A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 14 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 15

 

3 semanas depois...

 

grandes negócios para a empresa, tínhamos batido o recorde de planos Maycon e eu, nessas últimas semanas, estávamos nos dando super bem trabalhamos muito e fechamos fechados. Aceitei morar com ele por hora, e foi a melhor coisa que fiz. Além do mais, meu apartamento ainda não terminou de ser reformado, e nem sei quando estará tudo pronto para alugar. Hoje, iremos almoçar juntos para comemorar mais um grande trabalho feito. O telefone toca, é da sala de Maycon.

— Preciso de sua ajuda, vem cá na minha sala.

— Certo, estou indo. — Desligo. Reparo nas portas do elevador se abrirem e a víbora sair dele. Mas o que ela está fazendo aqui?

— Olá Diana, que bom revê-la — diz com aquele sorriso cínico nos lábios.

— Oi Natacha, não posso dizer o mesmo — digo o mais seco possível.

— Enfim, sem mais delongas, cadê seu chefinho? Quero falar com ele, está aí dentro? — Ela aponta para sala indo em direção a porta. Me levanto rápido e vou atrás dela em passos largos, para impedi-la, mas já era tarde, ela abre a porta e entra na sala.

— Amor você viu aquele contrato, que fechamos ontem do Sr. Milan? — Ele procura dentro das gavetas sem levantar o olhar.

— Eu não sei onde está, mais posso te ajudar. — A víbora ri. Maycon levanta seus olhos rapidamente.

— Desculpa, ela entrou e não consegui detê-la. — Olho para minhas mãos.

— O que você está fazendo aqui? — Ele pergunta, sua voz sai tão fria que até meu corpo estremece.

— Não fale assim comigo, chefe. — Ela tem uma voz enjoada.

— Já te disse, me deixe em paz, e pare de me chamar assim.

— Vai me dizer que não gosta que te chame assim? Antes você amava... nas nossas loucas transas, quando te chamava de chefe, você ia nas alturas.

— Ainda bem que você sabe, antes.... Hoje, eu só sinto nojo e desprezo por você.

— Aí, assim você me magoa, chefe. — Ela faz drama. Eu queria grudar nos cabelos dela. — Preciso falar com você a sós. — Ela me olha com certo nojo.

— O que tiver para falar, pode dizer na frente de Diana.

— Eu acho que não seria uma boa ideia ela ouvir o que tenho para falar.

— Pode dizer — fala grosso.

— Se é assim que você quer.... Então, vim te avisar que estou grávida. — Ela põe a mão na barriga.

— E o que eu tenho a ver com isso?

— Nossa como você é bobinho. O filho é seu, não é óbvio? — Ela sorri e acaricia a barriga. Como assim, é dele? Fico sem reação, não consigo falar, nem me mover.

— MEU?! VOCÊ SÓ PODE ESTAR LOUCA! NÃO TEMOS NADA A MUITO TEMPO! — Ele grita, já irritado.

— Não se exalte, irei te explicar, é uma pena que você não se lembre da nossa noite maravilhosa, na sua última viagem a negócios. Foi uma pena não poder ter ficado te esperando acordar para contar o que houve... — explica. Então quer dizer que ele dormiu com ela? Meus olhos se enchem de lágrimas.

— Então foi você que me dopou!? Sua cretina, eu vou te matar! — Ele joga tudo o que está sobre a mesa no chão. — Mas mesmo que tenha me dopado, não teria como eu ter transado com você. — Para fitando-a, passando as mãos no cabelo nervosamente.

— Eu te dopei? Você só pode estar louco, me ligou naquela noite, disse que queria conversar comigo. Eu ainda estava na reunião, arrumando os papéis. — Ela também foi para a tal viagem? Meu desespero só aumentava. — Você disse que queria falar sobre “negócios”, mas o sexo foi ótimo, tirando a parte em que você me chamou de Diana. — Ela faz uma careta.

— Não posso acreditar nisso, isso tudo é uma mentira. Você me dopou, não chegaria tão baixo. — Ele ri sarcasticamente.

— Tenho como provar o que fizermos. Tão baixo? Eu não fiz nada, e só transei com você por amor. — Ela saca seu celular da bolsa, mexe e depois entrega para Maycon. Ele olha o que tem e depois soca a mesa.

— Sua cretina, como você pôde? Eu não posso acreditar em você, sua manipuladora!

— Aah, já ia me esquecendo. — Ela tira um papel da bolsa e entrega a ele. Depois de alguns minutos olhando, ele apenas diz:

— Quero o DNA. — Seus olhos estavam cheios de ódio e raiva.

— Tudo bem, quer olhar, florzinha? — Ela fala se direcionando a mim. Me entrega o celular e os papéis, leio, e um “Positivo” em negrito grita no exame. Pego o celular e dou play no vídeo.

Vejo Maycon deitado na cama enquanto ela cavalga em cima dele, depois sai de cima e chupa o membro dele, que está completamente duro. Meus olhos estavam cheios de lágrimas, não podia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Jogo o celular com toda força no chão e amasso o teste, jogando na cara dela.

— Que maravilha hein!? — Saio da sala e vejo Maycon vir atrás de mim.

— Diana por favor, a culpa não foi minha, você viu o vídeo, sabe que eu não fiz nada. — Ele tenta me alcançar.

— Sei? Porque eu não tenho certeza de nada? A culpa não foi sua? Se tivesse voltado para casa antes, como havia dito... mas não, você preferiu ficar lá e ainda transar com ela. A CULPA É TODA SUA! — Já chorando, agradeço mentalmente por estarmos sozinhos no andar da presidência.

Pego minha bolsa e saio de lá, entro no elevador e vejo ele correndo em minha direção, mas já é tarde demais, as portas se fecham e meu choro aumenta. Vou para meu carro e saio cantando pneus. Não sei para onde irei, fico rodando sem rumo, tentando arrumar meus pensamentos. Meu celular toca mais não atendo, sei que é ele, desligo o celular e resolvo parar em uma praça. Sento-me num banco afastado de todos e desabo em choro. Não podia acreditar que ela teria um filho dele, do meu Maycon, não posso suportar isso.

Nessas últimas semanas, estávamos nos dando tão bem, mas agora, sinto como se tivesse sido apunhalada pelas costas, enganada. Choro ainda mais, ponho tudo para fora. Esta criança não pode nascer sem um pai por perto, sei que ele vai está distante dessa criança por minha culpa. Fico ali por um bom tempo, não percebo que já é quase noite. Preciso tomar um banho e dormir, mas não tenho lugar para ficar. Pego meu carro e vou rumo à casa de Maycon.

Entro no apartamento e vejo ele se levantar do sofá vindo em minha direção. Ele está com os cabelos bagunçados e sua roupa está toda amarrotada, sua feição muda para algo como alívio quando me vê. Continuo andando em direção ao quarto, desvio o corpo quando ele tenta pegar em meu braço.

— Diana, por favor, me escuta. Eu não tive culpa, talvez por ter ido, mas não pelo o que aconteceu. Me entenda por favor? Não desejei isso e sinto nojo de mim mesmo. Se esse filho for meu, irei assumir, darei todo meu amor e apoio, mas não significa que terei que ficar com ela. É com você que eu quero ficar.

— Eu não quero ser o motivo para você ficar longe dessa criança. Não quero interferir em nada na criação dela, você deveria mesmo ficar com ela. Não será o mesmo entre nós dois.

— Pelo amor de Deus, para de ser cabeça dura. Não quero nada com ela, e eu cuidarei da criança se for minha, o que tudo indica que não é. Nada vai mudar entre nós dois. — Ele segura em meus braços. Desabo em choro, não estava suportando saber que não era eu a estar grávida dele, e sim ela. Maycon me abraça forte e me pede desculpas. Apenas fico calada, tentando entender tudo o que estava acontecendo. Ficamos naquela posição por um tempo, coloquei toda a minha angústia para fora através de lágrimas.

— Vai ficar tudo bem meu amor, eu te prometo. Vamos tomar um banho, você deve estar exausta. — Ele acaricia os meus cabelos. Caminhamos até o quarto, ele tirar as minhas roupas e me dar banho não parecia ser com má intenção. Ele passa a bucha com sabão em meus ombros e lava os meus cabelos. Depois de ter secado os cabelos na toalha, visto um baby-doll e me deito na cama. Ele sai do quarto e fico ali deitada, encolhida na cama. Estava ficando com dor de cabeça por ter chorado tanto. Fico olhando pela grande parede de vidro as luzes de uma parte de Chicago ao longe. Maycon aparece com um copo de água e um comprimido, parecia que tinha lido meus pensamentos.

— Imagino que esteja com dor de cabeça por ter chorado, tome. — Ele me estende a água e o remédio. Tomo e me deito novamente, ele se junta a mim na cama e acaricia os meus cabelos, até que pego no sono.

Acordo e olho o relógio ao lado da cama, já são 09:00 da manhã. Estou extremamente atrasada, procuro por Maycon e o encontro no escritório, de calça moletom e sem camisa, sentado em sua cadeira e mexendo no notebook.

— Não vai trabalhar hoje? — pergunto baixo.

— Vamos ficar em casa, achei melhor trabalhar aqui. — Ele sorri de lado. — Não temos nada agora pela manhã, só tenho uma reunião pela tarde com os sócios, mas não é necessária sua presença. Fique e descanse. Está melhor? — Ele pergunta vindo em minha direção.

— Estou sim. — Ele se aproxima e tenta me beijar, mas viro o rosto.

Ainda estava muito chateada. Eu precisava entender que a culpa não era dele e sim daquela vadia.

— O que eu vou ter que fazer para você me perdoar? Não aguento essa indiferença comigo, com a gente. — Ele segura minha cabeça, forçando a olhá-lo.

— Apenas faça amor comigo, quero te sentir, saber que você é meu, como eu também sou sua — digo quase em um sussurro.

— Ah, minha pequena, vou te mostrar o quanto sou seu. — Acaricia meu queixo.— Venha, quero te amar. — Vamos em direção ao quarto. Ele se aproxima de mim e acaricia meu rosto, dá leves beijos nos meus lábios e desce para meu pescoço, fazendo uma trilha de pequenos beijos. Sinto meu corpo se aquecer com o seu calor. Ele volta para os meus lábios e beija com calma, um beijo envolvente, cheio de leves mordidas.

Me leva até a cama, deitando-me com cuidado. Passa a mão pelo meu corpo e para nos meus seios, liberando-os de dentro da blusa. Ele toma posse com sua boca, sugando e morde suavemente, me deixando completamente excitada. Passo minhas mãos em suas costas, arranhando-o. Ouço o seu gemido baixinho, o que me enche de vontade dele. Maycon se livra de nossas roupas, nos deixando completamente nus. Eu nunca vou cansar de olhar para o corpo dele e o desejar, era a visão de um completo paraíso. Beija todo o meu corpo e para nos meus seios, dando atenção novamente a eles, chupando, dando mordiscadas; sobe e beija meu pescoço, depois voltar para meu ouvido e sussurra:

— Eu te amo, meu amor… É com você que eu quero construir uma família, ter meus filhos, você é minha, e eu sou completamente seu. — Meus olhos se enchem de lágrimas. Ele me ama!

— Eu também te amo, muito…— digo, percebendo o quanto o amava em tão pouco tempo.

— Hoje, eu quero realizar o meu sonho, ser pai.

— Se o filho dela realmente for seu, você já é. — Sorrio fraco.

— Quero ter um filho, contigo. Ser pai de um filho seu — fala calmamente em meu ouvido.

— Maycon, não é assi... — Ele me corta com um beijo.

— Teremos um filho, nosso. Quero te mostrar o quanto te amo e essa vai ser minha maior declaração de amor para você, um fruto nosso. — Meus olhos se enchem de lágrimas. Ele me envolve em seus braços me beijando novamente, fazendo as coisas esquentarem. Seu beijo é cheio de amor e sentimentos, era palpável. Ele desce traçando uma trilha de beijos pelo meu corpo, parando perto da minha feminilidade.

Beija minhas pernas e minhas coxas, indo para o meu clitóris, tirando toda a minha possibilidade de pensar. Ele introduz sua língua em mim, fazendo um vai e vem delicioso. Seguro em seus cabelos, incentivando-o a continuar. Ele continua a passar a língua em meu clitóris, fazendo movimentos circulares, e então coloca um dedo dentro de mim. Arfo de prazer enquanto ele estoca o dedo, estremeço em seus dedos, um aviso de que já estava para gozar, mas eles me deixam.

Maycon se posiciona entre minhas pernas, passando a cabeça de seu membro pela minha feminilidade, depois me penetra devagar, me preenchendo pouco a pouco. Jogo minha cabeça para trás quando sou preenchida por completo. Seus movimentos são lentos e inebriantes. Seus olhos diziam o quanto me amava, ele deixa escapar um sorriso lindo, de homem apaixonado. Eu sempre seria dele, mesmo que não quisesse. Ele se move numa calma torturante, se aproxima de mim e me beija com ternura.

— Eu te amo tanto, minha pequena, eu não posso ficar longe de você. Você é tudo o que eu tenho. Acho que nada do que eu te diga vai expressar o imenso amor que sinto por você, só posso te provar de um jeito... — Ele suspira baixo enquanto ainda se movimenta dentro de mim. — Amor...? Casa comigo? — ele sussurra em meu ouvido. Olho para ele não acreditando no que acabo de ouvir. Fico sem voz e as lágrimas que caem dos meus olhos são inevitáveis.

— Sempre ouvi dizer que o beijo é uma declaração de amor em silêncio, então… — Puxo ele para mais perto de mim e o beijo com vontade, pondo todo o amor que eu sentia naquele beijo. Quando meu fôlego acabou, dou selinhos nele, entre um beijo e outro, sussurrei:

— Sim. — Eu sei que era loucura, mal tínhamos começado a namorar, mas agora, na minha cabeça fazia sentido sobre o que a mulher no parque havia me dito. Almas gêmeas de vidas passadas.

Sinto seu sorriso nos meus lábios, seu vai e vem se intensifica, chegando ao meu extremo, porém, ele não para, continua a estocar em mim. Ele beija o meu pescoço, dando algumas chupadas e mordidas leves, me vira de costas e me penetra novamente, em um ritmo torturante. Massageia o meu clitóris fazendo com que eu sinta novamente o formigamento que eu tanto conhecia.

Com sua outra mão, ele aperta o meu seio, me fazendo entrar em combustão. Minhas pernas tremem e temo não conseguir ficar nessa posição por muito tempo. Maycon senta sobre seus pés e me puxa, sentando-me em seu colo. Começo a me mover sentando nele, suas mãos apertam os meus seios e dão leves beliscadas. Sinto o meu gozo chegar e meu corpo ter espasmos, sinto o seu gozo quente em mim, me levando junto. Com ele, as transas sempre eram envolventes e diferentes, e, com toda certeza, essa ficará gravada em minha mente eternamente.

— Te amo — digo olhando-o por cima dos meus ombros.

— Eu também, minha princesa. — Ele beija meus lábios.

Ficamos deitados na cama até nossas respirações se regularizarem. Depois, levantamos e fomos tomar banho, Maycon encheu a banheira e ficamos lá dentro relaxando. Ele estava a minha frente, segurando meus pés, fazendo massagem, seus olhos estavam atentos em mim.

— Você não falou brincando quando me pediu em casamento, né? — Minha ficha ainda não caiu. Só pode ser brincadeira, as coisas estão indo tão rápido.

— Claro que não. — Ele sorri.

— Não foi por causa do calor do momento?

— Eu já estava pensando nisso a algum tempo, achei que agora foi a melhor hora de te pedir. Eu te amo e não tenho dúvidas. O que eu mais quero é me casar com você e construirmos uma família juntos. Você não vai mais tomar o anticoncepcional, me encarregarei de pedir a Mariah para se livrar de todos eles, vamos, sim, ter um filho.

— Maycon, ainda está muito cedo. Não vamos curtir nosso casamento como queremos, não que eu não queira ter filhos, mas eu acho que não é o momento certo, ainda mais que tem aquela lá grávida. — Acabo ficando irritada.

— Não sabemos se é meu. Quem sabe ela não desista dessa ideia ridícula? Esquece isso por hora, por favor! Vamos fazer esse momento só nosso e já está decidido, vamos ter um filho sim, nem que eu tente diversas vezes. Não tome mais o anticoncepcional, pode já haver uma vida aí dentro.

— Você não existe, Maycon, acabamos de transar, como já tem uma vida aqui? — Reviro os olhos e rio em seguida.

— Ei, não ria, deixei em você vários filhos, um deles ao menos tem que ficar, não é mesmo? — Sorri de lado.

Depois que tomamos banho, Maycon foi para o escritório trabalhar. Ajudei ele com os contratos, digitando e mandando para o RH, já que era minha função. Estava terminando de mandar os e-mails para os fornecedores e acionistas deitada no quarto.

— Senhorita, o almoço já está pronto. Quer que eu traga sua comida agora? — A voz de Mariah ecoa pelo quarto.

— Não, irei comer na cozinha mesmo, obrigada. Já chamou Maycon?

— Já, sim, mas ele disse que não irá comer, está sem fome — explica balançando a cabeça negativamente.

— Faça um favor para mim, diga que eu estou mandando ele ir comer. E não aceito não como resposta. Já estou descendo, só vou terminar de enviar um e-mail. — Pisco para ela.

— Ok, senhorita. — Ela sai, rindo.

Envio tudo e, minutos depois, desço para a cozinha. Maycon estava sentado, me aguardando com os cotovelos apoiados na ilha e com as mãos entre o rosto, conversando com Mariah. Ele me olha descendo as escadas e sorri.

— Acabou de virar Sra. Corppin e já está mandando em mim, é? — diz sério, mas vejo que ele está se divertindo com tudo isso.

— Mas é claro, não é isso que as esposas fazem? Apenas estou cuidando de meu marido — desdenho, dando de ombros.

— Deus, meu menino vai casar? — Mariah, surpresa, colocou as mãos no rosto.

— Vamos sim, a pedi em casamento agora de manhã. — Maycon me olha contente.

— Não poderia ter ouvido notícia melhor que essa! Meus parabéns, meu menino, você merece ser feliz. — Ela olha para ele com ternura. — Obrigada, Diana, por cuidar tão bem dele.

— Não há o que agradecer. — Sorrio, me sentindo feliz.

— Kelly vai amar essa notícia, vai contar a eles no jantar hoje à noite? — ela pergunta alegre.

— Que jantar? — pergunto.

— Não estava pretendendo ir, mas tenho novidades a contar a eles e, afinal, tenho que te apresentar a família. — Ele me olha.

— Você não me falou sobre isso. — Começo a ficar nervosa em conhecer a família dele. O que o senhor Fellipe iria achar?

— Eu não iria, e também, só soube ontem à noite.

— Não estava me referindo a isso, e sim sobre conhecer a sua família.

— Fique tranquila, aposto que meu pai será o primeiro a amar. — Ele sorri.

— Tudo bem. — Respiro fundo, resolvendo deixar para pensar nisso depois. — Vamos comer?

Sentamos na mesa para comer, Mariah tem mãos de fadas, tudo o que faz fica realmente bom. Quando terminamos, Maycon foi para o quarto se arrumar para a reunião e eu fiquei deitada na sala de TV assistindo filme.

— Amor? Já estou indo, mais tarde estarei de volta. Tem um presente meu em cima da nossa cama para usar no jantar. — Ele deposita um beijo em meus lábios e se afasta. — Te amo. — Meu coração se aquece.

— Presente, é? — Seguro o riso. — Também te amo. — Parecia algo tão nosso quando dizíamos essas duas palavras. Meu coração se enche de amor apenas por ouvi-las.

Ele me dá mais outro beijo e sai. Saio correndo pela casa indo em direção ao quarto, pareço uma criança quando ganha um brinquedo novo. Chego ao quarto e encontro duas caixas vermelhas. De onde ele tira essas coisas? Sorrio. Em uma caixa está um vestido de guipir branco, as alças são finas, tem uma leve transparência na parte da cintura e na barra do vestido. Ele cobre até um pouco abaixo do joelho, dando um ar de elegância. Na outra, menor, um scarpin de bico fino vermelho, muito bonito. Fico sorrindo feito besta. Só podia ser Maycon.

Desço, me acomodo no sofá novamente e volto a assistir TV. Em algum momento adormeço.

Acordo com um toque suave em meu rosto, abro os olhos devagar e vejo o melhor sorriso que poderia receber.

— Vou ficar mal-acostumada, quero ser acordada assim todo dia agora. — Me espreguiço.

— Terei o prazer em te acordar todos os dias assim, será uma honra. — Ele me dá um beijo breve e se afasta. — O Jantar será daqui a pouco. Creio que se você queira ir, acho melhor começar a se arrumar... se não quiser ficar trancada em casa, mocinha. — Ele tenta soar sério.

— Ah, mas é claro, Sr. Corppin.

— Hoje, quero anunciar a todos sobre o nosso casamento. Quero você mais bonita do que já é. — Ele me beija com calma, sua língua invade minha boca, brincando comigo, e termina com uma leve mordida em meus lábios.

— Vamos tomar banho? — Ele me olha malicioso.