A secretária do CEO
Bônus
Um amigo meu, me fez um pedido, para atender uma pessoa em especial que Hoje estava um tremendo alvoroço, aqui na sede. Fui chamado para ir a um lugar onde acontecia toda a magia. está lá. Pego meu carro e sigo para o lugar, ele era secreto e não podia ser descoberto por ninguém. As pessoas que eram levadas para lá eram encapuzadas, não via nada do trajeto e nem do ambiente. Só conhecia os locais de tortura. A CIA é muito reservada e tenta a todo custo manter tudo em total sigilo sobre o que acontece lá dentro. As pessoas que entram lá não saem vivas, só por algum milagre, mas é bem provável que não. Chego ao local e me identifico, logo liberam a minha entrada.
— Eae, Dante. Fiquei sabendo que não está dando conta do prisioneiro — falo o zoando.
— Vai se ferrar, Scott. — Ele revira os olhos e logo em seguida me cumprimenta.
— Cadê o relatório do prisioneiro?
— Está na minha sala.
Vamos caminhando e conversando até sua sala, chegando lá, ele me passa o relatório. Sento e começo a ler, ele já tinha passado por diversas torturas e fico feliz por isso. Amava torturar esses caras, eles não valiam de nada. Levanto e vou para onde ele estava: no quarto escuro. Chamávamos assim porque a pessoa ficava isolado no escuro, sem roupa e molhada. Ficava lá por semanas, sem dormir e com um som alto e irritante. Ele ficava algemado de forma desconfortável no chão frio, as vezes até colocamos alguns bichos nas celas, para incrementar a tortura. Vou ao painel de controle do lado de fora do quarto, desligo a música e ligo as fortes luzes de lá. Logo em seguida, entro.
— Ora, ora, se não é o famoso Juan Possidôni. Como está sua estadia aqui? Gostando do tratamento VIP? — Pergunto o olhando da cabeça aos pés. Ele estava bem magro, seus olhos estavam fundos, os cabelos e barba enormes. Parecia assustado e bem provável que doido, pois mexíamos com o psicológico de todos que torturamos.
— Q... Quem é você?
Vou até ele e tiro suas algemas. Ele estava deitado de barriga para baixo no chão, com as mãos algemadas para trás e os pés amarrados a uma corrente. Ele cheirava bem mal e estava inteiramente molhado. A sala era bem úmida e me causava arrepios pela frieza do lugar. Tiro às correntes, o liberando.
— Você não me conhece, meu caro, mas eu te conheço muito bem. Vamos... de pé! — Chuto suas pernas, ele se levanta com dificuldade, se escorando na parede e fazendo caretas de dor. Ele estava naquela mesma posição fazia duas semanas.
— Já, já, nossa sessão começa, vou apenas fazer uma ligação. Só um momento. — Pego meu celular do bolso.
Disco o número e logo chama. No segundo toque o telefone é atendido.
— Eae, Scott.
— Eae, cara, tudo tranquilo por aí? Vim fazer aquela visitinha que você tanto me pediu.
— Sim, e por aí? Nossa, que ótima notícia.
— Aqui o negócio está começando a ficar bom. — Abro um sorriso malicioso nos lábios.
— É uma pena não poder ver isso, mas passa o telefone.
— É pra já.
Me aproximo de Juan.
— Telefone pra você, otário.
Coloco o celular no viva voz e passo para ele, que com as mãos trêmulas, pega. Aviso que o celular já estava na mão de Juan e ele começa dizendo:
— A Cia está lhe tratando bem? Porque eu aposto que, se você não estivesse aí, eu faria bem pior contigo aqui fora. Mas Scott vai te dar uma atenção especial aí dentro, te garanto.
— Maycon? Seu filho da puta... — Sua voz sai trêmula e baixa.
— Você ainda tem forças para falar? Uma pena que daqui a pouco você não vai ter mais. Queria te avisar que estou desfazendo todo o seu império, comprei todas as suas ações, empresas, carros, casas. Absolutamente tudo seu, como você sempre fez na minha vida e dando para quem precisa. Isso é para você aprender a não mexer mais comigo, com minha mulher, ou qualquer outra pessoa. Espero que sua vida seja bem, longa, pois a tortura vai ser. Bem-vindo ao seu hotel 7 estrelas. — Ele desliga o telefone logo em seguida.
— É, meu caro, acho que agora só sobrou nós dois. O que deseja, tratamento de choque? Afogamento? Produtos químicos? Quer que eu traga o cardápio?
Fim!
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Amanda Sampaio