A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 7 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 8

 

4 dias depois...

 

de brigas e problemas, declarei a mim mesma que não deixaria me levar por Depois de ter passado por todas as implicâncias do Sr. Corppin, de encontrá-lo nos corredores com Adrya, ele. Eu estava sendo ridícula ao ficar brigando e sentindo ciúmes de uma pessoa que não é minha. Sim, eu estava sentindo ciúmes e não me perguntem o porquê, pois eu não sabia.

Hoje, enfim, era o grande dia, o dia do baile de máscaras,Diego não me ligou desde a segunda me avisando se viria ou não e eu também não me preocupei em procurar saber. Eu já havia checado 300 milhões de vezes tudo no salão em que aconteceria a festa, não queria nada fora do lugar ou mal feito. Depois de organizar as últimas coisas, vejo que já está na hora de ir para casa me arrumar. Chego em casa e tomo um banho rápido; passo um hidratante no corpo; parto o cabelo no meio e faço um rabo de cavalo baixo, nas pontas faço alguns cachos e na frente deixo alguns fios soltos; faço uma maquiagem leve nos olhos e um batom vinho nos lábios. Precisava ser rápida, pois tinha que chegar lá antes dos convidados.

Ponho uma calcinha branca e visto o meu vestido, preto e longo, com um decote que vai até a metade da barriga, deixando um pouco dos meus seios à mostra. A saia do vestido tem várias camadas de tule, dando um leve volume e uma fenda do lado direito que vai da coxa até os pés. Ponho um colar curto no pescoço, no tom dourado, e sandálias de tiras nos pés. Ponho um bracelete no pulso, também dourado, combinando com o colar, e, para finalizar, minha máscara preta com algumas pedrinhas ao redor dela. Me olho no espelho e vejo o quão sexy estou.

Passo meu perfume, pego minhas chaves, minha bolsa de mão e saio.

 

Sigo para onde aconteceria a festa, parando na porta, entrego minha chave para o manobrista. A frente do lugar estava todo iluminado por holofotes, vários fotógrafos da imprensa já estavam lá, paro para cumprimentar todos e eles tiram algumas fotos minhas. Em seguida, entro e vejo se tudo está como planejado. Aviso às garotas que estão na recepção que qualquer problema poderiam falar comigo e eu tentaria resolver; os seguranças já estavam postos em seus lugares, e algumas pessoas já estavam começando a chegar. Recepciono todos em nome do Sr. Corppin, os funcionários, acionistas, sócios, empresários, amigos que viram a empresa crescer e prestadores de serviço.

O baile começa a lotar, os garçons passam servindo bebidas e comida. Olhava as pessoas, algumas eu nem reconheci, por causa das máscaras. Vejo Sr. Corppin chegar e eu só sei que é ele por causa de seu terno. Fico-o observando conversar, seu jeito de andar e o modo como cumprimentava, parecia até um verdadeiro cavalheiro. Ele tira sua máscara por um breve momento e termina de falar com as pessoas. Vejo o Sr. Fellipe e meu sorriso aumenta ainda mais, caminho até ele.

— Oi Sr. Fellipe, que saudades.

— Olá querida, também não está sendo fácil para me acostumar com essa vida de quem não faz nada. — Ele dá risada.

— Ah, claro, deve ser bastante difícil — digo brincando.

— A festa está linda, como sempre, meus parabéns — elogia olhando o local.

— Obrigada, uma pena esse ano não ter escolhido seu terno, mas o senhor acertou em cheio nesse, está muito elegante. — Avalio seu terno de linho.

— Não tanto quanto eu ficaria se você escolhesse, admito que era mais fácil com você. — Ele dá risada. — Como está indo a empresa? Maycon está se saindo bem? Estão tendo algum problema?

— A empresa está ótima, e o Sr. Corppin está se saindo muito bem. Ele é bem atencioso em relação aos funcionários, gosta sempre de servir a todos. — Estava mentindo? Não mesmo, ele sempre é bastante atencioso, principalmente com suas funcionárias. Cafajeste, isso que ele é.

— Fico feliz que estejam se entendendo, agora vá. Ele irá precisar de você. — Ele aponta para Maycon, que estava conversando com um dos acionistas.

— Foi ótimo revê-lo. — Saio logo em seguida.

Caminho por entre as pessoas e chego ao lado de Maycon, que, me olhando dos pés à cabeça, aposto que não me reconheceu.

— Senhores — cumprimento os dois.

— Diana? — o Sr. Puentes pergunta.

— Olá, como o senhor está? — Aperto sua mão.

— Muito bem, obrigado. Está linda, como sempre. — Ele beija minha mão.

— Obrigada. — Coro, mas agradeço pela máscara tapar o meu rosto. — Sr. Corppin, daqui a pouco terá o seu discurso, te aconselho a cumprimentar as pessoas logo, porque depois, não vão te deixar em paz.

— Okay.

— Diana? — Ouço alguém me chamar e eu já sei de quem é a voz.

— Oi, você veio! — Dou um abraço apertado em Diego.

— Claro que viria, meu anjo. — Ele beija minha testa. — Você está um espetáculo nesse vestido.

— Obrigada, amei a cor do terno. Está lindo! — digo avaliando seu terno na cor vinho.

— São os seus olhos. Venha, quero te apresentar à uma pessoa. — Ele segura em minha mão. Ouço Maycon atrás de mim pigarrear alto, olho para ele, que não estava gostando nada disso.

— No momento, ela ainda está a trabalho e agora, eu preciso dela — ele diz com sua postura de CEO maculado.

— E quem é você? — Diego pergunta, arqueando a sobrancelha.

— Sou o chefe dela. — Ele estende a mão para Diego, mas sua cara não estava nada legal. Que climão.

— Este é Diego, meu namorado. — Apresento a Maycon e eles dois me olham com uma grande interrogação na cara. Diego estende a mão para ele e eu torço para que não me desminta na frente de Maycon, mas ele não o faz.

— Ok, amor, então espero quando você terminar. — Ele me dá um selinho rápido e sai. Sorrio amarelo e olho para Maycon.

— Namorado, é?

— Isso mesmo.

— Ok… venha, preciso pegar meu discurso no escritório.

Ele caminha por entre as pessoas e eu o sigo, entro em um corredor com ele me guiando na frente. Ele se vira e me prensa na parede.

— Você namora mesmo aquele merdinha?

— Sim — digo com convicção.

— E porque não me disse nada sobre isso?

— É recente — minto.

— Você não gosta dele, vejo como me olha, como me deseja e só você não percebe que está caidinha por mim. — Ele dá um sorriso de molhar calcinhas.

— Engano seu.

— Engano? Eu nunca me engano sobre essas coisas, sei quando uma mulher gosta de mim.

— Você é muito mal-acostumado, tem sempre mulheres aos seus pés e só porque não me tem, está com o ego ferido. — O encaro, mostrando que não tinha nem um pouco de medo.

Ele me olha por instantes e então me beija. Bato nele e tento sair, mas não consigo. Aos poucos, deixo me envolver, arranho sua nuca e puxo o seu cabelo. Ele geme baixo e sinto o quanto ele está excitado, e aperta minha bunda, me deixando louca. Ouço passos no corredor e empurro ele para uma porta ao lado, fechando-a em seguida.

— Não podemos fazer isso — digo, recuperando o fôlego.

— Claro que podemos. Me diz agora que não gosta de mim… — Ele me fita e eu fico sem fala.

— Precisamos sair daqui, o discurso — tento mudar de assunto.

Abro a porta devagar e não tem ninguém, saio e caminho para onde seria o suposto escritório. Ele abre uma porta e vai até a mesa, pegando um papel que estava lá e sai novamente. O clima está tenso e estranho. Voltamos para o salão agitado e o anunciante está dando suas devidas declarações, falando sobre a empresa e o seu crescimento. Ele chama algumas pessoas, que parabenizam ao Sr. Fellipe e a Maycon pela administração. Alguns minutos depois, ele é chamado ao palco.

— Hoje… eu gostaria de agradecer a todos aqui presente que colaboraram com o avanço de nossa empresa. — As pessoas batem palmas. — A Marketing Corporation não existiria se não tivéssemos pessoas tão competentes trabalhando conosco, e parceiros tão prestativos. E acima de tudo, ao meu pai, que começou com tudo, desde o chão à este grande império, que é mundialmente conhecido. Então, hoje vamos comemorar a isso, a nós. — Ele levanta sua taça e todos fazem o mesmo. — Obrigado.

Ele desce do palco e todos ovacionam ao seu redor. Agora, de fato, a festa estava aberta, a música começa a tocar e alguns vão para a pista de dança. Saio à procura de Diego e o encontro com um grupo de homens, conversando sobre negócios.

— Eu compro empresas que estão com problemas financeiros por um preço baixo, levanto suas ações novamente e depois, vendo-as em partes, assim tenho mais lucro. — ele explica e os homens dão opiniões, era uma ideia genial. Fico apenas observando eles conversarem. Diego era muito inteligente e fazia gosto em mostrar isso as pessoas. Ele me nota e se despede deles vindo até mim.

— O que está fazendo aí, parada?

— Estava te olhando falar sobre negócios, você fica ainda mais atraente desse jeito. — Sorrio de lado.

— É mesmo? — Ele põe suas mãos na minha cintura e aperta levemente. — Queria fugir com você daqui.

— Meu trabalho já encerrou… — digo, sugestiva.

— Opa, então podemos ir? Quero te mostrar algo.

— Podemos sim. — Ele sorri.

Ando pelo salão de mãos dadas com ele e sinto o peso do olhar de alguém em mim, procuro com os olhos e vejo Maycon me olhar de uma maneira diferente, como se não acreditasse realmente no que estava vendo. Pouco me importa. Diego busca o carro e sai para abrir a porta para mim, ele, sim, era um verdadeiro cavalheiro, não Maycon. Ele sabia como tratar uma mulher e valorizar.

— Para onde estamos indo? — Pergunto curiosa.

— Uma surpresa, apenas relaxe meu anjo. — Ele sorri.

Ligo o som, e começa uma música envolvente, as batidas eram legais e preenchiam o silêncio que fazia no carro. Fico observando a paisagem pela janela enquanto pegava a estrada, alguns minutos depois, Diego para o carro na frente de uma grande propriedade, por fora, já dava para ver a quão bonita era.

— Uau, que lindo!

— Gostou? Estava precisando de uma casa aqui, já chega de ficar em hotéis. Queria uma opinião feminina e de uma arquiteta sobre ela. — Ele lança um sorriso encantador.

— Será um prazer…

— Disso eu não tenho dúvidas. — Ele dá uma piscadela e sorri.

— Safado.

A casa tinha todo um conceito natural, de vidro e madeira, havia verde por todo lugar. Ao redor da parte da frente da casa tem uma piscina de tamanho consideravelmente grande, e muito moderna. Havia uma cascata de água saindo da madeira do primeiro andar. Maravilhada, entro na casa e não era diferente, o piso é de madeira e a maioria das coisas ali dentro também eram; a decoração, impecável com móveis também madeira envernizados, bem agradável.

— Amei. — Olho alguns quadros que estão na minha frente.

— Sabia que iria gostar. — Ele se aproxima de mim, colando nossos corpos.

Sua ereção roça em minha bunda, me deixando excitada. Ele tira os meus cabelos dos ombros e beija cada parte dele até chegar em meu pescoço, beijando-o também. Gemo por antecipação e prazer, ele morde o lóbulo da minha orelha, me vira de frente e me beija… Depois de muitas carícias e beijos, ele me leva para o sofá e ali transamos.