A secretária do CEO
Capítulo 7
tal terno da Armani, garçons e diversas outras coisas necessárias, voltamos Depois de passarmos o dia inteiro na rua, vendo o local da festa, toda a decoração e estrutura, buffet, roupas, o para a empresa. Cheila e eu vamos batendo papo e dando risada de coisas fúteis. Deixo minhas coisas na mesa e vou até a sala do Sr. Corppin, bato na porta, mas não ouço nada. Será que ele já foi embora? Meu subconsciente me questiona. Abro a porta e entendo o motivo da sala estar silenciosa, ele e Adrya estão se beijando. Ele está encostado em sua mesa com a mão na bunda dela e ela entre suas pernas. Olho aquela cena e o ódio cresce em mim, limpo a garganta, causando um som forçado até demais, ela se afasta dele em um sobressalto, tomando um susto. Já ele, apenas passa os dedos ao redor da boca, como se estivesse limpando-a e fazendo uma cara que eu particularmente achei sexy. Muito sexy.
— É... vou indo — diz, sem graça, pronta para sair da sala.
— Ah, não precisa, podem continuar, desculpa ter entrado na sala desse jeito, mais é que eu bati na porta e ninguém falou nada, então achei que não tivesse ninguém. Mas entendo o porquê de não ter recebido uma resposta — digo com certa ironia. Posso ver que ele não está gostando nada disso.
— Já estou de saída. — Adrya diz e sai correndo da sala. Assim que ela sai, viro as costas para sair também.
— Sim... você conseguiu o que queria. Agora, pode me dizer o que veio fazer em minha sala? — Ele cruza os braços.
— Eu só queria avisar sobre o que já foi resolvido em relação ao evento, mas posso fazer isso depois.
— Não. Quem diz se vai ser depois ou não aqui, sou eu, e não você. Creio que meu pai te deu muita liberdade, garota. Mas eu não sou ele, então as coisas vão funcionar do meu jeito, não do seu. Pode começar a falar, querida — diz com sarcasmo, cruzando os braços se encostando novamente em sua mesa.
— Ok, chefe. Encomendei seu terno, agora só preciso das suas medidas, uma moça vai vir aqui, em breve, tirar. Conseguimos um cardápio variado sobre o buffet e queria que o senhor avaliasse, a decoração também e toda a parte financeira.
— Deixo essa questão de escolhas contigo, confio no seu gosto e espero não me arrepender. Me mande todos os valores para que eu possa ver e avaliar.
— Obrigada. — E saio da sala. Maldita a hora em que esse idiota entrou na empresa, meus dias aqui serão um inferno! Já estava na hora de ir embora, me despeço de Cheila e desço para a garagem, entro no carro e ponho minhas coisas atrás. Tento ligar o carro e ele não funciona. Tento novamente e de novo faz o mesmo barulho irritante. Mas que merda.
— Quer ajuda? — Claiton pergunta.
— Ah, oi. Quero sim, não estou conseguindo ligar meu carro.
— Deixe-me dar uma olhada, esses carros são bem difíceis para quebrar e o seu está relativamente novo. — Ele entra no meu carro, bate a chave e realmente não pega.
— É a bateria. — Abre o capô. — Pelo visto, alguma coisa aqui puxou toda a energia da bateria, vai ter que levar guinchado para o mecânico. Talvez tenha deixado os faróis ligados ou o som.
— Que merda...
— Deixa que eu a levo, você fica e resolve isso, por favor. — O intrometido do Sr. Corppin resolve aparecer, ele sabe ser educado.
— Sim, senhor. — Claiton pega seu celular para fazer algumas ligações.
— Podemos ir? — Sr. Corppin pergunta.
— Sim, vamos. — Tento soar tranquila com tudo aquilo. Claro que não iria recusar uma carona depois do meu dia exaustivo.
Entro no carro e vamos em silêncio todo o percurso, fico observando pela janela a movimentação da cidade. Confesso que amo minha Chicago. Vejo uma moça discutindo com um homem na calçada jogando as rosas na cara dele. O que será que ele fez para ela?
Quando o carro para na porta de casa, não sei ao certo o que lhe dizer.
— Obrigada — digo e saio do carro.
— Ei, na sexta posso te pegar?
— Não, obrigada.
— Por que não? — Ele sai do carro e vem até mim.
— Porque eu não quero, Sr. Corppin. E eu tenho meu carro, posso dirigi-lo. Busque Adrya, com toda certeza, ela não irá recusar — digo já irritada, não quero fazer parte do joguinho dele. Ele me olha por um tempo, vira as costas e vai embora. Idiota.
Entro no meu apartamento e vou direto para o banheiro, tomo um bom banho e visto uma camisola qualquer, peço uma pizza e fico assistindo TV enquanto espero. Meu celular toca e eu decido atender, afinal, era o Diego.
— Oi, meu anjo.
— Oi, Diego. — Sorrio pelo modo como me chamou.
— Desculpa não ter te ligado mais cedo, já estava dormindo?
— Não tem problema, já estou acostumada. Não, estou esperando uma pizza que eu pedi chegar.
— Nossa, assim você me faz sentir a pior pessoa. — Ele dá risada. — Como se eu não te ligasse sempre.
— Mas é justamente isso o que você faz — digo revirando os olhos, mesmo sabendo que ele não via.
— Que calúnia, dona Diana. — Ele ainda ria.
— Dona é? Me senti com 80 anos.
— Uma senhora de 80 anos bem gostosa — sua voz sai bem rouca.
— Pare de fantasiar coisas, Sr. Salvatore — digo e ele dá uma gargalhada estrondosa. — Na sexta vai ter um evento na empresa, não estaria interessado em me acompanhar?
— Está me chamando para um encontro?
— Ei, não. Só estou te chamando para me acompanhar, não queria ir sozinha.
— Eu tenho alguns assuntos pendentes com a empresa aqui, mas prometo que tentarei ir.
— Cobrarei.
— Deve, terei que desligar, anjo, nos falamos até lá — ele diz.
— Boa noite.
— Boa noite, meu anjo, bons sonhos.
Ele desliga logo em seguida.