As nagôs estão na rua: cartografia afro-baiana de Belmonte
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Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB
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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO E RELAÇÕES
ÉTNICO-RACIAIS – PPGER
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PROJETO TRANSFLUÊNCIA: ENSINO, GÊNERO, RELAÇÕES
ÉTNICO-RACIAIS
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Cynthia de Cássia Santos Barra
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COMISSÃO DE SELEÇÃO DE OBRAS – PPGER/UFSB
Apoena Dandara Silva Santos
Cynthia de Cássia Santos Barra
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Rebeca Valadão Bussinger
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CONSELHO EDITORIAL:
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Elilton Rodrigues Edwards
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Lurdes Bertol Rocha
Marcial Cotes Jorge
Maurício Santana Moreau
Rita Jaqueline Nogueira Chiapetti
Sabrina Nascimento
Ronan Xavier Corrêa
Wagner de Oliveira Rodrigues
“AS ‘NAGÔS’ ESTÃO NA RUA
COM PRAZER E ALEGRIA”:
UMA CARTOGRAFIA AFRO-BAIANA
DE BELMONTE (BAHIA)
DANDARA DOS SANTOS SILVA
Ilhéus - Bahia
2022
Copyright © 2022 by
Dandara dos Santos Silva
Direitos desta edição reservados à
EDITUS – EDITORA DA UESC
A reprodução não autorizada desta publicação, por qualquer meio,
seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº 9.610/98.
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de dezembro de 2004.
PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E CAPA
Lia Cunha
Tiago Ribeiro
REVISÃO
Pedro de Carvalho Neto
Tess Chamusca Pirajá
FINALIZAÇÃO
Álvaro Coelho
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
S586
Silva, Dandara dos Santos
“As ‘nagós’ estão na rua com prazer e alegria” [livro eletrônico]: uma cartografia afro-baiana de Belmonte (Bahia) / Dandara dos Santos Silva. – Ilhéus, BA: Editus, 2022. 16.933 Kb; EPUB – (Transfluência)
ISBN: 978-85-7455-549-2
1. Educação – Estudo e ensino. 2. Educação – Aspectos sociais. 3. Carnaval – Belmonte (BA). 4. Cultura afro-brasileira. 4. Antirracismo. I. Título.
CDD 370.11
Elaborado por Quele Pinheiro Valença CRB 5/1533
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Universidade Estadual de Santa Cruz
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Tel.: (73) 3680-5028
www.uesc.br/editora
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EDITORA FILIADA À
Versão digital: fevereiro de 2023
Dedicatória
Às minhas avós Maria José e Teodora.
Aos meus sobrinhos Ébano e Valentim.
"Quando nós, mulheres negras, experimentamos a força transformadora do
amor em nossas vidas, assumimos atitudes capazes de alterar
completamente as estruturas sociais existentes.
Assim poderemos acumular forças para enfrentar o genocídio que mata
diariamente tantos homens, mulheres e crianças negras.
Quando conhecemos o amor, quando amamos, é possível enxergar o
passado com outros olhos; é possível transformar o presente e sonhar o
futuro. Esse é o poder do amor. O amor cura."
bell hooks (2000, p. 198)
Agradecimentos
"Ter capacidade de pedir ajuda significa que temos poder. Cada vez que buscamos ajuda nosso poder aumenta, ao invés de diminuir."
bell hooks (2000, p. 196)
Assim como pedir ajuda aumenta nosso poder, acredito também que a capacidade de agradecer a quem nos ajudou significa que "[...] nosso poder aumenta, ao invés de diminuir [...]" (HOOKS, 2000, p. 196), potencializando espaços de afetividade e sobrevivências. Por isso, agradeço aos meus mais velhos, que, em suas trajetórias, riscaram pontos e cartografaram caminhos para que este livro tenha nascido – a vocês, meu muito obrigada. Nossos passos vêm de longe e não serão interrompidos.
Agradeço à minha mãe, Lucinalva dos Santos Silva, por toda sua coragem de amar e acreditar no ato revolucionário do amor e, por meio do seu amor, me ensinar a aumentar minha potência de existir.
Às "Nagôs Africanas" de Belmonte (BA), por me ajudarem, me ensinarem que, quando criamos espaços de afetividades, aumentamos nosso poder. Muito obrigada pelo carinho, cuidado e por me permitir fazer experimentar a força potencializadora das Nagôs. "Aê, Nagô! Vamos cortar dendê. Nagô, vamos cortar dendê!" Que sigamos cortando e abrindo caminhos.
A Cátia e Eduardo, que me ajudaram, me abrigando e acolhendo em sua casa – minha eterna gratidão.
À minha família, que se fez presente mesmo nas ausências, que vibrou com a minha aprovação no mestrado, que me ajudou, quando precisei de ajuda, a concretizar o sonho de ser mestre por uma Universidade Federal – muito obrigada pela confiança. Agradeço em especial à minha tia Ana Lúcia, por todo amor e carinho depositado em mim. E aos meus irmãos Fagner, Samir e Susan: não falta nada a quem tem vocês ao lado. E, para finalizar, tenho muito a agradecer a meu pai, Antonio, que também, por acreditar na ação revolucionária do amor, ensinou seus filhos pretos a aumentar o seu poder.
A Levi, por toda sua disponibilidade e solidariedade em cada pedido de ajuda, por ter encarado esse desafio comigo, por não ter desistido quando eu já tinha desistido, por ter caminhado comigo, com parceria, cumplicidade, carinho e muito amor. Muito obrigada, Levi, por potencializar meus sonhos.
Às minhas amigas e aos meus amigos, por me ouvirem quando necessário, pelas companhias, desde o início até o processo final de escrita, pelas contribuições, sugestões, críticas e leituras deste texto, em especial Sheila Sallete, Ian Lopes de Jesus, Neide Gonçalves de Oliveira, Maria Angelina Dadalto e Levi Cunha.
A Eliana Brito, por todo encorajamento no desenvolvimento da pesquisa e produção do livro, pelo acolhimento, por ter rompido com a solidão da escrita e ter criado espaços de afetividades, pelas experiências deleuzianas, foucaultianas, por ter sido fluxo e corte, ensinando-me a ser rizoma.
À professora Cynthia de Cássia Santos Barra, por toda sua paciência, pelo compartilhamento de aprendizagens, por ter me conduzido no processo de edição, com leveza e calmaria, como as águas quentes da Bahia de todos os Santos.
À professora Laura Castro, que, com admirável competência, teve o olhar sensível para a produção gráfica, sem deixar escapar as minhas subjetividades capturadas nos registros fotográficos.
Ao Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal do Sul da Bahia (PPGER/ UFSB), campus Sosígenes Costa, Porto Seguro, pela coragem e ousadia em promover pesquisas voltadas para o campo da relações étnico-raciais.
À Editus, pela coragem de publicar trabalhos que versam sobre temas ainda subalternizados; neste caso, em específico, o de mulheres negras no Sul da Bahia, que, no formato de livros autorais, provocam rupturas históricas contra-hegemônicas.
Dona Dita
Dona Detinha
Dona Dezinha
Dona Railda
Dona Honorina
Pedrina
Carol
Table of Contents / Sumário /
Tabla de Contenido
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Apresentação
1. Percurso e encontro com as "nagôs africanas" de Belmonte
1.1. Problemática da pesquisa
1.2. Metodologia
1.3. Algumas sinalizações no percurso metodológico
2. Saúdo pai, saúdo mãe, saúdo todos os orixás! Minhas
"nagôs" em primeiro lugar
3. "Eu vim de longe! Eu vim de longe..."
3.1. As "Nagôs Africanas" em diáspora e multiplicidades
4. "Na bahia tem 'nagô'? Oh! Tem nego jê! Na bahia tem
'nagô'? Oh! Tem angola!": Encruzilhadas negras
5. Territórios negros dissidentes
5.1. Mapas brincantes
5.2. O samba de roda das Marisqueiras e a Mariscagem
5.3. Os "Netos de Gandhi"
5.4. "As Africanas" e os "Negros Mirins"
5.5. O "Bloco Ubuntu"
5.6. As "Nagôs Africanas"
6. Carnaval: nossas identidades sob rasura
6.1. O Carnaval em Belmonte
7. Afrorrizoma: uma cartografia da cultura negra
7.1. Os tambores das "Nagôs"
8. "Vamos cortar dendê, nagô!": Saber/ poder, afetividades,
aprendizagens
8.1. Amar, brincar, criar
9. Palavras finais
Referências
Posfácio: autoria negra, pele das chuvas, pensamento
nascente
Sobre a autora