Gênero e os Nossos Cérebros
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evidências fortes com base em metodologia sólida. Agora daremos uma
olhada em como o estudo do comportamento humano correspondeu a essas
expectativas.
* Também acontece de medidas retrospectivas nem sempre fornecerem dados confiáveis, em
particular se o contexto das perguntas é de conhecimento daqueles que preenchem as respostas.
Uma abordagem mais segura é usar medidas prospectivas diárias de mudanças comportamentais,
pelo menos por um ciclo completo, evitando assim um foco óbvio na fase pré-menstrual e em sua
“reputação” e, o ideal, ofuscando o propósito da pesquisa ou mantendo-a o mais discreta
possível. Um levantamento examinou a metodologia de pesquisa ligando o humor e o ciclo
menstrual para avaliar até que ponto foram evitadas armadilhas semelhantes. Dos 646 estudos
identificados, apenas 47 atendiam aos critérios de usar medidas prospectivas por, pelo menos, um
ciclo. Destes, somente sete relataram o padrão clássico de humor negativo na fase pré-menstrual;
18 deles não mostraram relação nenhuma entre o humor e o ciclo menstrual quando medidos
desta maneira.
** Com isso, não estou negando que algumas mulheres possam ter problemas físicos e
emocionais negativos relacionados com flutuações hormonais, mas simplesmente mostro que o
estereótipo da SPM como um fenômeno quase universal é um bom exemplo do aspecto do “jogo
da culpa” do determinismo biológico.
*** Como a testosterona determina o desenvolvimento da genitália masculina, este aspecto da
HAC evidentemente só afetará meninas e as identificará como casos de teste para quaisquer
outros efeitos da testosterona. Os níveis de testosterona nos meninos com HAC serão elevados,
mas, em geral, dentro da amplitude normal. Ambos os grupos são afetados por outros efeitos
colaterais da condição, exigindo tratamento médico por toda a vida, e, assim, os meninos com
HAC podem servir de grupo de “controle” para os efeitos adicionais de fatores como estes.