O Contrato

DM Pager · Capítulo 23 de 28

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O Contrato

Capítulo 23

 

 

Marcus me encarava com uma expressão entre surpreso e assustado. Enquanto eu esperava que ele dissesse algo, sentindo todo o sangue pulsar em minha cabeça. Havia jogado todo o plano pelo ralo, depois que já havia soltado tudo sem a porcaria de um filtro. Mas se ele sufocava, eu sufocava.

– Está falando sério?

– Estou a tanto tempo falando sério, Marcus. Você não tem noção. Sabe os planos? Eu fiz alguns para mim, pela primeira vez na minha vida eu fiz planos e queria realmente segui-los. Mas eu tenho você ou pelo menos eu acho que tenho. Eu não queria falar, porque estou cansada de me machucar..., mas isso estava se tornando impossível a cada dia. Então eu nunca estive falando tão sério em toda minha vida.

Marcus abriu e fechou a boca algumas vezes como se ainda estivesse absorvendo minhas palavras, enquanto meu coração batia em meus ouvidos tão alto que me deixou surda.

– Isso quer dizer... que você me ama mesmo?

Assenti.

– De verdade? – Segurou as mãos atrás de sua cabeça me olhando nos olhos. Como se minhas palavras não tivessem passado de uma alucinação.

– Total.

– Então você vai ficar comigo? – Apontou a si mesmo – E não vai embora?

– Eu disse que te amo.

Me assustei com a velocidade que ele usou para se jogar a minha frente, suas mãos segurando minha cintura com força. Seu olhar tão profundo que chegava a me perder.

– Eu estou perguntando se vou estar com você hoje e sempre... ou se apenas me ama, mas não me quer porque fui um idiota a maior parte do tempo.

– Eu te amo e sonho todos os dias com você a meu lado. Eu odeio clichês, mas é isso. Mesmo tendo sido um idiota, eu ainda estou aqui.

– Isso quer dizer...

– Que não sei o que dizer, além de estar com medo de me machucar caso você mude de uma hora para outra.

– Eu não vou mudar, eu prometo – Distribuiu beijos por meu rosto – Eu juro, eu faço qualquer coisa para te provar isso. Tudo o que me pedir. – Me apertou em seu abraço.

– Não me machuque mais porque você sabe de tudo agora. Eu te amo desde o primeiro dia que te vi, mesmo sem saber. Aguentei mais do que eu poderia achar suportar então... lembre-se disso.

– Eu vou me lembrar, todos os dias – Me beijou – Todo instante, todo o momento, por favor só fica comigo e esquece esse Victor.

Sorri.

– Victor é meu amigo.

– Meu também. –Ironizou. –Eu não gosto dele.

Ficamos em silêncio por uma fração de segundos, antes de levantar seu olhar para me encontrar. Marcus Foster era meu fim.

– Quero que me diga todas as vezes que eu fizer algo errado, geralmente eu não enxergo as merdas que faço. E eu não quero te magoar mais, nunca mais. Então não suma como você faz, por Deus eu tenho vontade de te caçar quando faz isso. Apenas me diga.

– E o que você vai fazer?

– Tudo o que estiver ao meu alcance para reverter a situação.

– Isso é bom.

– Eu te amo – Sussurrou contra meu pescoço – Venho querendo te dizer isso a muito tempo. E é tão bom poder fazer isso de novo.

Afaguei seu cabelo. Se fosse um sonho, gostaria de não acordar. Ainda tínhamos algumas coisas no caminho, como Abby. Minha tolerância estava a um passo de explodir, não falaríamos disso agora.

– Pode ficar essa noite? – Me fitou.

– Não.

– Amanhã, é domingo.

– Eu sei – Sorri – Não vamos com muita sede ao pote.

– Isso é tipo um teste? – Uma ruga se formou em sua testa– Fique sabendo que me auto testei e não gostei disso. Por favor, fique. Está me devendo um café da manhã.

Bufei.

– Corremos o risco da sua amiguinha aparecer de novo?

– Não, a essa hora muito provavelmente ela está com raiva de mim. Pode rir. – Falou.

– Eu não vou mesmo adorando essa situação – O beijei – Vou ligar pra Santana. Pode engolir esse sorrisinho.

Marcus se sentou a meu lado, entrelaçou nossos dedos e passou um bom tempo encarando nossas mãos. Tentei ser o mais breve possível, não era hora de fazer um relatório. Então desliguei e o encarei, ele abriu o sorriso mais lindo que vi dar nas últimas semanas.

– Estou me sentindo um adolescente. – Escondeu o rosto em meu ombro.

– Estou percebendo. Um adolescente hormonal. – Ri.

Sua gargalhada quebrou qualquer vestígio de silêncio, então minha tolerância a bom comportamento foi para o espaço e me joguei em seu colo. Era tão bom estar ali e beijá-lo de verdade. Todos os meus filtros foram puxados para fora de mim depois que o beijei e dessa vez foi diferente porque ele me beijou.

– Quero te dar uma coisa – Soltou meu lábio e me levantou com ele.

Marcus apagou as luzes durante o trajeto até o quarto. Antes de me dar a tal coisa, passei no banheiro e escovei os dentes, consegui uma escova reserva emprestada. E uma camisa também, estava me sentindo sufocada de jeans o dia todo.

Ele sorriu.

– Para – Avisei antes de me sentar em sua cama.

– O que foi?

– Está sendo um adolescente hormonal de novo. – Lhe joguei o travesseio.

– Desculpa. – Passou as mãos pelo cabelo e respirou, ainda com o sorriso bobo.

Cruzei minhas pernas enquanto o observava entrar em seu closet, ouvi barulho de zíperes o tempo todo até voltar. Segurava uma caixa pequena e eu já imaginava o que seria.

– Isto está guardado desde o Natal. Tudo aconteceu rápido demais e não tive tempo para assimilar. Era para ser um gesto de amizade, mas eu sabia que nada tinha a ver com amizade. Então você sumiu – Abriu a caixinha me apresentando um anel.

Era um anel bem caro para ser mais clara.

– Eu quero te dar agora, com um significado totalmente diferente, quero um compromisso, quero que olhe para ele e saiba que eu te amo de verdade. Ele está cansado de ficar nessa caixinha – Sorriu o tirando de lá – Posso?

Agora eu parecia uma adolescente apaixonada. Estendi a mão esperando ver em que dedo ele colocaria. Então lá estava ele, um compromisso sério.

– Quer namorar comigo? – Perguntou sério.

– Você devia fazer o pedido primeiro, colocar o anel depois.

Me puxou para seu colo.

– Você poderia dizer não. – Me roubou um beijo.

– Quando vamos contar a sua família?

– Nora não para de encher o saco, podemos ir amanhã fazer uma visita surpresa.

– Volte a se aproximar da Leslie, ela sente sua falta.

Marcus beijou meu cabelo.

– Foi ela que me fez ir atrás de você e ir as sessões também. Estamos indo bem.

– Ela sabe?

– Agora sabe.

Passamos o resto da noite conversando, Marcus era outra pessoa, sem sombras. Sem arrogância ou qualquer coisa que cheguei a repudiar em suas atitudes. As vezes ele ficava me encarando, então sorria quando era pego de surpresa ou mexia em meu cabelo ou me beijava sem avisos. Não passaríamos disso essa noite, eu queria aproveitar cada segundo dessa nova existência antes de sair da bolha da inocência. Queria mostrar que poderíamos nos amar de maneira simples.

– Está dormindo? – Sussurrou contra minha cabeça.

– Não.

– Posso fazer uma pergunta? – Seus dedos afagaram minha cintura.

– Pode.

– Me leva pra Phoenix com você?

Me afastei o encarando, estava tentando não rir.

– Não. – Menti.

– Por que não?

– Vou ficar nervosa.

– Juro que não faço nada.

– Vou pensar no seu caso – Segurou meu rosto antes que eu pudesse me virar se jogando em cima de mim.

– Pensa agora.

– Não. – Tentei tira-lo de cima de mim.

Beijou meu pescoço.

– Não vou deixá-la dormir enquanto não me der uma resposta.

– Se eu disser não?

– Não vou mentir, vou atrás de você mesmo de longe.

O encarei.

– Eu falei que eu não ia mentir.

– Tá legal e se eu disser sim?

– Vou ser o homem mais feliz dessa noite.

– Tá, eu deixo você ir, mas com uma condição.

– Todas as condições que me impor.

– Você vai se comportar quando conhecer meus amigos.

– Victor e eu já somos amigos. – Fez uma careta.

Gargalhei.

– Já pode parar de ser falso.

Me beijou.

– Não estou sendo falso, sou legal com os amigos da minha mulher.

– Sua mulher.

– Minha e que nessa noite não vai conseguir me deixar dormir – Segurou meu rosto – pois essa noite, eu não quero dormir – Beijou meu ombro – Só quando nos cansarmos e que se dane o primeiro dia. Vamos pular para a primeira noite.

Então essa era a primeira manhã que eu verdadeiramente acordava ao lado de Marcus Foster e me sentia bem com isso. Me sentia na Disney dos adultos e ele havia sido meu brinquedo preferido durante toda a noite, pensei de quantas maneiras Abby tentaria se matar depois que soubesse disso tudo e isso me agradava.

– Vai ficar me encarando mesmo?

– Desculpa. Estou apenas tentando não acordar.

Marcus pressionou os lábios em minha testa e afagou meu cabelo.

– Isso não é um sonho, certo? Você está comigo e vai estar por pelo menos, para sempre.

– Gostei disso.

– Eu tomei um banho enquanto você dormia. Já fiz seu café da manhã e se não se importa atendi seu celular. Era Caroline.

Claro, Caroline acabou de anunciar no The New York Times a essa hora. Marcus deixou uma toalha para mim ao lado da dele, assim como a escova de dente da noite passada e seu chinelo que no meu pé não ficava diferente de uma prancha de surfe.

Marcus me esperava na cozinha quando voltei. Acho que ele nunca havia feito uma mesa para dois antes, mas não comentei a respeito, me sentei a seu lado e tomamos nosso primeiro café da manhã sem clima pesado, xingamento na ponta da língua, tensão e tantas outras sensações negativas que costumavam nos acompanhar.

O ajudei na limpeza assim que terminamos o café, precisava passar em casa tomar outro banho e me arrumar para rever a família Foster. Ele estava bem mais animado do que eu, era como se estivesse levando a primeira namorada para a família conhecer. Eu sabia que assim que pisasse em meu apartamento Caroline se jogaria a minha frente e me obrigaria a dar detalhes. Isso seria fácil se Marcus não estivesse indo também. Achei melhor avisar Santana para controla-la.

– Não se assuste, elas não mordem.

– Está com medo de deixarem escapar algum segredo?

– Não – Segurei sua mão o levando para o elevador. Marcus era o primeiro cara sóbrio que eu levava ali e de dia.

Ignorei a vizinha do apartamento da frente quando sorriu sugestiva a ele, então usei minha chave para abrir a porta ao invés de tocar a campainha. Não queria uma surpresa na porta. Santana atravessava o corredor e Caroline estava enrolada no cobertor com um pote de pipoca e provavelmente um minúsculo pijama. Assistia Friends – de novo – e em tempo recorde ela soltou tudo e se pôs de pé o sorriso rasgando seu rosto.

– Santana – Gritou Caroline –Temos visitas.

Marcus abriu um sorriso divertido.

– Não vou fazer apresentações – Avisei.

– Não precisa, já nos conhecemos mesmo – Falou ainda com o mesmo sorriso. Santana apareceu pouco depois.

– Olá, Marcus.

– Olá.

– Caroline você ia me ajudar com aquelas roupas... – Santana a chamou.

– Não ia não. Vocês não precisam me tratar como se eu fosse agir como uma idiota – Nos encarou.

– Você sempre age como uma. – Santana murmurou.

– Tudo bem Santana, Caroline vai se comportar. Não vai?

– Vou.

Encarei Marcus e o beijei.

– Não demoro, não acredite em tudo o que ela diz e não se preocupe Caroline é inofensiva.

– De idiota a cachorro. Muito obrigada, eu ainda estou aqui.

Beijei seu cabelo antes de seguir Santana até o quarto. Ela me encarou depois que fechei a porta, não consegui esconder o mesmo sorriso que Caroline havia feito na sala. Estava tão feliz que chegava a ser ridículo, mas eu estava.

– Então era só um passeio e você passa a noite na casa dele. Vocês...

Estendi a mão mostrando o anel, Santana fez um perfeito O com os lábios pequenos. Geralmente guardava suas emoções para ela.

– Vocês...

– Estamos namorando e eu sei que parece loucura, que aconteceu muito rápido, mas... eu o amo. Ele foi tão perfeito e acho que ainda estou sonhando.

– E Phoenix?

– Vou leva-lo – Sorri – Depois de uma chantagem emocional e como ele é bom nisso. – Abri meu guarda-roupa – Vamos a casa dos pais dele. Acho que está na hora de ser oficialmente a nova Foster.

– Ele realmente a esqueceu?

A encarei.

– Acha que iria tão longe se não tivesse essa certeza? –Santana suspirou me puxando para um abraço.

– Fico muito feliz por você, garota. Sempre que precisar estaremos aqui, sabe, ombro amigo.

– Obrigada, eu tenho certeza que esse é o melhor lugar que vou saber procurar. Agora me ajuda com uma roupa antes que Caroline o pire na sala.

Em vinte minutos já estava pronta, Caroline gargalhava escandalosamente na sala e de alguma maneira isso divertia Marcus. Definitivamente ele não era mais o cara que conheci, ele estava sorrindo. E não era forçado e ele ficava lindo relaxado.

– Estou pronta – Avisei – Do que estão rindo?

– Segredo – Caroline piscou.

– Eu tenho medo disso – Segurei a mão de Marcus – Então não quero saber por ora.

– Você está linda.

– Isso é tão...

– Cala a boca Caroline – Puxei Marcus para a porta.

Ele ainda sorria quando entramos no elevador, seus braços me envolvendo em um abraço perfeito.

– O que vai dizer a eles quando chegarmos lá? – Perguntei quando entramos no carro.

– Que somos namorados e que agora é oficial.

– Eles vão acreditar?

– Isso não é uma farsa – Beijou minha bochecha – Eles vão acreditar querendo ou não.

Marcus cantarolou uma música animada até o outro lado da cidade, sempre tocando minha mão ou sorrindo de lado. Tudo ainda parecia um sonho, ele estava ali e estava comigo. Ele disse que me ama e quer ficar comigo. Ele estava bem, eu poderia aguentar numa boa toda essa realidade.

Podia sentir seu coração batendo rápido depois que quebramos o abraço, quando deixamos a garagem da casa de seus pais tempo depois. Ele também estava nervoso o que já me deixava um pouco melhor.

– Nora vai surtar – Avisei.

– Ela vai te roubar o resto do dia.

– Não se você não deixar. – Pisquei.

– Você sabe que vou perder para ela – Beijou meu cabelo – Ela gosta de você. E acredite, a Leslie também.

– Estão todos aqui?

– É dia de almoço em família. Então todos vão estar.

Marcus me contou um pouco do que Caroline disse e percebi que era mais para quebrar o nervoso. Ele me encarou antes de tocar a campainha.

– Marcus e Sara? – Seu pai estava surpreso.

– Oi pai – Marcus me puxou para dentro.

– Que surpresa boa, seja bem-vinda de volta Sara.

– Obrigada, Tony.

– Vocês estão...

– Calma, vou anunciar a família toda. – Marcus o parou.

Ganhamos olhares engraçados, seja pela forma como Marcus sorria ou pela sua mão na minha.

– Sara – Nora me sufocou – Vocês...

Marcus me puxou.

– Estamos namorando e agora é oficial. Sara e eu nos resolvemos e estamos juntos – Marcus parecia sem jeito, seu sorriso era envergonhado – Eu a amo.

– Isso é sério? – Nora perguntou.

– É – Falei – Agora é realmente algo sério – Encarei Marcus.

– Isso quer dizer que temos que comemorar! – Nora gritou.

Agora todos pareciam saber que o antigo namoro era uma farsa. Na verdade, todos sempre souberam e mesmo assim, de alguma maneira gostavam de mim a ponto de não me chutarem de suas casas. Marcus não me soltou em nenhum momento. Talvez isso me incomodasse se fosse com outra pessoa, mas era ele e estar com ele parecia o certo. Nos perdemos em alguns assuntos quando esquecíamos de todos e apenas nos encarávamos e sorriamos um ao outro. Uma alegria sufocante me atingia todas as vezes que eu respirava fundo.

Eu devia ter ajudado Sandra e as meninas, mas não movi um músculo. Enquanto Tony e os rapazes conversavam, Marcus sussurrava alguma coisa em meu ouvido e assim retornávamos o nosso assunto. Até a hora do almoço, não havíamos feito nada, além de nos comunicar. Marcus anunciou que viajaria comigo e pareceu que eu havia feito o convite, afinal é claro que ele não diria que chorou para me seguir.

Ficamos para a sobremesa e tive um tempo com Leslie, o único tempo permitido sem Marcus. Leslie é o tipo de mulher que não enrola no que quer falar e não fica para escutar o que não lhe agrada, isso pode fazer com que pareça uma pessoa ignorante, mas eu prezo essas qualidades e para mim ela é incrivelmente encantadora. Era grata por eu ter trago Marcus de volta, não queria esse rótulo, mas eu o tinha agora.

– Acho que eu preciso dormir em casa essa noite. Amanhã eu levanto cedo – Avisei quando entramos no carro.

– Posso te levar amanhã.

– Marcus.

Fez uma careta.

– Garanto que é melhor dormir comigo do que ouvindo Caroline.

– Você tem toda razão, mas Caroline eu posso parar. Você não.

Sorriu beijando minha bochecha.

– Tem certeza que não quer dormir comigo essa noite? – Perguntou desafiadoramente.

– Não vamos dormir.

– Por que acha isso?

– Marcus. – O encarei.

– Podemos conversar até pegar no sono. Eu também trabalho amanhã, te deixo no café e vou para o trabalho. Eu prometo.

– Eu não confio em você.

– Estou dando a minha palavra.

– Se você não dormir eu pego o primeiro táxi para casa – Avisei e ele riu.

– Eu sei que você também não quer dormir – Murmurou.

– Eu ouvi isso.

Estar de volta ao apartamento de Marcus era como estar em casa, o que era estranho. Ainda eram nove da noite, não estava com sono e como não queria tentar dormir, Marcus me mandou escolher um filme e levar para o quarto. Ele aprontava na cozinha, porque era a única coisa que ele sabia fazer em uma cozinha. Quando voltei, trazia uma bandeja com morango, vinho e uma pequena travessa de chocolate. E aquele sorriso tentando me agradar estava lá de novo.

– O que é isso?

– Estou te agradando.

Sorri.

– Está conseguindo. O que mais irá fazer para me agradar? – Perguntei enquanto me afastava e ele se sentava atrás de mim. Depositou um beijo em minha nuca.

– O que mais você quiser que eu faça.

– São tantas coisas – Brinquei.

– A primeira e mais importante. – Beijou minha nuca.

– Me faça mais feliz do que estou. Porque isso ainda parece um sonho.

– Mas não é – Me apertou – E essa frase é minha.

Sorri.

– Vou me esforçar e fazer o impossível para provar todos os dias que o que sinto é mais que amor. E isso vai durar por muito tempo, até você querer ser a senhora Foster.

– E você quer que eu seja?

– Não quero te assustar..., mas eu quero e muito. Você não devia ter me feito dizer isso agora. – Resmungou.

Me virei para fita-lo e havia um certo medo em seus olhos.

– Sara Malvin Foster, soa bem.

Sorri.

– Não brinca com isso.

– Não estou brincando nem assustada por estar ouvindo isso cedo demais, estou surpresa apenas por você pensar assim.

– Eu me achei incapaz de amar outra pessoa nessa vida e sei o quão ruim o outro lado disso tem. Mas estou me arriscando e abrindo mão da minha sanidade de vez porque só o fato de você não ser totalmente minha ainda me deixa frustrado e um tanto paranoico. Eu estou com medo de amanhã você simplesmente não me querer e me mandar sumir como fez em seu apartamento. Aquilo doeu demais, porque você consegue ser a droga de uma ditadora quando quer. Eu aceito isso de qualquer outra pessoa porque não iria doer, mas eu estou completamente apaixonado por você e isso dói. – Eu me sentia tão viva. Tão vitoriosa e triunfante enquanto esmagava meus lábios aos dele de forma ardente e pressionava seu rosto mais ao meu. – Você vai ser o meu fim.

– Não – Segurei seus cabelos – Sou o começo.