Hereges
VII. Omar e a vinha sagrada
CAPÍTULO VII
Omar e a vinha sagrada
U MA NOVA MORALIDADE veio ao nosso encontro com certa violência e se relaciona ao problema da bebida alcoólica. Os entusiastas do assunto variam desde o homem que é posto para fora dos pubs ingleses às 00h30 até
a dama que ataca os balcões dos bares com um machado. Em tais
discussões, quase sempre sentimos que uma postura moderada e bastante
sábia é dizer que o vinho, ou coisas do tipo, devem ser ingeridos como
remédio. Atrevo-me a discordar disso com particular veemência. A forma
genuinamente perigosa e imoral de tomar vinho é tomá-lo como remédio. E
por esta razão: se alguém bebe vinho por prazer, está tentando obter algo
excepcional, algo que não espera a qualquer hora do dia, algo que, a menos
que seja um tanto louco, não tentará obter a qualquer hora do dia. Mas se
alguém bebe vinho para ter saúde, está tentando obter algo natural; ou seja,
algo sem o que não consegue viver; algo sem o que dificilmente passará
sem consumir. Pode ser que aquele que não tenha visto o êxtase de ficar
extático não fique seduzido; é mais fascinante vislumbrar o êxtase de estar
normal. Se houvesse um ungüento mágico, e o mostrássemos a um homem
forte e lhe disséssemos: “Isto te permitirá saltar do Monumento”,145 sem
dúvida saltaria, mas não ficaria saltando durante o dia todo para alegrar o
centro da cidade. Mas se mostrássemos o ungüento a um cego e lhe
disséssemos, “Isto te permitirá recobrar a visão”, essa pessoa ficaria
fortemente tentada. Ser-lhe-ia difícil não esfregá-lo nos olhos quando
ouvisse o galopar de um nobre cavalo ou o cantar de pássaros ao alvorecer.
É fácil não permitir que alguém tenha prazeres; difícil é negar a aquisição
da normalidade. Por isso, e todos os médicos sabem, é sempre perigoso dar
bebida alcoólica aos doentes mesmo quando precisam. Inútil dizer que não
considero que dar bebida alcoólica como estimulante a um doente seja
necessariamente injustificado. Mas considero o dar bebidas alcoólicas a
pessoas saudáveis como divertimento um uso apropriado e muito mais
coerente com a saúde.
A regra sadia nessa questão parece ser a mesma de muitas outras regras
saudáveis – um paradoxo. Beba por estar feliz, mas nunca por se sentir
extremamente infeliz. Nunca beba quando estiver infeliz por não ter uma
bebida, ou irá parecer um triste alcoólatra caído na calçada. Mas beba
quando, mesmo sem a bebida, estaria feliz, e isso o tornará parecido com
um risonho camponês italiano. Nunca beba por precisar disso, pois tal ato
racional é o caminho para a morte e o inferno. Mas beba por não precisar
disso, pois beber irracionalmente é a antiga fonte de saúde do mundo.
Por mais de trinta anos o vulto e a glória de uma grande figura oriental
têm sido impostos à literatura inglesa. A tradução de Fitzgerald dos
Rubáiyát de Omar Khayyām146 concentrou, com imorredoura comoção,
todo o sombrio e desnorteado hedonismo de nossa época. Seria
simplesmente inútil falar do esplendor literário da obra; poucos são os
livros dos homens que conseguiram combinar tão bem a alegre
combatividade de um epigrama com a vaga tristeza de uma canção. Mas,
sobre a influência filosófica, ética e religiosa, que é tão grande quanto o
esplendor, gostaria de dar uma palavra, e tal palavra, confesso, é de uma
hostilidade intransigente. Há muitas coisas que podem ser ditas contra o
espírito do Rubáiyát, e contra sua enorme influência. Mas uma acusação se
destaca das demais de forma nefasta – uma verdadeira desgraça para a obra,
uma calamidade genuína para todos. Tal acusação seria o golpe terrível que
o grande poema desferiu na sociabilidade e na alegria da vida. Alguém já
chamou Omar de “o vetusto persa jubilosamente triste”.147 Triste é; mas
não jubiloso, em nenhum dos sentidos da palavra. Tem sido um inimigo da
alegria pior que os puritanos.
Um oriental pensativo e elegante repousa debaixo de uma roseira, com
uma garrafa de vinho e seu rolo de poemas. Pode parecer estranho que
nossos pensamentos, no momento em que visualizamos tal cena, se voltem
à sombria cabeceira do leito em que o médico oferece ao doente um cálice
de brandy. Pode parecer ainda mais estranho que tal pensamento possa se
voltar para o trêmulo vagabundo com um copo de gim em Houndsditch.148
Contudo, uma grande unidade filosófica envolve os três elementos num elo
maligno. O beberricar vinho de Omar Khayyām é mau, não porque seja um
sorvo de vinho. É ruim, e muito nocivo, porque é um beber medicinal. É o
beber de um homem que bebe porque não é feliz. Seu vinho é o que o
exclui do universo, não aquilo que lho revela. Não é um beber poético, alegre e instintivo; é um beber racional, tão prosaico quanto um
investimento, tão insípido quanto um cálice de camomila. Infinitamente
superior, do ponto de vista do sentimento, embora não do estilo, surge o
esplendor de uma antiga canção boêmia inglesa:
Then pass the bowl, my comrades all,
And let the zider vlow.149
Pois esta canção era entoada por homens felizes, para expressar o valor
das coisas verdadeiramente valorosas, da irmandade e loquacidade, e do
breve e cordial lazer do pobre. É claro que a maior parte das acusações mais
disparatadas dirigidas à moralidade omariana são tão falsas e pueris quanto
geralmente são tais acusações. Um crítico, cuja obra já li, teve a incrível
insensatez de considerar Omar ateu e materialista.150 É quase impossível
para um oriental ser uma coisa ou outra. O oriente conhece metafísica muito
bem para que isso aconteça. A verdadeira objeção filosófica que um cristão
poderia apresentar à religião de Omar não é, por certo, a de não conceder
um lugar para Deus, mas sim a de lhe dar espaço demais. É de um teísmo
terrível que não consegue imaginar nada exceto a divindade, e nega
completamente os elementos da personalidade e da vontade humana.
A bola não questiona “sim” ou “não”,
Mas vai aqui e ali, conforme bate o jogador;
E ele, que a lançou neste campo,
Ele tudo sabe – ele sabe – ele sabe!151
Um pensador cristão como Agostinho ou Dante se oporia a isso porque
ignora o livre-arbítrio, que é o valor e a dignidade da alma. A contenda da
alta cristandade com esse tipo de ceticismo, no mínimo, não é porque o
ceticismo nega a existência de Deus; é porque nega a existência do homem.
No culto dos que buscam o prazer pessimista, o Rubáiyát tem lugar de
destaque em nossa época; mas não está sozinho. Muitas das inteligências
mais brilhantes de hoje têm nos incitado a semelhante desfrutar súbito de
prazeres excepcionais. Walter Pater152 disse que estamos todos sob
sentença de morte, e o único curso possível é o desfrutar de deliciosos
momentos por amor aos próprios momentos. Semelhante lição foi ensinada
pela poderosa e infeliz filosofia de Oscar Wilde. É a religião do carpe
diem.153 No entanto, a religião do carpe diem não é a religião das pessoas
felizes, mas a das absolutamente infelizes. A grande alegria não colhe o
botão de rosas quando pode;154 seus olhos estão fixos na rosa imortal vista
por Dante.155 A grande alegria traz em si o sentido da imortalidade; o
próprio esplendor da juventude é a sensação de que há muito espaço para
esticar as pernas. Em toda a grande literatura cômica, em Tristram
Shandy156 ou Pickwick,157 há um senso de espaço e incorruptibilidade;
sentimos que as personagens são seres imortais numa lenda interminável.
É bem verdade, claro, que uma felicidade pungente surge, sobretudo, em
alguns momentos fugazes; mas não é verdade que deveríamos pensá-los
como passageiros, ou desfrutá-los simplesmente “por amor aos próprios
momentos”. Fazer isso é racionalizar a felicidade e, portanto, destruí-la. A
felicidade é um mistério, como a religião, e nunca deve ser racionalizada.
Suponhamos que um homem experimente um esplêndido momento de
prazer. Não quero dizer algo com um verniz de felicidade; falo de algo
como uma violenta felicidade interior – uma felicidade quase dolorida.
Alguém pode ter, por exemplo, um momento de êxtase no primeiro amor,
ou um momento de vitória numa batalha. O amante desfruta o momento,
mas não por causa do momento. Ele o desfruta pela mulher, ou para o
próprio bem. O guerreiro desfruta o momento, mas não pelo momento;
desfruta-o por causa da bandeira. A causa que a bandeira representa pode
ser tola e passageira; o amor pode ser apenas um arrebatamento juvenil, e
durar uma semana. Mas o patriota acredita na bandeira como eterna. O
amante vê seu amor como algo que não pode terminar. Esses momentos são
repletos de eternidade; esses momentos são jubilosos porque não parecem
transitórios. Uma vez que os olhemos como momentos à maneira de Pater,
se tornam tão frios quanto Pater e seu estilo. Os homens não podem amar
coisas mortais. Só conseguem, por um instante, amar as coisas imortais.
O erro de Pater é revelado em sua expressão mais famosa. Ele nos convida
a “arder com o inflexível fulgor de uma pedra preciosa”.158 O brilho nunca
é rijo e nunca se parece com uma jóia – não pode ser manuseado ou
organizado. Do mesmo modo, as emoções humanas nunca são inflexíveis e
nunca se parecem com jóias. São sempre perigosas, assim como o brilho
das chamas, ao toque ou mesmo à averiguação. Há somente um modo pelo
qual as paixões podem ser rijas e se assemelharem às pedras preciosas:
tornarmo-nos frios como os diamantes. Até então, nenhum golpe aos
amores e às gargalhadas espontâneas dos homens foi tão esterilizante
quanto esse carpe diem dos estetas. Para qualquer tipo de prazer, é preciso um espírito totalmente diferente; certa timidez, certa esperança vaga, certa
expectativa infantil. Pureza e simplicidade são essenciais às paixões – sim,
mesmo às vis paixões. Até o vício exige uma espécie de virgindade.
O efeito de Omar (ou de Fitzgerald) sobre o outro mundo pode ser
afastado, mas sua mão sobre este mundo tem sido pesada e paralisante. Os
puritanos, como disse, são muito mais alegres. Os novos ascetas que
seguiram Thoreau159 ou Tolstói160 são companhias mais cheias de vida;
pois, embora o abandono à bebedeira e aos semelhantes luxos nos possa
parecer uma negação inútil, ele pode legar ao homem inumeráveis prazeres
naturais, e, acima de tudo, submetê-lo ao poder natural da felicidade.
Thoreau podia apreciar o nascer do sol sem uma xícara de café. Se Tolstói
não podia admirar o casamento, ao menos era bastante saudável para
admirar a lama. A natureza pode ser apreciada mesmo sem a maioria dos
confortos naturais. Um belo bosque não necessita de vinho. No entanto,
nem a natureza nem o vinho, nem nada mais, pode ser apreciado se
assumirmos uma postura errada em relação à felicidade, e Omar (ou
Fitzgerald) tinha uma postura errada em relação à felicidade. Ele e aqueles a
quem vem influenciando não percebem que se pretendemos ser
verdadeiramente felizes, devemos acreditar que há uma felicidade eterna na
natureza das coisas. Não conseguimos apreciar plenamente nem mesmo um
pas-de-quatre161 num baile público a menos que acreditemos que as
estrelas estejam dançando a mesma música. Ninguém pode ser realmente
hilário senão o homem sério. “O vinho”, diz a Escritura, “alegra o coração
do homem”,162 mas somente do homem que tem coração. O chamado
espírito elevado163 é possível somente ao homem espiritual. No fim das
contas, um homem não pode se alegrar com nada, a não ser com a natureza
das coisas. No fim das contas, um homem não pode se alegrar com nada, a
não ser com a religião.
Outrora, na história do mundo, os homens realmente acreditaram que as
estrelas dançavam ao som da música dos templos, e dançaram como nunca
se dançara desde então. A respeito desse antigo eudaimonismo164 pagão, o
sábio do Rubáiyát tem tão pouca relação quanto a tem com um cristão de
qualquer denominação. Não é um adorador de Baco nem um santo. A igreja
de Dionísio era fundada num sério joie-de-vivre como a de Walt
Whitman.165 Dionísio fez do vinho não um remédio, mas um sacramento.
Jesus Cristo também fez do vinho não um remédio, mas um sacramento. Mas Omar o fez não um sacramento, mas um remédio. Festeja não porque a
vida é prazerosa; diverte-se porque não está feliz. Diz: “Bebei, pois não
sabeis de onde vindes nem por quê. Bebei, pois não sabeis quando nem
aonde ireis”.166 Bebei, porque as estrelas são cruéis e o mundo é tão sem
propósito quanto um pião. Bebei, porque não há nada em que valha a pena
crer, nada por que lutar. Bebei, porque todas as coisas se passam numa
regularidade ignóbil e numa paz nociva. Dessa maneira, o poeta nos oferece
a taça que está em suas mãos. E no altar-mor da cristandade se encontra
outra personagem, em cujas mãos também há um cálice de vinho. Ele diz:
“Bebei, pois todo o mundo é tão vermelho quanto o vinho, tão carmesim
quanto o amor e a ira de Deus. Bebei, pois já soam as trombetas da batalha
e esta é a taça transbordante. Bebei, pois este é o meu sangue, o sangue da
nova aliança que é derramado por vós. Bebei, pois Eu sei de onde vindes e
por quê. Bebei, pois Eu sei aonde ireis e quando”.
145 Referência ao monumento ao grande incêndio de Londres, construída por Sir Christopher Wren (1632–1723) entre 1671 e 1677. O monumento, erigido próximo ao local onde iniciou o grande incêndio de Londres em 1666, é uma coluna de pedra em estilo dórico e tem cerca de 60 metros de altura.
146 Edward Fitzgerald (1809–1883) publicou, em 1859, a versão poética traduzida para o inglês da obra Rubáiyát do poeta iraniano Omar Khayyām (1048–1131) e tal trabalho se tornou imensamente popular, embora a obra guarde pouca relação com o texto original.
147 Chesterton, sem dar crédito, cita o livre-pensador secularista e editor George William Foote (1850–1915), anteriormente mencionado no capítulo II, que se refere ao autor persa como “the sad-glad old persian” no ensaio “Rose-water Religion” de 1894.
148 Rua de Londres que seguia o mesmo trajeto do antigo fosso romano, construído fora dos muros de Londres. No século XIX era o local onde se aglomeravam miseráveis e bêbados.
149 Algo como: “Então passem a taça, camaradas, / E deixem a sidra rolar”. A graça está no último verso, que reproduz a fala de bêbado: “and let the zider vlow” ao invés de “and let the cider flow”.
150 Provável referência à obra de John M. Robertson (1859–1933), jornalista inglês, defensor do racionalismo e do secularismo. Foi membro do parlamento pelo Partido Liberal e discípulo de Charles Bradlaugh (1833–1891). Em A Short History of Freethought Ancient and Modern, cujo primeiro volume apareceu em 1899, há um capítulo “Freethought under Islam” onde o autor se refere ao persa nesses termos.
151 A presente estrofe é uma tradução literal (e livre) da quadra LXX de Fitzgerald que diz: “The Ball no Question makes of Ayes and Noes, / But Right or Left as strikes the Player goes; / And He that toss’d Thee down into the Field, / He knows about it all–HE knows–HE knows!”. Atualmente, vários estudiosos já contestaram a seriedade desta tradução, dentre eles, Jorge Luis Borges (1899–1986) que, num ensaio chamado “O enigma de Edward Fitzgerald”, atribuiu ao inglês a “invenção” dos Rubáiyát. A presente estrofe, se confrontada com várias traduções para o português da mesma obra, parece não corresponder a nenhuma passagem. Se fizermos uma tradução mais literal do poema diretamente do persa o trecho ficaria da seguinte forma: “No jogo cósmico de polo és a bola / À direita e à esquerda do bastão fica a tua vocação / É ele quem te move, levanta ou faz cair / Ele é aquele, o único, que tudo sabe”.
152 Walter Horatio Pater (1839–1894) foi um ensaísta, crítico de arte e escritor de ficção inglês. Neste e nos parágrafos seguintes, Chesterton está fazendo referência à famosa conclusão de Pater na obra Studies in the History of Renaissance de 1873, chamado a partir da segunda edição de The Renaissance: Studies in Art and Poetry. Sobre o lema e filosofia de Pater, ver capítulo XVII.
153 Expressão tirada de um verso do poeta Horácio (65 a.C.–8 a.C.) em Odes, Livro I, 11, 8 que diz: “Carpe diem quam minimum credula postero” [Colhe o instante, sem confiar no amanhã]. Interpretada como “aproveite o momento” ou “desfrute o dia”.
154 Referência aos versos de abertura do poema “To the Virgins, to Make Much of Time” de Robert Herrick (1591– 1674): “Gather ye rosebuds while ye may / Old Time is still a-flying; / And this same flower that smiles today, / Tomorrow will be dying”.
155 Referência à visão que o poeta tem da rosa mística ao centro da rosa dos beatos como luz, fulgurante, no Empíreo. Ver canto XXX e XXXI do “Paraíso” na Divina Comédia de Dante Alighieri (1265–1321).
156 Referência ao romance The Life and Opinions of Tristram Shandy, Gentleman de Laurence Sterne (1713–1768), fortemente influenciado por François Rabelais (1494–1553) e Miguel de Cervantes (1547–1616). A obra compreende nove volumes e influenciou muitos escritores modernistas como Virginia Woolf (1882–1941) e James Joyce (1882– 1941).
157 Referência ao romance de Charles Dickens (1812–1870), The Pickwick Papers, lançado em formato de folhetim de 1836 a 1837, em que o autor faz várias críticas à sociedade vitoriana.
158 A expressão aparece na conclusão da já citada obra de Walter Pater sobre a Renascença.
159 Henry David Thoreau (1812–1862) foi um poeta, historiador e filósofo norte-americano, cuja tese da desobediência civil influenciou o pensamento político de muitos filósofos e ativistas como seu contemporâneo russo, Liev Tolstói, e posteriormente, Gandhi (1869–1948) e Martin Luther King, Jr. (1929–1968). Também defendia a volta à natureza, o abandono do desperdício e da ilusão para descobrir as necessidades essenciais da vida.
160 Liev Nikoláievich Tolstói (1828–1910) foi um dos grandes escritores russos. No fim da vida se tornou um pacifista e pregou uma vida simples em contato com a natureza. Chesterton discorrerá sobre o autor, neste livro, no capítulo X.
161 Um divertissement de balé com quatro bailarinos, cuja primeira coreografia ocorreu em 1845, em Londres, e alcançou enorme sucesso.
162 Sl 103, 15.
163 Há, nesta passagem, um duplo sentido intraduzível, pois o termo spirits, além de indicar disposição, temperamento, vigor ou vivacidade, em inglês pode significar bebida alcoólica.
164 Doutrina segundo a qual a felicidade é o valor supremo, critério último da razão e objetivo da vida humana.
165 Walt Whitman (1819–1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, considerado “o pai do verso livre”. Embora fosse defensor de um estilo de vida “vagabundo”, propunha a abstinência alcoólica. Em termos de religião era bastante cético em relação às igrejas; politicamente, propunha uma visão igualitária das raças. Na principal obra, Leaves of Grass, de 1855, podem ser vistos traços de homossexualismo, fato que escandalizou seus contemporâneos.
166 Quadra LXXIV da tradução de Fitzgerald. Em inglês: “Drink, for you know not whence you come nor why. / Drink, for you know not when you go nor where”.