Erário mineral
20. Index das coisas mais notáveis que se contêm neste livro
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
Index das coisas notáveis que se
contêm neste livro 1
[A abreviatura Trat. denota o Tratado, cap. o capítulo, n. o número,
v. o volume e p. a página] 2
A
Abóbora
As suas pevides, sendo das de água são mais convenientes para as tisanas ou emulsões, por serem mais frescas. Trat.I, cap.XVIII, n.3, v.1, p.260.
Aborrecer o vinho
As pessoas a quem o vinho fizer mal e quiserem tomar remédios para o aborrecerem, vejam o Trat.III, v.1, p.445-446.
Abscessos ou apostemas
Os externos, em qualquer parte do corpo, curam-se com os remédios que se apontam no Trat.III, n.350-307, v.1, p.420-421, com algumas circunstâncias novas. Ibid.
Os apostemas internos curam-se com a bebida que se faz das admiráveis raízes de butua e de capeba, ou, por outro nome, pariparoba, assim no princípio desfazendo-os, como, ao depois de formados, fazendo-os rebentar e curando a sua chaga. Trat.XI, cap.II, n.9, v.2, p.675 e Trat.II, cap.V, advertência n.1 e 2, v.1, p.304.
Acidentes uterinos Curam-se com os bons remédios que se acharão no Trat.III do n. 61 até 64, com uma observação muito boa, v.1, p.337 e 338, n.366, v.1, p.440.
Acidentes de gota-coral
Aliviam-se e muitos enfermos têm sarado com os remédios eficazes que se apontam no Trat.III, n.345, v.1, p.434.
Aço
O autor nunca aplicou aço para curar obstruções, por ver em alguns doentes ruins efeitos dele e por saber outros remédios mais seguros, como expõe na cura delas. Trat.II, cap.V, n.14, v.1, p.304.
Afogados
Os que se tiram debaixo da água, como se lhe deve acudir e que tempo podem ficar embaixo dela sem morrer, e a razão por que. Trat.III, n.193-195, v.1, p.378-379.
Os afogados podem estar debaixo da água duas horas sem morrer, o que sucede à maneira dos que têm acidentes de apoplexia e acidentes uterinos, que estão muito tempo sem sentidos viventes, nem têm pulso, porque caíram em síncope e escusa o coração ar enquanto ele durar e pode estar vivo, e, por esta razão, os dos tais acidentes de apoplexia se não enterram senão passados três dias e os afogados, com o susto quando caem na água, lhe podem suceder a mesma síncope e conservarem a vida sem morrer. Trat.III, n.193-195, v.1, p.379.
Razão por que os corpos dos afogados aparecem em cima da água no fim de quatro dias e por que incham. Trat.III, n.196, v.1, p.379.
Sinais por onde se conhecerá que um afogado foi morto antes de cair na água ou se se afogou e morreu dentro dela; e as crianças, se nasceram mortas ou se as mães as matou depois de nascidas. Ibid. Por que razão os corpos da mulheres afogadas na água aparecem com o rosto para baixo e os homens com ele para cima. Ibid.
Agonizante
O suor de um agonizante cura as almorreimas, de sorte que não tornam a doer, nem aparecer. Trat.III, n.198, v.1, p.380.
Uma fatia de pão metida debaixo do sovaco de um agonizante e dada a beber em vinho ao bêbedo, o não beberá mais. Trat.III, v.1, p.445-446.
Água
Sendo bem quente, metendo-lhe os pés dentro e deixá-los estar cevando-a com outra para suster a sua quentura mais tempo, livra do acidente e aperto da alma. Trat.III, n.172, v.1, p.371-372.
Os banhos ou lavatórios de água quente, tomados por baixo na via reta, tiram as dores de cabeça como coisa de milagre. Trat.VIII, n.42, v.2, p.649.
Água fria pode fazer resfriamento, quando, estando alguma pessoa suada, se meter nela ou se lançar a nadar ou, estando suada, beber dela até fartar. Trat.IX, n.7, v.2, p.652.
Também água fria pode matar, como fez a um escravo vindo carregado, suado e cansado em companhia do autor quando foi por cirurgião do exército das Minas ao Rio de Janeiro, que, indo o tal escravo beber água a um ribeiro, se fartou e a poucos passos caiu morto; e pode causar pontadas, como ao autor sucedeu. Trat.X, advertências, n.18, v.2, p.666.
Água fria é bom remédio quando a cabeça está quente com demasia sendo a queixa antiga e não obedecendo a outros remédios, fazendo nela emborcações depois que o doente estiver purgado. Trat.III, n.319, p.199.
Uma almofadinha de couro cheia de água fria curou umas dores de cabeça antigas. Trat.III, n.320, v.1, p.425.
Água cordial e purgativa muito branda, com a qual se pode andar de pé e se pode tomar sem preparação alguma. Trat.III, n.68, v.1, p.339.
Água mercurial para sarnas e impingens. Trat.III, n.69, v.1, p.339-340. Outro remédio para impingens, invento do autor e certo. Ibid.
Água para inflamações dos olhos e outros remédios para o mesmo. Trat.III, n.73, v.1, p.341.
Água para verrugas, cravos e lobinhos, e outra mais forte para o mesmo. Trat.III, n.90 e 91, v.1, p.347.
Água para tirar os sinais das bexigas e fazer o rosto formoso Trat.III, n.92, v.1, p.347.
Água para tomar fluxos de sangue pela boca, ou veia, ou artéria cortada. Trat.III, n.93, ibid.
Água anti-hidrópica para curar hidropisias. Trat.III, n.294-295, v.1, p.417.
Água para fazer crescer as bexigas. Trat.III, n.123, v.1, p.356.
Água particular que o autor revela e faz pública para curar feridas frescas de qualquer qualidade que sejam, ou cortem ossos, nervos, veias ou artérias, ficando sãos em poucos dias sem fazer matéria; e algumas observações de curas pasmosas que o autor fez com ela. Trat.VI, cap.2, n.3, v.2, p.520.
Água de azougue
É bom remédio para matar lombrigas e como se prepara. Trat.I, cap. 6, n.5, v.1, p.237-238.
Água do chá
É singular remédio e melhor que quantos há para quando alguma pessoa tiver comido muito em algum banquete que cause ânsias no estômago para fazer bom cozimento, como sucedeu ao autor, caso admirável da sua prodigiosa virtude. Trat.X, cap.2, n.11, v.2, p.664 e n.15, v.2, p.665 e Trat.III, n.207, v.1, p.384 e Trat.I, cap.XIV, n.2, v.1, p.252.
É prodigioso remédio para quem for achacado de flatos ou maus cozimentos no estômago e como se deve preparar para beber e a quantidade em que se deve tomar. Trat.III, n.266, v.1, p.404 e trat.I, cap.XIV, n.2, v.1, p.252.
Águas destiladas
Água salgada, destilando-a, se faz doce, sendo primeiro servida. Trat.III, n.381, v.1, p.443 e uma observação de como escaparam da morte os navegantes de uma embarcação por benefício desta indústria, por não terem outra para beber, n.382, ibid.
A de flor de laranja é boa para fazer vomitar em todos venenos, dada como se diz no trat.XI, cap.II, n.18, v.2, p.678.
Água-forte
Sinais de quem tomou água-forte e como se remediaram os seus sintomas. Trat.XI, cap.I, n.11, v.2, p.670.
Água para queimaduras
A água com que uma mulher se lavar por baixo é admirável remédio para não empolarem as queimaduras, ou sejam de fogo ou de água, aplicando-se-lhe antes que se levantem empolas, lavando com ela e'pondo-lhe panos molhados, pois é certo. Trat.III, n.159, v.1, p.368.
Água da rainha de Hungria
É grande remédio para dores de flatos ou de humores frios. Trat.III, n.265, v.1, p.402 e n.315, v.1, p.424.
Também para as chagas que sucede haver no corpo de quem tem a doença chamada escorbuto ou mal de Luanda é bom remédio, misturada no medicamento que se achará no Trat.XII, n.15, v.2, p.695.
É precisa para fazer o insigne remédio particular para curar feridas frescas, grandes ou pequenas, que cortem ossos, nervos, veias ou artérias em poucos dias. Trat.VI, cap.II, n.3, v.2, p.520.
Para reumatismos é também grande remédio. Trat.III, n.283, v.1, p.411.
Aguardente
Quem beber na forma que se aponta, conservará melhor a saúde nas Minas. Trat.I, cap.XI, n.3, v.1, p.249.
É bom remédio para curar apostemas da terceira ou quarta cura por diante depois de furados, misturada com ovo para abreviar a cura. Trat.III, n.305, v.1, p.420.
É também grande remédio para seringar os apostemas e chagas que tiverem cavernas fundas ou para os lados, curando-as em tão breve tempo que causa admiração. Trat.III, n.307,v.l, p.421.
Com ela bebida em pouca quantidade e na forma que se aponta, curou uma surdez ao autor no princípio que chegou às Minas. Trat.I, cap.XI, n.3, v.1, p.249.
Misturada na forma que se aponta nos emplastos confortativos para curar deslocações, fica um remédio supremo e melhor que todos os mais. Trat.IV, cap.I, n.4, v.1, p.448.
Para lavar e fomentar as partes que tiverem deslocações depois de reduzidas a seu lugar é remédio prodigioso, como o autor tem experimentado. Trat.IV, cap.II, n.1, v.1, p.450; cap.II, n.4, v.1, p.452 e n.7, p.453.
A aguardente com que o autor manda fomentar as deslocações não é só capaz de tirar as dores delas melhor que os óleos que Antônio Ferreira manda, senão que é remédio admirável para confortar os nervos e os ligamentos das juntas e aumentar o calor natural delas e da parte, de que muito necessitam por ser muito balsâmica. Trat.IV, cap.III, n.10, v.1, p.454-455.
Cura as feridas que sucedem junto com as deslocações e ao mesmo tempo cura a mesma deslocação e preserva de corrupção. Trat.IV, cap.IV, n.1, v.1, p.455-456.
É grande remédio para fomentar as fraturas depois de postos os ossos em seu lugar, para aquentar e corroborar a parte, desalterar a contusão que os ossos fazem quando quebram internamente e os nervos, que tudo é de grandíssima importância. Trat.IV, cap.V, n.2, v.1, p.457-458.
Aguardente com sal salvou a vida a um enfermo, caso grande e doutrinal para os principiantes. Trat.IV, cap.V, observação doutrinal, n.12, v.1, p.468-473.
É tão grande remédio que cura as feridas, conforta os ossos, ajuda a natureza a fazer o poro e é prodigioso remédio para preservar de corrupção, gangrena e herpes, que de ordinário as gangrenas são muito comuns nas fraturas, de que muitos têm perdido as vidas. Trat.IV, cap.VI, n.3, v.1, p.473-474.
É bom remédio para tirar as dores e as inchações das contusões nas quebraduras, e faz que a natureza abrace melhor os emplastos confortativos. Trat.IV, cap.V, observação doutrinal muito para se ver, n.11, v.1, p.472-473.
É tão bom remédio como se pode ver em um caso grande de uma perna tão quebrada e amassada, ou aberta como uma pescada, e feitos os ossos em cinza. Trat.IV, observação 1, do n.1 até o n.5, v.1, p.476-478 e observação 2, ibid.
É tão singular remédio que, curando com ele a 13 escravos que ficaram debaixo das ruínas de um morro ou monte, cobertos de terra, pedras e árvores, andando em uma lavra tirando ouro, só na primeira cura gastou o autor oito frascos e até o fim oito barris, caso notável em que houve bom sucesso, como se pode ver no Trat.IV, cap.VI, observação 3, do n.1 até o n.13, v.1, p.479-484.
É bom remédio para seringar feridas do peito penetrantes, quando, por causa de algum grumo de sangue, não saia o que dentro houver extravasado para o adelgaçar e sair melhor. Trat.V, n.60, v.2, p.507-508.
É tão excelente como se pode ver no remédio que o autor ensina a fazer com ela para curar feridas frescas em poucos dias, ainda que cortem ossos, nervos, veias ou artérias. Trat.VI, cap.II, do n.1 até o n.9, v.2, p.519-522, e observação 1, do n.12 até o n.14, observação 2 e observação 3, do n.15 até o n.21, v.2, pag.523-524.
É tão singular remédio e tão prodigioso que por si somente curou ossos e nervos cortados totalmente em três dedos de uma mão e ficou o doente sem lesão, exceto em um, que, por ficar preso por muito pouca carne, ficou com alguma lesão nele e os outros com todo o seu movimento, que tudo se pode ver na observação corr. nervos e ossos cortados. Trat.VI, cap.XI, do n.1 até o n.5, v.2, p.559-560.
Para laxar os nervos faltos de movimento por causa de alguma ferida que os cortasse ou assombrasse é melhor remédio que todos os degoladouros dos bois e os mais. Ibid., do n.6 até o n.10, v.2, p.560-564.
Para feridas de cabeça penetrantes é tão soberano remédio que, lançando-a o autor em cima do cérebro ou miolos que estavam à vista, os conservou sem alteração nem febre e sarou admiravelmente, como se pode ver no Trat.VI, observação maravilhosa, v.2, p.564.
Para curar formigueiros é tão bom remédio, como se pode ver no Trat.VII, cap.I, n.6, v.2, p.568-569.
Para aquentar e desalterar as tripas que tenham saído por quebraduras das virilhas ou rotura, tirar-lhe os flatos e ficar a inchação mais branda e capaz de se recolherem fazendo o remédio como se aponta ou por si somente, é experimentado e presentâneo remédio. Trat.VII, cap.IV, n.3, v.2, p.581.
Para curar esquinências da garganta com grande inchação de humor frio, feito o remédio como se aponta é tão prodigioso que livrou a um enfermo das mãos da morte. Trat.VII, cap.VI, observação de Clemente Garcez, do n.4 até o n.7, v.2, p.587-589.
Para se não constiparem os poros nas contusões grandes com o ar frio, se aplicarão panos molhados, chapejando a parte por tempo de meio quarto de hora. Trat.VII, cap.X, n.2, v.2, p.601.
Para contusões, misturada com água de raiz de capeba e de raiz de butua, é grande segredo. Trat.VII, cap.X, observação em quatro escravos do autor, n.8 e n.9, v.2, p.603-604 e observação em um escravo, com uma grande contusão nas costas. Trat.VII, n.10 e n.11 v.2, p. 604-605.
Este grande remédio, fervendo nele um saquinho de farelos de milho grosso e aplicado em cima de dores antigas que não querem obedecer a outros, as tira. Trat.VII, observação de outro caso semelhante, n.12 até n.15, v.2, p.605-606.
Para gota-serena que dá nos olhos, fazendo-se o remédio como se aponta, é remédio certo para os doentes ficarem com a sua vista perfeita. Trat.VII, cap.II, do n.5 até o n.9, v.2, p.607-608.
Para chagas podres é grande remédio, lavando-as com ele bem quente e curando-as, como se diz no Trat.VII, cap. 14, observação de uma chaga podre, do n.7 até o n.11, v.2, p.619.
É tão admirável remédio para chagas podres, como se pode ver na observação de uma mordedura de uma cobra muito venenosa, por cuja causa estava sua mão sem sentimento; boa doutrina para os modernos. Trat.VII, cap.XIV, do n.14 até o n.20, v.2, p.621-624.
Também é bom remédio para desinchar o humor frio que fica das hérnias aquosas, depois de tirada a água com a agulha, misturado com sal, o que se pode ver na observação que, tendo sete anos, sarou dentro de oito dias. Trat.VII, cap.XVII, n.17, v.2, p.633.
É grande remédio para curar os resfriamentos, fazendo-se como se aponta no Trat.IX, cap.I, n.2, v.2, p.654 e n.3, ibid. e cap.II, n.2, p.655.
Para curar mordeduras de cão danado, misturada com sal, depois de sarjadas, é bom remédio. Trat.XI, cap.III, n.2, v.2, p.679 e n.6, p.680.
É boa para nela se darem os alexifármacos ou cordiais nas mordeduras venenosas. Trat.XI, cap.V, n.5, v.2, p.684 e cap.VI, n.3, p.686.
É prodigiosa misturada com ungüento Egipcíaco para curar as gengivas podres da enfermidade chamada escorbuto ou mal de Luanda. Trat.XII, n.14, v.2, p.694-695.
Aguardente, se a aquentarem em vidro tapado metido em água quente, farão com ela curas excelentíssimas e a razão por que. Trat.V, n.77, v.2, p.513.
Água de porco-espinho
Esta água é muito cordial nas febres malignas e em todos os venenos, e como se conhecerá se a pedra é verdadeira e quanto vale cada uma. Trat.II, n.241,v.1, p.394.
Ajudas Ajudas fortes para purgarem bem se acharão no Trat.I cap.XV, n.1, v.1, p.253.
Para corrupção-do-bicho se acharão no Trat.VIII, n.12, v.2,p.639 e n.14, ibid. en.l7, p.639-641.
Alecrim
O óleo que dele e de arruda se faz é soberano para todas as contusões e dores de causa fria. Trat.III, n.279, v.1, p.409.
Alhos
São bons para misturar no remédio da fomentação nas obstruções do baço e do mesentério. Trat.II, cap.V, n.8, v.1, p.302.
Também são bons para a mordedura do cão danado, assim como se aponta no trat.XI, cap.III, n.2, v.2, p.679.
Alface
Água do cozimento da semente de alface, bebida e comida a semente, provoca o sono, e misturada no lenimento que se aponta é experimentado por certo para fazer dormir, pondo-se tiras molhadas na testa. Trat.III, n.370, v.1, p.441 e Trat.III, n.13, v.1, p.322.
Almécega
O seu pó é grande remedio nos emplastos confortativos, assim nas quebraduras como nas deslocações e na espinhela. Trat.IV. cap.I. n.4, v.1, p.448 e nas contusões. Trat.VII, cap.X, observação n. 10, v.2, p.604 e para alimpar os dentes. Trat.III, n.28, v.1, p.326.
Almeirão
O seu cozimento serve para fazer amendoadas ou emulsões. Trat.III, n.10,12,13 e 14, v.1, p.321-322 e Trat.II. cap.II, n.1, v.1, p.282.
Almorreimas
Para dessecá-las, impedir as que se sangram, para as que saem fora e para os que forem muito atormentados delas, se preservarão de tudo com o remédio singular que obra por virtude oculta, o qual se achará no Trat.III, do n. 198 até o 203, v.1, p.380-381.
Curam-se com a tintura de ferro. Trat.III, n. 291, v.1, p.415. E as purgações da madre, de qual cor que sejam. Ibid. Cura também as gonorréias antigas, os fluxos de sangue do nariz, as opilações do fígado e do baço. Ibid.
As dolorosas, com dores insofríveis, se remedeiam com o linimento admirável que se achará no Trat.VIII, n.7, v.2, p.636 e 637.
Alporcas
Curam-se com sangrias, sendo necessárias, com purgas respectivas ao humor fleumático e capitais, e depois com o óleo de ouro. Trat.V, n.24, v.2, p.497.
Amianto
É uma espécie de pedra de que se faz pano, que para se lavar e ficar limpo se mete no fogo sem se queimar. Proêmio.
Os antigos amortalhavam os seus príncipes nesta casta de pano, o que se pode ver na Polianthea do doutor Curvo. Trat.II, cap.1011, n.35 e 36, v.2, p.541.
Âmbar
É bom para conceber. Trat.III, n.301, v.1, p.419, e para arrotos contínuos, tosses antigas e socorro dos velhos. Trat.III, n.264, v.1, p.402.
Antimonio O diaforético marcial serve para as quedas, misturado nas bebidas vulnerárias, para o que é grande remédio. Trat.VII, cap.X, n.3, v.2, p.601.
Para o remédio do escorbuto ou mal de Luanda é muito necessário. Trat.XII, n.15, v.2, p.695.
Antipatia
Por antipatia obram muitos remédios, como se pode ver no Trat.III, n.153, v.1, p.365 e 366 do ouvido do gato e vaso natural e Trat.III, n.159, v.1, p.368, da lavagem de uma mulher para não empolarem as queimaduras e Trat.III, n.347 para acidentes de gota-coral, e Trat.III, n.203, v.1, p.381para almorreimas e Trat.VII, cap.XVII, n.11, v.2, p.630, para curar cursos.
Antraz
Curam-se os antrazes com óleo de ouro. Trat.V, do n.6 até o n.10, v.2, p.492-493.
Anatomia
A que o autor fez em um escravo do doutor ouvidor-geral da vila do Sabará foi a que deu claros indícios e mostrou com toda a verdade que muitos escravos morriam de lombrigas; e dali por diante ficou o autor atendendo a elas em todas as enfermidades com os seus contrários nas purgas e mais remédios, pois elas foram as que mataram ao enfermo em menos de vinte e quatro horas. Trat.I, cap.XXI, observação 1, p.267 -268.
Amendoadas
Achar-se-á a sua manufatura. Trat.III, do n.7 até o n.10, v.1, p.321.
A qualquer hora
Ou seja do dia, ou da noite, se devem purgar os doentes de pontadas com perigo, como se diz no Trat.I, cap.XII, n.1, v.1, p.250.
Arrotos
Para os contínuos o âmbar é o seu remédio. Trat.III, n.264, v.1, p.402.
Arestas, ou espigas nos dedos das mãos
Curam-se e não tornam a nascer. Trat.III, n. 344, v.1, p.433.
Ar
É danosíssimo aos nervos e aos ossos. Trat.IV, cap.VI, n.7, v.1, p.476 e Trat.VI, observação de um caso grande, n.1 e 2, v.2, p.559 e n.9, p .561.
Arroz
É grande remédio para quem tem cursos, cozido em água sem sal, nem mais tempero algum, e com galinha. Trat.VII, cap.XVII, n.4, v.2, p.629.
Arruda
É remédio antipático das sezões. Trat.VI, cap.I, n.4, v.2, p.517.
Nas pessoas que hão de ter filhos será em menos quantidade, porque extingue o sêmen. Ibid.
Açúcar de chumbo
É bom remédio para as oftalmias dos olhos que são rebeldes, com que se faz um bom colírio, a que o autor chama de milagre, pois nunca lhe faltou. Trat.VI, cap.IX, n.1, v.2, p.558 e Trat.III, n.75, v.1, p.341.
Asma
Com o espermacete se faz um remédio para elas e para tosses rebeldes, cuja receita de achará no Trat.I, observação 7, n.5, v.1, p.277.
Para as asmas se acharão vários remédios bons no Trat.III, do n.164 até o n.176, com uma observação, v.1, p.369-373.
Autoridades e expenências
Veja-se o Trat.III, n.323, v.1, p.426.
Azia
Curam-se admiravelmente com os dois remédios que se apontam no Trat.III, n.339, v.1, p.431.
Azougue
Com o azougue vivo se faz uma água muito contra as lombrigas. Trat.I, cap.VI, n.5, v.1, p.237.
Azougue em unturas tem feito muitos danos no clima das Minas a vários enfermos, principalmente a um, que ficou esquecido da cintura para baixo e quase imóvel, caso lastimoso e como sarou por conselho do autor. Trat.VI, cap.III, observações dos doentes que tomaram unturas e mercúrio em sustância que não sararam, do n.40 até o n.51, v.2, p.542-547.
Azougue vivo trazido em canudo ao pescoço que toque na carne livra para sempre das erisipelas. Trat.III, n.286, v.1, p.412. E de nenhum modo se use de azougue vivo na cabeça, pelo perigo que tem. Ibid. e Trat.III, n.220, v.1, p.387.
B
Baba
Ainda que muitos doentes babaram copiosamente, nem por isso sararam. Trat.VI, cap.III do n.40 até o n.51, v.2, p.543-547.
Quando os doentes se curarem de gálico com os remédios que o autor ensina e sentirem a boca agravada, inchada, ou as gengivas, que são indícios de querer babar, descansarão um, dois ou três dias para se serenar aquela ebulição e não babarem, e depois tornarão a continuar os remédios. Trat.VI, cap.III, n.8, v.2, p.522 e n.54, p.548.
Baço
A sua obstrução se conhece e se cura como se diz no Trat.II, cap.IV do n.1 até o n.3 e uma advertência muito necessária do n.1 até o n.9 e suas observações das p.298-299.
Bafo fedorento, horroroso ou mau cheiro da boca
Cura-se com os remédios que se apontam no Trat.III, n.226, v.1, p.389 e n.210, v.1, p.385.
Banhos de água
Sendo lançada morna em canoa e metido o corpo dentro dela, ficando a cabeça de fora, é bom remédio para os esquentados na obstrução do fígado. Trat.II, cap.II, n.1, v.1, p.282.
Barro
Com que remédios se aborrecerá. Trat.III, n.208, v.1, p.384.
Bexigas
O leite virginal tira as suas manchas e as suas covas. Trat.III, n.119, v.1, p.355 e n.92, v.1, p.347 e faz o rosto formoso.
Óleo humano feito de unto de homem que morra sem frio, nem febre é remédio aprovadíssimo e experimentado pelo autor para tirar as manchas e desfazer as covas das bexigas, e outro, ibid. Trat.III, n.120, v.1, p.358.
As bexigas se farão crescer com os remédios que se acharão no Trat.III, do n.121 até o n.124, v.1, p.356.
Cordial para elas, de que o autor tem usado com bom sucesso. Trat.III, n.125, v.1, p.357.
Bêbedos
Entrarão em seu juízo com vinagre. Trat.III, n.206, v.1, p.384.
Bebidas vulnerárias
Veja-se o trat.VII, cap.X, n.3, v.2, p.601 e n.5, p.602 e cap.X, n.1, v.2, p.600-601.
Boubas
Curam-se admiravelmente com os remédios, que se apontam no Trat.VI, cap.III, observação 4, n.19, v.2, p.533-534 e observação 8, n.28, p.537-538 e uma advertência muito boa no n.34, p.540-541.
Boticas
Nelas fazem grandes despesas os principiantes que curam escravos nas Minas e senhores deles, podendo-se escusar a maior parte delas. Trat.XII, n.1, v.2, p.689 e trat.II, cap.V, advertência muito necessária, n.5, v.1, p.301.
Bicho
É enfermidade chamada corrupção-do-bicho, nome que se lhe deu no Brasil e por que razão se lhe deu o tal nome. Trat.VIII, na nota n.26, v.2, p.643.
Esta doença tem metido na sepultura a muitas mil pessoas. Trat.VIII, n.23, v.2,p.642-643.
Em Portugal é certo haver esta doença e a cura dela e o seu conhecimento se ignora. Trat.VIII, n.31, v.2, p.645.
Bichos de mosca Curam-se as suas chagas e matam-se com os remédios que se apontam no Trat.VII, cap.XII, do n.1 até o n.4, v.2, p.609-610.
Quando entram pelo nariz, com que remédios se deve acudir a sintoma tão perigoso. O mesmo Trat. e cap., do n.5 até o n.13, v.2, p.629-632 e uma observação maravilhosa, do n.14 até o n.17, v.2, p.632-633.
Bichos do Brasil
Há dois bichos célebres: um que com a sua ventosidade imprimindo-se na roupa não se tira o mau cheiro, ainda que se lave quinhentas vezes, e com isto se defende.
O outro é tão vagaroso que para subir a uma árvore alta gasta oito dias e para andar dez braças gasta dez dias. Trat.XI, cap.V, n.3, v.2, p.683.
Bofe
O bofe se oprime e aperta com a inchação ou inflamação do fígado quando está obstruído com alguma obstrução, e por esta causa falta a respiração e se sufocam os doentes. Trat.II, cap.III, n.1, v.1, p.292.
Ao açafrão chama Escrodero "alma do bofe". Trat.I, observação 7, n.5, v.1, p.277.
O bofe se repurga e alimpa com os lambedores. Trat.I, cap.VII, n.2, v.1, p.241-242.
Bubão ou mula
Curam-se as mulas ou bubões sem que venham a furo com os remédios que se apontam no Trat.VI, observação 9, n.29. v.2, p.583, e também do modo que se expõe no mesmo tratado, na advertência acerca das mulas e dos esquentamentos, onde se achará boa doutrina e novo modo de cura delas, com menos moléstias e mais segurança do que os antigos aconselham. Trat.VI, p.549.
Butua
Água cozida com raiz de butua é excelente nas pontadas que procederem de causa fria. Trat.I, cap.XIV, n.2, v.1, p.252, e cap.XX, n.5, p.265, e cap.XXI, observação 3, n.2, p.271 e Trat.VII, cap.X, n.3, v.2, p.601-602, onde se achará uma bebida vulnerária admirável, e no mesmo tratado observação em quatro escravos do autor, n.8, p.603 se achará um remédio tópico para contusões admirável.
As virtudes desta raiz tão admirável se verão no tratado XI, cap.II, n.9, v.2, p.671 e cura as chagas do fígado.
C
Cabelos
Para caírem os cabelos e não tornarem a crescer, se acharão remédios no Trat.III, n.l77, v.1, p.374 e para não nascer cabelo e para fazer nascer cabelo. O mesmo Trat., n.179 e 180, p.374-375.
Caveiras
Traspassadas e banidas por causa do azougue que se tomou. Trat.VI, n.39,v.2,p.542-543.
Cabeça
As suas dores, sendo antigas, se curam como se diz no Trat.III, n.319, v.1, p.425.
Cal
A cal é inimiga da nossa natureza e causa mortes apressadas. Trat.III, n.388, v.1, p.444.
Calos Tiram-se sem risco da vida com os remédios que apontam no Trat.III, do n.182 até o n.187, v.1, p.375-376.
E para que não tornem a nascer, remédios bons no n.188, p.377.
Calos das fontes
Curam-se bem com o remédio que se aponta no Trat.III, n.189, v.1, p.377.
Câmeras ou cursos
Curam-se admiravelmente com os remédios que se apontam no Trat.VII, cap.XVII, do n.1 até o n.6, v.2, p.628-629.
E quando não obedeçam, se curarão com toda a certeza com o remédio específico ou arcano descoberto na América, ou sejam de sangue ou sem ele. Trat. o mesmo, do n.7 até o n.11, p.629-630 e uma observação maravilhosa. Trat. o mesmo, do n.12 até o n.16, p.631-632 e Trat.III do n.254 até o n.263, v.1, p.398-402.
E quem tiver cursos que procedam de purga, ou de mercúrio, ou de untura, veja n.280 e 281, v.1, p.410-411.
Camisas e lençóis
Camisas e lençóis lavados se podem vestir. Trat.III, n.285, v.1, p.412.
Cancro
Com que remédios se cura, e se aponta um excelente, estando no princípio. Trat.V, do n.32 até o n.40, v.2, p.499-502.
Cantáridas
Sendo tomadas pela boca com erro ou com malícia, como o autor conheceu um homem que as tomou para ofensa de Deus e perdeu a vida, se lhe acudirá com remédios que se apontam no Trat.XI, cap.I, do n.12 até o n.14, v.2, p.670-671.
Cão danado
A estas mordeduras se acudirá com os remédios particulares que se apontam no Trat.XI, cap.XI, do num.1 até o n.11, v.2, p.678-681.
Carbúnculo
Cura-se com os remédios que se apontam no Trat.V, n.3, v.2, p.490.
Carne
A de qualquer animal morto se fará tenra em breves horas, por mais dura que seja, se a pendurarem em uma figueira. Trat.III, n.379, v.1, p.442.
Carta
A que se escrevia ao físico-mor que não teve efeito, se manifesta no Trat.XII, n.5, v.2, p.690-691.
Nela se manifestam os diversos sinais e várias complicações de escorbuto ou mal de Luanda que os autores antigos não alcançaram. Trat.XII, n.8, v.2, p.692-693, e n.10, p.693-694.
Cautérios de fogo
São o melhor remédio que se pode aplicar nas mordeduras de cobras e nas do cão danado. Trat.XI, cap.II, n.17 e 18, v.2, p.678 e cap.IV, n.2, p.682 e cap.V, n.4, p.684 e cap.VI, n.5, p.687.
Cangalha ou convulsão de nervos
Que doença é e como se cura. Trat.VII, cap.III, do n.1 até o n.6, v.2, p.572-580.
Cebo [sic] ou unto O de homem, fazendo-se dele óleo, tira os sinais e desfaz as covas das bexigas com toda a certeza. Trat.III, n.120, v.1, p.355.
O sebo de carneiro com os mais simples que se diz é prodigioso remédio para as hérnias duras como pedra. Trat.III, n.250, v.1, p.397.
O de homem, untando com ele a cabeça, fará nascer nela o cabelo se não o tiver, estando, porém, rapada à navalha. Trat.III, n.180, v.1, p.375.
Cebolas
Delas se faz um remédio excelente para as queimaduras. Trat.III, n.161, v.1, p.368.
Para a surdez, dores e zunidos neles se faz da cebola um grande remédio. Trat.III, n.132, v.1, p.358.
Delas se faz um remédio desobstruente para fomentar as obstruções. Trat.II, cap.II, n.10, v.1, p.286.
Chá
A sua água ou tintura é tão excelente e tem tão singulares virtudes, como se pode ver no Trat.X, cap.II, n.11, v.2, p.664, e n.15, p.665 e Trat.I, cap.XIV, n.2, v.1, p.252.
Chagas
Para as velhas que não obedecem a nada se achará um no Trat.III, n.364, v.1, p.439.
Para as do membro viril ou genital se acharão remédios bons no Trat.VII, cap.IX, do n.1 até o n.5, v.2, p.594-596, e observação 1, do n.6 até o n.9, p.596.
Para as do membro viril, a que chamam cavalos, e bolsa dos testículos, se curam com os dois que se apontam no Trat.III, do n.190 até o n.192, v.1, p.377-378.
As da boca, garganta e nariz se curam com remedios que se apontam no Trat.VII, cap.XIII, n.1-2, v.2, p.615-616.
As que houver em qualquer parte do corpo se curarão como se diz no Trat.VII, cap.XIV, v.2, p.616, e uma observação de uma chaga podre procedida de uma mordedura venenosa que o autor curou contra a opinião de dois professores que era de opinião que se cortasse a mão por não haver sentimento, a qual servirá de boa doutrina, p.619-621.
Outra observação de outra chaga podre curada em breves dias e com facilidade, que também será doutrinal, p.620.
As dos dedos dos pés e unhas se curam como se diz no Trat.VII, cap.XV, v.2, p.624, e uma observação n.6, p.625-626.
Ciática
A uma deslocação do osso do quadril chamou um cirurgião e um médico ciática, curando-a como tal, e como se enganaram ficou um escravo perdido. Trat.IV, cap.IV, observação 2, n.1, v.1, p.458 e Trat.III, n.227, v.1, p.389.
Cipó [Ver Sipó]
Cipreste [Ver Sipreste]
Cirurgiões e médicos
Os principiantes no clima das Minas se enganam todos certamente e, se chegam a ver em um enfermo o efeito da sua diligência, o não vêem em um cento. Trat.I, cap.VII, n.1, v.1, p.259.
Cidra
É remédio certo para fazer passar a azia e como se toma. Trat.III, n.339, v.1, p.431, e também o milho assado.
Circulação do sangue
Circulação do sangue e mais líquidos se promove. Trat.I, cap.I, n.2, v.1, p.290 e cap.VII, n.4, p.246.
Promove-se com os remédios no Trat.I, cap.XIII, n.1, v.1, p.250, e cap.XIV, n.2, p.252.
Bebida vulnerária admirável para fazer circular o sangue e mais líquidos. Trat.VII, cap.X, n.3, v.2, p.601.
Cobra
A de cascavel, que se acha no Brasil, tantos são os cascavéis que tem no rabo quantos anos tem de idade. Trat.XI, cap.V, n.9, v.2, p.685.
A de duas cabeças é cega e chama-se de duas cabeças porque no feitio não há diferença. Trat.XI, cap. V, n.2, v.2, p.683.
A cobra chamada sucuriú engole um boi inteiro por ser de estranha grossura. Trat.XI, cap.V, n.10, v.2, p.685.
A cobra chamada jibóia lança a calda e faz dela laço, com que apanha gente ou animais que vão beber, e metendo debaixo de si o que apanha, devora e come Trat.XI, cap.V, n.10, v.2, p.685.
Cólica
Para este terrível acidente se acharão remédios bons no Trat.III, do n.145 até o n.151, v.1, p.362-365.
Conceber
Para conceber, veja-se o Trat.III, n.301, v.1, p.419 e n.377, p.442.
Conjunção mensal Com que remédios se provoca. Trat.II, cap.II, n.16, v.1, p.289. Duas observações que mostram melhor como se provoca a falta da purgação mensal ou regra das mulheres. Trat.II, cap.V, n.10, v.1, p.303.
Contas de macaco
Nas Minas e em todo o Brasil há uns macacos de certa casta, dos quais se tiram uns ossos de que se fazem contas; trazidas no braço esquerdo, curam por virtude oculta toda a qualidade de almorreimas certamente e preserva a quem for atormentado delas, sendo com as condições que se apontarão. Trat.III, n.203, v.1, p.381.
Convulsão
É doença de nervos que se encolhem e também se lhe chama nas Minas cangalha, e é muita comum nos pretos, e só nos mineiros, a razão por que e que cura tem. Trat.VII, cap.III, do n.1 até o n.6, v.2, p.578-580.
Contusões
Para as contusões grandes causadas por pancada, caída de alto ou aperto, se acharão remédios bons no Trat.VII, cap.X, do n.1 até o n.5, v.2, p.600-602 e três observações boas do n.8 até o n.15, p.603-606.
Nas contusões não convém óleos comuns e só poderá ser proveitoso o que o autor ensina a fazer na miscelânea, à folha 409 e há de ser aplicado passado o princípio. Trat. o mesmo, cap.X, n.7, v.2, p.602.
Cordiais
Para as bexigas se achará um bom cordial no Trat.III, n.125, v.1, p.357. Cordial solutivo antipleurítico para as pontadas. Trat.II, cap.XVI, n.1, v.1, p.254-255.
Cordial fresco para febres ardentes. Trat.I, cap.XVIII, n.4 v.1, p.260.
Curiosidades
Veja-se o Trat.III, n.378, v.1, p.442.
Corrupção-do-bicho
Que coisa é, de que causa procede, seus sinais, seus prognósticos e com que remédios se cura. Trat.VIII do n.1 até o n.9, v.2, p.635-638.
Descrição da erva-do-bicho para curar a tal doença. Trat. VIII, n.10, v.2, p.638-639.
Sendo a corrupção grande, como se conhecerá e como se curará. Trat.VIII, do n.11 até o n.16, v.2, p.638-639.
Esta enfermidade causa delírio e muitas vezes ficam os doentes sem fala, e é doença tão perigosíssima que tem metido na sepultura a muitas mil pessoas. Trat.VIII, do n.17 até o n.24, v.2, p.640-643.
Os que morrem desta doença é por lhes passar de largueza a corrupção, a podridão e gangrenar-se o intestino reto; e os mais robustos, querendo resistir, caem no chão e alguns morrem no mesmo dia. Trat.VIII, n.24, v.2, p.643.
Nesta enfermidade não convêm sangrias, nem purgas, nem azeites, óleos ou coisas untuosas nas ajudas, e a razão por que. Nota n.25, p.653.
Por quê razão se chama corrupção-do-bicho e se lhe deu o tal nome e por que se deu também o nome a erva chamada do bicho, que em Portugal se chama pulgueira. Nota do n.26 até o n.30, v.2, p.643-645.
Neste reino de Portugal com certeza há esta doença, e nos tempos calmosos ou havendo febres ardentes, é muito mais certo havê-la, e no dito reino tem morrido muita gente dela; o seu conhecimento se ignora e a cura. N.31, p.645.
Quem tiver esta queixa, ainda que tenha outras, lhe não faça remédio algum, sem primeiro curar esta, assim como os opilados que, sem que primeiro se curem as tais opilações, se não curarão as doenças que com elas se complicarem; e quem não observar estas duas advertências ou não curará os tais doentes ou dará com eles na sepultura. Trat.VIII, n. 32-33, v.2, p.645-646.
Largueza tão grande em uma corrupção que cabia uma mão fechada pela via dentro. Observação n. 36, p.647.
O adágio de dizer o povo "tal está fulano que já não aguarda uma ajuda" é sem dúvida que é, porque a via esta muita larga e tem a tal doença; o autor já padeceu esta doença em Portugal por duas vezes e como a remediou. N.43, p.649.
Cravos de boubas
Curam-se com os remédios que se apontam no Trat.III, n.340-341, v.1, p.432 e n.90-91, p.347.
Cravos roxos
Fazem-se cravos roxos do modo que diz no Trat.III, n.358, v.1, p.437.
Cursos
Não se lhes deve fazer remédio algum os primeiros três dias, salvo os lavatórios que deve tomar, e, passando a mais, vejam o Trat.III, do n.254 até o n.263, v.1, p.398-402.