Gênero e os Nossos Cérebros

Gina Rippon · Capítulo 22 de 46

Páginas do PDF

Gênero e os Nossos Cérebros

Agradecimentos

 

Quem decide escrever um livro sobre diferenças sexuais no cérebro não

pode deixar de ter consciência de que, como o Acerte a toupeira, muitos já

travaram esta batalha. Destes, vários se destacam particularmente por suas

contribuições para esta discussão e para os insights que me deram sobre o

que era frequentemente um território desconhecido. Entre estes, os

principais são Delusions of Gender, de Cordelia Fine (Icon Books, 2010) e

Testosterona Rex (Icon Books, 2017) como exemplos primordiais de como

ser rigoroso e acessível (e até engraçado) ao mesmo tempo, e de como

identificar o enredo por trás das descobertas de pesquisa da neurociência.

Também me beneficiei de Brain Storm de Rebecca Jordan-Young (HUP,

2011), repleto de insights detalhados sobre histórias inexploradas por trás

da pesquisa de hormônios e o cérebro. Naturalmente, os vários textos de

Anne Fausto-Sterling foram uma inspiração por muitos anos, mas Myths of

Gender: Biological Theories about Women and Men (Basic Books, 1992),

Sexing the Body: Gender Politics and the Construction of Sexuality (Basic

Books, 2000) e Sex/Gender: Biology in a Social World (Routledge, 2012)

foram caixas de ressonância para meus pensamentos, em particular sobre

repensar a divisão natureza/criação. The Mind Has No Sex?, de Londa

Schiebinger (HUP, 1989), abriu meus olhos para a herança oculta e

esquecida de mulheres nos primórdios da ciência, proporcionando um

contexto para os paralelos que, infelizmente, ainda existem hoje. Pink

Brain, Blue Brain, de Lise Eliot (Oneworld, 2010), é um modelo de como

precisamos prestar atenção aos primeiros anos do cérebro humano, e as

críticas incisivas de Eliot sobre as escolas de sexo único são um exemplo

contundente da necessidade de ficar de olho em como a pesquisa que nós,

neurocientistas, fazemos pode ser traduzida em prática educacional. Como

neurocientista que passou grande parte de meu tempo na extremidade mais técnica dos dados de imagem cerebral, Social, de Matthew Lieberman

(OUP, 2013), abriu meus olhos verdadeiramente como uma introdução às

implicações sociais da pesquisa de neurociência cognitiva – o livro deu

muitos elos ausentes na história que eu lutava para juntar.

Pesquisadores também responderam rápida e prestativamente a meus e-

mails cara de pau sobre aspectos de seu trabalho e até realizaram outras

análises para dar informações mais detalhadas. Simon Baron-Cohen, Sarah-

Jayne Blakemore, Paul Bloom, Karen Wynn e Tim Dalgleish foram

particularmente úteis neste aspecto. Chris e Uta Frith também responderam

incansavelmente a repetidas consultas e até encontraram tempo para dar

feedback a rascunhos de capítulos – seu trabalho sobre o cérebro social e

suas implicações para o comportamento típico e atípico tem sido uma

inspiração constante para mim. O trabalho de Uta como diretora da

Comissão da Diversidade da Royal Society também mostrou como a

pesquisa nesta área pode (e deve) ser colocada em prática.

Também me beneficiei imensamente das informações e do apoio de

membros da NeuroGenderings Network, cujos escritos e discussões

provocantes sobre questões da pesquisa de sexo/gênero certamente

ampliaram meus horizontes limitados. Seu compartilhamento altruísta de

material fundamental e os comentários úteis nos primeiros rascunhos foram

inestimáveis. Também agradeço muito pelas opiniões sobre o projeto de

capa. Agradecimentos especiais a Cordelia Fine, Rebecca Jordan-Young,

Daphna Joel, Anelis Kaiser e Giordana Grossi por compartilharem comigo

seu raciocínio crítico e habilidades de escrita e, pelo caminho, tornarem-se

amigas e colegas de trabalho. É desnecessário dizer que quaisquer erros ou

omissões em Gênero e os nossos cérebros são de minha inteira

responsabilidade.

Embora este livro tenha uma única autora, existem muitíssimos outros

que contribuíram de suas várias maneiras. Kate Barker, minha incansável

agente, “descobriu-me” e ficou comigo e tem me dado mais apoio (e vem

sendo incansavelmente otimista) do que devo merecer – percebo a sorte que

tenho de ser publicada pela The Bodley Head e sei que Kate foi

fundamental para que isso acontecesse. Anna-Sophia Watts assumiu a tarefa desalentadora de editar o texto de uma autora de divulgação científica de

primeira viagem e o produto final é um reflexo de sua contribuição

diligente. A preparação de originais de Jonathan Wadman foi imensamente

perspicaz e, em algumas partes, muito divertida, e, assim, tornou realizável

uma tarefa árdua. Também sou grata a Alison Davies, Sophia Painter e aos

demais integrantes da excelente equipe da The Bodley Head, e a Maria

Goldverg da Pantheon.

Minha incursão particular na esfera da pesquisa de sexo/gênero e dos

comentários começou com o apoio e o estímulo da professora Dame Julia

King, então vice-reitora de Aston e agora baronesa Brown de Cambridge.

Seu apoio incansável a pautas de diversidade deram o espaço e as

oportunidades para desenvolver este aspecto de minha vida acadêmica. Seu

encorajamento ainda continua, apesar de uma agenda espantosamente

movimentada, por meio de postais e mensagens alegres. O apoio da British

Science Association foi fundamental para pavimentar meu caminho para

produzir este livro e gostaria de agradecer especialmente a Kath Mathieson,

Ivvet Modinou, Amy MacLaren e Louise Ogden, embora eu esteja ciente de

que existem muitas outras pessoas dedicadas nos bastidores desta incrível

organização. Agradeço também a Jon Wood e Anna Zecharia, por

intermédio de seu envolvimento com a ScienceGrrl, e a Martin Davies, da

Royal Institution, que foi responsável pelo início de toda essa jornada.

O apoio que a Universidade Aston deu ao desenvolvimento do Aston

Brain Centre resultou não só em uma instalação com equipamento de

imagem cerebral de última geração, mas também em uma comunidade de

colegas e amigos que têm sido essenciais para minha carreira acadêmica.

Eles são um exemplo maravilhoso de como equipes multidisciplinares

podem trabalhar juntas e sou infinitamente grata pela paciência e apoio

demonstrados não só a mim, mas também a meus estudantes de pesquisa,

associados e visitantes. Para citar apenas alguns, Gareth Barnes, Adrian

Burgess, Paul Furlong, Arjan Hillebrand, Ian Holliday, Klaus Kessler, Brian

Roberts, Stefano Seri, Krish Singh, Joel Talcott e Caroline Witton tiveram

vários papéis em meu desenvolvimento como pesquisadora de imagem

cerebral e neurocientista crítica. Gostaria também de agradecer separadamente a Andrea Scott, que, nos últimos estágios de meu período

em Aston, sempre apoiou alegremente as várias incursões de

documentaristas e equipes de filmagem em meu laboratório, muito além de

seu dever e, com demasiada frequência, de seu horário de trabalho normal.

Meus agradecimentos também a familiares e amigos de fora de meu

círculo acadêmico cujas sondagens cautelosas de meu progresso – e audição

paciente das respostas frequentemente longas e pessimistas – ajudaram-me

mais do que eles talvez percebam. Minhas filhas, Anna e Eleanor,

suportaram uma mãe que constantemente estava mental, se não fisicamente

ausente e certamente sempre distraída. Sua opinião sobre este livro, por

meio de como levavam a vida até agora e também por feedback em tempo

real sobre seu conteúdo, foi imensuravelmente útil. O vovô Luke sofreu

com minha indisponibilidade como goleira, arremessadora de beisebol e

confeiteira de torta de limão sem reclamar (muito), mas ele sempre tinha

razão quando dizia que era hora de fazer uma pausa. Meus amigos do

hipismo me distraíram muito prestativamente e cuidaram para que pensar

em cérebros não dominasse toda minha vida. As companhias não humanas

também ajudaram e devo minha gratidão a Just Joseph, Nick e outros

membros de nosso bando equino, bem como a Bob e seus vários

predecessores que garantiram que, fizesse sol, chuva, granizo ou neve, eu

sempre recebesse uma boa dose de ar fresco.

Quase invariavelmente, morar com Alguém Que Está Escrevendo um

Livro tem seu preço sobre aqueles que precisam lidar com este Alguém.

Agora que saí piscando para a luz do dia, o reconhecimento mais

importante de todos devo a Dennis, que assumiu tudo que mantém nosso

show na estrada. Não só permaneceu no papel de Jardineiro Chefe e

Cozinheiro Chefe (ainda faço a Limpeza das Garrafas), mas sua paciência,

seus conselhos e seu apoio pareceram ilimitados, e seu timing com o

Melhor Gin-tônica do Mundo invariavelmente foi impecável. Sem Dennis,

não haveria livro nenhum, então devo toda gratidão do mundo a ele.