando tudo filha, meu genro como
você vive desse jeito? Aqui tem tudo o que uma casa precisa, desde os
alimentos até produtos de limpeza — diz ela indignada.
— Eu quase não ficava em casa sogrinha, e quando eu estava, tomava
um shake e almoçava na rua mesmo, mas agora com a Duda aqui as coisas
mudam né, pode comprar o que a senhora acha que deve, e compra as coisas
que as meninas estão acostumadas a comer, por que a Jessie também irá ficar
aqui de vez em quando né Baixinha?
— Meu amor, não precisa falar duas vezes, é lógico que virei sempre
que puder — diz Jess
— Nossa Jessie, você e o Mason falam como se eu fosse morar aqui.
— Me deixa ir para o escritório, depois falamos sobre isso princesa —
diz Mason fugindo da briga
— Mason Black volta aqui, eu não irei morar com você — falo alto,
mas ele nem me dá atenção.
Que absurdo foi esse! Ele vem e joga uma bomba dessas e sai
andando!!
Mas espere só!
Vou andando até o escritório, entro com tudo e Mason me dá um
olhar como se estivesse me desafiando.
Inclino-me na mesa e olho bem em seus olhos.
— Eu não irei morar com você Mason Black, então pode tirando o
seu cavalinho da chuva — digo olhando em seus olhos lindos.
— Isso é um desafio Maria Eduarda? Porque vou te contar um segredinho meu amor, adoro ser desafiado — responde ele com uma cara de
cínico.
— Pode apostar Mason Black, EU NÃO VOU MORAR COM
VOCÊ.
— Vocês escutaram o que ela disse? Vocês serão minhas testemunhas
quando eu cobrar essa aposta — diz ele todo se achando.
— Duda, está aí uma coisa que você nunca deve fazer, desafiar o
Mason — diz Pet rindo
Saio do escritório batendo a porta, de tão irada que eu estou. Ele não
levou a sério quando eu falei que ele precisava andar em vez de correr. Nesse
caso ele está voando, ele não irá conseguir o que quer dessa vez, se ele pode
ser teimoso eu mostrarei a ele que eu sou a teimosia em pessoa.
Entro na cozinha, e vejo minha mãe e Jessie segurando o riso.
— Não tem graça, ele é muito apressado, daqui apouco vai querer
casar e me engravidar — falo revoltada
As duas não aguentam e choram de rir da minha cara, aposto que elas
ficam do lado do Mason.
— Vamos logo nesse mercado, antes que eu me estresse ainda mais, e
não vá para lugar nenhum.
— Bonequinha aceita que dói menos, quando você menos esperar,
você estará feliz morando com o meu cunhadinho — diz Jessie rindo
— Vai sonhando anã!
Subo e vou me arrumar, estou fervendo de raiva! Aonde já se viu,
fazer planos sem ao menos me informar? Sem perguntar nada, ele que me
aguarde!
Vamos no carro do meu pai para o mercado. Chegando ao mercado,
minha mãe incorpora a dona de casa ditadora, e começa a mandar. Vou para a
parte de hortifrúti e Jessie vai comigo, minha mãe vai para o açougue.
No fim, o carrinho está abarrotado de tantas coisas, que mal consigo
empurrar. Minha mãe é fogo ela é a doida das compras.
Quando chegou à casa do Mason, encontro meu pai e o Pet na sala, e
eles ajudam a trazer as compras para dentro.
— Paizinho cadê o Mason? — pergunto curiosa.
— Ele se estressou e está lá fora baby — responde
Enquanto minha mãe guarda as coisas aonde ela acha que devem ser
guardadas, eu vou atrás do meu namorado.
O encontro deitado na beira da piscina olhando para o céu.
— Ei príncipe, por que você está aqui fora sozinho? — pergunto me
sentando ao seu lado
— Oi minha princesa, estava aqui pensando em alguns assuntos que
preciso conversar com você!
— Nossa é tão sério assim, que você precisa se afastar de todo
mundo?
— Ou eu me afastava, ou seu pai me matava, ele é mega ciumento, e
quando você saiu do escritório toda marrenta, ele quase voou em mim, o Pet
que segurou ele — responde ele rindo
— O que você falou para ele?
— Falei para ele se acostumar em vir aqui em casa te ver, porque logo
você será minha de papel passado, e tudo o que tiver direito — diz ele sério
Eu fico sem reação, ele é tão... tão exasperante, com ele é oito ou
oitenta, ele se apressa, corre, quando temos que caminhar lentamente, um
passo de cada vez, ele age como se eu fosse sumir amanhã.
— Mason, sei que o que estamos sentindo é intenso, sei que a vontade
de estarmos juntos é maior que qualquer coisa, mas temos que ir devagar,
você está fazendo planos quando estamos começando a nos conhecer, eu
gosto de você pensar assim? Se eu te disser que não, estarei mentindo feio, mas eu sei que temos que ir devagar. Isso é assustador, são muitas coisas para
assimilar, são os problemas que a família García trouxe, são os meus traumas,
são esses sentimentos intensos que mais parecem um trem desgovernado,
vamos com calma, por favor — desabafo
— Eu sei que é cedo princesa, mas é o que eu sinto, nunca senti isso
antes. Eu só sei que tenho que ter você comigo, eu sei, é muito louco, é uma
mistura de sentimentos, um misto de precisão e medo. Precisão de ter você
sempre ao meu lado, e o medo de você desistir, de não querer ficar perto, de
fugir. Não sei descrever isso, e é onde eu fico perdido — diz ele sério
olhando em meus olhos.
Me deito em seu peito, eu juro que o entendo, eu também tenho medo,
medo de tudo o que estou sentindo, Medo de não me jogar de cabeça nesse
sentimento gostoso, mas também tem o medo de me jogar e quebrar a cara.
São muitos medos!
— Não quero que fique triste princesa, só estou desabafando. Com
você eu quero tudo para ontem, é como se algo dentro de mim quisesse me
dar um aviso, sei que parece loucura, mas é como se eu sentisse que você vai
sumir a qualquer instante.
— Eu não irei sumir Mason, pode ir tirando essa ideia da cabeça.
Nada do que venha acontecer me fará sair do seu lado, só quero que você vá
mais devagar, para quê apressar as coisas? Pode ser que mais para frente,
venhamos a nos arrepender por apressar as coisas.
— Tudo bem, vou tentar controlar essa impulsividade, essa mania de
querer você sempre. Não prometo nada — diz ele com um sorriso
desanimado
— Eu adoro essa sua mania de me querer, porque eu também me sinto
assim. Só vamos devagar, não quero apressar nada.
— Tudo bem, mas vamos mudar de assunto. Como foi no mercado?
— Uma loucura, dona Lia deu uma de general, nesse momento está
abarrotando seus armários, ela comprou tanta coisa, você acredita que ela
levou ao pé da letra o que você disse, comprou todas as porcarias que eu
gosto. Disse que é você quem manda, nem se nós ficássemos trancados dois
meses dentro de casa acabariam com o estoque que ela fez — falo rindo, e ele
ri junto.
Nos levantamos e vamos caminhando abraçados para dentro de casa.
E o que eu sinto dentro de mim, é como se nada fosse mais certo do que isso.
Eu e ele juntos!!
Estou tentando achar um jeito de entrar no assunto com a Duda, não
será uma conversa fácil eu sei. Mesmo assim terá que ser feita, só estou com
medo da reação dela, dela entrar em outra crise de pânico. Liguei para o
médico dela, e ele me recomendou deixar o calmante ao lado, caso ela tenha
uma crise.
A raiva que sinto dessa família só aumenta, não sei qual será a minha
reação quando eu ficar frente a frente com essa gente.
Nos sentamos para almoçar, minha sogra cozinha muito, hoje ela fez
escondidinho de carne seca. Se eu não tomar cuidado, ganharei peso
rapidinho.
Meu sogro volte e meia me olha, me espreitando. Eu faço não com a
cabeça, e ele entende. Só irei contar para ela, depois deles irem embora, se
vier a acontecer da minha princesa ter uma crise, ela não iria gostar que eles
tivessem presente.
— Ei príncipe, o que você tem que está caladinho? É sobre o que conversamos antes? — ela pergunta baixinho
— Não é nada gatinha, só estou pensando na festa de amanhã, ter que
olhar para cara daquele homem. — Jogo a primeira coisa que vem na cabeça.
— Pois não fique assim, eu estarei lá ao seu lado, e ele que não venha
a se meter a besta, porque não responderei por mim — diz minha onça brava
— É mesmo minha onça brava? Você fica tão gostosa quando esta
brava, você não faz a mínima ideia do que eu queria fazer com você, quando
entrou no meu escritório toda autoritária. A vontade que eu tive foi te colocar
de quatro e meter tão fundo, que você iria me sentir dentro de você por
dias — falo em seu ouvido, e a vejo engolir em seco.
Fico olhando sua reação, e quase tenho um ataque de risos, ela abre e
fecha a boca, várias e várias vezes. Então ela se levanta exasperada, e diz que
vai tomar banho.
Assim que ela sai, eu não aguento e caio na risada, ela é tão
encantadora.
— Está rindo do que meu genro lindo de fitness? — pergunta dona
Lia
— Sua filha é uma graça dona Lia, ela alegra meus dias — respondo
rindo.
— Mason, como você irá fazer para contar a Duda tudo o que
descobrimos? — pergunta Pet
— Eu já liguei para o médico dela, e expliquei por cima o que
aconteceu, não entrei em detalhes, ele me aconselhou a estar com o remédio
dela por perto, e caso não resolva, para levar ela ao seu consultório. Confesso
que estou com medo da reação dela — desabafo
— Você quer que nós fiquemos aqui para ajudar? — pergunta Andrey
— Acho melhor não, ela não iria querer que vocês estivem aqui vendo
a crise. A única pessoa que ela aceita que veja ela assim é a Baixinha.
— Isso sempre foi assim, toda crise ela chamava a Jessie, não deixa
nós nos aproximarmos, essa duas tem uma ligação inexplicável — diz Lia
— Mason, liguei para o meu amigo e pedi para ele dar mais umas
fuçadas na vida da Margô e na da Camila. É muito estranho elas voltarem
depois de tanto tempo, ele descobriu que elas estavam em Miami, não me
pergunte como ele descobriu isso, ele não me disse — Jessie fala
— Baixinha precisamos conversar sobre esse seu amigo, quero saber
onde, como e quando você o conheceu, também quero saber qual é seu grau
de envolvimento com esse cara — avisa Pet
Desse mato vai sair vários cachorrinhos, a cara do sogrão é
impagável.
— Você está querendo me interrogar Patrick? É o policial ou o
homem querendo saber? Mas só para deixar claro Olaf, eu sou solteirinha,
soltinha igual arroz — diz Jessie rindo, Patrick fica vermelho de vergonha.
— Minhas perguntas são puramente de cunho profissional Baixinha, é
interessante que você o conheça desde nova. E que ele saiba o que, e aonde
procurar. E para de me chamar de Olaf anã de jardim — rebate Pet
— Essa anã aqui, pode habitar o seu jardim Olaf, é só você querer. —
Provoca Jessie
— Chega dessa palhaçada, você Jessie, não vai povoar jardim de
ninguém, e eu também estou curioso para saber sobre esse tal amigo filha —
Andrey fala
— Andrey deixa de ser empata foda, você não vê que está rolando um
clima homem — Lia Repreende
— Não é nada disso senhora, é tudo meramente profissional — diz
Pet envergonhado
Olho em direção a escada e vejo minha princesa descendo, toda
fresquinha e cheirosa, mas a cara é de poucos amigos.
— Jessie vamos dar um mergulho? — pergunta a diaba, sem nem
olhar para mim.
— Demoro, só vou dar um confere na "depi" e colocar um biquíni —
a Baixinha fala e sai em seguida.
Fico olhando para a diaba da minha vida, mas ela não me dá um pingo
de atenção.
— Paizinho, a mamãe comprou tudo para fazer pipoca. O senhor faz
aquela pipoca com leite em pó? — pede Duda, com a cara mais inocente.
— Mas Bonequinha, você acabou de almoçar, tem certeza que quer
pipoca?
— Por favor, papai faz tempo que você não faz. Me bateu uma
vontade, chego a estar com água na boca — diz fazendo manha
Ela está fazendo isso, para me provoca, e está me ignorando de
propósito, pelo que falei para ela no almoço.
Ela sobe para o quarto para vestir o biquíni, enquanto Andrey vai para
a cozinha fazer a bendita pipoca.
Eu fico na sala, conversando com Patrick e Lia. Jessie desce e se junta
a nós. Duda desce vestida com um roupão, e vai direto para a cozinha atrás
do pai. E em todo momento não dirigiu um olhar para mim.
Estou achando tudo divertido, ela em modo pirraça é demais. De
repente algo me chama a atenção no corredor que leva para a cozinha.
A diaba aparece, com o roupão aberto, mostrando o minúsculo
biquíni, se ela fez isso para me irritar, está conseguindo.
Pet estranhando meu silêncio, e começa a se virar para ver o que está
prendendo a minha atenção.
— Não se vire Patrick! — rosno irritado
— Vamos para a piscina Jessie? — pergunta a diaba da minha vida.
— Partiu Bonequinha, vamos mamãe? — pergunta Jess
— Vão indo, vou ajudar seu pai na cozinha, mas daqui apouco me
junto a vocês — reponde Lia
Duda passa por mim, como se eu não estivesse presente. Quando
chega à porta que leva para a área da piscina, a demônia tira o roupão de
costa para onde eu estou. Assim eu posso ver a parte de trás do biquíni, se é
que isso possa ser chamado de biquíni.
A parte de trás, nada mais é que uma tira de pano, a sua bunda está
toda de fora. Sinto meu corpo tremer de raiva, o ciúme me domina.
Pet tenta falar alguma coisa, mas só o que eu escuto é o barulho do
meu sangue correndo pelas minhas veias.
— QUE PORRA É ESSA MARIA EDUARDA? — grito
enfurecido, o ciúme está me corroendo, só de saber que o meu amigo pode
estar vendo a MINHA MULHER QUASE PELADA, está me
enlouquecendo!
— PORRA VOCÊ QUER ME ENLOUQUECER SUA DIABA?