A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 15 de 32

Páginas do PDF

A secretária do CEO

Capítulo 16

 

maquiagem bem leve, não deixando de lado meu batom vermelho. Maycon já Eu já estou devidamente arrumada, o vestido ficou exatamente como imaginei, perfeito no corpo. Fiz uma estava lá embaixo, me esperando. Desço as escadas com cuidado para não cair por causa do salto, chegando lá embaixo encontro ele sentando no sofá tomando whisky. Seus olhos, quando bateram em mim, mostram algo que eu não sabia explicar. Admiração, talvez.

— Eu sou um sortudo. — Ele sorri.

— E eu sou a mulher mais sortuda por ter você. O homem tão cobiçado de Chicago.

— Não sabia que eu era cobiçado por Chicago.

— Aaaah, para. — Não contenho o riso.

— Vamos, amor? — Ele me estende a mão, pego-a e caminhamos para o elevador.

Claiton já estava à nossa espera, cumprimentamos ele e entramos no carro. Alguns minutos depois, já estávamos na estrada em direção a casa do Sr. Fellipe. Fico nervosa novamente. Será que ele vai gostar dessa ideia? De ter sua ex secretária como mulher de seu filho? Minhas mãos começam a suar e bato os pés no chão repetidamente, sinto as mãos de Maycon no meu ombro, acariciando-o.

— Relaxa, ninguém vai te morder lá.

— Quem me garante? — digo e ele dá uma leve gargalhada.

— Eu te garanto, o único cachorro que vai ter lá sou eu, e eu não mordo. — Ele me dá uma piscadela. Não aguento e começo a rir.

— Só você mesmo para me fazer rir numa hora dessas.

— Chegamos. — Ele olha para o lado de fora do carro. A casa é linda, passa uma tranquilidade, eu moraria ali a minha vida inteira sem reclamar. Os portões são abertos e logo entramos na mansão. Claiton estaciona o carro e sai para abrir a porta, saio do carro e só conseguia reparar nas coisas ao meu redor. Tinha uma piscina logo na frente. A arquitetura da casa era em plano baixo e muito moderna, a minha preferida, para falar a verdade, a minha necessidade de arquiteta falou mais alto para observar os meros detalhes de tudo. O chão da entrada é de madeira, tudo muito rústico e bonito.

— Não vai falar nada? — Maycon da risada. — É lindo, não é?

— Muito bonito, e a arquitetura da casa é maravilhosa.

— Achei que iria gostar. Vamos?

Ele estende o braço para mim e entramos. Está bem cheio para um jantar, tinha no mínimo umas 50 pessoas, todos muito bem vestidos e conversando em seus mundos. Maycon se dirige a uma mulher que, logo que o vê, abre um largo sorriso. Ela é alta, pele clara, ruiva, olhos castanho-claro, e está muito elegante em um vestido preto e saltos.

— Olá, Mãe. — Maycon dá um abraço nela.

— Oi, meu filho, como você está? Nunca mais tratou de ligar para sua mãe, simplesmente me abandonou. O seu pai não está nada contente com isso. — Ela faz biquinho e logo depois sorri.

— Muito trabalho.... Quero te apresentar a Diana — ele fala olhando para mim.

— Olá, meu amor, prazer, Kelly. — Me abraça e beija meus dois lados do rosto. — Presumo que você seja bem importante para ele, nunca traz ninguém aqui — diz a última parte num sussurro, e começo a rir.

— Kelly, dá para parar? — Maycon revira os olhos.

— É um prazer, Sra. Kelly. — Sorrio.

— Que nada, menina, só Kelly mesmo, venham, vou levar vocês até Fellipe. — Agora chegou a tão temida hora. Qual seria a reação dele ao me ver com Maycon aqui? Não dava mais tempo de pensar, ele estava logo à minha frente. Mais alguns passos e estaríamos perto um do outro. Mu coração começou a acelerar e as mãos a suar. Maycon dá um leve aperto em minhas mãos na tentativa de me acalmar, o que não adiantou muito. Quando chegamos perto, seu olhar surpreso em mim foi perceptível.

— Menina, que prazer ter você aqui. Quanto tempo que não te vejo.

— Oi, Sr. Corppin. — Abro meu melhor sorriso.

— Sem formalidades, aqui, eu sou apenas Fellipe. Estava com saudades de você, menina, te considero como uma filha. — Ele me abraça.

— Obrigada, Sr. Fellipe, o senhor faz muita falta na empresa.

— E você, Maycon? Como está? Semana que vem teremos uma reunião. Preciso saber como está indo a empresa.

— Oi, Pai, estou bem. Certo. Veremos um dia melhor e marcamos a reunião — Maycon fala meio desinteressado.

— Ah, rapazes, vamos parando de falar de negócios, Dono Fellipe. Você está proibido — Kelly fala e o Sr. Fellipe revira os olhos.

— Tudo bem, tudo bem, e vocês estão se dando bem? — Ele pergunta. Maycon e eu nos entreolhamos, meio que pedindo a permissão um do outro para falar sobre nós dois, e eu assinto para que ele fale.

— Diana e eu estamos... — Somos interrompidos, pois quando Maycon iria terminar de falar, um rapaz muito semelhante à Maycon, porém mais novo, agarra ele e abraça.

— Meu irmão, quanto tempo! Nunca mais nos falamos ou trocamos ideia. Como estão indo os negócios...? E esta bela dama? — Ele dispara as perguntas e olha para mim, pegando minha mão e depositando um beijo. — Prazer, Bernardo Corppin. — Sorrio meio sem graça.

— Diana Williams — respondo antes dele ser tirado de perto de mim por Maycon.

— Que garoto abusado, hein?! — Maycon fala e Bernardo cai na gargalhada.

— Só estou sendo educado, maninho, tenha calma que não vou pegar sua acompanhante para mim, o que seria uma boa ideia. Mas hoje estou em paz. — Ele levanta dois dedos e balança no ar em sinal de paz. Começo a dar risada dele. Bernardo não era de se jogar fora, ele é alto, tem olhos azul-escuros, cabelo loiro, a barba bem desenhada em seu rosto dava um toque a mais. Bernardo e Maycon tinham características bem fortes do Sr. Fellipe.

— Gostou, né? Seja minha acompanhante e irá gostar ainda mais. Ele nem deve ser engraçado, só fica nessa armadura de “sou o sério, não dou risada e sou um idiota”. — Tento prender ao máximo a risada.

— Cai fora, moleque. — Maycon bufa.

— Também te amo, maninho. — Ele riu.

— Já chega, Bernardo, vamos deixá-los em paz. Bora, passa aqui. — Kelly puxa ele.

— Até mais. — Ele solta um beijo para mim e sai rindo. Que menino mais doido é esse, super gostei dele.

— Bernardo e suas palhaçadas. — Ele dá uma risada forçada. — Quero te mostrar a casa — sussurra em meu ouvido. — Pai, vou mostrar a casa a Diana, daqui a pouco volto para falar com o senhor.

— Ok, menino. — Ele sorri.

Maycon me leva para ver o restante da casa. É tudo muito bonito, os móveis, em sua maioria, são de madeira rústica. A decoração deixa a casa ainda mais bela. Ele me leva para o lado de fora e fico encantada, sem palavras... com toda certeza, era a minha parte preferida daquele lugar. Olho atenta aquela vista, ver toda a cidade lá embaixo é incrível,.echo os olhos, sentindo a brisa gostosa no meu corpo. A sintonia do lugar exalava paz, calma, alegria, e era desse jeito que eu estava neste exato momento. Viro-me para trás e Maycon está de joelhos com algumas rosas na mão esquerda, e na direita uma caixinha de veludo vermelha com um anel brilhante.

— Amor, eu sei que já te perguntei isso hoje, mas não custa nada oficializar, não é mesmo? — Ele dá de ombros e eu começo a sorrir, toda boba. — A um tempo atrás, se alguém dissesse que hoje eu iria pedir alguém em casamento, diria que estava louco, mas hoje percebo que o que eu mais quero é estar com você, ao seu lado, tendo nossos filhos, ficar com você a minha vida inteira até ficarmos velhinhos. É desse jeito que me vejo e quero estar com você. Eu te amo como nunca amei ninguém, não tenho sombra de dúvidas do que o que eu mais quero nessa vida é me casar com você. Diana Williams, aceita casar comigo?

— Mas é claro que sim, seu bobo — digo me ajoelhando perto dele, beijando-o com vontade. Nos separamos quando já estávamos sem fôlego. Levanto minha mão e ele pega com cuidado, tirando o anel da caixinha e depositando em meu dedo. O anel era em ouro rosé com algumas pedrinhas cravejadas, a pedra rosada era o destaque no anel, se eu não me engano, era um poudreteite. Depois de termos ficado lá fora sentados, conversando sobre tudo, voltamos para a casa. O jantar já seria servido quando vejo quem eu menos esperava lá. Porque diabos ela estava aqui? Olho para Maycon e seus olhos transbordavam ódio. Natacha estava do lado de um homem, poderia dizer que é pai dela por causa de algumas semelhanças entre os dois. Eles vêm caminhando em nossa direção, Maycon segura minha cintura e me junta mais a ele.

— Olá, meu amor — ela fala com Maycon como se eu não estivesse ali. Ela está muito bonita, tenho que admitir, com um vestido azul-marinho justo no corpo, com uma fenda na perna direita.

— Oi, Natacha. — Ele dá um sorriso forçado. — Tchau, Natacha. — Ele dá as costas e me puxa, mas o senhor que estava ao lado dela intervém.

— Rapaz, preciso falar com você. — Ele se direciona a Maycon, que para no mesmo instante, respira fundo e se vira para o homem.

— Creio que não temos nada a tratar, Sr. Dantas.

— Ah, claro que temos, engravida a minha filha e acha que isso vai ficar assim? Precisamos conversar, e agora — fala curto e grosso.

— Olha, eu não sei se esse filho é meu e já falei a ela que quero DNA.

Sua filha me dopou e vai ser questão de tempo para que eu prove isso. Transou comigo sem meu consentimento enquanto estava sob efeito do remédio que colocaram em minha bebida. Não vou aturar as palhaçadas e os chiliques de vocês dois! — Maycon acaba se exaltando. — Se esse filho for meu, irei assumi-lo sim, não sou um monstro como muitos pensam, se quer conversar comigo, estou à disposição.

— Vamos ao escritório — é a única coisa que o pai dela fala.

— Amor, fique com Kelly. Peça a um dos funcionários que ponha as flores na água para você. Em alguns minutos estarei de volta — sussurra em meu ouvido, dá um beijo demorado em minha testa e se afasta. A princípio, fiquei com o rosto ruborizado, mas percebo que todos estão perdidos em suas conversas. Natacha foi em direção contrária a deles, procuro Kelly, mas não a encontro. Deve estar ocupada com seus convidados. Vou para o lado de fora buscar ar, fico sentada onde Maycon a poucos minutos me pediu em casamento. Rodo o anel em meu dedo lembrando do nosso momento naquele lugar. Tinha acontecido tudo tão rápido, mas eu estava feliz. Muito feliz.

— A vista é linda, não é? — Me assusto com a voz de Bernardo.

— É sim, de tirar o fôlego. — Suspiro.

— O que faz aqui sozinha? Cadê Maycon?

— Ah, ele foi resolver algo com o Sr. Dantas, eu acho que é esse o nome dele.

— Hum, conheço a peça e não é flor que se cheire como a filha.

— Pelo visto, não é mesmo. — Dou risada.

— E então? O que você tem com meu irmão? — pergunta, curioso.

— É meio complicado, estamos juntos a um tempo e... ele acabou de me pedir em casamento, aqui — digo meio emocionada e mostro minha mão com o anel no dedo.

— Como assim?! Nunca pensei que Maycon estaria noivo de novo. Na verdade, nunca pensei que Maycon amaria alguém de novo. Agora, me diz como que ele te pede em casamento e te larga assim? Sozinha?

— Ele precisou conversar com o tal do Sr. Dantas, não vejo problema. Ele precisou resolver algumas coisas pendentes.

— Tudo bem então, mas que bom que você é minha cunhada. Não gostava nem um pouco da Natacha, ela pisou muito nele, e quando ela o traiu com o melhor amigo dele, ele ficou destruído. Não queria saber de amor ou se apegar a alguém, por isso ele foi embora pra Miami. Ficou lá 1 ano e meio, e agora, te encontrou. A muito tempo ele não vem aqui. Ele nunca gostou de ficar perto da família, era frio e distante. Mas com você, ele parece bem melhor — fala e, antes que eu possa responder, alguém me chama.

— Diana? — Era Maycon.

— Oi.

— Vamos embora, agora — diz irritado.

— Mas, mano, o jantar nem foi servido ainda.

— Não vamos esperar — Maycon estava mais irritado que antes.

Pego no ombro de Bernardo e dou um leve aperto.

— Foi um prazer te conhecer, Bernardo. Ah, não conte a ninguém sobre o que te falei. — Dou uma piscada para ele e saio andando. Maycon segura minha mão e me leva para fora.

— Posso saber o que está havendo? — pergunto.

— Agora não, por favor. — Ele tenta se acalmar.

Claiton já estava esperando a gente, entro no carro e vamos para casa de Maycon em completo silêncio. Subo para o quarto e tomo um longo banho, saio, ponho uma camisola de seda azul-bebê e desço atrás de Maycon. Encontro-o em seu escritório, tudo estava revirado, papéis pelo chão, mesa virada e vasos estraçalhados no chão. Uma garrafa de vodca já quase no fim está em sua mão, e percebo que ela também está machucada.

— Maycon, o que está acontecendo? Porque quebrou seu escritório inteiro? — Ele me olha, parece que havia chorado.

— Amor, por favor, não me deixa — fala com a voz meio embargada.

— Quem disse que eu irei lhe deixar? Venha, vou te dar um banho.

— Você não disse... mas... eu sei que vai... eu tenho medo disso... — fala tudo embolado.

— Para de coisa e venha. — Pego ele pelo braço e deixo que ele se apoie em mim. Subo as escadas com ele numa dificuldade inexplicável. Chegando lá em cima, jogo ele no chuveiro com roupa e tudo, e tento dar um banho nele, mas ele me puxa para um beijo e acabo me molhando também. Ele me beija com vontade e desliza suas mãos pelo meu corpo e seios. Começo a rir.

— Você, mesmo bêbado, é um pervertido — digo enquanto ele beija meu pescoço.

— Quero transar com você... — sussurra em meu ouvido. Sinto um arrepio no corpo, minha respiração fica pesada. Tomo seus lábios nos meus, o gosto forte de vodca só me deixa com mais vontade. Ele apalpa minha feminilidade por cima da roupa e movimenta meu clitóris. Até assim ele quer comandar. Tiro sua roupa molhada e ele me observa, seus olhos estão em chamas. Voltamos a nos beijar com mais vontade ainda, ele tira minha camisola e chupa os meus seios, me enchendo de tesão.

— Quero te comer duro, com força e agora.

— Sou toda sua... — sussurro.

Ele tira minha calcinha, me vira de costas e me penetra com força. Eu já estava pronta para ele há muito tempo. Ele começa a estocar com força em mim, me fazendo arfar. Gemo seu nome enquanto rebolo em seu pau, ele aperta os meus seios e continua com suas investidas violentas e prazerosas. Já estava no meu limite, não por ser fraca, mas porque nosso sexo envolvia muita coisa. Rebolo ainda mais em seu membro enquanto ele estoca mais vezes, até que me desmancho nele e ele em mim. que era para ser apenas um banho foi uma transa louca. Olho para ele com um sorriso sem graça, e ele devolve igualmente.

— Aproveitadora de bêbados nus e indefesos — ele diz e eu paro para pensar no que ele havia passado. Confesso que eu havia sido infantil e egoísta demais, pensando apenas no meu lado. Dou um banho rápido nele e depois tomo o meu. O visto com uma cueca boxer branca e o jogo na cama. Em questão de segundos, já está dormindo. Me aconchego ao seu lado e não demoro muito para que eu consiga dormir também.