As nagôs estão na rua: cartografia afro-baiana de Belmonte

Dandara dos Santos Silva · Capítulo 1 de 26

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As nagôs estão na rua: cartografia afro-baiana de Belmonte

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Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB

 

Reitora Joana Angélica Guimarães da Luz

Vice-Reitor Francisco José Gomes Mesquita Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação

Maria do Carmo Rebouças da Cruz Ferreira dos Santos

Diretor de Pós-Graduação

Francisco Antônio Nunes Neto

 

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO E RELAÇÕES

ÉTNICO-RACIAIS – PPGER

Coordenação Geral PPGER

Eliana Póvoas Pereira Estrela Brito

Coordenação PPGER, campus Jorge Amado

Milton Ferreira da Silva Junior

Coordenação PPGER, campus Paulo Freire

Rebeca Valadão Bussinger

 

PROJETO TRANSFLUÊNCIA: ENSINO, GÊNERO, RELAÇÕES

ÉTNICO-RACIAIS

Coordenação Editorial

Cynthia de Cássia Santos Barra

Laura Castro de Araújo

 

COMISSÃO DE SELEÇÃO DE OBRAS – PPGER/UFSB

Apoena Dandara Silva Santos

Cynthia de Cássia Santos Barra

Francisco A. Nascimento Junior

Francisco Antônio Nunes Neto

Hamilton Richard A. F. Santos

Laura Castro de Araújo

Paulo César Pereira de Jesus

Rebeca Valadão Bussinger

Yuri Miguel Macedo

 

Universidade Estadual de Santa Cruz

 

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

Rui Costa - Governador

 

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Danilo de Melo Souza

 

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

Alessandro Fernandes de Santana - Reitor

Maurício Santana Moreau - Vice-Reitor

 

DIRETORA DA EDITUS

Rita Virginia Alves Santos Argollo

 

CONSELHO EDITORIAL:

Rita Virginia Alves Santos Argollo – Presidente

Angye Cássia Noia

Antônio Carlos Luz Costa

Cacá Gonçalves

Eduardo Lopes Piris

Elilton Rodrigues Edwards

Jussara Tânia Silva Moreira

Lurdes Bertol Rocha

Marcial Cotes Jorge

Maurício Santana Moreau

Rita Jaqueline Nogueira Chiapetti

Sabrina Nascimento

Ronan Xavier Corrêa

Wagner de Oliveira Rodrigues

“AS ‘NAGÔS’ ESTÃO NA RUA

 

COM PRAZER E ALEGRIA”:

 

UMA CARTOGRAFIA AFRO-BAIANA

 

DE BELMONTE (BAHIA)

 

DANDARA DOS SANTOS SILVA

 

Ilhéus - Bahia

2022

Copyright © 2022 by

Dandara dos Santos Silva

 

Direitos desta edição reservados à

EDITUS – EDITORA DA UESC

 

A reprodução não autorizada desta publicação, por qualquer meio,

seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº 9.610/98.

 

Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme Lei nº 10.994, de 14

de dezembro de 2004.

 

PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E CAPA

Lia Cunha

Tiago Ribeiro

 

REVISÃO

Pedro de Carvalho Neto

Tess Chamusca Pirajá

 

FINALIZAÇÃO

Álvaro Coelho

 

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

 

S586

 

Silva, Dandara dos Santos

 

“As ‘nagós’ estão na rua com prazer e alegria” [livro eletrônico]: uma cartografia afro-baiana de Belmonte (Bahia) / Dandara dos Santos Silva. – Ilhéus, BA: Editus, 2022. 16.933 Kb; EPUB – (Transfluência)

 

ISBN: 978-85-7455-549-2

1. Educação – Estudo e ensino. 2. Educação – Aspectos sociais. 3. Carnaval – Belmonte (BA). 4. Cultura afro-brasileira. 4. Antirracismo. I. Título.

 

CDD 370.11

 

Elaborado por Quele Pinheiro Valença CRB 5/1533

 

EDITUS – EDITORA DA UESC

Universidade Estadual de Santa Cruz

Rodovia Jorge Amado, km 16 - 45662-900 - Ilhéus, Bahia, Brasil

Tel.: (73) 3680-5028

www.uesc.br/editora

editus@uesc.br

 

EDITORA FILIADA À

 

Versão digital: fevereiro de 2023

Dedicatória

 

Às minhas avós Maria José e Teodora.

Aos meus sobrinhos Ébano e Valentim.

"Quando nós, mulheres negras, experimentamos a força transformadora do

amor em nossas vidas, assumimos atitudes capazes de alterar

completamente as estruturas sociais existentes.

 

Assim poderemos acumular forças para enfrentar o genocídio que mata

diariamente tantos homens, mulheres e crianças negras.

 

Quando conhecemos o amor, quando amamos, é possível enxergar o

passado com outros olhos; é possível transformar o presente e sonhar o

futuro. Esse é o poder do amor. O amor cura."

 

bell hooks (2000, p. 198)

Agradecimentos

 

"Ter capacidade de pedir ajuda significa que temos poder. Cada vez que buscamos ajuda nosso poder aumenta, ao invés de diminuir."

 

bell hooks (2000, p. 196)

 

Assim como pedir ajuda aumenta nosso poder, acredito também que a capacidade de agradecer a quem nos ajudou significa que "[...] nosso poder aumenta, ao invés de diminuir [...]" (HOOKS, 2000, p. 196), potencializando espaços de afetividade e sobrevivências. Por isso, agradeço aos meus mais velhos, que, em suas trajetórias, riscaram pontos e cartografaram caminhos para que este livro tenha nascido – a vocês, meu muito obrigada. Nossos passos vêm de longe e não serão interrompidos.

 

Agradeço à minha mãe, Lucinalva dos Santos Silva, por toda sua coragem de amar e acreditar no ato revolucionário do amor e, por meio do seu amor, me ensinar a aumentar minha potência de existir.

 

Às "Nagôs Africanas" de Belmonte (BA), por me ajudarem, me ensinarem que, quando criamos espaços de afetividades, aumentamos nosso poder. Muito obrigada pelo carinho, cuidado e por me permitir fazer experimentar a força potencializadora das Nagôs. "Aê, Nagô! Vamos cortar dendê. Nagô, vamos cortar dendê!" Que sigamos cortando e abrindo caminhos.

 

A Cátia e Eduardo, que me ajudaram, me abrigando e acolhendo em sua casa – minha eterna gratidão.

 

À minha família, que se fez presente mesmo nas ausências, que vibrou com a minha aprovação no mestrado, que me ajudou, quando precisei de ajuda, a concretizar o sonho de ser mestre por uma Universidade Federal – muito obrigada pela confiança. Agradeço em especial à minha tia Ana Lúcia, por todo amor e carinho depositado em mim. E aos meus irmãos Fagner, Samir e Susan: não falta nada a quem tem vocês ao lado. E, para finalizar, tenho muito a agradecer a meu pai, Antonio, que também, por acreditar na ação revolucionária do amor, ensinou seus filhos pretos a aumentar o seu poder.

 

A Levi, por toda sua disponibilidade e solidariedade em cada pedido de ajuda, por ter encarado esse desafio comigo, por não ter desistido quando eu já tinha desistido, por ter caminhado comigo, com parceria, cumplicidade, carinho e muito amor. Muito obrigada, Levi, por potencializar meus sonhos.

 

Às minhas amigas e aos meus amigos, por me ouvirem quando necessário, pelas companhias, desde o início até o processo final de escrita, pelas contribuições, sugestões, críticas e leituras deste texto, em especial Sheila Sallete, Ian Lopes de Jesus, Neide Gonçalves de Oliveira, Maria Angelina Dadalto e Levi Cunha.

 

A Eliana Brito, por todo encorajamento no desenvolvimento da pesquisa e produção do livro, pelo acolhimento, por ter rompido com a solidão da escrita e ter criado espaços de afetividades, pelas experiências deleuzianas, foucaultianas, por ter sido fluxo e corte, ensinando-me a ser rizoma.

 

À professora Cynthia de Cássia Santos Barra, por toda sua paciência, pelo compartilhamento de aprendizagens, por ter me conduzido no processo de edição, com leveza e calmaria, como as águas quentes da Bahia de todos os Santos.

 

À professora Laura Castro, que, com admirável competência, teve o olhar sensível para a produção gráfica, sem deixar escapar as minhas subjetividades capturadas nos registros fotográficos.

 

Ao Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal do Sul da Bahia (PPGER/ UFSB), campus Sosígenes Costa, Porto Seguro, pela coragem e ousadia em promover pesquisas voltadas para o campo da relações étnico-raciais.

À Editus, pela coragem de publicar trabalhos que versam sobre temas ainda subalternizados; neste caso, em específico, o de mulheres negras no Sul da Bahia, que, no formato de livros autorais, provocam rupturas históricas contra-hegemônicas.

Dona Dita

Dona Detinha

 

Dona Dezinha

 

Dona Railda

 

Dona Honorina

Pedrina

Carol

Table of Contents / Sumário /

 

Tabla de Contenido

 

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Apresentação

1. Percurso e encontro com as "nagôs africanas" de Belmonte

1.1. Problemática da pesquisa

1.2. Metodologia

1.3. Algumas sinalizações no percurso metodológico

 

2. Saúdo pai, saúdo mãe, saúdo todos os orixás! Minhas

"nagôs" em primeiro lugar

3. "Eu vim de longe! Eu vim de longe..."

3.1. As "Nagôs Africanas" em diáspora e multiplicidades

 

4. "Na bahia tem 'nagô'? Oh! Tem nego jê! Na bahia tem

'nagô'? Oh! Tem angola!": Encruzilhadas negras

5. Territórios negros dissidentes

5.1. Mapas brincantes

5.2. O samba de roda das Marisqueiras e a Mariscagem

5.3. Os "Netos de Gandhi"

5.4. "As Africanas" e os "Negros Mirins"

5.5. O "Bloco Ubuntu"

5.6. As "Nagôs Africanas"

 

6. Carnaval: nossas identidades sob rasura

6.1. O Carnaval em Belmonte

 

7. Afrorrizoma: uma cartografia da cultura negra

7.1. Os tambores das "Nagôs"

 

8. "Vamos cortar dendê, nagô!": Saber/ poder, afetividades,

aprendizagens

8.1. Amar, brincar, criar

 

9. Palavras finais

Referências

Posfácio: autoria negra, pele das chuvas, pensamento

nascente

Sobre a autora