Indícios de Oiro
Pied-de-Nez
Lá anda a minha Dor às cambalhotas
No salão de vermelho atapetado —
Meu cetim de ternura engordurado,
Rendas da minha ânsia, todas rotas...
O Erro sempre a rir-me em destrambelho — Falso mistério, mas que não se abrange... De antigo armário que agoirento range,
Minha alma atual o esverdinhado espelho...
Chora em mim um palhaço às piruetas;
O meu castelo em Espanha, ei-lo vendido — E, entretanto, foram de violetas,
Deram-me beijos sem os ter pedido...
Mas como sempre, ao fim — bandeiras pretas, Tômbolas falsas, carrossel partido...
Paris, novembro de 1915