A secretária do CEO
Epílogo
ejo uma movimentação no quarto e me
Vlevanto. — Papai, papai? O Pedlo me
bateu! — Ela passa sua mão pequena
no rosto, tirando seus cabelos loiros.
Depois cruza os bracinhos e faz a
mesma cara que Diana quando está irritada.
— Eu não bati nada! — Pedro retruca.
— Shiiu, façam silêncio, a mãe de vocês está dormindo. Ela passou a madruga inteira cuidando do irmão de vocês. — Saímos para fora do quarto e a deixo dormindo.
— Pedro? Você não pode bater na sua irmã, isso é feio. E não se pode bater numa mulher. — Ele abaixa a cabeça e fica balançando seus bracinhos.
— Diculpa papai.
— Você tem que pedir desculpas a Pietra, não a mim. — Odiava quando eles ficavam brigando.
— Diculpa Pi, não quelia te machucar — ele fala meio envergonhado.
— Agora, abraça sua irmã.
Eles se dão um abraço bem apertado, Pedro dá um beijo no rosto dela e se afasta.
— Não quero ver vocês brigando, ok? Agora, vamos descer para fazer o café da mamãe.
Me viro e vou andando pelo corredor com eles atrás de mim.
— Bobo — ouço ela dizer a Pedro.
— Pietra! — digo.
— Diculpa.
— Anda aprendendo isso com quem?
— Tio Benado — eles respondem.
— Só podia ser ele, venham.
Pego Pietra com um braço e Pedro com o outro. Desço as escadas e vou para a cozinha. Hoje era folga dos empregados, mas Mariah estava ali.
— O que faz aqui, Mariah? Deveria estar de folga — pergunto colocando-os no chão.
— Ah, menino, você sabe que não tenho nada para fazer e prefiro ficar aqui com vocês e meus menininhos. E Diana também está precisando de ajuda com o Lorenzo.
— Oi, tia Malia. — Pietra corre até ela e abraça suas pernas.
— Oi Pi, dormiu bem? — Mariah pergunta e ela responde que sim com a cabeça. — Que bom, e você, Pedrinho?
— Dormi sim, tia — ele responde todo meigo.
— Vamos comer? E depois vamos lá em cima levar o café da mamãe?
— Olia papai, um muquitão. — Ele aponta. Olho o que era e caio na gargalhada.
— Não é um mosquito, é uma borboleta.
— Aaaaaah! — Ele leva as mãos para cima.
Mariah põe nosso café da manhã na mesa. Ponho as crianças sentadas em suas cadeiras, ajudo Pi a comer, e Mariah, o Pedro. Pietra fazia uma dança da mastigação e eu só sabia rir. Minha vida era tão feliz e completa com eles, ainda mais com o Lorenzo, que veio para se encaixar na peça que faltava.
Esses últimos anos foram os melhores da minha vida, não que Diana e eu não tivéssemos brigado ou que não havíamos nos desentendido nesse meio tempo, claro que sim. Até porque um casamento é isso, mas sempre tudo dava certo, enfrentamos juntos todos os obstáculos. Quando terminamos de comer, Mariah preparou uma bandeja com o café da manhã de Diana, entrego a Pedro uma rosa e outra a Pietra, que não parava de pôr o nariz nela exageradamente e dizer que estava cheirosa. Pego a bandeja e subimos as escadas devagar.
Abro a porta do quarto com cuidado e ela ainda dormia, estava muito cansada. Até tentei ajudá-la, mas também estava cansado demais por conta da empresa e acabei pegando no sono com o Lorenzo no colo. Só me lembro dela pegar ele e pedir para que eu descansasse. Pedro corre até a mãe e com o maior carinho a chama, suas mãos pequenas a balança devagar. Ele passa suas mãozinhas nos cabelos dela.
— Mamãe, acoda. — Ela se mexe na cama, acordando.
— Oi, meu anjinho. — Ela dá um beijo nele.
— Olia o que eu touxe para você. — Ele mostra a Rosa.
— Nossa, que linda, obrigada. — Ela o abraça e novamente o beija.
— Mamãe, mamãe? Eu também tlouxe uma para você. — Pietra vem correndo e se atira nos braços dela.
— Oi, minha loirinha linda, você também me trouxe uma rosa? A sua também está linda e cheirosa.
— Tá vendo, papai? — ela fala comigo.
Diana me olha e o sorriso largo logo aparece em seu rosto.
— Bom dia, amor. Eu trouxe seu café da manhã.
— Amor... — Pedro repete e começa a rir. Olhamos para ele, que continuava dando sua risada gostosa.
— Oi, amor — ele fala com Pietra, que ri também.
— Eles estão caçoando de mim? — pergunto para Diana.
— Parece que sim, que meninos são esses, hein? — Ela dá risada. Ela se ajeita na cama e ponho a bandeja em cima de suas pernas.
— Obrigada.
— Não mereço um beijo?
— Merece sim. — Ela faz sinal, me chamando com a mão.
Me aproximo dela que me dá um selinho demorado.
— Eca — Pedro fala.
— Mamãe e papai se beijalam, mamãe e papai se beijalam — Pietra repete, nem parece que tem apenas 3 anos.
— Vocês estão demais hoje, vamos ver como o Lorenzo está?
Os meninos saem correndo na minha frente, dou uma piscadela para Diana e me aproximo dela.
— Como está?
— Cansada, mas bem. O Lorenzo passou a noite quase toda acordado e eu não queria deixá-lo com a babá.
— Imagino, desculpa por ter dormido ontem.
— Sei que estava cansado, não precisa se desculpar.
— Que tal irmos ao parque com as crianças hoje?
— Seria ótimo.
— Então vou pedir a Mariah para fazer uma cesta de comida. Quero fazer um piquenique.
— Eles vão adorar.
— Então se arruma, vou falar com a Marta para ajeitar as coisas do bebê.
— Ok.
Dou um beijo calmo e demorado nela. Me levanto e vou para o quarto do Lorenzo, chego lá e os meninos estão tagarelando enquanto Marta cai na risada pelas coisas que eles estão falando.
— Marta, bom dia.
— Bom dia, senhor.
— Vamos ao parque hoje, poderia arrumar as coisas do Lorenzo? Por favor.
— Claro, vou arrumar agora.
— Obrigado.
— Papai, também vamos com o Lolenzo? — Pi pergunta.
— Sim, todos nós vamos.
— Imão, vamos nos diveti muitaaaao — Pedro fala.
Me aproximo do berço e o pego, ele estava acordado e com os olhos bem abertos. Ele era diferente da Pietra e Pedro, se parecia comigo e não com Diana. Dela, tinha apenas os olhos, que eram verdes, e alguns poucos traços do rosto dela. Fico ali com ele até que Pietra me pergunta:
— Papai?
— Oi.
— Como que tem bebê?
— An?! — Quase me engasgo com minha própria saliva.
— Como que tem um bebê?
— As pessoas vão num hospital e tem seus bebês — desconverso.
— Nããããoo, isso eu já sei bobinho, como ele parou na barriga da mamãe? — Ela aponta para o Lorenzo. Nunca fiquei tão vermelho como agora.
— Pergunta a sua mãe, ela vai saber responder.
— Tá bom. — Ela dá de ombros e sai correndo.
Pedro e eu vamos juntos, que menina era essa.
— Espero que você não seja assim também — falo com Lorenzo, que está em meu colo e ele sorri, manhoso.
Chegando no quando a ouço perguntando para Diana como o Lorenzo foi parar na barriga dela.
— É... Pergunta a seu pai — ela diz.
Me encosto no batente da porta e ela estava vermelha também.
— Aaah não, o papai mandou te pegunta. — Pietra me entrega. Ela olha para mim e estreita os olhos.
— Então... quando duas pessoas se amam muito e esse amor não cabe neles dois, vem um bebê.
— Então o amor de vocês foi beeeem gandão, hein? Puque veio eu e o Pledo aí dento. — Ela aponta para a barriga de Diana, seguro meu sorriso e continuo observando.
— Então pode acontece isso comigo e a Pi? — Pedro pergunta.
— O que!? Não. Não pode, só com pessoas igual a mim e seu pai.
— Assim como? — eles dois perguntam.
— É... Maycon poderia me dar uma mãozinha aqui?
E assim foram os 10 minutos seguintes, tentando explicá-los como era. Por fim, arrumamos eles e o Lorenzo, pegamos tudo o que precisaríamos e fomos para o Parque Central, junto com Mariah e a babá.
Foi uma verdadeira baderna, pois os meninos não paravam quietos. Chegando no parque, estendi a toalha no chão e todos nós nos sentamos. As crianças correm no parque brincando, Lorenzo estava deitado quieto ao lado.
— Você não podia ter me dado uma vida melhor — Diana fala olhando para nossos filhos correndo. — Obrigada.
Me aproximo dela, olhando em seus lindos olhos. Essa era a mulher com quem eu passaria minha vida inteira ao lado, eu é que tinha que agradecer por tudo o que ela estava me proporcionando. Me aproximo de seus lábios, quando eles se tocam só tenho mais uma confirmação das que tenho todos os dias: de que essa é a mulher da minha vida. Nos afastamos e, abraçados, ficamos olhando os nossos filhos correr.