Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Andressa Félix · Capítulo 34 de 34

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Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Capítulo 1

Passamos o restante do dia na cama. só nos levantamos para colocar

as bebidas na geladeira e ligar para os restaurantes, já que a minha princesa

quer sushi e comida mexicana, é o que ela terá!

Jessie é a primeira a chegar, e reparo que ela está abatida e com

olheiras. Juro que assim que colocar as mãos no Patrick, ele estará fodido.

— Ei Chaveirinho, como você está?

— Fodida cunhadinho, estou literalmente fodida! — ela diz com os

olhos cheios de lágrimas.

— Tudo ira se resolver Baixinha, pensamento positivo sempre, ele vai

aparecer e quando isso acontecer teremos uma conversa de homem para

homem.

Ela me olha seria, e só meneia a cabeça concordando.

— Cadê a Bonequinha?

— Está tomando banho, já, já ela desce. Ela hoje está um poço de

manha e vontades! Tenho que ser canonizado por aguentar as mudanças de

humor dessa mulher!

— Bonito hein! Que bonito! Falando mal de mim, isso porque diz que

me ama, que feio Mason Black! — Duda fala, descendo as escadas. — Oi Jess, já estava com saudades, os meninos daqui apouco estão chegando,

quero saber de tudo o que aconteceu na minha ausência na boate! Aquela

lagartixa anêmica apareceu por lá?

— Quem vê pensa que não me vê há décadas! Por incrível que pareça,

ela não apareceu na boate desde a surra que você deu nela, nem ela e nem a

pau de vira tripa da Camila.

— Graças a Deus! Chega desses projetos de piranha — Duda diz

rindo, e me lança um olhar mortal.

— O que foi esse olhar princesa?

— Está com medo porque príncipe? Está devendo? — ela pergunta e

me lança seu sorrisinho sacana.

— Eu hein! Não tenho paciência para as suas maluquices Maria

Eduarda, com licença Baixinha, mas vou tomar um banho rápido — falo e

vou para o quarto, fico escutando a gargalhada infame da minha mulher. É

sério, a Duda está completamente descompensada, chora por nada, briga por

tudo, não sei mais o que fazer. Quando essa merda toda acabar, receio ter

parado no hospício.

Tomo banho rapidamente, e desço bem na hora que chegam as

entregas, minha menina mulher corre para atender a porta, e só falta gritar

quando vê que realmente pedi o que ela queria.

— O melhor namorado do mundo! — ela diz pulando em meu colo.

Jessie olha assustada para a empolgação da irmã, eu só sei rir, muito

maluca essa princesa está! Zack e Drew chegam minutos depois junto com

meus sogros. Andrey como sempre, corre para paparicar as crias como se elas

fossem bebês, é muito engraçado de ver, meu sogro perdeu completamente o

senso do ridículo.

Minha sogra já chega colocando a mão na massa, ela começa a

preparar a mesa com as comidas e eu vou ajudar ela.

— Ei sogrinha linda!

— Oi meu genro lindo de fitness! Que combinação mais estranha

essa, Sushi e comida mexicana! — minha sogra diz rindo.

— Sua filha Lia. Ela chegou a babar hoje falando que queria comer

essas coisas! Sério Lia, sua filha não está normal não — falo rindo.

— Babou é? Interessante! Me diga meu amado genro, por que você

acha que ela não está normal?

— Ela muda constantemente de humor, hoje mesmo ela quase chorou

porque queria comer miojo com requeijão, agora a pouco me lançou um olhar

assassino, tudo porque Jessie citou o nome da Camila e da Valerie.

— Mason, ela não pode estar grávida? Não quero te assustar, mas eu

fiquei assim quando estava grávida da Jessie. Eu era uma bomba relógio

ambulante, chorava até com comercial de margarina, comia as coisas mais

estranhas. Andrey sofreu comigo tadinho, surtei legal e ele quase me largou

— minha sogra fala rindo.

— Não tem possibilidade Lia, até queria, mas a Duda tem a bosta do

implante anticoncepcional esqueceu? — pergunto. — E ela também esteve

naqueles dias, assim que saiu do hospital.

— Então são os remédios que estão afetando! Você disse miojo com

requeijão? Estranho, muito estranho.

Resolvo deixar minha sogra falando com os botões dela e vou ver a

minha princesa, quando chego à sala, vejo Duda e Jessie sentadas ao lado do

Drew e eles cochichando. Chega dar medo isso!

Prefiro deixá-los conversando e vou sentar ao lado do sogrão e Zack.

— Fala Mason, alguma novidade do seu investigador? — Andrey

pergunta.

— A mesma coisa de sempre. Só a movimentação que aumentou com

a chegada dos comparsas da Margô, e a Camila que pelo que me pareceu sumiu, mas ele está de olho vinte quatro horas por dia.

A noite transcorreu perfeitamente bem. Todos se divertiram

principalmente a minha princesa, aos poucos o pessoal foi indo embora, até

ficarmos somente nós dois. Enquanto eu vou fechando a casa e acionando os

alarmes, Duda sobe para o quarto, me olhando com uma cara safada.

Essa mulher ainda me enlouquece, escutem o que eu digo.

Assim que fecho tudo, vou apagando a luz por onde vou passando e

subo para o quarto, logo que abro a porta, fico estático vendo a mulher que

foi enviada do inferno pra me enlouquecer.

— Hoje você acordou e pensou: “Vou enlouquecer meu homem!”, só

pode princesa — falo já sem fôlego, só de imaginar o que eu farei com ela, se

essa diaba pensa que vai dormir, está muito enganada.

— Pelo visto ainda não consegui isso, não é mesmo Mason Black?

Vou ter que brincar sozinha? — ela fala sorrindo de lado.

— Eu bem que gostaria de ver isso! Deve ser uma cena e tanto meu

amor, que tal cada um brincar sozinho? Eu te olhando e você me olhando?

— Tem certeza príncipe? É uma fantasia, ver sua mulher se tocando?

Podemos tentar outro dia, hoje quero que você me foda, quero brincar. Quero

que você seja o lobo mau, aquele que me olha melhor, me cheira melhor e me

fode mil vezes melhor — ela diz ficando de quatro na cama e me olhando por

cima do ombro.

E eu sou um infeliz filho da puta, louco por essa mulher. A bunda

dela é a oitava maravilha no mundo, amo seu corpo inteiro, mas a sua bunda

é minha kriptonita. Tiro minha roupa rapidamente, ficando apenas de cueca e

me aproximo, puxando seu corpo até a beirada da cama, beijo sua bunda,

deixando pequenas mordidas pelo caminho, a sinto gemer baixinho e meu

corpo se arrepia por ouvir mero som.

Desço sua calcinha levemente por suas pernas, e vejo sua intimidade lisa e molhada para mim. Minha boca paira sobre sua buceta molhada, agarro

suas coxas e afasto mais suas pernas, me dando livre acesso a sua intimidade

e prendo seu pequeno clitóris em minha boca e o chupo avidamente. Ela goza

imediatamente gritando meu nome, mas eu não paro de chupar sua doce

buceta, minhas mãos correm pelo seu corpo segurando seus seios perfeitos

por cima do sutiã, enquanto continuo minha tortura em sua intimidade. Assim

que ela alcança o ápice novamente, me levanto e tiro a única peça que cobria

meu corpo, e com um único impulso me encontro dentro dela a fazendo gritar

mais uma vez. Fico imóvel sentindo sua buceta me apertar e dou um tempo

para que ela se acostume com a minha invasão impetuosa, mas ela não

consegue esperar e move seu corpo de encontro ao meu, fazendo com que eu

perca o pouco do controle que me restava.

— Não quero que você se segure Mason! Quero você possuído,

enlouquecido por mim, quero acordar amanhã e sentir você em cada gesto

que eu fizer, quero que você me foda, quero que você preencha cada parte de

mim, quero me sentir cheia de você! — ela implora.

E com essas palavras sinto o homem das cavernas que me habita ser

solto. Aumento minhas investidas, fazendo com que ela grite mais e mais,

clamando meu nome como se fosse uma oração. Sinto sua doce buceta

espremer meu pau e eu sei que não durarei nem mais um minuto, levo minha

mão ao seu clitóris e esfrego com força a levando ao seu terceiro orgasmos na

noite, seu orgasmo desencadeia o meu, e gozo como nunca gozei antes , sinto

meu corpo tremer, a sensação de senti-la me apertando quase me faz

desmaiar sobre ela.

De todas as nossas transas loucas, essa foi a mais intensa e olha que já

transamos muito, e a noite toda. Ela se deita na cama arfando e gemendo

baixinho e eu permaneço mais um pouco dentro dela, beijo suas costas, seu

pescoço até chegar a sua orelha, na qual a mordo sendo contemplado por uma risada rouca.

— Não me esqueci da sua pequena promessa de brincarmos juntos.

Amanhã pode ter certeza que cobrarei princesa. — E como se eu tivesse dito

algo errado, por que seu corpo automaticamente fica tenso e eu saio de dentro

dela para poder observar melhor seu rosto. — O que foi meu amor? Senti

você ficar tensa. Te machuquei de alguma maneira?

— Impressão sua, príncipe. Vamos tomar um banho de banheira? —

ela desconversa, mas sei que ela está tentando esconder alguma coisa. Vou

para o banheiro e coloco a banheira para encher, jogo um pouco dos sais de

banho que ela tanto gosta.

Sinto seus braços rodearem minha cintura, e seu rosto se aconchegar

em minhas costas suadas. Seus lábios roçam levemente em minhas costas,

deixando beijos onde ele toca.

— Eu amo você Mason.

— Também amo você princesa — falo enquanto me viro para ficar de

frente para ela.

Seguro seu rosto, acaricio suas bochechas com o polegar, e vejo seus

olhos marejarem, com suas lágrimas não derramadas. Beijo seus lábios com

todo o amor que tenho dentro de mim, todo amor que tenho é dela, somente

dela.

Tomamos banho, eu a seco e visto uma camisa minha, a coloco na

cama e me deito ao seu lado, tanto ela quanto eu estamos com os nervos à

flor da pelo.

Não vejo a hora desse inferno acabar, de podermos viver em paz, de

nos curtimos. Puxo minha princesa para os meus braços, e fico fazendo

carinho em seus cabelos até ela pegar no sono, durmo ao som dos seus

suspiros, e imploro a Deus para que tudo se resolva.

Acordo sozinho, e o medo me bate quase que imediatamente. Me

levanto com tudo e saiu à procura dela, olho todos os quartos desço e olho na

sala, na área da piscina e nada dela. O desespero já começa a bater, e é

quando escuto um barulho vindo da cozinha, corro para lá e travo na porta,

sentindo meu coração sair pela boca.

Ela está sentada no balcão, com um prato de comida japonesa de um

lado, um copo de refrigerante do outro e segurando um prato de burrito frio

nas mãos. Fecho meus olhos e respiro fundo incontáveis vezes, para tentar

me acalmar. Não quero chateá-la com o meu medo, fico olhando para ela

toda empolgada comendo, a cada mordida um suspiro de satisfação.

— Bom dia mocinha fugitiva.

Ela me olha e abre o maior dos sorrisos, o que é destinado somente a

mim.

— Bom dia príncipe dorminhoco — ela responde de boca cheia.

— Acordou faz tempo?

— Mais ou menos uma hora. Fiquei na cama olhando você dormir,

mas desisti quando ficou na cara que você iria demorar acordar — ela

responde rindo.

— Você não acha, que comer burrito e peixe cru de café da manhã, é

muito pesado?

— Não acho não, aliás, está uma delícia. Quer um pouco?

— Não princesa, faça bom aproveito. Vou preparar uma vitamina e

depois irei treinar um pouco.

Ela acena com a cabeça concordando, eu vou preparar a minha

vitamina, enquanto ela bate, fico olhando maravilhado para ela comendo.

— Quer um pouco princesa?

— Eca! Muito obrigado, mas dispenso.

Eu dou risada dela, tudo o que é saudável ela abomina. É inacreditável, não sei como ela consegue manter esse corpo gostoso, com

tanta porcaria que come. Tomo minha vitamina, lavo a louça que eu sujei e

subo para o quarto para trocar de roupa, enquanto ela fica comendo seu

estranho café da manhã.

Escovo meus dentes assim que termino de me trocar, desço até a

cozinha, pego uma garrafa de água e me encaminho para academia que tenho

em casa. Preciso extravasar essa energia toda que está me consumindo, ficar

com medo te transforma de inúmeras maneiras, você fica paranoico, ansioso,

medroso e várias outras coisas. Se tem uma coisa que nunca fui nessa vida, é

medroso, mas é até justificado, não sinto medo por mim.

Meu medo se resume única e exclusivamente pela Duda. O ódio que a

Margô sente por ela é infinito, a Margô já tirou tudo o que podia da minha

mulher, tirou seus pais, tirou a sua infância, tirou seus sonhos e o dinheiro.

Não que ela se importe com isso, a Duda não é ligada a nada material.

Mas resolvo esquecer um pouco esse assunto, vim treinar na intenção

de desanuviar a mente. Corro na esteira, faço flexões, e agora vou pegar peso.

Assim que me sento no banco, vejo minha maluquinha entrando na academia,

ela pega um acolchoado e se deita no chão e fica me olhando. Sorrio e

continuo a pegar meu peso.

Essa mulher está realmente insana.

Fico uns quarenta minutos me exercitando, sobre o olhar atento da

minha princesa. A cada vez que levanto o peso, ela solta um gemido e isso

aos poucos vai me deixando louco.

— Princesa, por que você não vai dar um mergulho ou correr na

esteira?

— Deus me livre! Aqui a visão está espetacular — ela diz rindo.

Eu resolvo acabar com os exercícios, a pego no colo jogando em

meus ombros, ela grita e eu dou um tapa forte na sua bunda gostosa.

— Você conseguiu o que queria sua menina safada!

— Mas eu não pedi nada príncipe, só estava admirando meu homem

gostoso, cheio de tatuagens fazer exercício, mas confesso que ouvir você

fazendo aquele barulho toda vez que levantava peso, me deixou com a

calcinha molhada — ela fala mordendo minhas costas.

E assim passamos parte da manhã, transando como dois alucinados. A

fome que sentimos um pelo outro beira ao absurdo, não me canso dela em

momento algum, mesmo gozando várias vezes bastava um suspiro dela para

ficar duro novamente.

À tarde precisei ir para o escritório, e ela foi comigo sem reclamar,

ficou sentadinha na minha sala conversando com a Bea, enquanto eu dava

uma olhada nos contratos.

Assim que resolvo tudo, almoçamos e vamos para casa. Quando

chegamos ela vai direto tomar banho, pois está muito abafado o dia hoje.

Ligo o ar condicionado da sala, e vou para o quarto tomar um banho também.

Estou a fim de ficar deitado o restante do dia assistindo um filme legal, até

aceito comer umas porcarias hoje.

Quando chego ao quarto ela já está saindo do chuveiro, enrolado em

uma toalha, olho hipnotizado, ela sorri e levanta uma sobrancelha. Eu meneio

a cabeça e vou tomar um banho, se não mudar o foco da noite, vamos passar

mais um dia fodendo como loucos.

Termino meu banho, coloco uma bermuda levinha e vou atrás da

minha tarada, a encontro, vestida para ferrar com o meu juízo.

— Minha princesa, amor da minha vida, minha neném manhosa, cadê

o resto da sua roupa? Sei que está calor, mas eu já liguei o ar-condicionado

da sala e você vai sentir frio.

— Para que roupa, se eu tenho você para me esquentar príncipe? —

ela fala fazendo cara de anjo.

— Vou te esquentar sim meu amor, espera um minutinho que irei

pegar uma camisa para você — falo e antes que ela possa responder, subo

correndo as escadas indo para o quarto atrás da porra de blusa para essa

demônia.

Quando volto para a sala, ela já está deitada no sofá procurando um

filme na televisão.

— Pronto minha princesa, aqui está uma blusa para te proteger do frio

— falo sorrindo cinicamente.

— Obrigado meu príncipe, amor da minha vida, mas não estou com

frio agora — ela responde debochada.

Ficamos deitados assistindo filmes o restante da tarde, e conforme vai

escurecendo, ela vai ficando inquieta, quando não consegue mais disfarçar ela

levanta e se senta no pufe, em frente a mim.

— Amor, vamos nos arrumar? Já está ficando tarde.

— Se arrumar para que?

— Para irmos à boate ué! Não é hoje que vai abrir?

— Não quero ir princesa, quero ficar em casa assistindo um filminho,

pensei até em pedir umas porcarias que você tanto gosta de comer —

respondo.

— Tentador Mason, mas hoje eu quero sair, ver gente, me divertir.

Olho sério para ela, e a vejo mordendo os lábios nervosa. Não quero ir

à boate, não quero sair de casa, mas entendo o lado dela. Já estamos

enfurnados dentro aqui dentro já tem muito tempo, mas só de pensar em ir

naquela maldita boate sinto um aperto no peito.

— Ok Maria Eduarda. Se for isso que você quer tudo bem, vá se

arrumar enquanto ligo para o pessoal da segurança. Vou redobrar a vigilância

e não quero ouvir reclamações, você terá que obedecer a todas as regras sem

dizer um pio. Fui claro?

— Sim senhor, todo poderoso!

— Então vá se arrumar maluquinha.

Assim que ela sobe, ligo para Zack e peço para ele redobrar a

segurança dessa noite, ligo para o pessoal da polícia e faço o mesmo pedido.

Não gosto dessa merda que estou sentindo em meu peito. Me sinto

sufocado, sentindo um aperto de morte dentro de mim, como se alguém

estivesse com o meu coração na mão apertando fortemente.

Subo para o quarto, e a vejo sentada se maquiando, vou para o closet

e separo uma roupa e me encaminho para o banheiro, entro embaixo do

chuveiro de cabeça e tudo, faço uma oração pedindo que tire aquele

sentimento ruim de dentro de mim. Fico mais ou menos vinte minutos no

chuveiro e quando eu saio, não vejo nenhum sinal dela, somente o cheiro do

seu perfume.

Quando saio do quarto a encontro encostada na parede e quando vou

passar ela me barra.

— Mason, você vai ficar emburrado? Poxa só quero sair um pouco,

ver gente!

— Ok Maria Eduarda, não está mais aqui quem falou. Você quer sair?

Então vamos logo, e sobre minha cara feia, ela é a única que eu tenho.

Vamos o caminho todo calados, ela está com a cabeça encostada na

janela, e eu perdido em meus pensamentos. Assim que chegamos à boate,

vejo que Zack fez o que pedi e duplicou a segurança.

— Ok Duda aqui vai, não quero que saia do meu lado em hipótese

alguma. Se for ir para qualquer lugar me avise que te levarei, se quiser

trabalhar no balcão com a Baixinha, fique onde eu possa vê-la, de preferência

na minha frente, um passo seu em falso, voltamos para casa e você só sairá

quando a Margô for presa. Estamos entendidos?

— Entendi Mason Black, tudo o que o todo poderoso quiser — ela responde petulante.

Entramos e vamos direto para o bar, Duda se senta em uma banqueta

ao lado do Drew e eu me acomodo ao seu lado. Jessie traz um uísque para

mim e um vinho para Duda, ficamos conversando e rindo. Zack aparece e

ficamos conversando, ele me atualiza de tudo o que aconteceu na boate e

todas as decisões que tomou, confio plenamente nele, e colocá-lo como sócio

foi a melhor coisa que já fiz, aliás nós sempre fomos sócios, só não era

oficial.

Vejo Duda tomando uma taça atrás da outra de vinho, e não gosto

nada disso, olha para Jessie e ela busca uma garrafinha de água e coloca na

frente da irmã e toma a taça de vinho dela. Duda olha feio para mim, e eu

levanto meu copo para brindá-la, ela fica muito puta, mas resolve fazer o que

a irmã manda.

— Jessie você sabe que é o amor da minha vida toda não sabe? Sem

você, eu nem sei o que teria sido de mim! — Minha maluquinha já está

bêbada.

— Você sabe que me deve, não sabe? — Jess diz olhando seria para

ela. As duas têm uma ligação tão grande, que conseguem se entender apenas

no olhar.

Duda engole em seco, mas meneia com a cabeça concordando, ela se

inclina no balcão e abraça a Baixinha. Um cara que está sentado um pouco

mais atrás, assovia e a chama de gostosa, quando me viro para mandar o cara

se foder, Duda e Zack me seguram.

— Mason quero ir ao banheiro, me leva? — Duda pede em meu

ouvido.

— Claro meu amor. — Me levanto e seguro sua mão, para levá-la ao

banheiro.

Ela entra e eu fico na porta esperando. De repente escuto uma movimentação, vozes falando alto, Jessie gritando. Olho para o corredor e

vejo que está vazio, por incrível que pareça, chamo pela Duda e ela avisa que

já está terminando.

— Amor, está rolando uma confusão lá no bar. Você ainda vai

demorar?

— Não, já terminei, só estou colocando a calcinha. Pode ir, eu já te

encontro lá.

— Vou te esperar aqui, só se apresse. — Assim que termino de falar,

ela sai do banheiro e me abraça pelo pescoço.

— Você é o meu amor da vida toda Mason Black! Meu felizes para

sempre, me espera?

— Você também é o amor da minha vida princesa, eu serei o que

você quiser, seu começo, meio e fim, mas pensei que você já tinha terminado

— pergunto confuso.

Ela me beija e só me solta quando escuta um grito da Jessie, voltamos

correndo para o bar e encontramos o inferno!

Uma briga feia está acontecendo, e Jessie maluca do jeito que é, está

pendurada nas costas de um cara. Duda ameaça ir até ela, mas eu a seguro e a

mando ficar quietinha no lugar.

— Fique aqui e ligue para a polícia, a briga está se alastrando pela

boate inteira e acho que os seguranças que estão aqui hoje não darão conta —

aviso e saio de perto dela para ajudar a conter a briga.

Só que um grandão metido a lutador, veio para cima de mim e não

tive outra saída a não ser enchê-lo de porrada. Irei descontar toda a minha

raiva nesse bosta, se ele pensa que é o tal porque é grande, irei mostrar para

ele que tamanho para mim não interessa.

Olho para o lado e vejo Drew socar um cara, enquanto Zack está

lutando no chão com outro, a briga está literalmente sem controle escuto garrafas sendo quebradas, vejo a maioria dos seguranças em ação. Consigo

desmaiar o incrível Hulk, e é quando escuto o grito do Drew mandando eu ir

salvar a Duda, quando me viro e vejo a cena, enlouqueço de vez.

Essa merda era uma casinha, armada para pegarem a minha mulher.

Os caras que estavam sentados atrás da gente no bar, e que chamaram ela de

gostosa, são os mesmo que estavam tentando sequestrá-la!

Duda grita em desespero, e meu sangue sobe e corro ao encontro dela.

Eu os matarei com as minhas próprias mãos, mas no meio do caminho, três

brutamontes me seguram e eu entro em desespero total, começo a brigar,

lançando socos em todas as direções tentando assim me soltar, mas sem

sucesso. Vejo minha mulher ser tirada de mim, embaixo dos meus olhos. Eu

grito, grito para eles a soltarem, mas tudo o que ganho são os gritos de

socorro dela.

Eles somem pelo corredor que leva ao banheiro dos funcionários.

Meu sangue bombeia rapidamente em minhas veias, eu acho forças de onde

não tenho e consigo me soltar dos meus agressores, o ódio me impulsiona, e

consigo acertar vários socos e chutes em cada um, Zack vem para o meu lado

e me ajuda a me livrar desses três filhos da putas.

Ao longe escuto o barulho das sirenes e sem pensar, saio correndo por

onde os bandidos foram, Zack me acompanha e assim que saímos porta a

fora, vejo o exato momento que os bandidos arrancam com o carro. Corro

para o meu carro na intenção de segui-los, e Zack vem atrás como uma

sombra.

Entro no carro e nem espero o Zack fechar a porta, arranco com tudo

indo atrás das pessoas que estão com a minha mulher! Zack está ao telefone,

falando com o pessoal do F.B.I. e vai dando as coordenadas, ele coloca o

telefone no viva voz e escuto o policial gritando mandando eu voltar.

— Vai se foder seu pau no cu. Isso é culpa do trabalho de merda que vocês fizeram! Não importa de onde a polícia seja, são uns bostas iguais os

daqui, acho bom vocês fazerem algo, porque se acontecer alguma coisa com

a minha mulher, sairei matando todo mundo inclusive você! Exclusivamente

você, que veio da casa do caralho dizendo que iria proteger a minha mulher!

Assim que pego a pista, acelero meu carro tentando chegar mais perto

deles. Eles estão na minha frente em questão de minutos, meu carro é muito

potente e consigo alcançá-los, eles pegam uma pista onde tem menos tráfego,

e aceleram, estou a uns quatro carros de distância deles, e buzino igual um

louco, tentando com esses infelizes saiam da minha frente. Escuto

novamente o barulho de sirene, Zack ainda está ao telefone com o policial,

passando tudo o que acontece com eles.

Não sei o que acontece, desviei o olhar por míseros segundos, mas

quando dou por mim, vejo a pior cena acontecer bem na minha frente.

Assisto tudo em câmera lenta, o carro rodopia várias vezes na pista antes de

capotar inúmeras vezes, e fazer um barulho ensurdecedor explodindo.

Eu freio com tudo, e saio do carro em completo desespero. Tento

correr para perto do carro, mas Zack me segura com força.

— Me solta porra! Preciso salvar a minha mulher Zack. — Assim que

termino de falar escuto novamente o barulho da explosão, eu consigo me

soltar e corro para perto do carro, mas é humanamente impossível de chegar

perto, só o pouco que cheguei senti minha pele queimar.

— Dudaaa!!!

Grito desesperado, como se assim pudesse salvá-la de algum modo.

Não posso acreditar no que estou vendo, em questão de segundos vi meu

mundo desaparecer, vi o carro que minha mulher estava explodir, levando

com ele a pessoa mais importante da minha vida.

A polícia chega, e corre ao nosso encontro fazendo perguntas. Eu,

sem mais um pingo de forças em meu corpo, caio de joelhos no chão sentindo uma dor enorme dentro de mim.

Não consigo se quer respirar direito, tamanha dor que estou sentindo,

eu a perdi, perdi o amor da minha vida, perdi a mãe dos meus filhos, perdi a

razão do meu viver, a minha princesa.

Flashes do dia de hoje passam em minha mente, seu sorriso, sua

manha, seu jeitinho louco. Como eu queria ter sido mais firme com ela e não

ter saído de casa, como eu queria estar em casa, fazendo amor com ela,

sentindo seu corpo colado ao meu, seus beijos.

Nunca mais verei seu lindo sorriso, nunca mais a verei fazendo

pirraça por querer comer suas porcarias, nunca mais sentirei o calor do seu

corpo ou suas crises de ciúmes. Eu perdi a razão da minha vida nesse

momento, e tudo o que eu queria agora era morrer junto com ela, minha vida

não tem sentido sem ela ao meu lado. Deus com certeza me odeia, passei

anos vivendo sem carinho e amor, e quando enfim o encontro ele me tira do

pior jeito que existe.

Como eu queria que tudo fosse um sonho ruim, onde eu acordaria e

estaria em minha cama, com ela ao meu lado. Faço uma oração a Deus,

implorando a ele que isso seja um pesadelo. Prometo que se ela estiver bem,

que renovarei a minha fé nele, que deixarei que a minha princesa coma todas

as porcarias que ela gosta, prometo até mesmo me acertar com o meu pai e

com a minha mãe.

Por favor Deus, traga a minha princesa de volta para mim...

Tudo ao meu redor é silencio, só é quebrado pelo crepitar das chamas.

Estou destruído, sem chão, meu peito dói, sinto um vazio em mim que é

inexplicável. Escuto uma voz ao fundo, e o ódio em mim vem à tona. Me

levanto com o rosto molhado de lágrimas, e voo para cima do desgraçado do

policial do F.B.I.

Acerto o primeiro soco, o derrubando no chão, monto em cima dele, descontando todo o ódio que habita em mim, foi por causa dele que essa

merda aconteceu. Se eles não tivessem aparecido, nada disso teria acontecido,

seu plano fodido trouxe essa desgraça para a minha vida, seu plano de merda

acabou de matar a única pessoa importante na minha vida. Tudo o que sinto é

ódio correndo em minhas veias.

— Porra Mason! Para com isso, você enlouqueceu de vez? O cara é

do F.B.I. PORRA!!! — Zack grita, tentando me tirar de cima do cara. —

Mason o solta cara, você não é assim, vamos conversar.

Mas eu não escuto o que ele diz, minha raiva, meu ódio está falando

por mim nesse momento. É preciso mais de quatro homens para me tirar de

cima dele, e por incrível que pareça, ele não reagiu em nenhum momento.

— VOCÊ SABIA QUE ISSO PODERIA ACONTECER, NÃO É?

MAS VOCÊS DA POLÍCIA, NÃO SE IMPORTARAM NENHUM

POUCO! O QUE É A VIDA DE UMA PESSOA, QUANDO VOCÊS

PODERIAM PRENDER UM CARTEL NÃO É MESMO? — grito para

todos ouvirem. — MAS ME DEIXA TE DIZER UMA COISA SEU

DESGRAÇADO! ELA ERA A MINHA MULHER, ELA ERA AMADA

POR MIM, POR SEUS AMIGOS E POR SUA FAMÍLIA! VOCÊS NÃO

TINHAM O DIREITO DE COLOCÁ-LA NESSA MERDA, ELA PASSOU

POR UM INFERNO DO CARALHO A VIDA TODA. AGORA ME DIGA

SEU INFELIZ, COMO VIVEREI SEM ELA? O QUE SERÁ DE MIM SEM

A MINHA MULHER? ME DIZ PORRA!!!

Acabo quebrando em um choro desesperado, Zack me abraça

chorando junto comigo.

— Eu a perdi Zack, eu perdi a mulher da minha vida irmão. Me diz o

que eu vou fazer agora, como irei viver sem ela aqui? — pergunto, sentindo

uma dor desesperadora.

A dor que estou sentindo é impossível de explicar. Fecho meus olhos e vejo a imagem dela sorrindo e dizendo: “Eu te amo Mason Black, você é o

meu felizes para sempre”.

Como eu queria que tudo isso não passasse de um pesadelo, como eu

queria poder acordar e vê-la dormindo em meus braços. Como posso viver,

sabendo que ela nunca mais irá voltar? Que nunca mais ouvirei seus risos,

suas gargalhadas, nunca mais terá crises de ciúmes.

Eu perdi a única oportunidade de ser feliz que tive na vida, nada tem

mais sentido agora. Me sinto vazio, tudo em mim morreu junto com ela.

“Eu te amo Mason Black, você é o meu príncipe rabiscado. O meu

feliz para sempre.”

Deus! Como o senhor teve a capacidade de arrancá-la de mim assim?

Será que nós não sofremos o bastante?

Justo agora que estávamos felizes?

— Dudaaaa! — grito extravasando a dor em meu peito.

[1] Expressão nordestina, significa problema.

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