Um Longo Caminho a Dois: Volume 1
Acordo sentido os braços do Mason me…
Acordo sentido os braços do Mason me rodeando, até dormindo ele
quer me proteger. A cada dia que passa, mais fico encantada com ele, com
seu jeito protetor.
Levanto-me, tomo um banho, e depois desço para fazer o café da
manhã.
Vou entrando de cômodo em cômodo, olhando tudo. Eu estive aqui
duas vezes, mas a única parte que conheci, foi o quarto e a cozinha.
A cada cômodo que entro, fico mais encantada, tudo é muito bem
decorado, as cores harmonizam com os móveis, ele deve ter contratado
alguém para fazer a decoração.
Vou para a cozinha, e começo a preparar o café, torradas e umas
frutas. Preciso lembrar ao Mason, que ele tem que ir ao mercado urgente, e
ele que não me venha com coisas natureba porque eu amo comer besteiras.
Jessie entra na cozinha, com o cabelo parecendo que tomou um
choque.
— Bom dia Bonequinha — cumprimenta ela.
— Bom dia Chaveirinho meu!
— Duda você já foi lá fora? Isso não é uma casa gata, é uma mansão
do caralho. Aposto meu redondo, que aqui deve ter hidromassagem e sauna.
Sério essa menina só pode ter caído de cabeça quando era pequena,
porque como fala besteira Brasil.
— Ainda não fui lá fora, mas depois do café ninguém me segura —
falo rindo da careta dela.
— Você já decidiu o que vai querer fazer, em relação às najas que
voltaram? — Jessie pergunta
— Era isso que eu queria falar com você, vou precisar do número do seu amigo. Quero descobrir tudo sobre os Garcías — falo decidida
— Posso só te pedir uma coisa? Espere essa conversa que o Mason
vai ter com o Olaf e o papai, não sei de nada, mas tenho certeza que vem
chumbo grosso por aí — Jessie fala séria
— Tudo bem, mas quem é Olaf?
— O amigo do Mason ué, ele não parece com aquele boneco de neve
do desenho? — diz Jess rindo
— Sério, você tem algum problema, nem conheceu o cara direito e já
está colocando apelido — falo me acabando na risada
— Ah Dudinha ele é tão fofinho, vou pedir para ele me mostrar a
pistola dele. Deve ser "a pistola" hein — Jessie faz o gesto tipo medindo o
armamento dele.
Não aguento e gargalho alto, ela é muito louca, mas agradeço todos os
dias por ter ela em minha vida.
A campainha toca, e eu olho para ela sem saber o que fazer. Não sei
se atendo ou deixo tocando.
— Está surda gata, vai atender a porta, deve ser a secretária do meu
cunhadinho preferido — diz Jessie
— Mas e se não for? Eu fico sem graça de atender, afinal a casa não é
minha.
— Lógico que a casa é sua minha princesa, você é minha não é? Se
você é minha então a minha casa é sua — diz Mason entrando na cozinha, e
atrás dele uma senhora muito bonita.
Essa deve ser a Bea, secretária dele.
— Bom dia meninas, desculpa atrapalhar o café de vocês, mas o
Mason pediu para eu vir cedo — diz Bea
— Não está atrapalhando nada dona Bea, sente-se para tomar um café
conosco — peço a ela toda educada.
Mason vem até mim, segura meu rosto e me dá um beijo cheio de
carinho.
— Bom dia princesa, acordei e você não estava mais na cama. Não
gosto de acordar sozinho — diz ele baixinho
— Bom dia meu príncipe, vim fazer o café, você terá que ir urgente
no mercado, não tem mais nada na sua geladeira — digo baixinho
— Mais tarde eu resolvo isso, vou comer alguma coisa e vou para o
escritório com a Bea. Tudo bem? — diz ele
— Tudo, depois eu e a Jessie iremos explorar a casa, e minha mãe
daqui a pouco estará aqui.
— Tudo bem, agora venha conhecer a Bea direito, vocês se darão
muito bem — diz ele empolgado. —Bea essa e minha namorada Maria
Eduarda, Duda essa é meu braço direito no escritório, a mãezona da turma.
— Mason nos apresenta
— É um prazer conhecê-la Maria, já ouvi falarem muito bem de você.
E só de ver esse brilho no olhar do meu menino, já estou te amando, mas
sinto que te conheço de algum lugar — diz dona Bea, e fico pensando de
onde que ela me conhece.
E depois que ela me fala dos olhos do Mason que brilha, eu realmente
caio em mim, e vejo que ele realmente gosta de mim. Eu aposto que estou
com o mesmo brilho, ele me faz tão bem que não me vejo mais sem ele.
— Você está tão apaixonada quanto ele, é lindo de se ver Maria,
aproveite se joga nessa paixão, te garanto você não irá se arrepender — Bea
cochicha em meu ouvido.
Tomamos café, e conversamos bastante. Pude conhecer o Mason
empresário, ele é sério, compenetrado, ele ouve tudo o que a dona Bea fala, e
a trata com muito carinho.
— Que cena mais linda de se ver, nem me esperaram seus apressados.
Fui entrando mesmo a porta estava encostada — Pet chega falando.
— Olaf sua mãe não te ensinou a bater antes de entrar? E se você
tivesse pegado todo mundo pelado na maior suruba? Ia querer participar né
safadinho — diz Jessie, e ninguém aguenta a cara do Pet e caímos na risada.
— Garota você tem algum problema, você não tem filtro nenhum. E
que porra é Olaf? — pergunta Pet vermelho, agora não sei se é de vergonha
ou de raiva.
— Deixa para lá Pet, senta e vamos tomar um café —tento
desconversar
Ele se senta e entra na conversa, fazendo festa para Bea.
Jessie levanta e levar a louça suja para pia, cantarolando a música do
desenho Frozen.
— "Você quer brincar na neve, boneco quer fazer, faz tempo que eu
não vejo mais ninguém, até os quadros das parede eu contei... Fica firme aí
Joana".
Eu não aguento e gargalho alto, essa anã não tem um pingo de
vergonha na cara.
Ele balança a cabeça, se levanta e vai para a sala.
Mason também se levanta para ir ao escritório junto com Bea, mas
antes ele vem me dar um beijo.
— Princesa eu vou estar no escritório, qualquer coisa você me chama
tudo bem? E quando seu pai chegar é só pedir para ele ir lá. Aproveite, a casa
é sua, lá na parte de trás, perto da piscina tem a sauna e a academia — diz ele
fazendo carinho no meu rosto.
— Não se preocupe lindo, eu procuro alguma coisa para fazer — falo
dando vários selinhos nele.
E assim eles vão para o escritório, e eu fico aqui na cozinha com a
biruta da Jessie.
— Jessie, liga para o seu amigo quero falar com ele, tenho que
agilizar as coisas, quero descobrir tudo o que ele puder encontrar sobre a
Margô, sobre a Camila e sobre meu pai.
— Gibizinha, não tínhamos combinado esperar a conversa do
Mason? Sei que você está querendo saber de tudo, mas vamos esperar. Eu já
deixei meu amigo a par de tudo, ele só precisa de um sinal — Jess diz
decidida.
— Tudo bem, vou fazer do seu jeito. Vou esperar essa tal de reunião
acabar. Enquanto isso vamos explorar essa bagaça de casa, o Mason disse
que tem sauna e academia.
— Partiu biquíni e piscina, tenho direito a um dia de riqueza — Jess
diz rindo
Então subimos para nos trocar, e mando uma mensagem para minha
mãe perguntando se já estão vindo, e aviso para ela trazer biquíni.
Como eu queria ser um mosquitinho, para saber o que está
acontecendo naquele escritório.
Enquanto isso no escritório...
Bea me coloca a par de tudo sobre o escritório, assino os papéis que
ela trouxe. Já Pet, está inquieto toda hora mexendo na pasta que ele trouxe.
Bea olha para Pet e depois para mim.
— Tudo bem meninos, desembuchem o que vocês estão
aprontando — Bea pergunta.
Pet olha para mim, e eu aceno para que ele possa falar.
— É um assunto delicado gatona, é a respeito da Duda. Mason o meu
colega fez o levantamento que você me pediu, e realmente essa tal de Margô
não é nada da sua mulher, todos os documentos que a Duda tem certidão de
nascimento e as demais documentações, tudo são falsos. — Pet solta tudo de
uma vez.
— Mas se ela não é mãe da Duda, quem é então? Quem são os pais
dela, que entregaram um ser indefeso para aqueles monstros cuidarem? —
pergunto exaltado.
— Calma menino, estou vendo que o assunto é um tanto sério,
gostaria de saber sobre tudo, vocês podem me contar?
E assim contamos tudo o que descobrimos sobre a Margô e a família.
Ela pede para ver uma foto da "mãe" da Duda, e Pet mostra uma que ele tem
no arquivo.
— Mas eu a conheço, é a Margô García, uma socialite nojenta que
adora olhar os outros de cima, como se fosse melhor que todo mundo, mas eu
sei que ela não é — diz Bea
— Você a conhece gatona? Me diz quando e de onde você conhece
essa diaba!! — pergunto empolgado
— Bem eu a conheci como empregada doméstica da casa dos García,
tipo uma governanta sabe? Eu era próxima da Valéria que era esposa do
Eduardo García, logo depois que a Valéria deu à luz a uma menina, ela ficou
muito debilitada e uns dois meses depois veio a falecer, eu até cheguei a ver a
bebezinha uma vez, mas logo depois do falecimento da Valéria, Eduardo
viajou com a menina, Margô e outro empregado. Depois de alguns anos
Margô voltou como viúva de Eduardo e logo em seguida se casou com o
homem que era empregado de Eduardo, não me recordo do nome dele — Bea
fala, e nos deixa boquiabertos.
— Porra quer dizer então, que nem o Ernane é pai da Duda? Eles
armaram tudo, e os maus tratos era para que a minha princesa desistisse de
viver, por isso a Margô falou para ela, que ela devia ter matado a Duda, vadia
dos infernos vou acabar com ela, vou fazê-la se arrepender de ter nascido.
— Calma Mason, temos que agir com cautela. Depois dessa história,
temos que investigar tudo direitinho, vou ligar para o meu amigo essa mulher
é perigosa Mason — Pet diz já pegando o celular e ligando para o tal amigo.
— Bea se eu já te amava antes, depois do que você contou te amarei
ainda mais. Pode escolher o que você quiser que será seu — falo dando
vários beijos em seu rosto.
— Para menino, no que eu puder, ajudarei, se eu não me engano, devo
ter fotos dela naquela época, fotos da Valéria também, sua menina parece
tanto com ela, por isso pensei que já a conhecia.
Andrey entra e vê a cena, eu abraçado a Bea, e Pet no telefone.
— Boa tarde, estou atrapalhando alguma coisa? Moleque você nem
respeita minha filha que está aí fora, está aqui agarrando outra mulher
embaixo do nariz da minha filha?
— Calma sogrão, essa aqui é quase minha mãe, Bea esse aí é meu
sogro Andrey, não liga não ele é assim todo ciumento — falo rindo
— Calma senhor Andrey, ele está só empolgado com o que descobriu
sobre a família da sua filha. — Bea tenta tranquilizar Andrey.
— Tudo bem, só estava brincando, eu sou ciumento com as minhas
meninas, mas não chega ao ponto disso — fala Andrey rindo.
Meu sogro é um dissimulado, ele é um poço de ciúmes, imagine se ele
souber que a filha dele é uma safada entre quatro paredes. Solto uma risada
mentalmente.
— Andrey, sente-se, temos novidades sobre essa tal de Margô. O Pet
meu amigo que é investigador da polícia federal, descobriu que essa Margô realmente não é mãe da Duda, e a Bea ficou curiosa sobre o assunto e quando
mostramos uma foto dela, a reconheceu e nos contou que conhece essa vadia,
e nos contou ao que parece a verdadeira história — falo empolgado.
Eu não vejo a hora de acabar com essa família podre, essa Margô irá
sofrer, mas não tanto quanto essa Camila, ela assombra os sonhos da minha
princesa, tanto quanto a Margô. Não sei qual das duas fizeram mais mal para
ela.
Contamos tudo o que descobrimos para o Andrey, e ele joga tudo o
que tem na mesa.
— Aqui é tudo o que tenho desde que pegamos a guarda da Duda,
aqui também tem o processo que movemos contra a Margô, processo esse
que ela se livrou por ser ré primária. Ela saiu ilesa pagando uma fiança e
assinando um termo que se manteria longe da Maria Eduarda, por isso ela foi
embora. Só não entendo o porquê voltar justo agora — meu sogro fala.
— É isso porra! — grito entusiasmado
— O que foi menino? O que você descobriu? — pergunta Bea
Andrey e Pet me olham como se eu estivesse enlouquecido, eu saio do
escritório e subo correndo para o meu quarto e pego em meu guarda-roupa, a
pasta que a Jessie tinha me entregado.
Desço até o escritório com a esperança renovada, sei que é com isso,
com esses papéis que pegaremos aquela corja.
— Desculpa pessoal, não fiquei louco, mas quando o sogrão fez a
pergunta de que não entendia o porquê deles voltarem justamente agora, eu
descobri, quer dizer eu não, mas Jessie descobriu, porém preferiu manter isso
em segredo.
— O que aquela destrambelhada descobriu e me escondeu Mason? —
pergunta Andrey
— Ainda bem que o senhor concorda, que aquela meio metro é destrambelhada — diz Pet rindo
— Ai meu Deus mais um? Escuta aqui rapaz deixa minha
Chaveirinho em paz, não me interessa quem você é, ou o que você faz, mas
fique longe da minha filhinha — diz Andrey rosnando
— Calma aí, meu senhor, eu não tenho, e nem quero ter nada com a
sua filha, ela até que é uma gracinha, pensando bem ela é muito linda, mas
ela muito fora da casinha senhor — diz Pet pensativo
Ai, ai desse mato irá sair muitos cachorrinhos.
— Bem, voltando ao assunto a Jessie descobriu esses papéis e neles
está escrito que quando a Duda completasse 21 anos ela seria a única
beneficiária de uma herança. E eu vos digo que é dinheiro pra caralho. Nesse
papel diz que ela teria direito quando completasse 21 anos, ou os seus tutores
teriam direito se alguma coisa acontecesse com ela. — Solto tudo de uma
vez.
Eu entrego a pasta para Andrey analisar, já que ele é o único que
entende essas burocracias, ele começa a ler e a cada palavra sua expressão
muda, ficando cada vez mais carregada.
— Puta que pariu isso é dinamite pura moleque, como a Jessie pode
esconder isso de mim? Se ela tivesse me contado, hoje não estaríamos
passando por isso — Andrey fala revoltado.
— Posso dar uma olhada nesses papéis Andrey? — pede Pet
Andrey entrega os papéis para Pet, e ele lê tudo com calma, sem
demonstrar nenhuma reação.
— Eu entendo o porquê a Baixinha não ter contado nada sobre esses
papéis. Ela pensou pelo lado da Duda, se alguém descobrisse sobre isso,
vocês iriam ter dificuldades de ficar com a guarda da Duda, ela iria para as
mãos do estado até completar dezoito anos. A Baixinha é perigosa, temos que
perguntar como ela conseguiu esses papéis, porque pelo o que eu entendi vocês adotaram a Duda quando ela tinha doze ou treze anos né? — pergunta
Patrick.
— Mais ou menos isso, não me recordo a idade certa. Mas será que
ela tem esses papéis esse tempo todo? — pergunta Andrey
— Pelo que entendi, ela foi bem esperta escondendo isso de todos,
mas o que interessa é, como a Margô conseguiu esconder isso de todo
mundo? — diz Bea
Aí é que está a pergunta que não quer calar, como a Margô conseguiu
esconder isso de todo mundo?