Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Andressa Félix · Capítulo 24 de 34

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Um Longo Caminho a Dois: Volume 1

Nada na vida me machucou mais do…

Nada na vida me machucou mais do que ver o vazio no olhar da

minha princesa.

Sei que o que falei foi errado, para começo nem deveria ter gritado

com ela, mas o que posso fazer? Só queria que ela entendesse o meu ponto de

vista. A quero comigo, quero viver com ela ao meu lado, usei sim a desculpa

do perigo para passar por cima da vontade dela.

Me arrependo de ter gritado com ela, de dizer que passaria por cima

das vontades dela, mas não me arrependo de ter trazido suas coisas para

minha casa.

O lugar dela é ao meu lado, não ficaria em paz com ela longe de mim.

A primeira coisa que o Pet tinha me pedido foi isso, Margô está aprontando e

não saber o que pode vir a acontecer está me deixando maluco.

Aquele prédio delas não é seguro, qualquer um que soltar cinquenta

reais para o porteiro, ele deixará subir. São duas mulheres sozinhas, alvos

fáceis, elas podem ser marrentas, mas são frágeis diante de tamanha maldade

que é Margô.

Sento encostado na porta do quarto de hóspede, e me mata ouvi-la chorando, só queria que ela entendesse meu lado, eu sei o que é bom para ela,

ela não sabe de tudo o que descobrimos as movimentações na casa da Margô.

Eu contratei um investigador particular amigo de Patrick.

Ele está na cola dessa família vinte e quatro horas por dia, Patrick está

em contato direto com a Interpol e o F.B.I.

Já dá para ter o mínimo de noção, de quão perigosa Margô é, só pelo

fato da Interpol a maior organização mundialmente conhecida, no

departamento de polícia criminal estar envolvida, Margô é procurada no

mínimo em três países.

A campainha toca, me levanto do meu posto para atender, quando

abro dou de cara com a Jessie e com o Patrick.

— Oi cunhadinho, só deixando avisado que hoje sua namorada é

minha. Estou morrendo de saudades dela, nunca ficamos tanto tempo longes

— Jessie diz entusiasmada, não quero acabar com a alegria dela.

Não respondo, e os deixo entrar, Patrick fica olhando para mim, com

o olhar sério já sabendo que alguma coisa está errada.

— Que cara é essa Mason? Aconteceu alguma coisa? — Pet pergunta.

— Saiu tudo errado mano, falei coisas que não devia e minha princesa

está trancada no quarto de hóspede.

— O que aconteceu Mason? Me explica para que eu possa ajudar —

Jessie pergunta.

— Ela viu as caixas e surtou, disse que passei por cima da decisão

dela, que eu atropelo tudo e todos que entram no meu caminho, só para que o

que eu quero seja cumprido.

— Você não contou para ela, o que está acontecendo? — Pet

pergunta.

— Não falei nada, não a quero com medo irmão, você não viu quando

ela teve uma crise, por ter visto a Camila a metros de distância. O olhar de pavor que ela tinha quando a viu, isso irá ficar marcado para sempre em mim.

Ela é forte, mas para esse assunto ela é frágil demais.

— E com isso, você prefere sair como o carrasco da história, em vez

de contar a verdade para ela? Você é idiota Mason!! — grita Jessie.

— Eu sei que fui idiota Baixinha, mas não quero que ela sinta medo,

eu a quero segura, e se ela ficar com raiva de mim, mas segura, para mim está

bom.

— Mason, a Duda está se descobrindo, florescendo, saindo do casulo

em que ela vivia, tudo isso graças a você, ela quer ser corajosa e enfrentar os

próprios problemas sozinha, quer se tornar uma mulher forte de quem você

teria orgulho, quer enfrentar a corja das cobras, para provar para elas, que

elas não tem mais controle nenhum. Você a está tratando como uma criança,

não criança não, como uma inválida — Jessie me dá o maior esporro.

— PORRA SERÁ QUE DAR PARA ALGUÉM ME ENTENDER?

EU ESTOU COM MEDO CARALHO, MEDO DE ALGUMA COISA

ACONTECER COM ELA, MEDO DE ELA SE DESCUIDAR E AQUELA

VAGABUNDA APROVEITAR. A INTENÇÃO DA MARGÔ É MATAR A

DUDA JESSIE, VOCÊ SABIA DISSO? PELA SUA CARA APOSTO QUE

NÃO, EU CONTRATEI UM DETETIVE PARTICULAR, O PET ESTÁ

FALANDO DIRETO COM A INTERPOL! VOCÊ SABE O QUE

SIGNIFICA ISSO? — eu grito para tentar extravasar o medo que eu estou

sentindo.

— Mason gritar não irá ajudar em nada, temos que pensar com a

cabeça fria. A Gibizinha está no direito dela de estar magoada, você gostaria

que outra pessoa chegasse e assumisse o comando da sua vida? Você gostaria

de não ter voz ativa? De não ser dono da sua vida? Se coloque no lugar dela

Mason, pense como ela e você saberá o que ela está sentindo — Patrick

termina de cravar a faca no meu peito.

— Baixinha vamos lá ver se você consegue algum sinal?

Nós subimos e Jessie bate na porta, implora para entrar, quando eu

vejo lágrimas nos olhos da Baixinha, me sinto o pior dos homens. Duda não

abre a porta, não responde nada e isso está começando a me enlouquecer.

— Desculpa Baixinha, não queria causar esse mal-entendido entre

vocês. Só a quero segura, gostaria tanto que ela me entendesse.

— Eu tenho tanta culpa quanto você Mason, eu sabia que não iria dar

certo, mas pensei que com a viajem ela iria amolecer, sei que é fodido isso,

mas você tem que abrir o jogo com ela, se você realmente a ama e quer levar

esse relacionamento a outro nível, você precisa parar de tratar ela como se ela

fosse feita de porcelana, na realidade todos nós temos — Jessie fala séria, seu

olhar marejado, mas um brilho determinado.

— Você não viu o olhar que ela me deu Baixinha, o seu semblante

cansado e o olhar vazio um ar de derrotada, isso acabou comigo.

— Vou lá tentar falar com ela, Duda é muito emocional aposto que

deve estar ardendo em febre, sempre foi assim, se nós aprontávamos e

éramos pegas, minha mãe passava um sermão e colocava nós duas de castigo,

ela em seguida queimava em febre — diz Jessie indo para o quarto de

Hóspede.

Jessie grita, esmurra a porta e nada, ela ameaça ligar para os pais e

nem assim temos uma resposta, a Baixinha entra em desespero e começa a

chorar.

— Por mais brava que ela estivesse, ela nunca me ignorou Mason, ela

nunca ficou sem falar comigo, agora é como se não tivesse ninguém aí

dentro, tem certeza que ela está aí?

— Tenho Baixinha, ela pegou as caixas e se trancou aí, eu fiquei

sentado do lado de fora escutando ela chorar até que ficou em silêncio, acho

que conseguiu pegar no sono.

— Vou ligar para os meus pais, ela ama a minha mãe, mas o meu pai

é o seu queridinho. Se existe alguém que vai conseguir uma resposta dela

esse alguém é meu pai — Jessie diz indo para sala em busca do seu celular.

Pet assim que a vê entrando na sala chorando, se levanta e a abraça e

a Baixinha se entrega em um choro sofrido.

— Não chora gatinha, tudo irá se resolver, ela está magoada, tenta

entender o lado dela, daqui apouco ela se acalma e nós iremos conversar sério

e contar TUDO para ela. Agora para de chorar baby — Patrick pede para a

Baixinha.

Acho que eles devem ter se entendido nesses dias que passamos fora,

eu vejo um Patrick completamente diferente e a Baixinha também.

Pet a puxa para se sentar em seu colo no sofá, e Jessie vai sem

reclamar, ela continua chorando baixinho e mexendo no celular.

— Baixinha para de chorar, por favor, acaba comigo ver isso. Ver

vocês duas assim tristes me fode.

— Eu só conseguirei me acalmar realmente quando eu olhar para ela,

ela está sofrendo e longe de mim. Sabe quando isso aconteceu? Nunca desde

que nos conhecemos, ela poderia estar brava o que for, mas sempre me

deixava ficar perto até ela se acalmar.

Ela liga para o Andrey, e ele atende no terceiro toque.

— Boa tarde amorzinho do papai!

— Pa... papai

— Onde você está Jess? O que aconteceu?

— Na casa do Mason, o senhor pode vir aqui? A Bonequinha se

trancou no quarto e não me deixa entrar papai, ela está sofrendo e não me

quer perto dela. — Jessie caindo em um choro compulsivo.

Andrey grita no telefone, tentando acalmar a Jessie, mas ela não

escuta, Patrick pega o telefone para responder as perguntas de Andrey.

— Andrey, Patrick falando. Você poderia vir até a casa do Mason?

Sim, sim estou cuidando dela aqui, quando você chegar explicamos tudo. Ok

até daqui apouco — Pet diz desligando o telefone.

— Não consigo ver isso, sei que errei Pet, mas foi querendo protegê-

la, agora estão as duas sofrendo, parece que uma senti a dor da outra, não sei

lidar com isso!

— Mason, é normal você querer proteger quem ama, ainda mais no

caso da Gibizinha que já sofreu pra caralho nessa vida, mas ela já é adulta,

uma mulher feita e precisa saber o que está acontecendo, o único erro foi

você ter escondido os perigos que ela corre, e ter decidido por ela. Se você

tivesse contado tudo o que realmente está acontecendo, tenho certeza que ela

entenderia, ela sabe que namora com um ogro possessivo, ela sabe que você

jamais iria passar por cima das vontades dela à toa, ela só precisa se acalmar

— Pet fala sério enquanto faz carinho em Jessie, que de tão esgotada por

causa do choro e da preocupação acaba dormindo.

— Cansei de esperar, vou entrar naquela porra de quarto nem que eu

tenha que arrombar a porta.

Vou até a garagem e encontro o que eu estou à procura, pego a escada

e vou em direção a janela do quarto de hóspede, não me interessa se ela quer

ficar sozinha, ela está sofrendo, a Baixinha está sofrendo, e o único culpado

sou eu, então irei dar um jeito nisso.

Encosto a escada na parede, e subo em direção à janela, graças a Deus

está apenas encostada, porque se não teria realmente que arrombar a porta.

Entro no quarto e vejo minha princesa dormindo toda enrolada.

Chego perto e percebo que ela soluça mesmo dormindo, encosto

minha mão em sua testa, e percebo que ela está quentinha, acho realmente

que está começando a ficar com febre.

Me sento em uma poltrona encostada na parede, e fico vigiando seu sono, quando ela acordar terá que conversar comigo, terá que me ouvir. Ela

se mexe inquieta em seu sono, e desperta com o telefone tocando.

Andrey está ligando já tem uns dez minutos, ela entra no aplicativo

para mandar uma mensagem para o pai.

— Ele já deve estar chegando aqui, minha princesa. Vamos todos

conversar — falo para ela que vira o rosto para me olhar.

— Vamos conversar? — pergunto

— Mason...

 

Acordo com o telefone tocando e vejo várias ligações não atendidas,

tanto da minha mãe quanto do meu pai, eles devem estar desesperados por

que, sempre que eles ligam e não atendemos eles acham que aconteceu

alguma coisa.

Mando uma mensagem dizendo que estava dormindo e que mais tarde

eu ligo de volta, quando escuto a voz do Mason, dizendo que meus pais já

devem estar chegando.

— Vamos conversar? — pergunta ele baixinho.

— Mason...

— Por favor?

— Eu nem consigo ficar com os olhos abertos, tudo o quero é dormir.

— Você está com febre meu amor, deixa eu cuidar de você? Vamos

tomar um banho e depois vamos conversar, tem muitas coisas que você não

sabe — Mason diz.

Ele quer cuidar de mim e conversar, mas tudo o que eu quero é

dormir. Me sinto incapaz, sinto uma fraqueza no corpo e um frio na alma.

— Ok

Ele me pega no colo e me leva para o banheiro, me senta no balcão e enche a banheira, enquanto esperamos ele tira a minha roupa e me abraça

forte.

Lágrimas caem dos meus olhos, nunca fui uma pessoa que consegue

ficar com raiva por muito tempo, estou magoada e não com raiva, eu entendo

que ele queira me proteger, mas o que mais me magoou, foi ele não pedir

minha opinião, foi não querer me ouvir.

Ele entra comigo na banheira e me senta em seu colo, pega o sabonete

e me dá banho, como se eu fosse uma criança, acho que é assim que estou me

sentindo, uma criança indefesa. Meu choro fica mais forte já não consigo

controlar.

— Por favor, minha princesa não chora, isso acaba comigo. Eu sei

que eu errei, mas fiz tudo isso pensando unicamente em você, na sua

segurança, deveria ter lhe contado tudo, mas só queria te proteger — Mason

diz com a voz derrotada.

Eu não consigo falar nada, só o abraço forte, enquanto ele faz carinho

em meus cabelos.

Quando saímos da banheira, a água já estava ficando fria, ele me seca,

me veste o roupão e vamos para cama.

— Fala comigo princesa, me diz o que você está sentindo, no que

você está pensando.

— Eu me senti inútil, um nada, essa é a sensação que estou sentindo.

Todos vocês me dizem que sou forte, mas me tratam como se eu fosse

quebrar a qualquer momento. Como posso acreditar que sou forte, quando as

pessoas que me amam não acreditam? Eu sobrevivi às piores situações que

uma criança nunca deveria passar, mas mesmo com medo eu segui em frente

e quando tenho a oportunidade de enterrar o meu passado e provar que não

temo mais essa gente, vocês me fazem sentir que o que realmente a Margô

dizia era verdade.

— Eu quero que você me escute e acredite no que vou te falar, eu

posso ter todos os defeitos do mundo, posso ser ciumento, possessivo e não

saber te escutar, mas se eu errei foi por excesso de zelo, errei por te amar

demais. Eu te amo tanto que acabo te sufocando, mas é por te amar demais e

não querer que nada te aconteça, tem coisas que não te contei coisas que

estão acontecendo e que preferi te esconder e lidar sozinho, porque sei que

você ficará com medo, você já vivenciou medo demais na sua vida, eu só

quis te poupar, nunca quis que você se sentisse assim. Você não é inútil meu

amor, e muito menos um nada, ao contrário é por você ser o meu TUDO, que

passei por cima da sua decisão — Mason fala com a voz embargada.

— Eu entendi isso Mason, e você não sabe como eu agradeço a Deus,

por ele ter te colocado no meu caminho, mas me magoou ouvir você dizer,

que passaria por cima de mim se for preciso, e isso doeu mais do que as

surras que a Margô me dava.

— Não, não, não, não, por favor, não me fala isso, por favor não —

Mason implora chorando.

Ele me abraça tão forte, que chega me faltar o ar. Deixo ele chorar até

se acalmar.

— Eu não te contei isso para você se sentir culpado, estou te contando

para que você entenda tudo o que senti e estou sentindo, mesmo estando

magoada, eu sabia que você estava fazendo por me amar e se preocupar

comigo, não quero que você mude seu jeito ao contrário, eu amo que você se

preocupe comigo, só o que quero é ser ouvida, é saber das coisas que

acontecem, eu quero que você converse comigo, porque somos um casal e

casais dividem tudo. O que eu não quero é que você me informe, me

comunique sobre sua decisão, sem ao menos me perguntar antes de agir.

— Eu prometo que nunca mais faço isso, só queria te proteger

princesa, todos nós queríamos. A Jessie está inconsolável, chorou tanto que dormiu no colo do Pet. Me doeu tanto ver isso, vocês são muito ligadas e

você nunca tinha ignorado ela — Mason fala a mais pura verdade,

independente do que a Jessie tenha aprontado eu nunca a ignorei, ficava sem

falar umas horas, mas sempre estávamos juntas.

— Pet hein? Eu vou conversar com ela, mas não agora porque tudo o

quero é dormir, estou me sentindo um trapo.

— Eu vou pegar um remédio para essa febre, e depois de tomar você

dorme.

— Ok.

Ele sai à procura da minha bolsa, e volta com um copo de água e dois

comprimidos, eu tomo e ele se deita ao meu lado, e fica mexendo em meus

cabelos.

— Eu te amo tanto, tanto que chega a doer. Se acontecer alguma coisa

parecida com o que aconteceu hoje, promete que você não irá se trancar?

Grita comigo, quebra a casa, mas não se tranca, por favor.

— Prometo, eu também te amo demais, acho que foi por isso que

fiquei tão chateada.

Me aconchego mais nele, e deixo me levar pelo sono.

 

Fico mais alguns minutos olhando para ela dormir, tão linda minha

princesa.

Quando ela disse que a minha atitude doeu mais do que as surras que

a Margô dava nela, foi como se algo alguém tivesse cravado uma faca em

meu coração.

Eu vou ter que me policiar em certas atitudes perante a ela, o que ela

disse é verdade, dói quando não somos ouvidos, passei por isso minha vida inteira com a minha mãe, é horrível é como se tivéssemos falando com a

parede.

A deixo dormir um pouco, e vou ver se meus sogros já chegaram.

Quando entro na sala a confusão está armada.

— Moleque tira as mãos da minha filhinha! Não foi você mesmo que

disse que não tinha interesse nela? E agora está aí cheio de dedos — grita

Andrey

— Andrey deixa de ser retardado porra, antes um rapaz bom e

trabalhador igual ele, do que aqueles desmiolados que ela aparecia em casa

— diz minha sogrinha a voz da razão.

— Boa tarde família!

— Boa tarde meu genro lindo de fitness, como está a minha

Bonequinha? — pergunta minha sogra.

— Consegui me desculpar com ela, e agora ela está dormindo. Dei

um banho e remédio para ela, agora ela dorme tranquila.

— Febre? — Andrey pergunta, e eu aceno com a cabeça. — Ela

sempre teve essas febres quando era mais nova, febre emocional.

— Posso ir vê-la? — pergunta a Baixinha

— A casa é sua Baixinha, deixei a porta encostada.

Vejo ela subir correndo as escadas para ir ver a irmã.

— Elas nunca ficaram longe, desde que a Duda veio morar com a

gente, e mesmo brigadas elas estavam no mesmo lugar, Jessie fazia suas

palhaçadas e rapidinho a Duda voltava a conversar com ela — Andrey diz

com um sorriso no rosto.

— Patrick, como anda as investigações? Alguma novidade? — minha

sogra pergunta, se sentando no sofá.

— Estamos vendo bastante movimentação na casa da Margô, meu

amigo da Interpol chega quinta-feira, e vem trazendo novidades, mas quer contar pessoalmente — Patrick responde.

— Não vejo à hora dessa vagabunda ser presa, só assim teremos paz

— diz Andrey.

— Agora Patrick, me diz o que está acontecendo entre você e a minha

Chaveirinho? — minha sogra curiosa pergunta com um sorriso.

— Estamos nos conhecendo, e não Andrey, não irei me afastar dela.

Eu gosto da sua filha e já foi um trabalho danado convencê-la, e não será o

senhor que irá me fazer desistir.

— Primeiro o rabiscado, agora esse azedo! TUDO CULPA SUA LIA,

QUE NÃO ENSINOU ESSAS DUAS A ESCOLHER MELHOR, AGORA

EM VEZ DE UM GAROTO PETULANTE, SOU ABRIGADO A

AGUENTAR DOIS! — grita Andrey revoltado, eu sabia que o sogrão iria

surtar.

— Agora a culpa é minha? Pois eu gosto dos meus dois genros, já

imagino até meus netinhos, vão ser lindos, porque modéstia à parte minhas

princesas são lindas — Lia diz sonhadora.

— Eu bem que tentei providenciar um netinho para você sogrinha,

mas acho que falhei na missão — eu respondo Lia, só para deixar Andrey

atacado.

— Netinho? Netinho? Você está ficando maluca Lia? Minhas

meninas não praticam essas coisas! E você seu moleque abusado, nem sonhe

em engravidar a minha Bonequinha, ou eu mato você — Andrey me ameaça

bravo.

— Jura meu lindo? Mas por que você acha que falhou na missão? —

pergunta Lia ignorando os pitis de Andrey.

— Porque até agora não tive nenhum sinal, nenhum enjoo, nenhuma

vontade, nenhuma tontura, mas prometo que tentarei com mais afinco —

respondo rindo.

— Não é assim meu bem, esses sintomas demoram, mas a prática leva

a perfeição — reponde minha sogrinha.

— Você só pode ser louca Marília, louquinha de pedra! A onde já se

viu isso meu Deus, daqui apouco vai está ensinando as melhores posições

para esse abusado engravidar a minha Bonequinha.

Patrick só sabe rir, ele está achando engraçado né? Vamos ver como

ele se sai quando o sogrão direcionar a revolta para ele.

— E você Patrick, usou proteção com a Baixinha? Já pensou, nasce

um Olafinho? Branquinho igualzinho você e Baixinha igual à mãe? —

pergunto rindo.

— O QUÊ? QUE PORRA É ESSA? JESSIE FAGUNDES VEM

AQUI AGORA!!! E VOCÊ SEU MOLEQUE, COMECE A CORRER,

PORQUE IREI TE. MATAR!!!

Andrei grita por Jessie, e eu caio na risada, eu e Lia nos acabamos de

rir da cara de a Patrick, e do show de Andrey.

Vamos ver como a Baixinha se sai dessa, ela adora colocar a Duda em

saia justa. Patrick começa a ficar vermelho.

— Lia prepara a pipoca, vamos assistir de camarote esses dois se

justificando.

— Mason, você é terrível, você gosta de manteiga na sua pipoca? —

pergunta ela rindo.

Depois de uma manhã tensa, é bom rir um pouco. Já me desculpei

com a minha princesa, já disse que vamos conversar sobre tudo o que está

acontecendo.