A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 25 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 26

 

 

esperto com Maycon me chamando,

 

Dolho e não estou na frente de casa. — Onde estamos? — pergunto

enquanto ele me ajuda a sair do carro.

— Vem, quero te mostrar uma

coisa.

Quando ele me vira para trás, meus olhos brilham com a visão, dava para ver toda a cidade. O céu estava tão lindo e aparentava estar tão próximo da gente...

— Que magnífico. — Olho para ele, que está parado com as mãos nos bolsos.

— Gosto de vir aqui para pensar. Daqui de cima, da para ver a cidade inteira.

— Deve ser ótimo pensar um pouco tendo essa visão. — Olho a vista, aqui as coisas são tão calmas que eu com toda certeza moraria aqui.

Sinto um pouco de frio, vejo Maycon tirar o seu blazer e colocar por cima dos meus ombros, me deixando quente.

— Obrigada. — Sorrio. O cheiro do seu perfume invade minhas narinas, me trazendo um grande conforto. Aperto mais o blazer em mim e ele sorri.

Ele vai até o carro e fico sem entender, uma música suave começa a tocar e ele volta.

— Achou que eu não iria querer minhas danças? Muito enganada. — Ele faz sinal com a cabeça, me chamando para perto dele. Tiro os sapatos, ficando com os pés na grama e caminho até ele. Ele põe as mãos em minhas costas e eu em seus ombros. Por que ele ainda mexia tanto comigo? Parecia que ele fazia essas coisas comigo para me dizer que sempre vai estar presente na minha vida. Mas seu casamento está chegando e eu sinceramente não sei como vou ficar. Ele acaricia meu rosto e me aconchego em seu peito.

— Não há nenhum lugar para que eu possa ir, minha mente está confusa e meu coração está pesado... — ele canta enquanto acaricia os meus cabelos. — Dá para perceber? Eu perco a trilha que me perde...

Continuamos com os passos lentos e calmos, a melodia era perfeita. Eu queria saber quem está cantando, mas não ousaria acabar com esse momento.

— Não estou pedindo uma segunda chance, eu estou gritando com toda a minha voz, me dê a razão, mas não me dê escolha. — Sua voz era suave, a música saia de sua boca com tanta facilidade. Olho para cima e ele me fitava. Sorri e continua acariciando os meus cabelos. A música acaba, mas logo começa outra, e essa eu conheço. Ficamos curtindo a música e a companhia um do outro.

— Querida... Você é tudo que eu quero e quando você está deitada em meus braços, quase não consigo acreditar que estamos no paraíso e amor é tudo o que eu preciso encontrei em seu coração... — ele canta baixinho.

— Não é tão difícil de ver que estamos no paraíso — canto junto e ele se surpreende.

— Conhece a música? — Ele sorri.

— Conheço, gosto de músicas assim.

— Bom gosto.

Ele se aproxima mais de mim, cheira e acaricia os meus cabelos enquanto nos embalamos. Ficamos assim por um tempinho, até que ele se afasta um pouco e ficamos testa com testa. Ele sorri e fica um momento me olhando, se aproxima devagar e me beija, um beijo calmo. Eu não o impeço, devolvo o beijo, nossas línguas entram em uma dança sensual dentro de nossas bocas, enviando sensações maravilhosas para o meu corpo. Eu tinha tanta saudade dele, do seu gosto. Ele dá leves mordidas no meu lábio inferior e vai parando o beijo com selinhos.

 

Maycon Corppin

 

Eu não aguentava mais segurar a vontade de beijá-la, quando paramos, eu decido que é a melhor hora para contar a ela o porquê de tudo o que estou fazendo, não quero mais ficar longe dela.

— Preciso de contar algo, muito importante.

— Pode falar. — Ela me olha encabulada. Quando ia começar a falar, meu celular toca, mas não dou ouvidos.

— Não vai atender? Pode ser do hospital. — Respiro fundo, pego o celular e atendo. Realmente, era do hospital.

— Pode falar.

— Oi, Sr. Corppin, estamos ligando para informar que sua noiva acordou e pede sua presença aqui. O médico precisa de algumas autorizações para procedimento da cirurgia do braço.

— Sim, já estou indo. — Diana apenas me analisa, vejo que seu semblante mudou, para triste, talvez. Desligo a ligação e me volto para Diana.

— Vamos ter que ir, Natacha acordou e vou precisar ir para o hospital.

— Certo. — Ela dá de ombros.

Abro a porta do carro para ela e vou para o meu lado, fomos o trajeto inteiro em silêncio. Quando paro na porta de sua casa, ela olha para mim por alguns segundos, abre a porta do carro e sai, sem dizer nada. Saio do carro correndo e pego em seu braço, parando-a.

— O que é, Maycon?

— Por favor, não faz isso, não me ignora.

— Eu só não te entendo.

— Eu prometo que te contarei, tem um motivo para tudo isso, só confia em mim. Logo, logo, eu estarei com vocês, juntos, só nos três. — Acaricio seu rosto e a trago para mim. Ela me abraça forte, beijo sua testa e ela entra.

 

Chego no hospital e vou direto para o quarto onde Natacha estava, entro com tudo e ela me olha assustada.

— Oi, amor — ela fala com voz de choro, nessa eu não caio. — Perdemos nosso bebê, aquela mocreia invejosa, tirou ele de mim... Eu implorei a ela que não me jogasse escada a baixo. Pelo nosso filho, mas ela disse que, já que nunca conseguiu ficar grávida de você, para dar o golpe do baú, que iria tirar o meu filho para que fôssemos infelizes. — Pelo amor de Deus, que cena ridícula.

— Não tinha uma história melhor para contar? Você é tão cínica, quer dizer que Diana foi a culpada do bebê ter morrido? Como pode ter tanta certeza?

— Eu sou cínica? É claro que foi ela, eu fiz um ultrassom ontem, queria ver nosso filho de novo, é tão viciante, eu ouvi seu coração.

— Engraçado, o médico disse que o aborto é bem provável que tenha acontecido a uns dois ou três dias. Vou amar ver, ou melhor, ir no médico em que você foi! — falo o mais seco possível. — Seja lá o que você tenha feito, matou o meu filho. Você é uma irresponsável, e ainda teve a coragem de fazer aquela ceninha se jogando da escada? Para pôr a culpa nela? Eu não seria tão burro a tal ponto.

— Ela me jogou da escada, Maycon, eu não iria fazer uma coisa dessas sabendo que poderia acontecer algo grave comigo!

— Ah, mas é claro que você fez, olhei as câmeras do lugar e vi tudo o que aconteceu. — Jogo verde e ela empalidece, o monitor cardíaco começa a aumentar. — Pelo visto, alguém foi pego na mentira aqui. Pois bem, seu braço está fraturado, vai ser feito uma cirurgia e eu espero, do fundo do meu coração, que fique uma cicatriz enorme nele, para você nunca mais se esquecer do que fez.

 

Diana Williams

 

Depois do que ele me fala, entro em casa em total conflito. O que será que ele quis dizer com isso? Tem um motivo? Entro em casa, não vejo Jullia, ela já deve estar dormindo. Vou para o banheiro, precisava de um banho. Tiro o vestido e entro no chuveiro, a água quente bate em meu ombro machucado, fazendo arder um pouco. Termino meu banho, passo meu óleo corporal, visto uma camisola branca de renda e me deito. Meu celular começa a tocar, olho o visor e o nome de Maycon se estampa nele. Atendo ou não? Depois de muito tocar, decido atender.

— Oi — digo.

— Oi, tudo bem por aí?

— Está sim, e aí?

— Você sabe como ela é, né, inventou várias coisas querendo pôr a culpa em você, o que já era de se esperar.

— Natacha é louca.

— Não tenho dúvidas. Nosso bebê, como está? Você está precisando de algo?

— Estamos bem, Maycon, pode ficar tranquilo.

— Sabe, eu queria tanto estar vivendo esse momento contigo, a sensação de ser pai é tão incrível, e ainda mais sendo o pai de um filho seu.

— E por que não está vivendo isso?

— Porque é mais complicado do que parece, eu estou sendo chantageado por algo que não fiz. Mas ainda não tenho como provar. A Natacha é a chave para tudo isso ter um fim, e logo, logo, vai acabar. Eu tenho que me casar com ela, preciso ficar próximo e eu sei que isso vai te machucar muito, quero deixar bem claro que não é, e nem nunca será, minha intenção magoá-la. — É inevitável o choro, deixo algumas lágrimas escaparem, mas fico em silêncio. — Diana, vai ser necessário, me entenda, por favor, eu vou ter que fazer esse sacrifício. Você sabe que meu coração estará sempre com você, e quando tudo isso acabar, será apenas nós três, juntos. Nós dois casados, construindo nosso futuro juntos, cheio de filhos. Se você quiser, é claro.

— O que me levaria a acreditar que você está falando a verdade?

— Porque eu te amo, isso não vale? — Fico um momento em silêncio.

— Sabe, nesse meio tempo, você me machucou demais, eu sofri tanto, e eu não sei distinguir mais o que é verdade ou mentira quando você fala. Eu passei por tanta coisa, sofri calada vendo vocês dois juntos por egoísmo seu de não me contar nada, Maycon. Eu não sou um brinquedo para você brincar comigo. Não basta dizer que me ama que vou te aceitar de braços abertos. — Desligo a ligação, segundos depois, o celular começa a tocar sem parar.

Desligo o telefone, me encolho na cama e desabo em choro, eu estava muito magoada, ele acabou comigo. A forma como me tratou, o jeito que falava comigo, dos beijos que dava em Natacha na minha frente. Já que me amava, porque fez tudo isso? Fico um bom tempo me lamentando na cama, até que o sono vem chegando, sinto a cama ao meu lado afundar e o cheiro do perfume dele invadir minhas narinas, me viro assustada, ele apenas me abraça por longos minutos.

— Me desculpa por tudo, você não merece nada disso, eu só não quero te envolver nesses problemas que eu sei que posso resolver, eu te amo tanto Diana e não quero vê-la desse jeito, deixa eu cuidar de você? — Aperto mais o abraço e ele beija minha testa. Se deita ao meu lado e eu fico com a cabeça em seu peito. Uma mão está em minha cintura, e a outra, em meus cabelos, fazendo carinho.

— Dorme — ele sussurra.

— Você vai embora?

— Vou quando você dormir.

— Por favor, fica. Eu sinto tanto sua falta...

— Tudo bem, agora dorme.

Me aconchego mais nele e caio no sono.

 

2:40

Acordo meio sonolenta e com um desejo enorme. Maycon dormia ao meu lado tranquilo, ele realmente tinha ficado. Observo ele dormindo, era tão lindo, seu rosto sereno. Balanço ele devagar, chamando-o. Ele murmura algo sem nexo, balanço ele de novo. Ele coça os olhos e vai abrindo devagar, me pego sorrindo. Ele se levanta e fica sentado na cama.

— Algum problema? Eu sei que o bebê ainda não vai nascer, só daqui a alguns meses... — Ele coça os olhos e dando risada.

— Não, mais estou com muita vontade de comer amora. — Dou de ombros.

— Amora? Uma hora dessas? E onde vamos encontrar isso? — Ele olha para mim, confuso.

— Não sei, em um mercado?

— Não pode ser depois? — Ele coça a cabeça.

— Não, Maycon, tô com muita vontade mesmo, você não sabe o que é desejo?

— Sei sim, e como sei. — Ele sorri maliciosamente. Reviro os olhos. — Tá, vamos no mercado 24hrs.

Levanto feliz da vida e ponho um sobretudo. Ele fica me analisando enquanto põe a camisa. Que abdome, minha vontade era passar os dedos em cada gomo daquele.

— Gostou? — Ele sorri.

— Já vi melhores — o desafio.

— Duvido.

— Você nem é convencido, hein?!

— Claro que sou.

— Sim... vamos que nossas amoras nos esperam. — Passo a mão na barriga e ele dá um sorriso largo.

Vamos em direção ao mercado, contava os minutos para chegar. Assim que chegamos saio do carro e Maycon vem junto. Ele estava com os cabelos meio bagunçados, estava bem engraçado, mas continuava lindo e sexy. Entramos no mercado e fomos direto para a parte de frutas, olho e não encontro.

— Não tem. — Olho para Maycon, triste.

— Ah não, de novo não. Pelo amor de Deus, não faz essa cara, da outra vez foi o croissant, você quase chorou por causa daquilo.

— Eu quero minhas amoras...

— Essas aqui? — Ele tira uma caixinha de trás das costas com as amoras dentro.

— Onde encontrou!? — Meus olhos brilham.

— Por muita sorte, só tem essas.

Vou pegar em sua mão mais ele levanta, deixando no alto, olho para ele com uma vontade de socar seu nariz. Começo a pular para tentar pegar, mas não alcanço.

— Maycooon, por favor. Será que você pode me dar?

— Fica tão linda irritada.

— O que vai ficar lindo vai ser seu nariz sendo arrebentado.

Ele dá uma gargalhada majestosa e me entrega as amoras, saio andando em busca de um pote de sorvete. Pego um de baunilha com limão.

— Ei, isso não estava em sua lista de desejo.

— Cala a boca, Maycon. — Reviro os olhos. Vamos para o caixa com ele dando risada de mim, ninguém merece. Pagamos e fomos direto para casa.

— Perdi o sono... — ele diz ao chegarmos, sentado, me olhando procurar uma tigela e colher na cozinha. Lavo algumas amoras e como com gosto, estavam uma delícia.

— A gente pode assistir um filme, se quiser — falo ainda de boca cheia.

— Pode ser, mas só se for de terror.

— Depois fica aí, tendo pesadelos.

— Quem, eu? — Ele ri. — Você está com medo e fica inventando desculpas.

— Não tenho medo, gosto de assistir filmes de terror, são meus preferido. — Dou risada.

— Então tá, vamos assistir.

— Vou fazer pipoca.

— Beleza, eu vou procurar um filme para vermos. — Ele vai para a sala.

Espero que eu não acorde Jullia. Vou em seu quarto na ponta do pé e abro a porta devagar, olho para a cama e não tem ninguém. Como assim, cadê ela? Mando uma mensagem rápida para ela, perguntando onde ela está, mas não me responde. Já devia estar dormindo.

Volto para a cozinha e faço pipocas, vou para a sala com um balde delas e uma tigela de sorvete com as amoras. Como um pouco e isso deveria estar na lista das sete maravilhas do mundo. Pego um lençol, estava um pouco frio, sento no sofá, ponho a pipoca entre ele eu.

— Pronta?

— Sim.

Ele dá play no filme, claro que tenho medo, mas nunca que iria admitir a ele.

Depois de um tempo de filme e minha tigela de amora com sorvete acaba, um momento tenso faz com que nós dois tomemos um grande susto, e a pipoca voa para tudo que é lado.

— Não tenho medo — ele zomba.

— Olha quem fala, tomou susto também!

— Será que isso não faz mal ao bebê? Você ficar tomando susto? — ele desconversa. Mas tem algo a ver, ouvia minha tia dizer que mulher grávida não pode tomar susto.

— Não sei, acho que susto não faz bem. — Falo, eu também estava com medo, então juntava o útil com o agradável.

— Melhor pararmos então. — Ele ri.

Ele desliga a TV, ponho as coisas em cima do centrinho da sala e levanto. Maycon levanta, para em minha frente e antes que eu perceba, ele me beija, um beijo gostoso, envolvente, me fazendo sentar no sofá novamente. Esse seria um caminho sem volta ao prazer.

O nosso beijo estava ficando mais quente e envolvente, um tesão enorme se instala no ar. Ele desce para meu pescoço, deixando uma trilha de beijos nele, me arrancando gemidos baixos. Passa as mãos devagar nas minhas pernas, subindo minha camisola, seus olhos estão nos meus, estamos em uma conexão incrível. Ele retira minha camisola e fico apenas de calcinha em sua frente.

Tiro sua camisa, deixando-o apenas de calça. Que visão era aquela! Suas mãos vão direto para meus seios, acariciando-os. Ele põe meu seio na boca, chupando com força, passa a língua no bico e depois torna a sugar. Eu estava fraca demais para essas brincadeiras, já sinto o formigamento entre as pernas. Ele dá algumas mordiscadas em meus seios, me dando mais prazer ainda.

Ele tira minha calcinha, e eu, sua calça junto com a cueca, não queria ficar em desvantagem. Seu membro já estava rígido, minha boca salivou, jogo ele no sofá e me ajoelho em sua frente. Aliso seu membro todo, massageando a cabeça e depois descendo por sua extremidade, me aproximo e passo a língua por todo ele, parando e chupando só a cabeça. Vejo seus olhos fecharem e sua respiração ficar irregular. Ele segura meu cabelo e eu tomo todo o seu pau com minha boca, ou até onde eu conseguia. Faço meu trabalho com maestria, chupando com gosto.

— Vem cá, quero te sentir. — Sua voz soa tão rouca que me causa arrepios.

Me levanto e ele me põe de quatro no sofá, quando estou posicionada, introduz um dedo seu em mim, me fazendo arfar de desejo. Eu estava completamente úmida e entregue ao prazer.

— Sempre pronta para mim...

Ele me penetra, e seus movimentos começam devagar.

— Estava morrendo de saudades de você dentro de mim — falo entre gemidos.

— Ah, Diana, tão apertada.

— Mais forte, por favor!

Ele começa a estocar com força, me levando ao delírio, gemo coisas incoerentes. O prazer estava muito intenso, meu corpo todo estremece. Ele me fode com mais força ainda, acertando o ponto exato dentro de mim, me fazendo gozar. Minhas pernas ficam trêmulas, ele percebe o quão mole eu já estava.

— Não acabamos ainda, meu amor, quero matar a saudade de você.

Ele me deita no sofá, se aproxima da minha entrada e, novamente, estoca em mim com vontade. Gemo alto, com toda certeza, acordaria todos os vizinhos. Ele me beija dando algumas mordidas em meu lábio inferior, massageia meu clitóris, fazendo com que meu corpo tenha grandes espasmos. Estava prestes a gozar novamente. Começo a gemer mais alto ainda, tudo estava muito intenso e meu gozo já estava bem próximo, ele tapou minha boca e diminui o ritmo, me torturando a cada penetrada. Ele abraça o meu corpo e me levanta junto com ele, enrolo minhas pernas em sua cintura.

Ele caminha até a cama e me põe deitada, seus olhos me dizem o quanto em chamas ele está. Abre mais minhas pernas e cai de boca em mim, passando sua língua por toda a minha feminilidade. Ele me penetra com sua língua e depois me chupa com vontade, me levando ao delírio.

Depois de muito me deliciar com sua boca me fazendo um oral, ele se deita junto a mim na cama e me põe de lado, fazendo com que seu pau se encaixe perfeitamente em mim. Maycon me fode de um jeito inexplicável, como nunca havíamos feito antes, ficamos testa a testa, sentindo a respiração um do outro, aproveitando o momento enquanto ele ainda me pegava de jeito. Não demora muito, ele e eu gozamos juntos. Ele abre seus olhos e me fita por alguns segundos.

— Você me faz tanta falta, eu te amo muito, Diana, para te deixar partir assim, tão fácil. — Ele acaricia meu rosto, meus olhos vão ficando pesados, o sono vem chegando e eu apenas me deixo levar por ele. Sinto ele beijar minha testa, e logo depois minha barriga, mas eu já estava sonolenta demais para poder falar algo.

 

Acordo de manhã com o sol batendo em meu rosto, o calor estava terrível, e com meu celular tocando. Olho para o lado e Maycon não está. Atendo a ligação.

— Oi — digo.

— Oi boneca, bom dia. — A voz de Maycon soa pelo telefone.

— Bom dia, foi embora que horas?

— Hoje de manhã, precisei sair cedo, recebi uma ligação importante. Se tudo der certo, estaremos juntos logo, tenho uma grande chance de provar minha inocência.

— O que está acontecendo? Eu quero saber, já chega de segredos, Maycon.

— A um tempo atrás, eu tinha um sócio e amigo: Juan Possidôni.

— O mesmo amigo com quem Natacha te traiu? E me encurralou no restaurante?

— Sim, esse mesmo. Eu confiava muito nele, a ponto de assinar documentos que ele apresentava sem nem olhar o que tinha escrito, porém, eram documentos que liberavam transições de altas quantias de dinheiro para empresas fantasmas, uma lavagem de dinheiro. Foi um grande desfalque, do qual eu só vim a perceber quando era tarde demais, e como eu assinei todos os documentos, eu fui o real prejudicado, enquanto aquele filho da puta estava curtindo o meu dinheiro.

— Meu Deus, se a Receita Federal souber disso...

— Eu vou estar ferrado, vou ser preso por algo que não fiz. Natacha tem provas de que eu sou inocente, mas ela chantageia Juan para não falar o que sabe sobre ela, mas eu preciso descobrir. Mas, hoje de manhã, recebi a ligação do detetive que está me ajudando nisso tudo, talvez ele tenha achado o arquivo que possa me ajudar e então, serei livre para estar contigo. Me desculpa por tudo, eu sei que errei em bastante coisa, mas eu só te peço mais uma chance, para te fazer feliz do jeito que você merece, mostrar que eu te amo muito, e casarmos. — Fico em silêncio por alguns segundos.

— Veremos quando tudo isso acabar, Maycon, você já está prestes a se casar com aquela mulher. Se tudo ocorrer bem, sentamos e conversamos, mas não posso dizer que aceitarei o seu pedido de casamento.

— Tudo bem.

— Preciso desligar — digo por fim.

— Te amo — ele sussurra. Desligo a ligação em seguida, com o coração apertado. Eu também te amo, mas não vou te dizer, não agora. Me levanto, vou para o banheiro e tomo um longo banho. Hoje é feriado, não precisaria ir trabalhar, ponho um short e uma blusinha rosa, vou para cozinha e vejo Jullia.

— Olá, mocinha, não dormiu em casa, posso saber onde estava?

— Oi, Di. — Ela ri. Estreito os olhos para ela. — Estava na casa de um amigo.

— Amigo, é?? — Me sento.

— Quer comer? — Ela desconversa.

— Quero sim, mas fala aí, que amigo é esse?

— Promete que não vai pirar?

— Não vou prometer nada, fala.

— Bernardo.

— Você e o irmão de Maycon estão transando!? — Ela balança a cabeça confirmando, meio envergonhada.

 

Depois daquela confirmação bombástica, Jullia me contou tudo o que aconteceu. Eles já se falavam desde o dia em que se conheceram, e já estavam saindo a alguns dias. Pirei? Nenhum um pouco, apenas dei alguns berros, nada demais. Agora, estou jogada no sofá comendo meu sorvete de baunilha com limão. Minha barriga está começando a ficar mais redondinha, talvez sejam as besteiras que eu estou comendo mesmo.

Não tenho muito o que fazer hoje, apenas fico apreciando meu sorvete e dando boas gargalhadas, assistindo a um seriado de comédia que passa na TV, quando ouço a campainha tocar. Sinceramente? Não queria me levantar dali, mas me levanto e vou arrastando os pés até a porta.

Quando abro, um rapaz está com um enorme buquê de rosas vermelhas, são tão lindas.

— Bom dia, entrega para Diana Williams.

— Bom dia, sou eu.

Por um momento, ficamos estudando como passaríamos as rosas pela porta. Passa meio de lado, mas entra. Ponho em cima do balcão e vou à procura de um cartão. Encontrando um, abro rápido, pois a curiosidade me consome.

 

“Receba as flores que lhe dou, e, de cada rosa, um beijo meu.”

Seu Maycon

 

Olho para todas aquelas rosas. É... seriam muitos beijos. Cheiro as rosas, que por sua vez, estão com um cheiro maravilhoso. Arranjo um grande vaso, ponho água e coloco as minhas belas rosas dentro. Um sorriso bobo se apodera de meus lábios.

 

Maycon Corppin

 

Era tão bom estar ao lado de Diana, sentir seu cheiro, sentir os lábios dela nos meus. Eu sentia tanto sua falta, sentia falta de fazê-la minha, somente minha. Aproveito o máximo daquele momento com ela, dormindo de conchinha depois de um sexo intenso, e bota intenso nisso. Levanto de manhã na intenção de preparar algo para que ela coma, mas meu telefone começa a tocar. Corro para atender, não queria que ela acordasse, até porque passamos quase a madrugada toda acordados. Olho no visor e o nome de James está estampado lá, espero que seja alguma coisa muito boa.

— Maycon? — Ele fala por detrás do telefone.

— Alguma informação importante? — pergunto logo de cara.

— Então, soube que Natacha está internada no hospital.

— Sério, James? Achei que fosse algo a ver com a investigação.

— E é. Essa é a nossa chance, cara.

— Do que está falando?

— Podemos invadir a casa dela, ou melhor, entrar na casa dela e vasculhar para ver se achamos algum documento que possa ajudar na sua inocência.

— E como vamos entrar lá?

— Você vai ao hospital e vai pedir para olhar os pertences dela, que eles provavelmente deixaram guardados, e então vai pegar a chave da casa dela para que a gente possa entrar lá.

— Ok, já estou indo para o hospital. — Desligo.

Era agora ou nunca, precisava aproveitar essa oportunidade. Visto minha blusa rápido e jogo o terno por cima. Olho Diana ainda dormindo, ela fica linda de qualquer jeito, essa mulher é minha perdição. Hoje percebo que o que eu sentia por Natacha não era nada comparado ao que eu sinto por Diana, simplesmente não era amor. Me aproximo dela e deixo um beijo suave em sua testa.

— Em breve, estarei com vocês, meu amor...

Saio do apartamento e vou para minha casa, chegando lá, vou direto para o banheiro e tomo um bom banho. Saio do banheiro e escolho um terno preto com uma blusa branca, passo meu perfume e arrumo os cabelos, pego as chaves de casa, do carro e saio.

 

Chego no hospital, avisto uma moça na recepção e vou até ela.

— Bom dia, onde posso ver os pertences de Natacha Green?

— Bom dia, senhor, fica logo depois deste corredor, há um rapaz que cuida dos pertences dos pacientes.

— Obrigado.

Se tudo der certo, ele deve estar com a bolsa dela guardada. Vou a passos rápidos até onde ela me falou e encontro um rapaz jovem.

— Oi, sou o noivo de Natacha Green. Gostaria de pegar os pertences dela.

— Ah, sim, só um momento.

Ele some por alguns minutos e volta com um cestinho em mãos, junto com a bolsa que Natacha usou no baile. Pego ela e agradeço ao rapaz, olho dentro e acho uma chave com o chaveiro de uma bailarina. Sério? Tão infantil. Ligo para James, que atende no segundo toque.

— Conseguiu?

— Achei uma chave na bolsa dela, creio que seja essa.

— Ok, nos encontramos lá, me passa o endereço por mensagem, vou reunir a equipe.

— Ok.

Passo uma mensagem para ele, mandando o endereço da casa de Natacha. Vou para meu carro e sigo a estrada para a casa dela. Chegando lá, fico na porta, esperando. Resolvi ligar para Diana, um tempo depois, ela me atende.

— Oi — ela diz com a voz suave.

— Oi, boneca, bom dia.

— Bom dia, foi embora que horas?

— Hoje de manhã, precisei sair cedo, recebi uma ligação importante. Se tudo der certo, estaremos juntos logo, tenho uma grande chance de provar minha inocência.

— O que está acontecendo? Eu quero saber, já chega de segredos, Maycon.

 

Decido explicar tudo a ela o que está acontecendo, já não aguentava mais guardar esse segredo dela. Quando terminamos de nos falar e desligo o telefone, percebo que Diana não era mais a mesma mulher que eu havia deixado para trás quando terminei com ela, ela estava diferente, mudada. Ela está bastante magoada e não tiro a razão dela de estar assim. Ligo para floricultura e peço um grande buquê de flores para ela, sei que ela vai gostar. Peço para que ponham um cartão com a frase que se encaixaria perfeitamente. Digo a ela e confirmo a compra, depois desligo.

Vejo um carro preto parar próximo a mim e James sair dele. Saio do carro e vou na sua direção.

— Senhor Corppin. — Ele pega em minha mão.

— James. — Devolvo o aperto. — E então, como faremos?

— Você vai entrar na casa e ver se tem empregados ou algo do tipo. Caso tenha, você vai tentar despistar eles, não podemos correr o risco dela saber que entramos na casa.

— Entendi.

— Iremos instalar câmeras nos pontos principais, para ficarmos de olho nela e em tudo o que faz. Vai ser melhor para gente.

— E estaremos um passo à frente dela.

— Exatamente, vamos estar dentro do carro, aguardando seu sinal. — Ele tira um aparelho pequeno de dentro do bolso. — Você aperta esse botão, aí saberemos que a casa está vazia e que podemos entrar.

— Tranquilo. — Bato em seu ombro e saio em direção a porta de entrada.

Torço mentalmente para que essa realmente seja a chave, ponho na porta e se encaixa perfeitamente. Viro a chave e a porta se abre. Comemoro internamente. Agora, chegou a hora de saber se eu estaria livre ou não de tudo isso. Depois que a porta se abre, vou andando devagar pela casa, sondando para não ter o risco de ser pego. Passo no hall de entrada, sala de jantar, na sala de TV. Pelo visto, não tem ninguém. Vou na cozinha e dou de cara com Vitória, a cozinheira de Natacha, ela se vira, tomando um grande susto.

— Sr. Corppin! Quase me mata do coração... — Ela leva as mãos no peito.

— Oi, Vitória. — Mantenho minha postura de sério.

— Precisa de algo?

— Vim pegar algumas roupas para Natacha, você está dispensada. Natacha está no hospital.

— O que houve? E o bebê?

— Sabemos que ela já havia perdido o bebê a um bom tempo — diz como se soubesse de algo a mais.

— Ela estava sentindo dores a alguns dias atrás, mas o que aconteceu?

— Ela se jogou escada a baixo para incriminar outra pessoa da perda do bebê, mas, enfim, pode se retirar — digo ríspido.

— Ah, sim, só vou pegar minha bolsa.

Ela some por alguns segundos e logo volta com sua bolsa em mãos.

— Há mais alguém na casa? Irei dispensar todos hoje.

— Não, só eu mesma, mas já estou indo, até logo, Sr. Corppin.

— Ok.

Vejo-a saindo pela porta fechando-a, primeira parte concluída. Aperto o aparelho que James me entregou e, algum tempo depois, a equipe entra na casa.

— Vamos começar, Sr. Corppin.

Eles tinham um aparelho com uma certa tecnologia que conseguiam detectar coisas escondidas, como pendrives ou cartões de memória. Uma parte da equipe começa a vasculhar a casa a procura dos arquivos, e a outra fazia a instalação das câmeras. São bem eficientes, tenho que admitir. Começo a olhar canto por canto também, no intuito de encontrar algo, mas não acho absolutamente nada.

— Senhor? — um rapaz chama James. — Consegui os arquivos que incriminam o Sr. Corppin.

— Ok, veja se não tem outras cópias e destrua o arquivo — ele diz para o rapaz, que concorda e vai fazer o que ele pede.

Procuro por toda a casa, por todos os lugares possíveis, não acho nada, absolutamente nada que possa me ajudar. Onde ela deve ter escondido?

— O vídeo também foi achando, tem duas cópias e uma estava pronta para ser enviada ao conselho da empresa. — Um rapaz alto de cabelos escuros anuncia. Vagabunda, ia mandar o vídeo para os conselheiros, isso iria acabar com a minha imagem e a imagem de Diana.

— Delete todos e veja possíveis cópias além desta, apague tudo — James fala.

Tudo bem, agora, eu só preciso achar mais uma coisa: a prova da minha inocência.

Depois de horas olhando a casa inteira junto com o pessoal da equipe eu me sento no sofáe o pessoal diz que não achou mais nada.

— Vamos manter a calma e continuar a observá-la, as câmeras já estão instaladas. Vamos ficar de olho nela. — Respiro fundo para poder responder. O ódio estava me dominando, eu ainda estaria nas garras dela, eu não acredito.

— Tudo bem — tento soar o mais calmo possível.

Saio da casa dela em nervos, pego meu carro e vou para o lugar onde me trazia calma na maioria das vezes. Estaciono o carro perto da praia e vou caminhando pela areia, quando já estou próximo a água, me sento. Tudo ultimamente está dando tão errado. Já não aguento mais, eu irei dar um ponto final nisso agora mesmo. Levanto revoltado e entro no carro, saio cantando pneus, indo em direção ao hospital. Chego lá e já vou em direção ao quarto de Natacha, entrando.

— Oi, amor.

— Oi, cínica.

— Para, Maycon, de falar assim comigo, senti sua falta.

Chego próximo a ela e agarro sua garganta, apertando.

— Já estou cheio de você, eu quero saber onde estão as provas da minha inocência.

— Você acha mesmo que eu te entregaria...? — Ea fala com certa dificuldade.

— Ou você não tem? Entrei na sua casa, vasculhei tudo e não achei absolutamente nada.

— Você o que? Como entrou lá?

Tiro a sua chave de dentro do bolso do meu terno e ela arregala os olhos.

— Me devolve já essa chave! — Ela tenta pegar de minhas mãos

— Não, isso tem valor para você?

— Minha mãe que me deu. — Ela tentou novamente pegar a chave. Aperto mais minha mão em seu pescoço.

— Sabe o que eu faço com sua porcaria?

Jogo longe, fazendo com que a pequena bailarina bata na janela de vidro, e se espatife no chão. Olho aquilo caído e percebo que não era uma simples bailarina, e sim, um pendrive. Será? Será que é o que eu tanto procuro?

— Olha só, mas o que é aquilo? — Começo a rir.

Ela, por sua vez, começa a se debater, tentando sair de meu aperto. Ela crava aquelas garras dela em minha mão, fazendo com que eu a solte. Ela tenta se levantar, mas os fios dos aparelhos fazem com que volte para a cama. Ela tira com força a agulha que está em seu braço, e só então percebo que ela está tentando se levantar para pegar o pendrive. Então realmente os arquivos estão nele, todo tempo esteve comigo e eu não percebi.

Saio correndo para pegá-lo quando estou com ele em mãos a louca voa em meu pescoço tentando pegar o pendrive, rodo com ela em minhas costas e bato na parede. Vou andando até perto da cama e aperto um botão, chamando os enfermeiros. Em minutos, eles chegam. Natacha ainda tentava pegar o pendrive de minha mão, quando um enfermeiro aplica nela um sedativo, que faz efeito quase na mesma hora. Ajeito meu terno e passo as mãos no cabelo.

— O que houve aqui? — o enfermeiro pergunta.

— Ela não lidou bem com nosso término de noivado. — Sorrio e saio da sala.

Estou indo neste exato momento ao encontro de James, paro em frente ao prédio de seu escritório e vou ao 8º andar. Chego lá e entrego o pendrive em suas mãos.

— Vamos torcer para que dê tudo certo — ele fala sentando em frente ao MacBook. Ficamos um tempo em silêncio, ele olhando os arquivos e eu esperando sua resposta. De repente, uma gravação começa a sair do MacBook.

 

Gravação:

 

— Amor? — Ouço a voz de Natacha.

— Oi — reconheço a voz de Juan.

— Como você enganou o otário do Maycon? Você era tão amigo dele... Simplesmente pegou sua mulher e ainda o roubou da forma mais genial possível, usando a própria assinatura dele para aprovar as transferências para empresas fantasmas.

— Nunca gostei dele, sempre quis o que ele queria. Ele era tão bobinho e cego. Não enxergava quem eu realmente era, eu só queria acabar com a raça dele e achei as melhores opções possíveis. Se a Receita baixar, vai levar ele preso, pois, as assinaturas são dele. — Ele gargalha. — E ainda consegui você, partindo o coração do pobre coitado, é um otário mesmo.

E então a gravação se encerra.

 

— Quero que ele seja denunciado e essa vai ser nossa prova contra ele, quero pra já, não podemos correr riscos.

— Certo.

James faz algumas ligações e fala com algumas pessoas.

— Tudo feito, já foi emitido um alerta a Receita Federal neste exato momento, não dou a ele nem 30 minutos para que esteja enjaulado.

— Ótimo. — Sorrio contente.

— É, Sr. Corppin. Creio que nosso caso está mais que encerrado.

— Está sim, James, obrigado pelos seus serviços. Estarei fazendo seu pagamento amanhã, pela manhã. — Aperto sua mão e vou para onde eu tanto queria, a casa de minha mulher, se ela me aceitasse novamente.

 

Diana Williams

 

Passei o dia inteiro assistindo TV, como nunca tinha feito. Chorei com um comercial de uma margarina, dei risada do que não devia e, por fim, estou aqui, jogada. Jullia saiu, provavelmente foi se encontrar com o Bê. Sim... ela chama ele desse jeito, fico imaginado como foi a cena...

Me levanto e vou para o banheiro, tomo banho e visto um vestidinho solto. Vou na cozinha e preparo panquecas, estava com um desejo enorme de comer com aquele mel por cima. Que delícia. Faço rapidinho, junto com um café, sento para comer, e reparo que todo o apartamento está cheirando a flores e não seria pra menos. Me recordo de não ter agradecido a Maycon por elas, pego meu telefone e disco seu número, em poucos segundos ele atende.

— Maycon?

— Oi, Diana — ele fala com a voz suave, que me trazia tanta calma, tanta paz.

— Acabei me esquecendo de ligar para agradecer pelas flores.

— Hum... tá bom. — Ele desliga, indiferente.

Não entendi. Ouço a campainha tocar, vou até lá e me deparo com Maycon.

— Pode me agradecer pessoalmente. — Ele abre um lindo sorriso. Sorrio de canto.

— Obrigada pelas flores, eu amei.

— Gostaria de ouvir que me ama também.

— Quer entrar? — desconverso.

— Diana? Precisamos conversar sobre isso, o que está acontecendo? Você não me ama mais? — Ele olha em meus olhos.

— Não é isso, eu só não posso me permitir, Maycon, eu não quero sofrer mais do que eu já sofri com você. Ontem, o que aconteceu com a gente foi um erro, não podíamos ter transado.

— Então, pra você, foi um erro?

— Sim — falo triste. — Você vai se casar, esse é o problema.

— Mesmo você sabendo de tudo o que estava acontecendo, você não me entende?

— Te entendo, sim, mais as coisas continuam do mesmo jeito, e até que você resolva, o seu ponto final só te leva a um lugar: altar com Natacha. Eu não posso me sujeitar a isso, eu te tinha por inteiro, não quero agora ser rebaixada a amante.

— Concordo com tudo o que falou. E eu vou me casar sim, mas vou me casar por amor, eu amo a mulher com quem eu vou casar e vamos ter vários filhos, uma casa grande para que eles possam correr livremente. Eu vou para o altar, mas lá vai ser meu ponto de partida para uma vida feliz, de paz e muito amor, eu vou ter o privilégio de ter a melhor mulher do mundo em casa, me esperando todos os dias quando eu chegar do trabalho. De acordar ao lado da mulher que amo. Viver momentos felizes com ela e ficarmos velhinhos juntos.

— E você de novo querendo jogar em minha cara o quanto ama Natacha? Você é tão sem escrúpulos, eu não te entendo, Maycon. Simplesmente não te entendo.

— E não deveria entender, pois, a partir do dia em que eu me casar, você entenderá. Sabe aquela frase que está no anel de noivado que lhe dei? Eu jurei a mim mesmo que sempre estaria contigo, mas eu só vou poder se você quiser. Diana, a única mulher que realmente me importo é você, não só me importo como amo. Tudo o que falei agora eu quero ter, sim, mas só quero se for com você. Eu nunca amei Natacha e hoje eu percebo isso, a única coisa que eu quero é subir contigo num altar e declarar a todos presentes, e a Deus, de que você é minha. Eu consegui o arquivo que precisava para me libertar de Natacha, consegui provar minha inocência, e ainda denunciar o desgraçado do Juan. Nada mais me impede de estar ao seu lado. — Ele sorri todo meigo. — Então, só diz que me aceita de volta, quero cuidar de você, do nosso filho. Deixa eu te recompensar pelo tempo que perdemos, por favor?

Fico em silêncio digerindo tudo o que ele me falou. Estamos livres para vivermos do jeito que quisermos? É isso? Sem Natacha para atrapalhar? Sem ninguém? Só nos três? Sorrio com a hipótese, me jogo nos braços dele sorrindo feito boba. Ele me abraça apertado enquanto choro baixinho em seu ombro.

— Isso é um sim?

— Hum-rum. — Afirmo balançando a cabeça.

Ele se afasta um pouco de mim e limpa minhas lágrimas, depois me beija, seus lábios macios tocam os meus, um beijo de paixão misturado com saudade é dado. Ele me pega no colo e fecha a porta atrás de nós. Ele caminha até meu quarto, sentando na cama, eu me ajeito ficando por cima dele. Volto a beijá-lo, chupo seu lábio inferior junto à leves mordidas enquanto rebolo de leve em cima de seu membro. Ele suspira e leva suas mãos até a barra do meu vestido, levantando-o.

Com minha bunda exposta, começo a beijar ele com mais fervor e a rebolar mais em seu colo. Ele me dá um aperto gostoso na bunda, fazendo com que um gemido involuntário saia dos meus lábios, ele tira meu vestido, e eu, toda a sua roupa, deixando-o nu. Seu membro está extremamente rígido, me deixando ainda mais com vontade de tê-lo dentro de mim. Empurro ele na cama, fazendo com que caia deitado, fico de quatro na cama e vou até ele engatinhando. Paro em cima dele e me abaixo para lhe dar mais um beijo, eu estava com tanta saudade dele. Mas agora era diferente, ele era meu, apenas meu. Ele acaricia meu clitóris de leve, me deixando inteiramente molhada. Ele me lança na cama, ficando por cima de mim, beija e chupa meu pescoço, fazendo com que eu me contorça debaixo dele.

— Quieta, mocinha — ele sussurra em meu ouvido.

— Impossível, Maycon... — sussurro de volta. Ele passa seu polegar nos meus lábios e diz:

— Chupe como se fosse meu pau em sua boca.

E é o que eu faço, envolvo seu dedo com meus lábios e chupo com toda delicadeza. Logo em seguida, ele tira seu dedo molhado de minha boca e massageia meu clitóris com ele, me fazendo arfar. Ele toma os meus lábios maliciosamente. Ele desce para o meu seio e chupa com vontade, passa a língua pelo bico e depois suga. Eu estava cada vez mais molhada, gemo alto chamando seu nome. Ele termina sua tortura com uma leve mordida, fazendo todo o meu corpo receber um leve choque.

— Fica de quatro pra mim e empina bem essa bunda.

Faço o que ele pede.

— Amo quando fica assim, molhada. — Ele passa a ponta do dedo na minha entrada e leva aos seus lábios, provando.

— Tão doce... — Ele sorri malicioso, volta seu dedo para minha entrada e me penetra.

— Me aperta. — Ele mexe o dedo dentro de mim, contraio minha vagina em seu dedo.

— Aah, Diana — ele geme baixinho.

Ele põe mais um dedo dentro de mim, e começa a me estocar em um ritmo sufocante.

— Oh céus, Ma... Maycon, vou gozar.

— Ainda não.

Ele me vira de frente para ele, me deitando na cama.

— Segure suas pernas, quero todo o seu gozo para mim. — Ele passa a língua em minha feminilidade, seguro minhas pernas e ele começa com mais outra tortura, chupa meu clitóris e desce, me penetrando com sua língua fundo. Ele chupa os lábios e volta a brincar com meu clitóris, não aguento mais segurar o gozo e deixo acontecer, ele suga tudo sem deixar uma gota sequer escapar. Quando meus tremores passam, ele para e vem para cima de mim, me penetrando. Ele se movimenta devagar, fazendo com que o desejo cresça mais em mim. Ele beija meu pescoço enquanto estoca em mim.

— Mais rápido, por favor... — digo entre gemidos.

— Você quer mais, safada?

— Sim, quero.

— Então pede, pede para te foder com força.

— Me fode com força, Maycon!

— Maycon? Eu quero que fale comigo do jeito que eu gosto. — Ele continua com aquele ritmo torturador.

— Senhor Corppin, me foda com força, por favor!

Ele sorri para mim e aumenta as investidas. Meu corpo está pedindo arrego novamente, a vontade de gozar me atinge com tudo, gozo intensamente. Logo depois ele também, porém não para de me foder, ele inverte a posição, agora eu ficando por cima.

— Faz o que você sabe, cavalga gostoso em cima de mim, sua puta gostosa do caralho. — As palavras dele me deixam ainda mais excitada.

Começo a me mover em cima de seu pau, descendo e subindo nele, sua boca está entreaberta, ele geme baixo enquanto rebolo em seu pau. Ele me dá um tapa forte, me deixando ainda mais molhada. Ele era tudo o que eu precisava para este momento.

Arranho seu peitoral, enquanto ele massageia meus seios com as pontas de seus dedos. Ele dá leves beliscões, fazendo com que me contorça em cima dele. Meu corpo já não estava mais aguentando.

— Vou gozar... — anuncio.

— Então goza para mim. — Ele me puxa para me dar um beijo enquanto movia seu quadril. Ele me beija, sua língua brinca com a minha e então explodo em gozo junto com ele.