A secretária do CEO
Capítulo 13
filme, mas era muito bom, de ação. Já era de noite quando decidimos pedir Maycon e eu decidimos ficar no hotel mesmo, assistindo filme no sofá da sala, não sei ao certo o nome do algo para comer. Não estávamos no espírito de sair hoje, estávamos quebrados da reunião.
— Que tal eu fazer nosso jantar? — ele diz.
— E você sabe cozinhar, por acaso?
— Mas é claro, e muito bem, por sinal. Vou pedir que tragam algumas coisas do mercado e comemos aqui, tudo bem?
— Pode ser, já estou com fome.
— Mas é claro que está, parece que tem um buraco negro nessa barriguinha aí. — Ele começa a rir.
— Ei, nada a ver. — Bato em seu ombro de leve.
— Sabe, eu sou louco para ser pai. — Ele me pega de surpresa. — E você daria uma ótima mãe para meus filhos. — Ele se aproxima e passa o polegar na lateral da minha barriga.
— É... quem sabe, mas vamos com calma. Vamos aproveitar nossos momentos juntos e tentar fazer o máximo de lembranças juntos.
— Você está certa. — Ele me dá um selinho e pega seu celular. Percebo que seleciona suas compras por um aplicativo, e a estimativa de chegada é daqui a 15 minutos.
— Enquanto você faz a comida, vou tomar um banho. — Caminho para o quarto.
— Ok.
Subo e vou para o banheiro, encho a banheira e ponho alguns sais e perfumes na água. Faço um coque alto no cabelo e ponho uma música no celular, para relaxar. Testo a temperatura e então entro na água, deixando ela me relaxar. Fecho os olhos e fico ali, quieta, apenas sentindo a sensação da água em minha pele. Estava tão bom que acabo adormecendo.
Acordo com uma leve carícia em meu rosto e um beijo suave em meus lábios. Abro os olhos e Maycon está sentado na beira da banheira, me olhando atento. Seu sorriso é tão lindo, eu não me cansaria de olhá-lo nunca.
— Você sumiu, vim te procurar.
— Desculpa, acabei dormindo. — Sorrio sem graça.
— Você é tão linda dormindo. — Ele acaricia meus cabelos.
— São seus olhos.
— Venha, vamos comer, você já deve estar bastante enrugada.
— Minha fome triplicou, e os dedos estão mesmo. — Olho para os meus pés. Saio da água e me seco, ponho uma camisola longa, de renda na parte dos seios e o restante de seda na cor preta, e desço. O cheiro estava divino. Macarrão com molho bolonhesa, legumes grelhado e camarão salteado no alho e óleo com um vinho tinto suave. Tudo estava perfeito e muito gostoso.
— Realmente, tenho que admitir, você cozinha bem.
— Se isso foi um elogio, obrigado. Para você ver que não tenho só um rostinho bonito.
— Alguém nessa relação tinha que saber cozinhar, não é mesmo? — digo rindo.
Eu fiquei com as louças e Maycon as guardou. Quando terminamos, decidimos tomar mais um pouco de vinho perto da lareira, à noite estava um pouco fria. Ficamos sentados agarradinhos ouvindo Sam Smith, Too Good At Goodbyes, uma música linda com melodia encantadora. Ficamos olhando a lua através da grande janela de vidro da sala.
— Tenho medo de me decepcionar com você, de me apegar e você simplesmente perceber que o que sente não é algo real... — sussurro.
— Eu não vou decepcioná-la, eu prometo. A muito tempo não tenho um momento desses, de parar para relaxar, ouvir uma música, fazer algo que não seja trabalho. E você me trouxe isso. O que estamos vivendo é tudo novo para mim, apesar de ter tentado uma vez... você sabe. — Assenti, não dando seguimento aquela conversa.
— Quero muito confiar em você... — murmuro e ele me dá um beijo nos cabelos.
— Apenas confie. — Ele sorri.
Ficamos boa parte da noite ali, em algum momento apaguei sem perceber.
Acordo meio sonolenta, estou no quarto, olho no despertador e já são 9:00 horas... Estou atrasada para a reunião e cadê o Maycon? Levanto desesperada. Tomo um banho correndo e me maquio às pressas. Maycon para na porta do banheiro ainda todo desarrumado. Será que ele enlouqueceu?
— Você não vai se arrumar? Estamos atrasados!
— Atrasados para que? — pergunta, rindo.
— Para reunião, né? Deixa eu passar, tenho que pegar uma roupa e você, já para banho! — Passo correndo por ele. Quando dou por mim, estou em seus braços, sendo jogada na cama. Dou um gritinho de surpresa e ele está rindo feito louco.
— Maycon, vamos nos atrasar e para de rir, não estou entendendo.
— Não temos reunião hoje, minha maluquinha. Ligaram hoje de manhã para cancelar, porque eles teriam uma viagem em cima da hora.
— E você pretendia me avisar isso que horas? — Bato de leve nele.
— Talvez quando você acordasse calma e sem pressa, parecendo uma louca correndo pelo quarto. — Ele ria.
— O que vamos fazer hoje, então? — Reviro os olhos.
— Mocinha, mocinha. Não revire os olhos pra mim que posso te dar uma boa lição — fala um pouco sério demais, não entendo o porquê, afinal, eu sempre fazia isso.
— Ah, é mesmo? Só se você me pegar. — Empurro ele e saio correndo. Me escondo na biblioteca entre uma prateleira e outra. Ouço Maycon gritar, dizendo que iria me achar, e quando me achasse, eu seria uma Srta. Williams mortinha. Me segurei para não rir. Saio do meu lugar e vou devagar para sala. Maycon estava passando perto da piscina, saio correndo e derrubo ele lá, mas também sou levada junto.
— Te peguei! — Ele diz, rindo.
— Porque eu deixei — desdenho.
— Eu sei que você queria ter uma boa lição. Agora vou te dar o que merece por ser uma menina malcriada.
Tento fugir dele, mas em vão. Ele me põe sobre seus ombros e afaga minha bunda, dando logo em seguida um bom tapa. Ele sai da piscina deixando um rastro de água pelo chão.
— Vamos molhar tudo — reclamo.
.— Não tem problema.
Ele vai para o quarto, tira minha roupa molhada e me entrega uma toalha para que eu me enxugue. Quando termino, ele me puxa para seu colo e me deita nas suas pernas, deixando meu bumbum todo à mostra.
— Agora, vou lhe dar umas boas palmadas, até seu traseiro ficar vermelho. Já disse que vermelho combina contigo? — diz com a voz rouca. Eu deveria correr dele, ou me debater para sair dali, mas eu estava me excitando com tudo aquilo.
— Pronta? No três, eu lhe dou umas palmadas.
— Não estou pronta... — Ele acaricia minha bunda.
— Vamos lá, conte até três — ele ordena.
— Um. — E antes que eu esperasse, recebo o primeiro tapa na bunda, me fazendo pular em seu colo.
— Você não disse que era para contar? — Choramingo pela ardência na pele. Não era porque ele havia batido forte, mas sim por minha pele estar molhada e sensível.
— É mais gostoso quando a gente não espera. — Ele larga mais outro. Começo a me sentir úmida, estava me excitando com aquilo. Ele me bate mais uma vez e prendo o gemido. Não queria dar esse gostinho a ele. Bate mais uma vez e minha vagina começa a formigar. Os tapas doíam, mas o prazer que eu sentia era bem maior, era loucura. Ele bate várias vezes e não aguento, solto um gemido.
— Sabia que você ia gostar, safada. — Sua voz estava extremamente rouca, era uma delícia de se ouvir. Ele acerta mais outro tapa e sinto minha vagina pulsar. Ele penetra um dedo em mim e, com a outra mão, larga mais um tapa, minhas pernas tremem com o último.
Maycon me joga na cama e antes que eu perceba, ele já está dentro de mim. Gemo com a sua invasão, suas estocadas são rápidas e fortes. Me viro, trocando a posição, ficando por cima. Cavalgo com vontade em cima dele, enquanto seguro os seios, apertando-os. Seus olhos estão em puro fogo e aposto que os meus também estavam cheios de tesão. Queria extravasar, então aperto minha vagina em seu pau, fazendo-o gemer também. Saio de cima dele e levo minha boca para seu membro, desço a boca por toda a extremidade e depois subo, passo minha língua na cabeça e o engulo novamente.
— Já chega dessa pirraça, vem aqui. — Ele me puxa para a cama e me põe de quatro. Enrola os meus cabelos em sua mão e me penetra. Ele dá um tapa em minha bunda fazendo-me estremecer, rebolo em seu pau enquanto seu quadril choca contra minha bunda. Não consigo mais aguentar e gozo, logo depois, ele também. Caio sobre a cama e minha vontade era de ficar ali. Maycon está sobre meu corpo e ainda está dentro de mim, beija meu pescoço e afaga os meus cabelos.
— Vamos tomar um banho? — pergunto ainda ofegante
— E quem disse que eu acabei com você? — Ele começa a se movimentar novamente, ficando completamente duro dentro de mim.
Depois de mais uma rodada de sexo, fomos tomar banho. Decidimos comer fora e dar um passeio.
— Leve roupa e biquíni.
— O que você está aprontando?
— Nada de mais, apenas vamos nos divertir hoje, sem compromissos.
Me arrumo, ponho um short jeans, uma blusa azul-clara, um colar e tênis, pego minha bolsa com o necessário e saímos. Desço para a garagem junto com Maycon, ele abre a porta para mim. Em minutos, já estávamos na estrada. A mão de Maycon descansa em minha perna, e vez ou outra ele olha para mim e sorri. No rádio toca Fifth Harmony Work, o ritmo é bem gostoso de ouvir, dá até vontade de dançar. Paramos num restaurante para almoçar, o lugar não esbanjava riqueza e eu agradecia por isso, era bem aconchegante.
Uma moça ruiva vem nos atender. O olhar dela em cima dele me causava uma certa raiva.
— Bom dia, em que posso ajudar? — Ela não tira os olhos dele. Quando vamos sair sem que uma mulher fique de gracejos com ele?
— Bom dia, quero dois Dry Martini e dois especiais da casa.
— Só isso, senhor? — Ela põe a mão em seu ombro e dá um leve aperto. Maycon me olha, e eu olho de seu rosto para a mão da moça em seu ombro.
— Amor, você quer mais alguma coisa? — Ele dá ênfase ao amor, e eu não podia deixar de notar de como era bom ser chamada desse jeito.
— Apenas que ela tire a mão do seu ombro. — Dou um sorriso largo e debochado.
A garçonete olha para mim sem-graça, mas não tira a mão do ombro dele.
— Você não ouviu minha esposa falar? — diz, com a voz firme. Minha esposa? Ok.
— Ah, senhor, desculpe, não foi minha intenção.
— Não deve desculpas a mim, e sim a ela.
— Desculpas, senhora. — E ela se retira.
— Satisfeita? — Ele abre um meio sorriso.
— Agora sim, da próxima, espero não ter que falar nada. Você já é grandinho, não é mesmo? E sabe se defender das piranhas em ação. — Maycon começa a rir.
— Piranhas em ação foi ótimo, daria um bom filme.
— Com toda certeza, e eu acabando com todas. — Rio.
Nossa comida foi entregue e o Dry Martini também, desta vez, veio um rapaz nos entregar o pedido. A comida estava uma delícia.
Assim que pagamos a conta, voltamos para a estrada, uns 30 minutos depois, chegamos... Não sei bem dizer onde, mas pelo visto, íamos descer de tirolesa. O local era lindo, a natureza era bem presente, podia ouvir os pássaros cantando, e o perfume das flores é ótimo.
— E aí, vamos?
— Sempre tive vontade, mas coragem sempre me faltou. — Digo olhando para a tirolesa. Fomos caminhando em direção a um dos mirantes, um rapaz nos recebeu e explicou tudo o que precisávamos saber. Logo, já estávamos prontos para descer. Meu coração estava a mil, meu medo de cair era muito grande. Maycon segura em minha mão e sorri, uns segundos depois, eu já estava descendo. A sensação era ótima, a água lá embaixo era tão clarinha, podia ver toda a natureza do alto. Já estava chegando no fim, meus pés batem na água e logo chego ao outro lado. Maycon chega pouco depois.
— Gostou?
— Gostei sim, iria mais vezes!
— Venha, tenho algo para nós.
Caminhamos por uma pequena trilha e chegamos a um belo jardim onde havia várias pessoas sentadas no chão, fazendo piqueniques. Passamos por elas e chegamos a uma grande árvore perto de um lago. Tinha uma grande toalha no chão e comida por cima dela. Iríamos fazer um piquenique?
— Quando é que você tem tempo para preparar essas coisas, hein?
— Pedi a uma pessoa que fizesse. — Ele deu de ombros.
— Me esqueci que era rico — digo sarcástica.
— Ser rico tem suas vantagens.
— Não tenho dúvidas.
Nos sentamos e tivemos uma tarde maravilhosa, regada a muita comida, risadas e brincadeiras. Depois de comer, pegamos a estrada novamente e paramos em uma praia, maravilhosa. Sua água era azul clara, me lembra os olhos de Maycon.
Tiro minha roupa e me deito em uma das espreguiçadeiras, enquanto Maycon avisa que daria um mergulho. Fico tomando sol enquanto lia um livro e olhando ele de longe... até uma mulher se aproximar dele, analisando-o de cima a baixo, babando nele.
Quem não babaria numa coisa linda daquela de sunga, com seu volume marcado e sem nenhuma mulher do lado? Fico apenas observando, ele fica meio sem jeito, passando a mão em seus cabelos. Ele fazia não com a cabeça, eu não sabia ao certo o que estava acontecendo. Ela passa sua mão em seu rosto, percebo que estava indo longe demais. Perco totalmente a compostura, me levanto e caminho até ele.
— Algum problema aqui, amor?
— Não, nenhum —diz, meio sem graça. A mulher me olha de cima a baixo, com certo desprezo.
— Essa é Lis, e essa é minha esposa. — Ele nos apresenta, sorrio mentalmente com o esposa. Ela estende a mão para mim e a pego dando o melhor sorriso que consigo.
— Sou prima do Maycon — ela diz com aquela cara de azeda. — Não sabia que agora ele tinha esposa, que pena, nos divertíamos tanto quando era solteiro... — Ela olha para ele e pisca. Será que todas as mulheres vão realmente dar em cima dele? Ainda na minha cara?
— É uma pena mesmo para você, mas acho que não precisa de mais uma, tem tantas. — Olho para ela e pisco do mesmo jeito que tinha acabado de fazer. Ela fica sem entender.
— Além de loira, é burra. Vamos, amor? — Ofereço minha mão a ele, que pega na mesma hora, dou um breve aceno para ela e saio.
— Você a chamou de galinha na cara dura e ela nem se deu conta. — Olho para ele, séria. — O que foi? Não fiz nada. — Ele levanta as mãos.
— Exatamente, foi isso o que você fez, nada. Elas ficam dando em cima de você e você não faz absolutamente nada. Deixa elas te tocarem, ficarem se jogando para cima de você e você apenas aceita.
— Calma anjo, não é por mal, esquentadinha.
— Esquentadinha? Agora imagina um homem jogando charminho para mim, me tocando, cheio de papinho para o meu lado? — Seu sorriso se desfaz na hora.
— Ok, você está certa. Nada de homens tocando em você e de papinho, e nem mulheres com graça para meu lado.
— Acho bom.
— Você fica mais linda ainda com ciúmes.
— Não estou com ciúmes, só não gosto. Não sou bonita como elas, e nem tenho dinheiro.
— Você não é o que!? Bonita? Com toda certeza, não, você é bem mais que isso. É linda, gata, maravilhosa, tem um corpo que me enlouquece, só de te olhar fico excitado, essa tua bunda.... Você não sabe as coisas que tenho vontade de fazer com ela. — Ele fecha os olhos e respira fundo. Olho para seu membro e estava ficando duro. Ainda bem que não tinha gente muito perto, parecia estar se acalmando. Começo a rir com aquela situação.
— Vai rindo que eu te pego aqui mesmo.
— Ah, é? Essa eu quero ver.
— Pois vai ficar querendo. Gosto de ver seu prazer e ouvir seus gemidos sozinho, sem plateia. — Ele me agarra e me beija.