A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 9 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 10

 

um folheto na saída da reunião sobre um festival que acontecia na cidade, Depois da nossa reunião exaustiva Maycon não trocou uma palavra comigo. Uma moça havia me entregue então peço a ele para me levar, não ficarei presa em um apartamento, eu estou em Miami. Chegando lá abro a porta do carro e saio sem lhe dizer nada, mas, para minha surpresa, ele também desce e me segue. Tudo o que eu quero é um sorvete e me sentar em qualquer banco dali e relaxar, e é o que faço. Peço um sorvete de menta com pedaços de chocolate e vou para um banco logo à frente, Maycon senta ao meu lado e seu silêncio começa a me incomodar.

— Vai ficar me seguindo mesmo ou o que? — Ergo uma de minhas sobrancelhas.

— Estou apenas lhe acompanhando ou não posso? Eu sou um tolo em achar que poderíamos ao menos nos dar bem. — Ele se levanta do banco para ir embora.

— Ei, não é para tanto, senta aqui, vai. — Percebo que eu estava sendo grossa demais e eu não sou desse jeito. Mas o que eu posso fazer se ele mexe tanto comigo?

Ele fica um tempo parado ainda de costas para mim, depois volta e senta de novo.

— Acho que começamos de um jeito errado, só sabemos o básico sobre nós dois e o que nos limita a saber dentro da empresa. Você é o chefe e eu, sua secretária. Não ultrapassamos essa barreira para uma simples amizade. Não sei se está me entendendo. Mas a gente deu um pulo enorme para algo que nem devia ter acontecido.

— É o que você acha? Que não devia ter acontecido? Eu não quero só uma amizade com você, não suporto te ver perto daquele cara lá, mas se é assim que você quer… que sejamos amigos, por mim tudo bem. — Ele respira fundo e me fita com aqueles lindos olhos azuis. Para falar a verdade, eu não queria só uma amizade, queria muito mais que isso, porém eu não queria ser só mais uma na vida dele. Eu estou criando um sentimento por ele que, sinceramente, não sei decifrar o que é. E não estou disposta a saber, não agora.

Vejo um senhor alugando bicicletas e uma ideia me surge.

— Vamos andar de bicicleta — digo como se aquilo fosse genial.

— É sério? — Ele revira os olhos.

— Você acabou de revirar os olhos? É isso mesmo? Nasci só para ver esse momento — digo chocada e ele dá um sorriso leve. — Aí meu Deus, ainda está envergonhado, Sr. Corppin. — Coloco as mãos sobre a boca, não acreditando.

— Não estou envergonhado e pare de me chamar assim, não estamos na empresa e muito menos em horário de trabalho.

— Então… podemos andar de bicicleta?

— Tá, vamos. — Ele se levanta, indo pegá-las. Vejo-o andar com maestria até o senhor, as mulheres que estavam no parque ficam olhando para ele. Tudo um bando de sem-ter-o-que-fazer. Maycon fala com o homem e traz nossas bicicletas.

— Pronto, satisfeita? Agora, só tenho uma dúvida, como vai pedalar de saltos? — Ele olha para os meus pés.

— Está duvidando que eu consigo pedalar de saltos? — Finjo estar magoada.

— Jamais, só não quero que se machuque.

— Que nada, eu consigo. — Sorrio.

Pego a minha bicicleta e ele encosta a sua no banco, arregaça as mangas de sua camisa até a altura do cotovelo e monta. Monto na minha e começo a pedalar, com ele logo atrás de mim, a brisa bate em meu rosto e a sensação de liberdade me atinge. Eu amava pedalar quando criança, apesar de ter demorado mais do que o normal para conseguir aprender, mas meus pais tiveram bastante paciência comigo. Eles eram um amor de pessoa, minha mãe sempre fazia cookies com leite quente nas noites frias e meu pai adorava cantar para mim quando eu tinha pesadelos.

— No que tanto está pensando? — pergunta já ao meu lado.

— Nada, apenas no quanto gosto de andar de bicicleta. — Sorrio.

— Também gosto, uma pena que não faço mais com tanta frequência.

— Então quer dizer que o tão sonhado Sr. Corppin gosta de andar de bicicleta? Será que ele é tão rápido também? — Começo a pedalar o mais rápido que consigo, passando pelas pessoas feito uma bala. Olho para trás e o vejo sorrindo, tentando me acompanhar. Estávamos parecendo duas crianças brincando de pega-pega, e eu estava amando.

— Você sabe que estou te deixando ganhar não é? — Ele grita atrás de mim.

— Duvido muito que você perderia se ganhasse algo de mim. — Sorrio não percebendo no que falei.

— É, eu vou ganhar algo em troca? — Ele grita de volta.

— É… sei lá, pode ser. — Dou de ombros.

— O que eu quiser?

— Sim, mas eu vou ganhar, então, você vai me dever. — Rindo, volto a pedalar o mais rápido que eu conseguia. — Quem chegar primeiro no banco onde estávamos sentados, ganha.

— Vou chegar primeiro.

— Veremos. — Saio em disparada, passando pelas árvores e pulando uma pequena lombada, alguns fiscais pedem para que eu pare, mas eu não ia parar mesmo. Continuo pedalando rápido, olho para trás e não consigo achar Maycon. Chupa otário, ficou para trás. Me viro para frente e encontro Maycon cortando caminho, passando em minha frente.

— Ei! Isso não vale!

— Quem disse que não vale?

— Eu estou dizendo.

— Já está chorando antes da hora, Srta. Williams? — Ele dá risada e some em minha frente, eu ainda precisava pedalar um pouco para chegar onde era o nosso banco, meus pés já estão doendo e talvez não tenha sido uma boa ideia ter pedalado de saltos. Desço da bicicleta e vou andando mesmo, avisto de longe Maycon sentado no banco dando risada da minha cara, quando chego perto ele para.

— Isso não valeu, seu canalha.

— Aah, mas valeu sim, e agora, eu posso te pedir qualquer coisa. — Ele me dá uma piscadela.

— Ninguém merece, viu. O que quer?

— Agora? Nada. Mas pensarei bem no que vou lhe pedir.

— Fala sério. — Reviro os olhos. Vejo um folheto em sua mão e pego. Era de um parque de diversões que estava na cidade.

— Podíamos ir… — Balanço o folheto no ar.

— Só pare de me olhar desse jeito.

— De que jeito?

— Com esses olhos pidões.

— Então vamos? — pergunto eufórica.

— Fazer o que, se você é uma criança.

— Ei, não ofende. — Bato de leve em seu braço.

— Precisamos almoçar, mocinha. Já passou da hora, vamos. — Ele entrega as bicicletas e paga pelo tempo que ficamos com elas, depois vamos para um restaurante próximo. Pedimos bife tártaro com um arroz branco, molho e chips. Eu, particularmente, amei, apesar da carne ser crua. Depois que terminamos nossas refeições, fomos para o hotel, descansar um pouco.

 

Acordo e já é noite, devia ser umas 19:30, por aí, me levanto sonolenta e vou procurar por Maycon. O encontro no escritório, assinando alguns papéis.

— Você é sempre tão dedicado assim ao trabalho? Tipo, você só vive para o trabalho? Não te vejo descansar quase nunca ou com algum amigo — falo olhando para ele.

— Oi, dorminhoca. — Ele olha para mim, parando o que está fazendo e sorri, eu não conseguia me acostumar com seus sorrisos. — Preciso trabalhar, as coisas só vão acontecer se eu fizer algo, então… E eu não tenho amigos, o último me decepcionou até demais.

— Hum, entendi. — Minha curiosidade queria falar alto, mas deixo para lá, parece ser um assunto que ele não gosta de tocar.

— Está pronta para ir ao parque? — me olha com uma sobrancelha arqueada.

—- Vamos mesmo!? — Quase dou um pulo.

— Sim, vá se arrumar. — Ele sorri.

— Obrigada. — Solto um beijinho para ele no ar e saio do escritório indo para o quarto. Tomo banho e arrumo meus cabelos dentro do banheiro mesmo, faço uma maquiagem bem levinha e um batom rosa-claro. Saio e vou para o closet escolher minha roupa. Pego uma blusa branca de manga que ia até a altura do cotovelo, tinha um decote que ia até abaixo do seio com um cordão para amarrar; pego um short jeans claro e um cinto, visto tudo. Ficou simples, mas arrumado. Pego um sapatênis e ponho nos pés, que estavam superdoloridos. Quem mandou, né? Fico com raiva só de lembrar.

Saio do quarto e agora era a vez de Maycon se arrumar, fico na sala sentada, assistindo coisas aleatórias que passam na TV. Um programa de comédia começa e dou boas risadas com as besteiras que passavam.

— Sério que está rindo disso? — Sou pega por Maycon.

— O que? Tenho culpa se você tem mau humor? — Dou de ombros.

— Tá, essa você ganhou.

— Eu ganho quase sempre tudo, se você não fizesse tanta trapaça, não existiria o “quase” nessa frase.

— Você ainda está choramingando por causa disso? Supera. — Ele balança a cabeça, rindo de mim. — Você está linda — ele fala me analisando, não sei porque, mas fico com vergonha.

— Obrigada. — Sorrio amarelo, olho para suas roupas e vejo que ele também não ficava para trás. Usava uma calça jeans com um rasgo acima do joelho direito, um suéter cinza de mangas e uma blusa branca por baixo, dava para ver a barra da blusa, e, para completar, tênis branco.

— Quem diria que você era tão estiloso. Também está muito bonito.

— Obrigado, mas eu já nasci lindo. — Ele dá uma piscadela.

— Lindo e convencido. Anda logo, quero ir ao parque. — Levanto do sofá e sigo para fora, entrando no elevador. Chegando lá em baixo, Maycon pega o carro e vamos o caminho inteiro ouvindo músicas eletrônicas. Está legal esse clima entre nós dois, sem ninguém por perto, só ele e eu. Apesar de tudo, dava para ver que ele era uma ótima pessoa e pode até ser divertido, quando quer. Um tempinho depois, chegamos ao parque, meus olhos brilham por estar naquele lugar que me fazia ter lembranças distantes. Maycon vai até a cabine de passe e enche o cartão.

— Em qual quer ir primeiro? — Ele pergunta.

— Montanha-russa.

— Vai vomitar em mim, não né?

— Não prometo nada — digo, rindo. Vamos para a fila e eu já estava ansiosa para sentir a adrenalina de que todos falam. Nossa vez chega e sentamos lado a lado no carrinho. Depois que as pessoas se acomodaram o brinquedo começa a andar nos trilhos, ele sobe e quando chega no alto despenca com velocidade. Grito junto com as outras pessoas e agarro o braço de Maycon, que está rindo feito uma criança. A pior parte chega, o loop, depois de descer, o carro passa com tudo por ele, nos deixando de cabeça para baixo, nos fazendo gritar ainda mais e, em alguns segundos, o brinquedo para. Era bastante rápido, porém divertido.

— Que loucura!

— Com toda certeza. Qual o próximo? — pergunta. — Que tal irmos naquele? — Ele aponta para um mal-assombrado.

— Morro de medo. — Começo a roer minha unha.

— Então é nele que vamos — diz, malicioso, me puxando para a fila.

Esperamos nossa vez e sentamos nos nossos lugares, lado a lado. O brinquedo começa a entrar naquela escuridão e o medo me consome, me aperto nele com receio dos sustos que eu iria tomar. Uma criatura vestida de palhaço aparece em nossa frente e eu grito de medo, isso não estava nada legal. Logo em seguida, aparece o Jason, segurando sua serra elétrica, me levando a loucura. Depois de tantos sustos e aperto em Maycon, acaba, e saio dali praticamente correndo.

— Nunca mais eu quero entrar ali!

— Nem dá tanto medo assim — ele tira sarro da minha cara.

Fomos na xícara maluca e me arrependo por ter ido, fiquei mais tonta que barata quando sai de lá. Fomos a casa dos espelhos e achei bastante bizarro e engraçado me ver de diversas formas, Maycon e eu demos bastante risada. Fomos em um de realidade virtual, boliche, carrinho de bate-bate e, por fim, estávamos indo no tiro ao alvo. Maycon não erra um tiro, acumulando vários pontos. O homem teve que intervir e dizer que precisava fechar a barraca mais cedo, senão, ele teria levado tudo dali. Sua pontuação foi muito alta, mas ele achou que apenas um objeto já seria o suficiente.

— Toma, para você. — Ele põe em meus braços um grande urso de pelúcia.

— Para mim? Que lindo. — Digo apertando-o, sentindo a maciez do urso. Ele era quase do meu tamanho, de tão grande.

— Será para quando você estiver irritada comigo, olhar para esse urso e lembrar desse dia maravilhoso que estamos tendo juntos. — Ele dá um sorriso singelo.

— Obrigada. — Sorrio de volta. — Que tal, para finalizar, irmos na roda gigante?

— Por mim, tudo bem. — Ele pega meu urso e segura.

Não tinha ninguém na fila, o que facilitava a nossa entrada. Sento-me em uma cabine e Maycon a minha frente, aos poucos a roda começa a girar, nos deixando parados no alto. Dava para ver boa parte da cidade e uma grande vista da praia.

— Aqui é tão lindo, é ótimo sentir essa paz. — Respiro fundo olhando as luzes que enfeitavam a cidade.

— Nunca me diverti tanto como hoje. — Ele olha para mim e sorri.

— Sabe que nem eu? Hoje é a segunda vez que venho ao parque em toda minha vida, a primeira vez foi antes dos meus pais morrerem — digo me lembrando daquele dia incrível em que brincamos muito.

— Porque não me disse antes? — Ele me fita.

— Não achei necessário. — Dou de ombros. Ele apenas fica em silêncio, olhando para mim. — O que foi? — Fico envergonhada.

— Nada, estava apenas observando o quanto você é linda.

— É... obrigada. — Sorrio sem graça.

— Eu quero te mostrar que eu não sou essa pessoa arrogante e pegadora que você criou na sua cabeça. Isso é só uma forma que eu tenho de me afastar de pessoas como você.

— Como eu? — Cruzo os braços, fitando-o.

— Sim, iguais a você. Doce, encantadora, sexy e além de tudo, amável. Sabe… você às vezes pode ser bem chata, mas temos que admitir que eu colaboro bastante para que isso aconteça. — Ele dá risada e eu também.

— Você ama me irritar, já percebi. — Reviro os olhos.

— Jamais. — Ele pisca o olho para mim. Ele apoia seus cotovelos no joelho e pega em minhas mãos e, com um toque suave, acaricia-a. — Eu quero muito te beijar agora… — Ele me olha. Era difícil dizer o que eu sentia naquele momento com aqueles olhos azuis em cima de mim. Às vezes eu desacreditava que um homem tão...lindo e charmoso como ele estava me dando tanta bola... não que Diego não fosse tudo isso, mas era diferente. Eu tinha uma atração sexual com ele incrível mesmo sem nunca termos nada, basta um toque ou uma palavra e eu já estava ardendo em fogo.

— E por que não beija? — sussurro. Quem eu quero enganar? Queria aquilo a muito tempo. E quem nunca sonhou em ser beijada numa roda gigante?

Ele passa seus longos dedos por meu rosto, acariciando, põe uma mecha de meu cabelo para trás da orelha e se aproxima de mim… Era como se nos beijássemos pela primeira vez, mas agora, parecia mais certo o que estávamos fazendo. Seus lábios tocam os meus em um beijo calmo e envolvente, sua língua pede passagem em minha boca e eu dou. Ele dá uma mordida leve em meus lábios, me fazendo gemer baixinho. Nossos lábios se mexem em total sincronia, chupo seu lábio inferior e mordo. Sinto sua carícia em meus cabelos, me prendendo ainda mais a ele. Quando precisamos de ar, paramos o beijo, sua testa encostada na minha e a nossas respirações descompassadas denunciava o que havíamos acabado de fazer, mas, naquele momento, eu não me importava nem um pouco. A roda gigante volta a rodar, nos fazendo estalar com a realidade. Me afasto dele sem saber o que falar ou fazer, o brinquedo para no chão e saímos sem dizer nada. Vejo uma cartomante sentada em uma mesa e uma certa curiosidade me atinge.

— Vamos? — Aponto para a mulher sentada.

— Não acredito nessas coisas.

— Eu também não, mas vamos lá. — Puxo ele pelo braço até chegarmos perto.

— Olá, boa noite. — Ela sorri simpática. — O que deseja? Quer que eu leia a sua mão? Tudo bem, sente-se. Qual o seu nome?

— Diana.

— Tudo bem, Diana, deixe-me ver sua mão direita. — Ponho minha mão na dela e ela a toca olhando em meus olhos, depois analisa minha mão.

— A linha do coração diz muita coisa, você vai amar muito uma pessoa e por mais que sua boca negue, seu coração vai falar ainda mais alto. Não vai adiantar você correr, o destino já está traçado — ela fala com uma convicção incrível, fico um pouco assustada.

— Na sua linha do destino eu vejo coisas boas e coisas ruins, ambas por conta desse amor, mas, no final, sua recompensa será grande, menina. O destino de vocês é ficar juntos, vocês dois são almas passadas que se reencontraram nesta vida. Por isso, será inexplicável o quão rápido se apaixonará.

— É… já chega. Obrigada. — Puxo minha mão da dela, apavorada. — Quanto que foi?

— Eu não cobro nada. — Ela sorri. — Tome cuidado com suas decisões. — diz enquanto arrasto Maycon dali.

— Que velha doida — digo já bem longe dela.

— Eu te disse, não acredito nessas coisas.

— É…

— Vamos comer, você escolhe.

 

Chego no apartamento exausta e com os pés doendo, pego meu urso e vou para o quarto, deixando-o em uma poltrona. Tomo um banho demorado e relaxante, volto ao quarto e ponho um baby-doll de seda com renda rosa-claro. Faço um coque no cabelo e me sento na cama. Meu pé realmente está me matando, vejo que está um pouco vermelho, ponho sobre minha outra perna e aperto devagar.

— Está doendo? — ele pergunta chegando ao quarto.

— Sim, acho que não foi uma boa ideia pedalar de salto.

— Você admitindo que está errada? Está aí uma ótima revolução.

— Não estou dizendo que estou errada, apenas que não foi uma boa ideia.

— Ok, então, venha, me dê seus pés. — Por alguns instantes, fico receosa, mas me acomodo na cama e ponho meus pés em seu colo. Ele pega meu pé e dá leves pressionadas nos lugares certos, me fazendo relaxar.

— No que você não é bom, hein? — pergunto de olhos fechados.

— Está aí uma coisa que não sei responder. — Ele aperta mais meu pé, estalando. Se ele não fosse bom no ramo de marketing, com toda certeza iria ganhar bastante dinheiro sendo massagista, ia ter fila de mulheres.

— Pronto, mocinha, vou tomar um banho. — Ele põe meus pés na cama e se levanta, indo para o banheiro.

— Obrigada. — Sorrio.

Quando estou perto de pegar no sono, Maycon sai do banheiro vestido em apenas uma calça moletom, sua barriga estava exposta, me dando uma grande visão. O caminho para o lugar tão desejado era bem marcado, me deixando com uma certa vontade de ver o que aquela calça tanto escondia. Ele sai do quarto e, alguns segundos depois, volta, apaga o abajur do seu criado e se deita ao meu lado. Achei que ele dormiria no sofá, ou no chão… Ele se estica por cima de mim para desligar meu abajur e percebe que eu ainda estou acordada e desiste.

— Ainda acordada? — Ele sorri.

— Sim. — Sorrio amarelo.

— Se incomoda se eu dormir aqui, com você? É que não quero dormir no sofá.

— Tudo bem.

— Eu posso usar o meu pedido agora? — Ele me fita na penumbra.

— Achei que já tivesse feito na roda gigante. — Fico com medo do que ele me pediria.

— Não, apenas pedi permissão, já que dá outra vez, levei um tapa na cara. — Ele sorri e eu dou risada.

— Entendi, ok. Diga...

— Faça amor comigo. — Eu quase me engasgo.

— Por quê? — pergunto com medo de sua resposta.

— Porque essa é a minha maior vontade no momento, te sentir. — Sua voz sai mais rouca que o normal. — Só diz que sim, e o restante deixa comigo. — Ele tem os olhos suplicantes. Fico em silêncio por um tempo, apenas fitando seus olhos claros.

— Sim… — digo num sussurro. Ele me dá um sorriso lindo e se aproxima de mim. Sua mão aperta minha cintura de leve, me puxando para perto de si. Ele acaricia minhas costas, descendo e subindo sua mão pela lateral do meu corpo. Beija meu pescoço e faz uma trilha até o lóbulo da minha orelha, onde morde, fazendo todo o meu corpo se arrepiar. Ele chega em meus lábios e me beija, nosso beijo foi calmo, nossas línguas dançavam dentro da boca, hora ou outra dava uma mordida de leve em seu lábio inferior e depois chupava bem devagar. Eu já estava inteiramente molhada, não podia negar. Maycon desce suas mãos para dentro de minha calcinha e começa a movimentar o meu clitóris, me contorço um pouco e gemo baixinho em seus lábios.

— Você já está tão pronta... — diz com a voz ainda rouca.

Ele me penetra com um dedo, fazendo-me arquear as costas. Com sua outra mão ele tira minha blusa e eu o ajudo. Meus seios agora estão livres aos seus olhos, ele abocanha um e chupa com maestria enquanto movimenta seu dedo em mim, dá uma leve mordiscada em meu seio e depois chupa, puxando algumas vezes.

A todo momento nossos olhos estavam conectados, eu sentia o desejo que ele tem por mim e, no fundo, algo a mais que eu não conseguia decifrar. Poderia ser amor, mas acho que essa não é a praia dele, ou será que eu é quem estava apaixonada?

Ele volta e me beija com o ritmo ainda calmo, e depois aumenta, me deita de barriga para cima e então se posiciona no meio de minhas pernas. Faz uma trilha de beijos em meu pescoço, passa pelos meus seios e barriga, descendo mais um pouco e beija minhas coxas, bem próximo de onde eu queria sua boca.

Ele se livra do meu short, agora me deixando completamente nua. Me olha maliciosamente e sorri. Sinto sua respiração quente próxima da minha feminilidade e gemo por antecipação. Ele passa sua língua em mim e dá uma mordiscada de leve em meu clitóris, fazendo todo o meu corpo tremer. Desce e me penetra com sua língua, meu gemido sai mais alto que o normal, seguro em seus cabelos, apertando-os, e sua língua para e começa a fazer círculos sobre ele.

Já estou prestes a gozar, suas mãos sobem para meus seios e os acariciam, massageando e depois apertando. Sua língua fazia um vai e vem firme e delicioso, me deixando louca de prazer. Ele é tão intenso, o que fazíamos é intenso... era palpável o nosso tesão. Foi o meu fim, quando ele massageou o meu clitóris, gozo em sua boca e a sensação é ótima, pois ele ainda continuava a me chupar, até que os meus espasmos acabassem. Ele saboreia meu líquido e sorri como um menino travesso.

Maycon se livra de suas calças, me dando uma bela vista de todo o seu corpo. Ele era grande e tinha os músculos certos, nada muito exagerado. Seu membro está rígido dentro de sua boxer, o que me deixava ainda mais ansiosa. Ele tira sua cueca, deixando livre seu membro, era de dar água na boca, supera todas as minhas expectativas. Estava me sentindo como se eu fosse perder a minha virgindade mais uma vez, ele deixa o seu corpo sobre o meu e acaricia meus cabelos, se posiciona em minha entrada e me penetra fechando os olhos e mordendo os lábios bem devagar.

— Tão quente e apertada, do jeito que eu imaginei — sussurra em meu ouvido.

Ele começa a se movimentar, não era rápido, nem devagar, estava em um ritmo torturante e gostoso. Ele me preenchia por completo. Se inclina e me dá um longo beijo, depois chupa meu pescoço.

— Você é linda, gostosa.... Vai ser minha perdição, Diana. Eu não quero transar com você só hoje, quero transar com você sempre. Seja minha? Inteiramente minha? — Não consigo processar as coisas muito bem e nem muito menos saber o que realmente ele estava falando, mas simplesmente concordei.

Enquanto ele me penetra, faz movimentos circulares em meu clitóris, aumentando mais o ritmo. Chego ao meu ápice, gozando novamente, Maycon sai de dentro de mim rapidamente e goza. Ele descansa seu corpo no meu enquanto nossas respirações voltam ao normal, então se levanta e vai ao banheiro. Depois de um tempinho volta, me pega no colo e carrega até banheiro, vejo a banheira cheia, ele se aproxima dela e me coloca cuidadosamente. O aroma está incrível, ele senta-se atrás de mim e começa a me dar banho. Passa a mão em meus ombros, me lavando com cuidado, lava meus seios, barriga e minhas partes. Estou um pouco dolorida, mas ele parece saber disso, pois passa a mão bem devagar e, por fim, lava os meus cabelos cuidadosamente. Não conhecia esse lado de Maycon Corppin!

Em seguida, se levanta e apanha duas toalhas, põe uma em meus cabelos e com outra me enrola, me dá um beijo na testa e me tira da banheira, me colocando no chão. Dou um sorriso de canto e caminho até o quarto. Ponho uma camisola de seda preta com renda, uma calcinha e me deito, pegando no sono.

 

Acordo e Maycon está todo enroscado em mim. Me desvencilho dele e percebo que seu membro está bem duro, passo as mãos devagar sobre o lençol e então tiro, ele está nu, o que facilita ainda mais. Desço e o ponho na boca, dando suaves chupadas. Lambo a cabeça e chupo a glande, passo a língua na ponta formando círculos e então, ponho todo na boca novamente. Olho para Maycon, que já está totalmente acordado me olhando, seus olhos estão queimando em fogo, seus lábios estão entreabertos, sua língua passa suavemente nos lábios deixando-o ainda mais sexy. Sinto suas mãos na minha cabeça, segurando meus cabelos, continuo descendo e subindo minha boca em seu pau e o ouço gemer baixinho. Ele está com a boca aberta e com a cabeça jogada para trás, chupo seu pau com força e ele já está perto de gozar. Afundo ainda mais o membro dele em minha boca, subo e passo a língua por toda a extremidade, o envolvo novamente, mas agora com minha mão, fazendo movimentos de vai e vem enquanto chupo e ele goza. Engulo toda a porra, vitoriosa por ter feito ele gozar.

— Se você continuar desse jeito, vou me acostumar mal e vou querer todos os dias de manhã um oral seu. — Ele sorri, me jogando na cama. — Agora chegou a minha vez, Srta. Williams.

Ele levanta minha camisola, olhando atento minha calcinha, tira-a lentamente, fazendo questão de roçar seus dedos em minha pele, meu corpo inteiro se arrepia. Ele deixa minha calcinha de lado e beija minha feminilidade, passa a língua por toda a minha extensão, depois para no meu clitóris fazendo movimentos de cima para baixo. Sua língua me penetra e então sobe de volta para o clitóris. Foi assim por alguns segundos, até me penetrar com um dedo, e mais outro. Já estava perto de gozar quando ele me penetra com seu pênis. Arfo, jogando a cabeça para trás, éramos uma junção perfeita. Ele aperta os meus seios e logo em seguida os chupa, não aguento a pressão e gozo, não demora muito e ele também me acompanha, saindo de dentro de mim jogando seu líquido quente sobre minha barriga.

— Você toma algum anticoncepcional? — Fala com a respiração descompassada.

— Uso sim. — Sorrio de lado.

— Porra Diana, e por que não me falou antes?

— Porque você não me perguntou. — Rio ainda mais.

— Tudo bem, tudo bem. Mas deveria ao menos ter me avisado, mocinha. — Ele me dá um beijo rápido. — Vamos tomar um banho? Daqui a pouco, teremos uma reunião.