Os Números do Amor
Capítulo 10
Depois do jantar, os dois caminharam pelas ruas ladeadas de lojas de departamento chiques e arranha-céus ostentando o nome de grandes instituições bancárias. O fluxo de pedestres — turistas, locais bem agasalhados e jovens em roupas de sair — entupia as calçadas e se espalhava pelas vias, por onde os veículos se arrastavam com vagar.
Ela nunca se dera ao trabalho de vivenciar a Bay Area à noite. Para sua surpresa, estava se divertindo. Em termos de acompanhante, Michael era o pacote completo. Ótimo na cama e fora dela. Suas demonstrações de carinho em público tinham tudo para deixá-la envergonhada, mas até então ela tinha adorado. Quem não gostaria de ser beijada por ele em locais públicos, para que as pessoas pudessem ver, admirar e morrer de inveja? Ele segurava sua mão sempre que podia, e a conversa fluía com facilidade. Em geral, ela não gostava de novidades, mas se sentia segura com Michael. Ao lado dele, Stella se sentia parte da agitada noite de San Francisco, não apenas uma espectadora. Era incrível estar em meio à multidão e não se sentir sozinha.
Eles se aproximaram das cordas de veludo onde mulheres com pouquíssima roupa e homens de terno aguardavam em uma longa fila. Um segurança esquadrinhou o corpo e o rosto de Stella, fazendo-a se inclinar contra Michael.
“É aqui o lugar?”, ela perguntou, sentindo a ansiedade vir à tona.
Ele a abraçou e confirmou com a cabeça. Então falou para o segurança: “A gente deve estar na lista. O nome é…”.
O segurança apontou com a cabeça raspada para a entrada. “Podem entrar.”
Michael deu um beijo de leve na têmpora de Stella, segurou-a pelo cotovelo e entrou com ela pela porta da frente da 212 Fahrenheit. Outro segurança, que cuidava da porta, acenou para ele.
“Deixaram a gente entrar porque acham que sua presença vai ser boa pros negócios”, Michael murmurou em seu ouvido.
Suas bochechas esquentaram, e ela tentou não deixar aquelas palavras subirem à sua cabeça. Stella havia se maquiado e arrumado o cabelo para aquela noite. Não era ela de verdade.
Um número razoável de pessoas circulava pelo lugar. Stella cerrou os punhos e tentou se preparar para o que viria. Já havia ido a jantares beneficentes e festas da empresa. Aquilo não seria problema. O ruído das conversas, misturado com a batida da música eletrônica, preencheu seus ouvidos. Por sorte, nada muito alto. Ela ainda conseguia pensar.
O espaço era amplo, decorado num estilo minimalista e moderno, com vigas metálicas expostas em ângulos agudos. Um bar enorme ocupava os fundos do recinto, e um DJ comandava a música de uma cabine no alto da parede adjacente. Havia poucos lugares onde sentar, só alguns sofazinhos dispostos ao redor de mesas baixas de metal. Havia quatro delas em toda a casa, duas já ocupadas.
“Quero uma dessas mesas.” A voz dela saiu convicta e firme, o que a tranquilizou, aliviando o buraco no estômago. Estava se saindo bem.
“Não são de graça.”
Ela pegou o cartão de crédito da parte de cima do vestido justo safira e entregou para Michael, dando risada quando ele abriu um sorriso surpreso. “Eu não tinha onde mais colocar.”
Michael passou as mãos pelas suas costas e a puxou mais para perto. “O que mais tem aí?”, perguntou, espiando seu decote modesto.
“Minha carteira de motorista.”
“Eu tenho bolsos, sabe? Posso guardar suas coisas.”
“Nem pensei nisso. Deixei meu celular em casa porque não tinha onde enfiar.” Devia ser por motivos como aquele que as mulheres namoravam.
Só que ele não era seu namorado.
A ponta do dedo de Michael se insinuou para dentro do decote. Acabou esbarrando em um mamilo, fazendo o sangue dela disparar e o seio inchar antes que ele encontrasse e retirasse a carteira de motorista. Pelo brilho no olhar dele, Stella percebeu que não havia sido por acidente.
A expressão de Michael se amenizou enquanto passava o polegar por cima da fotografia no documento. Na imagem desatualizada, ela parecia mais jovem e extremamente tímida — uma descrição perfeita para a época em que foi tirada. Stella gostava de pensar na sofisticação que havia adquirido desde então. Era só ver onde ela estava agora.
“Isso foi logo depois de terminar o pós-doutorado.”
“Quantos anos você tinha?”
“Vinte e cinco.”
Os cantos da boca dele se curvaram num sorriso. “Parece dezoito. E agora você não parece ter mais de vinte e um.”
“Me deixa mostrar o contrário comprando bebidas.”
Sentindo-se inebriada e empoderada, ela caminhou até uma das mesas, sentou e buscou com os olhos alguém para servi-los. Michael enfiou a mão no bolso e foi se aproximando como se desfilasse numa passarela. Ele inteiro era digno de uma passarela, mas o terno dava um toque especial. Parecia caríssimo e muito bem ajustado, mais chique que qualquer coisa que ela já tivesse visto um homem usar.
Ele se acomodou ao seu lado, perto o bastante para suas coxas se tocarem, e apoiou o braço no assento atrás dela. Stella gostou daquilo. E muito. Parecia que ele estava tomando posse dela em público.
“De que marca é esse terno? Adorei.” Com uma hesitação mínima, ela passou a mão pelas lapelas e pelos ombros impecáveis do paletó.
Procurando seus olhos, ele abriu um sorriso lento e bonito. “É feito sob medida.”
“Meus cumprimentos ao alfaiate.” Stella analisou o interior da peça e ficou ainda mais satisfeita ao não detectar nenhuma costura malfeita sob o forro fino de seda. Era um trabalho de primeira.
“Vou passar a ele.”
“De repente posso ir lá também. Ele faz roupas femininas? É muito concorrido?” Enquanto falava, ela não conseguia parar de passar a mão no peito de Michael, apreciando a firmeza daquele corpo sob a camisa de algodão engomado.
“Ele é bem ocupado.”
Stella soltou um suspiro de decepção. “Minha costureira é boa, mas me acha maluca. E vive me espetando. Não tenho certeza se é sem querer.”
Os músculos de Michael se enrijeceram sob as mãos dela, e ele corrigiu a postura no assento. Com um tom de voz irritado, perguntou: “Como assim? Ela espeta você de propósito?”.
Aquilo era… por causa do que a costureira fazia com ela? O pensamento fez o corpo de Stella fervilhar. O ressentimento que guardava em relação à mulher ficou para trás.
“Em defesa dela, eu sou bem exigente. Ela diz que sou uma diva”, Stella comentou.
“Isso não justifica. Ela deveria controlar melhor os alfinetes. Não é tão difícil assim. Mesmo quando era pequeno eu…” Ele cerrou os lábios e passou a mão nos cabelos. “Você é exigente como?”
“Ah, bom, eu…” Ela recolheu as mãos e as entrelaçou para não começar a tamborilar os dedos. “Sou bem implicante com coisas que ficam em contato com a pele. Etiquetas, costuras malfeitas e sobras que ficam pinicando, fios soltos, partes da roupa em que o tecido fica apertado ou folgado demais… Não sou uma diva, só…”
“Uma diva”, ele repetiu com um sorriso provocador.
Ela franziu o nariz para Michael. “Tudo bem, então.”
Uma garçonete de saia preta curta e blusinha branca justa com o logo da casa apareceu ao lado da mesa.
Michael entregou a ela o cartão de crédito de Stella. “Vamos ficar com esta mesa pelo resto da noite. Uma água para mim. Stella?”
Ele não ia beber? Ela não sabia se queria ingerir álcool sozinha. “Alguma coisa doce, por favor.”
A garçonete levantou uma sobrancelha, mas assentiu com uma expressão profissional. “Pode deixar.”
Depois que ela se afastou, Michael se explicou. “Eu dirijo na volta.”
Ela sorriu. “Gostei desse seu lado responsável.”
“Michael é muito responsável mesmo, não acha?”, disse um desconhecido que surgiu do nada. Stella observou, perplexa, quando ele se acomodou no sofá diante deles. Usava uma camiseta preta justa sobre os ombros atarracados e tinha os cabelos bem curtinhos. Ela não queria correr o risco de parecer mal-educada e ficar olhando para as tatuagens muito elaboradas que decoravam os braços e o pescoço musculosos dele, mas era difícil. Nunca havia visto tantas juntas e tão de perto.
Michael se inclinou para a frente. “Quan…”
O desconhecido o encarou. “Não, eu entendo. Você deve ter perdido o celular ou coisa do tipo.” Voltando a atenção para Stella, ele se apresentou: “Sou Quan, primo favorito e melhor amigo do Michael”.
Primo. Melhor amigo. Ela estava toda tensa quando estendeu a mão sobre a mesa. “Stella Lane. Prazer.”
Ele ficou olhando para a mão dela com uma expressão de divertimento antes de apertá-la e se esparramar de novo no sofá. “Então Michael tem mesmo uma namorada. Me deixa adivinhar: você é médica.”
Quando ela abriu a boca para corrigi-lo duplamente, Michael a abraçou e a puxou para mais perto. “Stella é econometrista.”
Ela o encarou com uma expressão confusa, até que se deu conta de que Michael estava com medo de que Stella revelasse ao primo que ele trabalhava como acompanhante. Ela revirou os olhos mentalmente. Seu traquejo social não era dos melhores, mas não era tão ruim quanto Michael pensava.
Quan a surpreendeu, inclinando-se em sua direção com um olhar curioso. “Isso tem relação com economia, certo?”
“Sim.”
“Ela já conheceu Janie?”, ele perguntou para Michael.
Quem era Janie?
Michael, porém, pareceu não ouvir a pergunta. Sua atenção estava voltada para uma loira baixinha sentada no bar. Quando ela deu um tapinha no banco ao lado, olhando para Michael, ele soltou um palavrão abafado e ficou de pé. “Já volto.”
O corpo de Stella ficou congelado enquanto o observava caminhar até o bar. Michael sentou no banquinho indicado, e a loira passou a mão em seu braço. Eles começaram a conversar, mas não dava para ouvir o que diziam, por causa da música e da quantidade cada vez maior de gente no lugar.
Quando foi que tinha chegado tanta gente? Havia o dobro de pessoas do que quando tinham entrado. Um fluxo contínuo de frequentadores chegando à casa noturna.
“A-aquela é Janie?”, Stella perguntou.
“Não sei quem é, mas não é Janie.” Depois de dar uma olhada na cara de Stella, Quan abriu um sorriso sutil. “Ele claramente não está a fim de conversar com ela. Não precisa se preocupar.”
Mas não parecia que ela não tinha com que se preocupar. A loira deu risada de alguma coisa que Michael falou e chegou ainda mais perto. Os seios grandes, de fazer inveja, roçaram nele. O que aconteceu em seguida foi bloqueado de sua visão pelas pessoas em torno do bar.
“Aqui costuma ser tão cheio?”, Stella perguntou.
“Não.” Quan coçou a cabeça e olhou para um lado e depois para o outro. “Um DJ famosinho vai tocar hoje, deve ser por isso. A acústica é muito boa, se prepare pra ser sacudida.”
Ela sentiu um nó na garganta, e um mau pressentimento se instalou em suas entranhas. Desde quando ser sacudida era uma coisa boa? Havia centenas de corpos no lugar. Bem mais do que ela previa.
Uma explosão eletrônica irrompeu dos alto-falantes embutidos no teto, e o coração de Stella disparou de tal forma que seu peito até doeu. O ambiente se tingiu de vermelho quando chamas começaram a dançar pelas paredes. A multidão gritou de empolgação, enquanto Stella lutava para conseguir respirar. Lasers e fumaça. O volume do murmurinho baixou, e sons orquestrais efêmeros se espalharam pela pista. Antes que ela pudesse pensar em relaxar, uma batida voltou a pulsar ao fundo, ganhando velocidade pouco a pouco.
“Não precisa ficar assustada”, Quan gritou. “Não é fogo de verdade. São só luzes e projetores de LED.”
A garçonete se materializou do nada e colocou uma bebida sobre a mesa, então disse alguma coisa que Stella não conseguiu ouvir. Em um piscar de olhos, desapareceu na massa de corpos em movimento. A música avançava para uma espécie de clímax, e as pessoas iam ficando mais agitadas.
Stella pegou o copo e deu um bom gole. Limão, xerez e amaretto. O ideal seria que tivesse vodca, ou melhor, etanol puro. Faria efeito mais depressa.
Quan lançou um olhar de divertimento para ela. “Está com sede?”
Stella confirmou com um aceno de cabeça.
Sirenes altíssimas ressoaram, e um silêncio total recaiu sobre o lugar por uns bons cinco segundos, então uma melodia saiu dos alto-falantes. Sem aviso, a batida do baixo voltou numa velocidade frenética. A plateia enlouqueceu.
O coração de Stella batia a mil por hora, e o medo ameaçava dominá-la. Barulho demais. Frenesi demais. Ela conteve suas emoções e as enterrou bem fundo, forçando-se a respirar mais devagar. Enquanto parecesse calma por fora, estaria ganhando o jogo. A música acelerava, mas o tempo se arrastava.
O movimento dos corpos permitiu uma visão direta do bar. A loira estava brincando com o colarinho da camisa de Michael, próxima demais.
Ela colou os lábios nos dele.
Stella se encolheu como se tivesse levado um tapa na cara. Esperou que ele se desvencilhasse da mulher pelo que lhe pareceram séculos, até que a multidão se redistribuiu e obstruiu sua visão.
Uma mistura de bile e amaretto subiu pela sua garganta.
Precisava vomitar. Ela abriu caminho na multidão, empurrando corpos em convulsão. A música continuava forte. As luzes piscavam em altíssima velocidade. O cheiro predominante era de suor azedo, perfume e álcool. A sensação era de estar em meio a músculos rígidos e articulações afiadas.
Michael ainda estaria beijando aquela mulher?
Seus olhos se encheram de lágrimas. Os corpos formavam uma jaula ao seu redor. Era impossível se mover. Era impossível gritar por socorro.
Uma mão se fechou em torno da sua.
Michael?
Não, era Quan.
Ele empurrou as pessoas mais próximas. Um cara devolveu o empurrão. Quan simplesmente afastou o sujeito com o cotovelo e continuou passando. O tempo todo o aperto dele em sua mão continuava seguro e firme. Ele a conduziu por entre a multidão, abriu uma porta, e um ar frio delicioso atingiu o rosto dela.
A porta se fechou com um clique, abafando a música. Alguém ofegava. As luzes piscantes desapareceram. Ela cobriu os olhos e sentou no cimento frio. Suas pernas trêmulas se recusavam a carregar seu peso.
“Obrigada”, Stella conseguiu dizer.
“Tudo bem com você?”
“Estou passando mal.” Ela cravou as unhas na calçada enquanto procurava um lugar apropriado para vomitar. O ar não entrava em seus pulmões em quantidade suficiente.
“Calma, calma. Respira devagar.” Ele moveu a mão como se fosse tocá-la, fazendo com que se encolhesse toda. “Senta direito. Assim. Respira pelo nariz. Solta pela boca.”
Quem estava ofegando daquele jeito? O som a estava deixando maluca.
“Aguenta firme. Vou buscar Michael.”
“Não.” Stella agarrou o pulso dele. “Eu estou bem.” Ela se apoiou e virou para a parede da construção. A frieza da superfície era agradável em seu corpo febril, o que servia de distração para os pensamentos relacionados a Michael e aquela mulher. Michael beijando aquela mulher.
Com sua boca quase encostando na parede, o som da respiração ofegante ficou mais alto. Só então Stella percebeu que vinha dela.
Cerrou os dentes e os punhos, retesando cada músculo do corpo. A respiração ofegante cessou.
“Quer alguma coisa?”, Quan ofereceu.
“Estou bem. Só um pouco superestimulada.” Ela estava de fato se sentindo melhor, mas suas têmporas latejavam.
Quan inclinou a cabeça para o lado. “Meu irmão também fica superestimulado em situações assim. Ele é autista.”
Ela sentiu seu peito se contrair ao ouvir aquelas palavras. Tinha sido um erro usar aquele termo. A maioria das pessoas não o utilizava. Por que utilizaria? Quan estreitou os olhos. Quase dava para ver as conexões sendo feitas, o questionamento se formando.
Stella prendeu a respiração e torceu para que ele não dissesse nada. Ela sabia ocultar a verdade, mas não era capaz de mentir.
“Você também é?”
Seus ombros desabaram e sua garganta ardeu. Envergonhada, ela se forçou a confirmar com um aceno de cabeça.
“Michael não sabe, né? Ou jamais teria trazido você aqui. É melhor contar para ele.”
Ela só conseguiu sacudir negativamente a cabeça. Sempre que as pessoas descobriam a verdade, começavam a pisar em ovos em sua companhia. Aquilo só tornava as coisas tensas, e no fim elas davam um jeito de se afastar. Era o motivo pelo qual Stella evitava contar. Mas as pessoas podiam descobrir sozinhas.
“Você me empresta cem dólares, por favor? Quero ir para casa.” O cartão de crédito dela estava lá dentro.
“Já vai embora? Michael deve estar procurando você.”
Stella duvidava muito. Ele estava ocupado. Enquanto ficava de pé, se surpreendeu com a falta de conexão entre seu corpo e seu estado mental. Como seus membros ainda a obedeciam enquanto em sua cabeça se sentia tão cansada e exaurida? “Prometo que pago depois.”
“É porque aquela garota deu um beijo nele? Não sei se você viu, mas Michael tentou se livrar dela. Ele não é muito bom nisso.”
Uma faísca de esperança se acendeu, tola e brilhante. “Sério?”
A porta se abriu, e uma batida tecno acelerada escapou lá de dentro.
“Ah, vocês estão aqui.” A porta se fechou atrás de Michael, silenciando a música. Seu olhar se alternou entre ela e Quan. “O que aconteceu? Está tudo bem?”
“Eu precisava tomar um ar.”
Quan franziu a testa como se fosse dizer alguma coisa. Stella prendeu a respiração.
Não conta pra ele. Não conta pra ele. Não conta pra ele.
Michael mudaria. Tudo mudaria. E ela ainda não queria que aquilo acontecesse.
“Ela me pediu dinheiro para o táxi. Viu você beijando aquela loira e quer dar no pé”, Quan contou.
O estômago de Stella parecia não saber se relaxava ou se comprimia com ainda mais força diante daquelas palavras. Quan a fizera parecer emotiva e possessiva. Ela gostaria que aquilo não fosse verdade.
“Você ia embora? Assim do nada?”, Michael perguntou, com incredulidade na voz.
Ela olhou para o chão. “Pensei que você e ela… que vocês…”
“Não. Com você logo ali ao lado? Que tal confiar um pouquinho em mim? Minha nossa, Stella.”
Ele a segurou pela cintura e a puxou para junto de si. Aquele cheiro, aqueles braços em torno dela, aquela presença sólida. Um paraíso. Stella fechou os olhos e se deixou cair sobre ele.
“Quer entrar?”, ele perguntou.
“Não.” A adrenalina disparou pelo corpo dela, enrijecendo cada músculo que o abraço relaxara. Em seguida, Stella acrescentou: “Por favor”.
“Vamos para casa então.”