A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 31 de 32

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A secretária do CEO

Epílogo

 

ejo uma movimentação no quarto e me

 

Vlevanto. — Papai, papai? O Pedlo me

bateu! — Ela passa sua mão pequena

no rosto, tirando seus cabelos loiros.

Depois cruza os bracinhos e faz a

mesma cara que Diana quando está irritada.

— Eu não bati nada! — Pedro retruca.

— Shiiu, façam silêncio, a mãe de vocês está dormindo. Ela passou a madruga inteira cuidando do irmão de vocês. — Saímos para fora do quarto e a deixo dormindo.

— Pedro? Você não pode bater na sua irmã, isso é feio. E não se pode bater numa mulher. — Ele abaixa a cabeça e fica balançando seus bracinhos.

— Diculpa papai.

— Você tem que pedir desculpas a Pietra, não a mim. — Odiava quando eles ficavam brigando.

— Diculpa Pi, não quelia te machucar — ele fala meio envergonhado.

— Agora, abraça sua irmã.

Eles se dão um abraço bem apertado, Pedro dá um beijo no rosto dela e se afasta.

— Não quero ver vocês brigando, ok? Agora, vamos descer para fazer o café da mamãe.

Me viro e vou andando pelo corredor com eles atrás de mim.

— Bobo — ouço ela dizer a Pedro.

— Pietra! — digo.

— Diculpa.

— Anda aprendendo isso com quem?

— Tio Benado — eles respondem.

— Só podia ser ele, venham.

Pego Pietra com um braço e Pedro com o outro. Desço as escadas e vou para a cozinha. Hoje era folga dos empregados, mas Mariah estava ali.

— O que faz aqui, Mariah? Deveria estar de folga — pergunto colocando-os no chão.

— Ah, menino, você sabe que não tenho nada para fazer e prefiro ficar aqui com vocês e meus menininhos. E Diana também está precisando de ajuda com o Lorenzo.

— Oi, tia Malia. — Pietra corre até ela e abraça suas pernas.

— Oi Pi, dormiu bem? — Mariah pergunta e ela responde que sim com a cabeça. — Que bom, e você, Pedrinho?

— Dormi sim, tia — ele responde todo meigo.

— Vamos comer? E depois vamos lá em cima levar o café da mamãe?

— Olia papai, um muquitão. — Ele aponta. Olho o que era e caio na gargalhada.

— Não é um mosquito, é uma borboleta.

— Aaaaaah! — Ele leva as mãos para cima.

Mariah põe nosso café da manhã na mesa. Ponho as crianças sentadas em suas cadeiras, ajudo Pi a comer, e Mariah, o Pedro. Pietra fazia uma dança da mastigação e eu só sabia rir. Minha vida era tão feliz e completa com eles, ainda mais com o Lorenzo, que veio para se encaixar na peça que faltava.

Esses últimos anos foram os melhores da minha vida, não que Diana e eu não tivéssemos brigado ou que não havíamos nos desentendido nesse meio tempo, claro que sim. Até porque um casamento é isso, mas sempre tudo dava certo, enfrentamos juntos todos os obstáculos. Quando terminamos de comer, Mariah preparou uma bandeja com o café da manhã de Diana, entrego a Pedro uma rosa e outra a Pietra, que não parava de pôr o nariz nela exageradamente e dizer que estava cheirosa. Pego a bandeja e subimos as escadas devagar.

Abro a porta do quarto com cuidado e ela ainda dormia, estava muito cansada. Até tentei ajudá-la, mas também estava cansado demais por conta da empresa e acabei pegando no sono com o Lorenzo no colo. Só me lembro dela pegar ele e pedir para que eu descansasse. Pedro corre até a mãe e com o maior carinho a chama, suas mãos pequenas a balança devagar. Ele passa suas mãozinhas nos cabelos dela.

— Mamãe, acoda. — Ela se mexe na cama, acordando.

— Oi, meu anjinho. — Ela dá um beijo nele.

— Olia o que eu touxe para você. — Ele mostra a Rosa.

— Nossa, que linda, obrigada. — Ela o abraça e novamente o beija.

— Mamãe, mamãe? Eu também tlouxe uma para você. — Pietra vem correndo e se atira nos braços dela.

— Oi, minha loirinha linda, você também me trouxe uma rosa? A sua também está linda e cheirosa.

— Tá vendo, papai? — ela fala comigo.

Diana me olha e o sorriso largo logo aparece em seu rosto.

— Bom dia, amor. Eu trouxe seu café da manhã.

— Amor... — Pedro repete e começa a rir. Olhamos para ele, que continuava dando sua risada gostosa.

— Oi, amor — ele fala com Pietra, que ri também.

— Eles estão caçoando de mim? — pergunto para Diana.

— Parece que sim, que meninos são esses, hein? — Ela dá risada. Ela se ajeita na cama e ponho a bandeja em cima de suas pernas.

— Obrigada.

— Não mereço um beijo?

— Merece sim. — Ela faz sinal, me chamando com a mão.

Me aproximo dela que me dá um selinho demorado.

— Eca — Pedro fala.

— Mamãe e papai se beijalam, mamãe e papai se beijalam — Pietra repete, nem parece que tem apenas 3 anos.

— Vocês estão demais hoje, vamos ver como o Lorenzo está?

Os meninos saem correndo na minha frente, dou uma piscadela para Diana e me aproximo dela.

— Como está?

— Cansada, mas bem. O Lorenzo passou a noite quase toda acordado e eu não queria deixá-lo com a babá.

— Imagino, desculpa por ter dormido ontem.

— Sei que estava cansado, não precisa se desculpar.

— Que tal irmos ao parque com as crianças hoje?

— Seria ótimo.

— Então vou pedir a Mariah para fazer uma cesta de comida. Quero fazer um piquenique.

— Eles vão adorar.

— Então se arruma, vou falar com a Marta para ajeitar as coisas do bebê.

— Ok.

Dou um beijo calmo e demorado nela. Me levanto e vou para o quarto do Lorenzo, chego lá e os meninos estão tagarelando enquanto Marta cai na risada pelas coisas que eles estão falando.

— Marta, bom dia.

— Bom dia, senhor.

— Vamos ao parque hoje, poderia arrumar as coisas do Lorenzo? Por favor.

— Claro, vou arrumar agora.

— Obrigado.

— Papai, também vamos com o Lolenzo? — Pi pergunta.

— Sim, todos nós vamos.

— Imão, vamos nos diveti muitaaaao — Pedro fala.

Me aproximo do berço e o pego, ele estava acordado e com os olhos bem abertos. Ele era diferente da Pietra e Pedro, se parecia comigo e não com Diana. Dela, tinha apenas os olhos, que eram verdes, e alguns poucos traços do rosto dela. Fico ali com ele até que Pietra me pergunta:

— Papai?

— Oi.

— Como que tem bebê?

— An?! — Quase me engasgo com minha própria saliva.

— Como que tem um bebê?

— As pessoas vão num hospital e tem seus bebês — desconverso.

— Nããããoo, isso eu já sei bobinho, como ele parou na barriga da mamãe? — Ela aponta para o Lorenzo. Nunca fiquei tão vermelho como agora.

— Pergunta a sua mãe, ela vai saber responder.

— Tá bom. — Ela dá de ombros e sai correndo.

Pedro e eu vamos juntos, que menina era essa.

— Espero que você não seja assim também — falo com Lorenzo, que está em meu colo e ele sorri, manhoso.

Chegando no quando a ouço perguntando para Diana como o Lorenzo foi parar na barriga dela.

— É... Pergunta a seu pai — ela diz.

Me encosto no batente da porta e ela estava vermelha também.

— Aaah não, o papai mandou te pegunta. — Pietra me entrega. Ela olha para mim e estreita os olhos.

— Então... quando duas pessoas se amam muito e esse amor não cabe neles dois, vem um bebê.

— Então o amor de vocês foi beeeem gandão, hein? Puque veio eu e o Pledo aí dento. — Ela aponta para a barriga de Diana, seguro meu sorriso e continuo observando.

— Então pode acontece isso comigo e a Pi? — Pedro pergunta.

— O que!? Não. Não pode, só com pessoas igual a mim e seu pai.

— Assim como? — eles dois perguntam.

— É... Maycon poderia me dar uma mãozinha aqui?

E assim foram os 10 minutos seguintes, tentando explicá-los como era. Por fim, arrumamos eles e o Lorenzo, pegamos tudo o que precisaríamos e fomos para o Parque Central, junto com Mariah e a babá.

Foi uma verdadeira baderna, pois os meninos não paravam quietos. Chegando no parque, estendi a toalha no chão e todos nós nos sentamos. As crianças correm no parque brincando, Lorenzo estava deitado quieto ao lado.

— Você não podia ter me dado uma vida melhor — Diana fala olhando para nossos filhos correndo. — Obrigada.

Me aproximo dela, olhando em seus lindos olhos. Essa era a mulher com quem eu passaria minha vida inteira ao lado, eu é que tinha que agradecer por tudo o que ela estava me proporcionando. Me aproximo de seus lábios, quando eles se tocam só tenho mais uma confirmação das que tenho todos os dias: de que essa é a mulher da minha vida. Nos afastamos e, abraçados, ficamos olhando os nossos filhos correr.