Seu amigo esteve aqui
Fotos
O cidadão Carlos Alberto Soares de Freitas.
Beto (de óculos, à direita): formatura do ensino médio, em 1960, no Teatro Francisco Nunes, Belo Horizonte.
Beto (à esquerda) com primos, na praia de Copacabana, em 1959.
Com a irmã Norma Disney e o cunhado Geraldo (à direita), na Concha Acústica do Parque Municipal de Belo Horizonte, em 1959.
Beto (de gravata) em casa de amigos, em 1960.
Festa junina no Ginásio Clube de Belo Horizonte, em 1960 (Beto está à direita, de óculos).
Réveillon de 1961: Beto (à esquerda), com amigos, no Iate Clube de Belo Horizonte.
Na piscina da casa do tio Paulo, em Belo Horizonte.
Nos bailes de BH.
Cena de casamento em família (da direita para a esquerda): os pais, Jayme e Alice, os irmãos Jayme César, Stella D’Alva, Addi e o marido, César, Beto, Mariza, Francisco Eduardo e o casal de noivos, Geraldo e Norma Disney.
Último Natal em família, em 1968: Beto, já clandestino, entre a mãe e o irmão Olímpio.
O famoso Bar Bucheco em fotos do Correio de Minas, em julho de 1963.
Em janeiro de 1962, Beto e Élvio Moreira foram a Cuba para participar da Conferencia de los Pueblos. Como lembrança afetiva da viagem, tiraram várias fotos, entre elas a da paisagem do El Malecón. À direita, Beto e Élvio conversam no quarto do hotel La Habana Riviera.
Beto na sacada do La Habana Riviera.
Cartaz e selo comemorativos do terceiro aniversário da Revolução Cubana.
Crachá de delegado da Conferencia de Los Pueblos.
Beto fotografado por Élvio.
Élvio fotografado por Beto.
Élvio visita uma hacienda de cana-de-açúcar. Foto tirada por Beto.
Registro histórico da viagem a Cuba: 1,5 milhão de pessoas se amontoam na praça José Martí para ouvir Fidel Castro.
Cartaz das Ligas Camponesas pela Reforma Agrária Já, guardado por Beto.
Entusiasmado com as haciendas que viu em Cuba, Beto (à direita) se envolve com os camponeses das Ligas, no interior de Minas Gerais.
Caderno presenteado pela irmã Norma Disney e usado como diário na prisão, em Neves (MG), em agosto de 1964.
Fac-símile de carta escrita por Beto para o reitor da UFMG, em 13 de outubro de 1964, quando estava preso em Neves (ver outros trechos da carta nas páginas 47 e 48).
Mesmo clandestino, Beto continuou a se comunicar com os pais.
Carta em que dá instruções à família sobre o que fazer, caso seja preso.
Trechos da última carta aos pais, escrita em 15 de janeiro de 1971, exatamente um mês antes de seu desaparecimento (ver transcrição nas páginas 142 e 143).
Capa de jornal estudantil (que circulou em setembro de 1968) com chamada para o artigo sobre o papel do movimento estudantil de 68, escrito por Beto. Já clandestino, ele assina com o pseudônimo Gustavo Pereira.
Foto de Beto para documentos “frios”, com cabelos pintados e longos bigodes. A imagem foi usada nos cartazes produzidos pela polícia.
Capa de jornal estudantil (que circulou em setembro de 1968) com chamada para o artigo sobre o papel do movimento estudantil de 68, escrito por Beto. Já clandestino, ele assina com o pseudônimo Gustavo Pereira.
Cartaz do Comitê de Anistia, de 1979, com fotos de militantes mineiros desaparecidos, Beto entre eles.
Notícia publicada no jornal O Globo, em 13 de março de 1971, sobre o pedido de habeas corpus para os militantes presos Antônio Machado, o Bigode, Sergio Emanuel Dias Campos e Carlos Alberto Soares de Freitas.
Reportagem de junho de 1970 sobre sequestro de avião executado por um homônimo, Carlos Alberto de Freitas. Num primeiro momento, militares incriminam Beto publicamente.
Página do jornal O Globo, de 17 de setembro de 1971, com os nomes de militantes procurados pela polícia, entre eles, Carlos Alberto Soares de Freitas, Mariano Joaquim da Silva, o Loyola, e Claudio Galeno. Em setembro de 1971, Beto já estava desaparecido.
Depoimento sobre Beto escrito na prisão por Inês Etienne Romeu para o I Congresso Nacional pela Anistia, em novembro de 1978. Inês aproveitou esse encontro para denunciar o assassinato de diversos presos políticos na Casa da Morte, como o do companheiro e amigo Beto.
Beto, em Olinda, em janeiro de 1970. A foto (uma das raras imagens do período de clandestinidade) foi feita por Sebastião, o Tião, e conservada como lembrança do amigo.
Fac-símile de um texto de Maria de Lourdes Siqueira, a Lourdinha, em que ela homenageia Beto e antigos companheiros da VAR. “Não se falava naquele tempo da luta contra o racismo. Eles praticavam a igualdade belamente”, escreve.
1978: o médico Amílcar Lobo (à esquerda), acompanhado de profissionais da imprensa, reconhece a Casa da Morte, em Petrópolis, e admite sua participação nas atividades clandestinas da casa.
Imagem atual da Casa da Morte, onde Beto e outros militantes foram assassinados durante a ditadura militar.
Grafite em homenagem a Beto feita em março de 2011 em uma das pilastras do viaduto Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, pelo art ista Dylson Valente Neto, que se assina N370.
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Cristina Chacel
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