Gênero e os Nossos Cérebros
aqui.
INTRODUÇÃO:
Os mitos “Acerte a toupeira”
Este livro trata de uma ideia originada no século XVIII que ainda persiste
nos dias de hoje: a concepção de que você pode “dar sexo” a um cérebro,
que pode descrever um cérebro como “masculino” ou “feminino” e pode
atribuir quaisquer diferenças individuais em comportamento, capacidades,
realizações, personalidade, até esperanças e expectativas à posse de um tipo
ou outro de cérebro. É uma concepção que vem guiando incorretamente a
ciência do cérebro há vários séculos, reforçando muitos estereótipos
prejudiciais e, acredito, atrapalhando o progresso social e a igualdade de
oportunidades.
A questão das diferenças sexuais no cérebro tem sido debatida,
pesquisada, estimulada, criticada, elogiada e menosprezada há mais de
duzentos anos e certamente pode ser encontrada em diferentes disfarces
muito antes disso. É uma área de opiniões consolidadas e tem sido o foco
constante de praticamente todas as disciplinas de pesquisa, da genética à
antropologia, misturadas com história, sociologia, política e estatística. É
caracterizada por alegações grotescas (a inferioridade das mulheres vem do
fato de seu cérebro ser 140 gramas mais leve), que podem ser prontamente
rejeitadas, reaparecendo em outra forma (a incapacidade das mulheres de
ler mapas vem de diferenças estruturais no cérebro). Às vezes uma única
alegação se aloja firmemente na consciência pública com um fato e, apesar
de todo o esforço de cientistas preocupados, ainda é uma crença
profundamente arraigada. Será aludida frequentemente como um fato
consolidado e ressurgirá triunfante para trombetear argumentos sobre
diferenças entre os sexos ou, o que é mais preocupante, motivar decisões
políticas.
Penso nesses equívocos recorrentes e aparentemente infindáveis como
mitos “Acerte a Toupeira”. Acerte a Toupeira é um jogo de fliperama que
envolve martelar repetidamente a cabeça de toupeiras mecânicas à medida
que surgem pelos buracos em um tabuleiro – quando você pensa que
despachou todas, outra toupeira irritante pipoca em outro lugar. A expressão
“Whac-a-Mole”, ou “Acerte a toupeira”, é usada hoje como descrição de
um processo em que um problema permanece recorrente depois de
supostamente ter sido corrigido, ou qualquer discussão em que algum
pressuposto equivocado continua aparecendo, apesar de supostamente ter
sido liquidado por informações novas e mais precisas. No contexto das
diferenças entre os sexos, pode ser a crença de que os meninos recém-
nascidos preferem olhar móbiles de tratores a rostos humanos (a toupeira de
“os homens nascem para ser cientistas”), ou de que existem genialidade e
idiotia entre os homens (a toupeira da “maior variabilidade masculina)”.
“Verdades” como estas, como veremos neste livro, têm levado marteladas
variadas com o passar dos anos, mas ainda podem ser encontradas em livros
de autoajuda, em manuais e até em discussões no século XXI sobre a
utilidade ou inutilidade das pautas de diversidade. E uma das toupeiras mais
antigas e aparentemente mais dificultosas é o mito dos cérebros feminino e
masculino.
Durante séculos, o pretenso cérebro “feminino” foi descrito como menor
que o padrão, subdesenvolvido, evolutivamente inferior, mal organizado e
deficiente de modo geral. Outras indignidades se amontoaram nele como a
causa da inferioridade, da vulnerabilidade, de instabilidade emocional, da
inépcia científica das mulheres – tornando-as incapazes de qualquer
responsabilidade, poder ou grandeza.
As teorias sobre o cérebro inferior das mulheres surgiram muito antes de
podermos de fato estudar o cérebro humano quando lesionado, ou morto.
Não obstante, “culpe o cérebro” era um mantra constante e persistente
quando queriam encontrar explicações para como e por que as mulheres
eram diferentes dos homens. Nos séculos XVIII e XIX, aceitava-se de
modo geral que as mulheres eram social, intelectual e emocionalmente
inferiores; nos séculos XIX e XX, o foco mudou para os papéis supostamente “naturais” das mulheres como cuidadoras, mães,
companheiras femininas dos homens. A mensagem tem sido a mesma:
existem diferenças “fundamentais” entre os cérebros dos homens e das
mulheres, e estas diferenças determinarão suas diferentes capacidades e
personalidades e seus diferentes lugares na sociedade. Não temos meios de
testar esses pressupostos, mas eles ainda são os fundamentos em que os
estereótipos foram baseados imutável e firmemente.
Porém, no final do século XX, o advento de novas formas de tecnologia
de imagem cerebral nos deu a possibilidade de podermos, enfim, descobrir
se realmente existe alguma diferença entre os cérebros das mulheres e dos
homens, de onde elas podem vir e o que podem significar para o “dono” (ou
“dona”) do cérebro. Você poderia pensar que as possibilidades dadas por
estas novas técnicas seriam tomadas como “a virada no jogo” na arena da
pesquisa sobre as diferenças sexuais e o cérebro. O desenvolvimento de
meios poderosos e sensíveis de estudar o cérebro, unidos a uma
oportunidade de ressignificar uma cruzada secular pelas diferenças, deveria
estar revolucionando a pauta da pesquisa e mobilizando discussões na
mídia. Quem dera que fosse assim...
Várias coisas deram errado nos primeiros dias da pesquisa de diferenças
sexuais e da imagem do cérebro. Com relação às diferenças sexuais, houve
um foco retrógrado frustrante nas crenças históricas nos estereótipos
(denominado “neurossexismo” pela psicóloga Cordelia Fine). Foram
projetados estudos baseados na lista preferida de “sólidas” diferenças entre
mulheres e homens, geradas durante séculos, ou os dados foram
interpretados segundo as características estereotipadas femininas-
masculinas que nem mesmo poderiam ser medidas no escâner. Quando
encontravam uma diferença, era muito mais provável que ela fosse
publicada do que a descoberta de uma não diferença, e também seria
aclamada ansiosamente como um momento de “enfim a verdade” pela
mídia entusiasmada. Enfim a prova de que as mulheres são programadas
para ser péssimas na leitura de mapas e que os homens não podem ser
multitarefa!
A segunda dificuldade com a pesquisa inicial de imagem do cérebro
estava nas próprias imagens. A nova tecnologia produzia mapas cerebrais
maravilhosamente codificados por cores que deram a ilusão de uma janela
para o cérebro – a impressão de que era uma imagem do funcionamento em
tempo real deste órgão misterioso, agora disponível para o exame de todos.
Estas imagens sedutoras alimentaram um problema que venho chamando de
“neurolixo”: as representações (ou deturpações) às vezes bizarras de
descobertas por imagem do cérebro que aparecem na imprensa popular e
em pilhas de livros de autoajuda baseados no cérebro. Estes livros e artigos
frequentemente ilustrados com lindos mapas cerebrais são acompanhados,
com uma frequência consideravelmente menor, de qualquer explicação do
que de fato mostram os mapas. Entender as diferenças entre mulheres e
homens tem sido um objetivo específico para esses livros e manchetes,
trazendo-nos aparentemente elucidativas ligações a barras, bolinhas e
conchas, e, naturalmente, agravando a ideia de que “Homens são de Marte,
Mulheres são de Vênus”.
Assim, o advento da imagem do cérebro no final do século XX não
contribuiu muito para o progresso de nossa compreensão sobre as alegadas
ligações entre o gênero e o cérebro. Aqui, no século XXI, será que estamos
fazendo melhor?
* * *
As novas formas de ver o cérebro concentram-se nas conexões entre as
estruturas em vez de apenas no tamanho destas estruturas. Os
neurocientistas de hoje começaram a decodificar a “tagarelice” do cérebro,
o meio em que diferentes frequências de atividade cerebral parecem
transmitir mensagens e pegar respostas. Estamos alcançando modelos
melhores de como o cérebro faz o que faz, começamos a ter acesso a
imensos conjuntos de dados e, assim, comparações podem ser feitas e
modelos podem ser testados pelo uso de centenas, se não de milhares de
cérebros, em vez dos poucos que antes estavam disponíveis. Será que esses avanços podem lançar alguma luz na inquietante questão do mito ou da
realidade do cérebro “feminino” ou “masculino”?
Uma importante descoberta nos últimos anos foi a percepção de que os
cérebros podem ser, diferentemente do que percebemos no início, muito
mais “proativos” ou prospectivos com relação à coleta de informações. O
cérebro não reage às informações apenas quando chegam, ele gera
previsões sobre o que pode estar por vir, com base nos padrões que
identificou em ocasiões anteriores. Se por acaso as coisas não saem como
planejadas, este “erro de previsão” será anotado e as diretrizes
adequadamente ajustadas.
Nosso cérebro está o tempo todo fazendo conjecturas sobre o que pode
vir pela frente, construindo modelos ou “imagens guia” para nos ajudar a
pegar atalhos que nos levem a tocar a vida. Podemos pensar no cérebro
como uma espécie de “SMS preditivo” ou um satélite de navegação de
ponta, completando de modo prestativo nossas palavras ou frases,
finalizando um padrão visual que nos permita tocar a vida com rapidez, ou
nos guiando por caminhos mais seguros para “pessoas como nós”. Para
fazer previsões, é claro que precisamos aprender algumas regras sobre o
que costuma acontecer, sobre o curso normal dos acontecimentos. Assim, o
que o cérebro faz com o nosso mundo depende muito do que ele encontra
neste mundo.
Mas e se, na verdade, as regras que o cérebro capta não passam de
estereótipos, aqueles atalhos onipresentes que amontoam verdades ou
meias-verdades, ou até inverdades do passado? E que significado isto pode
ter para a compreensão das diferenças sexuais?
Isto nos traz ao mundo das profecias autorrealizáveis. O cérebro não
gosta de cometer erros, nem gosta de erros de previsão – se estamos diante
de uma situação em que “pessoas como nós” não são facilmente
encontradas ou se claramente não somos bem-vindos, nosso sistema de
orientação cerebral pode nos levar a bater em retirada (“Pegue o retorno
assim que for possível”). Se é esperado que cometamos erros, o estresse
extra aumenta muito a probabilidade de os erros virem a ser cometidos e de
nos perdermos.
Até o século XXI, de modo geral, sustentava-se, com relação ao cérebro,
que biologia era destino. A conclusão sempre foi de que, com exceção da
conhecida flexibilidade em cérebros muito jovens e em desenvolvimento,
os cérebros com que nós acabamos eram basicamente os mesmos com que
nascemos (só que maiores e um pouco mais conectados). Uma vez adultos,
nosso cérebro chegou ao ponto final do desenvolvimento, refletindo
informações genéticas e hormonais com as quais foi programado – não
havia atualizações e novos sistemas operacionais. Esta mensagem mudou
nos últimos 30 anos, mais ou menos – nosso cérebro é plástico e flexível, e
isto tem importantes implicações para nossa compreensão do quanto o
cérebro é enredado com seu ambiente.
Agora sabemos que o cérebro, mesmo na idade adulta, sofre mudanças
contínuas, não só pela instrução formal que recebemos, mas também pelos
trabalhos que fazemos, os hobbies que temos, os esportes que praticamos. O
cérebro de um taxista londrino ativo será diferente daquele de um aprendiz
e do cérebro de um taxista aposentado; podemos localizar as diferenças
entre as pessoas que jogam videogames, que aprendem origami ou que
tocam violino. E se as experiências que transformam o cérebro são
diferentes para diferentes pessoas, ou grupos de pessoas? Se, por exemplo,
ser homem significa que você tem uma experiência muito maior na
construção de coisas ou na manipulação de complexas representações em
3D (como brincar com blocos de montar), é muito provável que isto apareça
no cérebro. O cérebro reflete a vida que tivemos, não só o gênero sexual de
quem o possui.
Ver as impressões de uma vida inteira de experiências e atitudes com que
esse cérebro plástico se depara nos faz perceber que precisamos examinar
com muita atenção o que acontece tanto fora quanto dentro da cabeça. Não
podemos mais engessar o debate sobre as diferenças sexuais entre natureza
versus criação – precisamos reconhecer que a relação entre um cérebro e
seu mundo não é uma via de mão única, mas um fluxo de tráfego constante
em mão dupla.
É possível que uma consequência inevitável de ver como o mundo está
enredado com o cérebro e seus processos seja um foco maior no comportamento social e nos cérebros por trás dele. Há uma teoria
emergente de que a espécie humana teve sucesso porque evoluímos para ser
uma espécie cooperativa. Podemos decodificar regras sociais invisíveis, “ler
a mente” de nossos companheiros humanos para saber o que talvez eles
façam, o que podem pensar ou sentir, ou o que podem querer que nós
façamos (ou não façamos). O mapeamento das estruturas e redes deste
cérebro social revelou como ele está envolvido no forjamento de nossa
identidade pessoal, com a detecção de membros de nosso endogrupo (são
homens ou mulheres?) e com o norteamento de nosso comportamento para
ser adequado às redes sociais e culturais a que pertencemos (“Meninas não
fazem isso”) ou a que queremos pertencer. Este é um processo fundamental
a ser monitorado em qualquer tentativa de entender os hiatos de gênero e
parece ser um processo que começa no nascimento, ou mesmo antes dele.
Até os membros mais novos de nosso mundo, os muito dependentes
recém-nascidos, na verdade são bem mais parecidos com socialites ricas do
que chegamos a perceber. Apesar da visão nebulosa, da audição bem
rudimentar e da ausência de praticamente todas as habilidades básicas de
sobrevivência, as crianças muito novas captam rapidamente informações
sociais úteis: além de dados fundamentais, como qual rosto e qual voz
podem indicar a chegada de comida e conforto, elas começam a registrar
quem faz parte de seu endogrupo, a reconhecer diferentes emoções nos
outros. São como pequenas esponjas sociais, encharcando-se rapidamente
de informações culturais do mundo que as cerca.
Uma história que exemplifica isso perfeitamente vem de uma aldeia
remota na Etiópia, onde nunca ninguém tinha visto computadores. Alguns
pesquisadores deixaram uma pilha de caixas, fechadas com fita adesiva. As
caixas continham laptops novos em folha, com jogos, aplicativos e músicas
pré-instalados. E sem instruções. Os cientistas gravaram em vídeo o que
aconteceu.
Em quatro minutos, uma criança tinha aberto uma caixa, encontrado o
botão liga-desliga e ativado o computador. Em cinco dias, cada criança da
aldeia usava no mínimo 40 aplicativos dos que encontraram e cantavam as
músicas que os pesquisadores haviam gravado na memória. Em cinco meses, elas invadiram o sistema operacional para reinicializar a câmera que
tinha sido desativada.
Nosso cérebro é como essas crianças. Sem orientações, ele deduzirá as
regras do mundo, aprenderá os aplicativos, irá além do que se pensava
possível inicialmente. Ele opera por uma combinação de detecção perspicaz
e auto-organização. E começará muito jovem!
Uma das primeiras coisas às quais o cérebro voltará sua atenção são as
regras do jogo do gênero. Com o incansável bombardeio de gênero
proveniente das redes sociais e da mídia dominante, este é um aspecto do
mundo desses pequenos humanos que precisamos observar com muita
atenção. Uma vez que reconhecemos que nosso cérebro não é apenas um
catador ávido de regras, com apetite particular por regras sociais, mas que
também é plástico e moldável, fica evidente o poder dos estereótipos de
gênero. Se conseguirmos acompanhar a jornada do cérebro de um bebê, seja
uma menina ou um menino, podemos ver que desde o momento do
nascimento, ou mesmo antes, esses cérebros podem ser postos em
diferentes caminhos. Brinquedos, roupas, livros, pais, famílias, professores,
escolas, universidades, empregadores, normas sociais e culturais – e,
naturalmente, estereótipos de gênero –, tudo isso pode servir de sinalização
para indicar diferentes direções a diferentes cérebros.
* * *
É importante resolver as discussões sobre as diferenças no cérebro.
Entender de onde vêm essas diferenças é vital para todos que possuem um
cérebro e têm um sexo ou gênero (falarei sobre isso mais adiante). O
resultado desses debates e programas de pesquisa, ou até de apenas de
anedotas, está implantado em como pensamos a respeito de nós mesmos e
sobre os outros, e é usado como parâmetro para a identidade pessoal, o
respeito próprio e a autoestima. As crenças sobre as diferenças sexuais
(mesmo que sem fundamento) formam a base dos estereótipos, que
normalmente fornecem apenas dois rótulos – menino ou menina, feminino
ou masculino – que, por sua vez, historicamente trazem consigo uma quantidade imensa de informações de “conteúdo garantido” e nos poupam
de ter de julgar cada indivíduo com base em seus méritos ou idiossincrasias.
Assim como fornecem uma lista do próprio conteúdo, esses rótulos podem
trazer um selo adicional de natureza ou criação. Será este um produto
“natural”, baseado na biologia pura, com suas características fixas e
imutáveis, ou será uma criação socialmente determinada, adubada pelo
mundo que a cerca, com suas características rapidamente adaptáveis pelo
acionamento de um comutador político ou uma pitada a mais de informação
ambiental?
Com informações de empolgantes avanços na neurociência, é contestada
a peculiaridade pura e binária desses rótulos – percebemos agora que a
natureza é inextricavelmente enredada com a criação. O que antes se
considerava fixo e inevitável mostra-se agora plástico e flexível; são
revelados os poderosos efeitos modificadores da biologia de nossos mundos
físico e social. Até algo que está “escrito em nossos genes” pode vir a se
expressar de uma forma diferente em diferentes contextos.
Sempre se supôs que os dois modelos biológicos distintos que produzem
corpos femininos e masculinos diferentes também produzirão diferenças no
cérebro, que sustentarão as diferenças sexuais nas habilidades cognitivas,
nas personalidades e nos temperamentos. Mas o século XXI não desafia
apenas as antigas respostas – ele desafia a própria pergunta. Veremos o
desmonte das certezas do passado, uma a uma. Veremos o que está
acontecendo com aquelas conhecidas diferenças na masculinidade e na
feminilidade, no medo do sucesso, na nutrição e nos cuidados – até na
própria concepção de cérebros femininos e masculinos. Uma revisão das
provas em apoio a essas conclusões sugere que essas características não
combinam bem com os rótulos masculino/feminino que lhes foram dados.
Portanto, sim, este é outro livro sobre as diferenças sexuais no cérebro,
na esteira dos muitos predecessores influentes e imensamente bem
fundamentados. Este é um livro que creio ser necessário, uma vez que os
antigos equívocos ainda aparecem sob novos disfarces, no estilo da toupeira
a ser acertada. Ainda existem problemas a resolver – veremos como são
grandes os hiatos de gênero nas principais áreas de realização – e ainda existem paradoxos de gênero para explicar: por exemplo, por que os países
com mais igualdade entre os gêneros têm a proporção mais baixa de
cientistas mulheres?
A mensagem central deste livro é a de que um mundo generificado
produzirá um cérebro generificado. Creio que entender como isto acontece
e o que significa para os cérebros e seus portadores é importante, não só
para mulheres e meninas, mas para homens e meninos, genitores e
professores, empresas e universidades, e para toda a sociedade.