P.S. Ainda Amo Você
Capítulo 14
— O que você tá sonhando?
Peter toca minha testa com a colher para chamar minha atenção. Estamos no Starbucks fazendo a lição de casa depois da escola.
Eu despejo dois pacotes de açúcar bruto em meu copo de plástico e mexo tudo com minha colher. Eu tomo um longo gole, e grânulos de açúcar derretendo contra os meus dentes.
— Eu estava pensando em como seria legal se as pessoas da nossa idade poderiam estar apaixonadas como se fosse a década de 1950.
Imediatamente eu desejo que eu não tivesse dito " apaixonadas ", porque nunca mais Peter disse nada sobre estar apaixonado por mim, mas é tarde demais, as palavras já estão fora da minha boca, então eu só pressiono e espero que ele não perceba. — Nos anos 50, as pessoas apenas se encontravam, e era tão fácil assim. Como uma noite Burt pode levá-la a um cinema drive-in, e na noite seguinte Walter pode levá-la a uma sock hop ou algo assim.
Confuso ele diz:
— Que diabos é uma sock hop?
— É tipo uma dança, como em Grease. – Peter olha para mim sem expressão. – Você nunca viu Grease? Estava na TV ontem à noite. Não importa. O ponto é que, naquela época você não era menina de alguém até que você tivesse um broche.
— Um broche?
Peter repete.
— Sim, um rapaz daria uma garota o broche da sua fraternidade, e isso significava que eles estavam ficando firmes. Mas você não era oficial até que você tivesse o broche. — Mas eu não estou em uma fraternidade. Eu não sei nem mesmo como parece um broche de fraternidade.
— Exatamente, - eu digo.
— Espera você está dizendo que quer um broche ou você não quer um broche? — Eu não estou dizendo nada disso. Só estou dizendo, você não acha que havia algo legal na forma como costumava ser? É antiquado, mas é quase… "O que Margot está sempre falando? – Pós-feminista.
— Espere. Então você quer ir em encontros com outros caras?
Ele não parece chateado, necessariamente, apenas confuso.
— Não! Eu apenas… Estou apenas fazendo uma observação. Eu acho que seria legal trazer de volta o namoro casual. Há algo doce sobre isso, você não acha? Minha irmã me disse que gostaria de não ter deixado as coisas ficarem tão intensas entre ela e Josh. Você mesmo disse como você odiava que tivesse ficado tão sério com a Genevieve. Se nós terminarmos, eu não quero que as coisas fiquem tão ruim que não possamos estar juntos na mesma sala. Eu ainda espero que sejamos amigos, não importa o quê. Peter despreza isso.
— Comigo e Gen, é complicado por causa de quem Gen é. Não é como eu e você. Você é… diferente.
Eu posso sentir meu rosto ficar tudo ruborizado de novo. Eu tento não parecer muito ansiosa quando eu digo:
— Tipo diferente como?
Eu sei que estou procurando um elogio, mas eu não me importo.
— É fácil estar com você. Você não me deixa todo louco e perturbado; você é… – A voz de Peter some quando ele olha para minha cara – O Quê? O que foi que eu disse?
Todo o meu corpo se sente apertado e rígido. Nenhuma garota quer ouvir o que ele disse. Nenhuma garota. A menina quer ter um menino louco e perturbado – não é a parte de estar apaixonado?
— Quero dizer que é uma coisa boa, Lara Jean. Você está brava? Não fique brava.
Ele esfrega o rosto cansado. Hesito. Peter e eu dizemos um ao outro a verdade; é assim que tem sido desde o início. Eu gostaria que continue assim, em ambos os lados. Mas então eu percebo a preocupação súbita em seus olhos, a incerteza, e não é algo que eu estou acostumado a ver nele. Eu não gosto de ver. Nós só estamos juntos de novo um par de semanas, e eu não quero começar uma nova briga, quando eu sei que ele não fez por mal. Eu me ouço dizer:
— Não, eu não estou brava, - e só isso, eu não estou mais.
Afinal, eu sou a única que estava preocupada em ir longe demais com Peter. Talvez seja uma coisa boa que ele não fique louco e perturbado por mim. As nuvens em seu rosto se limpam instantaneamente, e ele está ensolarado e brilhante de novo. Esse é o Peter que eu conheço. Ele engole seu chá.
— Veja, isso é o que quero dizer, Lara Jean. É por isso que eu gosto de você. Você apenas entende.
— Obrigada.
— De nada.