A secretária do CEO
Capítulo 27
Capítulo 28
1 mês depois...
visto, Bernardo e Jullia estão se dando muito bem, estão até pensando em Depois de sair do hospital fomos para casa. Toda a família de Maycon foi me visitar, me senti abraçada por eles. Pelo casamento. Maycon, no segundo dia que eu estava lá, me fez o pedido de casamento novamente, mas esse com data marcada, sem demora para nós tornamos marido e mulher... e eu simplesmente aceitei.
Foi a melhor escolha, não queria pensar nas coisas que já tinham se passado. Me dói muito quando lembro, mas estava fazendo acompanhamento psicológico, que ele faz questão de me forçar a ir. Eu, sinceramente, não queria, mas está me ajudando em partes e eu me empenhei em tudo no casamento... eu, Kelly, Sofia e Jullia.
Hoje era o grande dia e eu não aguentava mais de ansiedade para que estivesse logo com ele no altar, sendo chamada de Sra. Corppin. Me levanto da cama e tomo um banho, passaria o dia com as meninas e Maycon passaria com Bernardo, Sr. Fellipe e Taylor, um amigo dele de Milão que veio para o nosso casamento.
Visto um vestidinho preto solto e faço um coque no cabelo. Iríamos fazer o ritual de beleza, como chama a Sra. Kelly no spa. Ouço algumas batidas na porta.
— Entra.
Um noivo ansioso passa pela porta. Ele estava com uma cara de quem não dormiu muito.
— Também não dormiu direito, né? — digo.
— Não, isso é uma palhaçada que elas inventaram para não dormirmos juntos. Quase fugi do outro quarto e vim para cá, mas o Bernardo ficou de guarda, ficou se divertindo com minha miséria. — Ele revira os olhos, dou risada.
— Calma, também não consegui dormir direito, ficou faltando algo aqui comigo.
— Senti saudades.
Ele caminha até mim, põe a mão em minha nuca e me puxa para si com delicadeza. Nossos lábios se tocam, um beijo calmo é dado. O ritmo vai aumentando e as coisas vão esquentando, ele desce a mão pela minha cintura e me aperta contra ele. Paro o beijo e me afasto dele rápido, fecho meus olhos e regulo minha respiração.
— Desculpa, não queria ir rápido — ele fala.
Eu não tinha medo dele, mas eu tinha receios dos quais eu não estava sabendo lidar. Não tínhamos tido relações nesse período de tempo e eu sei que ele está sendo compreensivo.
— Não me deve desculpas, é só que eu ainda não estou pronta.
— Eu sei, me perdoa, não quis apressar as coisas.
A porta é aberta Ju e Sofia entram.
— Epa, o que você está fazendo aqui? — Sofia pergunta.
— Ah, será que não posso ver minha mulher mais?
— Claro que não, agora, só na hora em que estiverem no casamento. Sai fora, Maycon — Ju diz.
— Que garota levada ela, hein?! — Ele aponta para Jullia que revira os olhos.
— Até mais tarde — digo.
— Até, amor. — Ele sai do quarto.
— Vamos, cunha? Nosso dia será longo.
— Vamos.
De braços dados, saímos do quarto, Ju de um lado e Sofia do outro. Estavam todos hospedados na casa de Maycon desde uns dois dias atrás. Estava amando isso. Chego na sala e Kelly já nos aguardava.
— Vamos? — Ela estava toda empolgada.
— Eu quero comer primeiro. — Dou de ombros.
— Que nada, no Spa vamos fazer tudo isso. — Ela ri. — Tchau, Fellipe, Tchau, meninos, nada de aprontarem. Estamos indo!
Saímos e descemos pelo elevador. Claiton está a nossa disposição hoje. Tadinho iria tomar um chá de cadeira.
Vamos batendo papo até chegar no spa, entramos e tudo tinha um tom que me fazia relaxar. O ambiente, nas cores creme com rosa bem claro, deixa tudo mais relaxante, era um lugar lindo e harmonioso. O cheiro de incenso invade meu nariz, um cheiro bom que, com toda certeza, me acalma. Kelly vai na recepção, organiza nossas entradas e nossa programação daquele dia. Eu já estava amando.
Vamos para um salão onde é servido o café da manhã, pego algumas frutas, torrada e um pouco de café. Sento na mesa, começo a comer e as outras fazem o mesmo.
— Cunha, desculpa estar perguntando isso, sei que é delicado. Mas como você está depois do que aconteceu?
— Sofia! — Kelly a repreende.
— Não tem problema... Eu estou tentando levar da melhor forma possível. As vezes tenho pesadelos, não me vejo mais como a mesma mulher, apesar de Maycon estar sempre me jogando para cima, sem falar que... que eu ainda não conseguir ter nada depois de tudo. Ele está sendo bem paciente comigo, mas eu não sei até quando ele vai ser e esse é o meu medo, dele não poder me esperar. Todo homem tem suas necessidades.
— Sim, todo homem tem sua necessidade, mas o amor, meu bem, supera tudo e meu filho te ama demais, ele vai te esperar o tempo que for — Kelly fala.
— Como vão suas consultas com o psicólogo? — Ju pergunta.
— Pra falar a verdade, são bem chatas. — Todas nós demos risada. —
Ele só quer saber da minha vida, bater papo, mas, de qualquer forma, está me ajudando bastante, pois meus pesadelos pararam. Porém, eu não suporto a ideia de ser “tocada”, me entendem?
— Entendemos sim, mas deixa as coisas fluírem, deixa as coisas irem no seu tempo, fica tranquila — Sofia diz. Apenas concordo.
Depois que comemos, seguimos para nossa programação. Fomos todas fazer massagem, eu preferi fazer a das pedras quentes, o que era uma delícia. Enquanto a pedra estava em minhas costas, a moça fazia uma ótima massagem em meus pés. Meu corpo estava devidamente relaxado, a música calma ao fundo me trazia uma paz enorme.
— Srta. Diana? — uma moça fala. — Onde posso deixar isso aqui?
Levanto a cabeça para olhar e vejo que ela está com uma caixa em mãos.
— Deixa em cima dessa mesa para mim, por favor, logo abrirei. Quem mandou?
— Seu noivo. — Ela sorri e eu ainda mais.
— Certo, obrigada.
Depois que a massagem termina, vou até a caixa e a abro, tinha um champanhe dentro, uma caixa de chocolate e uma de morango. Sorrio vendo aquilo, vejo um bilhete e pego-o:
"Sra. Corppin, peço minhas sinceras desculpas por mais cedo, e como forma de redenção, te envio um dos muitos presentes que irá receber ao longo do dia. Espero que tenha sido perdoado e que você tenha um ótimo dia. Te encontro no altar. Te amo."
Seu Sr. Corppin
Meu dia foi inesquecível, recebi diversos presentes de Maycon, o último foi um colar com um pingente em degradê azul com verde, a pedra era linda. No cartão, ele diz que era a cor dos seus olhos com a dos meus. É tão lindo e algo que significava ainda mais, usaria hoje, no nosso casamento. Fiz cabelo, unha, maquiagem, depilação, o que me deixou com um certo incômodo, mas fui praticamente arrastada até lá. Depois de tudo feito, fomos embora e aqui estou eu, em frente ao espelho enquanto a ajudante me ajuda com o vestido. Eu estou completamente nervosa, minhas mãos estão geladas e o frio na barriga é inevitável. Depois de vestida, Hanna me ajuda a pôr a coroa na cabeça, me olho no espelho e eu nem me reconheço, eu não queria aqueles vestidos padrões, que são brancos. E assim fiz…Usava um em tom bege bem clarinho, o corpete do vestido é curto e o vestido tem várias camadas de tule rendado, deixando-o alto e cheio. A calda do vestido era grande.
Já estava pronta, só faltavam os sapatos, ela me ajuda a pôr, pois o vestido era enorme.
— Está pronta para ir se casar? — Hanna pergunta.
— Sim, estou. — Respiro fundo e sorrio.
— Então vamos, o Sr. Fellipe está te aguardando lá em baixo.
Como não tenho pai, ele entraria na igreja comigo. Estava numa casa a alguns quarteirões da igreja. Maycon achou que assim eu não me atrasaria muito. Engano dele, já estou atrasada quase 40 minutos, ele deve está louco. Hanna me ajuda a descer as escadas, na sala, já estão me esperando o Sr. Fellipe e Jullia.
— AI MEU DEUS, VOCÊ ESTÁ LINDA! — Jullia grita e vem até mim.
— Obrigada — digo envergonhada enquanto ela me abraça.
— Ai! Devo ter te amassado toda! — Ela passa as mãos em meu vestido tentando arrumar. Começo a rir dela, e o Sr. Fellipe vem até mim.
— Minha filha, você está magnífica. — Ele sorri e dá um beijo na minha testa.
— Obrigada, Senhor, saiba que tenho uma grande admiração por você e te considero como um pai.
— Ah, menina, e eu te considero como uma filha, e estou muito feliz pela união de Maycon e você. — Ele sorri. — Agora vamos, antes que ele morra do coração.
Pego em sua mão e vamos para o carro. Era uma limusine, até porque eu não caberia dentro de outro carro com um vestido desse tamanho. Junto vem Jullia e Hanna.
— Está nervosa? — Ju pergunta.
— Sim, muito. Em breve, será você. — Sorrio de lado.
— Fica calma, vai dar tudo certo. Creio que, na minha vez, vamos ter que pedir uma ambulância para mim, porque eu cairia dura no chão.
Todos no carro começam a rir dela.
— Só você mesmo, Ju.
O carro para em frente à igreja, as meninas saem e o Sr. Fellipe junto. Elas me ajudam a sair, Hanna arruma meu vestido e passa uma mensagem para a cerimonialista avisando da minha chegada. Alguns segundos depois, ela avisa para que eu fique postada em frente à porta da igreja, que se encontra fechada. Hanna me entrega o buquê de flores. Pedi que preparasse com cada rosa de cor diferente, das mesmas cores das que Maycon me deu, sorrio olhando para elas e lembrando do significado de cada uma.
Ouço a marcha nupcial, o Sr. Fellipe fica ao meu lado e sorri para mim. A porta é aberta, meus olhos percorrem a igreja cheia e os grandes sorrisos dados, retribuo a todos. Olho para frente da igreja e lá está Maycon, posso ver que seus olhos estão marejados; Ele sorri para mim com ternura. A marcha nupcial acaba e a música “A Thousand Years” é tocada suavemente no violino, o que era uma grande surpresa para mim.
Sorrio de volta para ele e as lágrimas escorrem em meu rosto. Ele estava tão lindo em um terno todo cinza com a gravata preta, e me olhava de um jeito extraordinário. Quando chegamos ao altar ele aperta a mão de seu pai e dá um longo abraço nele. Eles se afastam e Maycon se aproxima de mim, pega a minha mão, me ajudando a subir os três degraus. Ele olha para o buquê em minha mão e sorri.
— Você está perfeita — ele sussurra e beija minha testa.
— Você também está.
O pastor começa a cerimonia, eu não queria algo muito longo e cansativo, queria algo mais dinâmico e fácil... Um tempo depois, ele fala suas palavras finais:
— Não é fácil a vida a dois, mas quando se existe amor, tudo é possível. Viver com outra pessoa é lidar com seus defeitos e com suas qualidades. É errar e aprender ao longo do tempo, e ter sabedoria para fazer as escolhas certas. É ter com quem contar, pois hoje, Diana e Maycon, vocês se tornam um só. É não ter segredos, não ter mentiras e ter fidelidade um pelo outro. É amar incondicionalmente, é ter cuidado e zelo. É aprender a conquistar a mesma pessoa todos os dias e com isso, eu encerro minhas palavras. Creio que vocês prepararam seus votos.
— Sim — falamos juntos.
Ficamos de frente um para o outro, Maycon pega em minhas mãos e acaricia. Meus olhos se enchem ainda mais de lágrimas, estava me segurando para não chorar mais.
— É... — ele começa. — Eu não escrevi nada, quis deixar apenas meu coração falar agora, pois assim, eu sei que não foi nada muito pensado e sim dito realmente com o coração. Sabe, desde a primeira vez que te vi eu, já te quis, independentemente de qualquer coisa. Eu passaria por cima de tudo para estar ao seu lado, e hoje, vejo o quanto valeu a pena... olha onde estamos. — Ele olha para os lados e dá um sorriso largo. — Estamos aqui, na igreja, nos casando e estaremos juntos até a eternidade. Você me conquistou apenas com um sorriso. O seu jeito só me mostrou que a mulher que eu quero para minha vida é você, e mais nenhuma outra. Você me encanta com seu olhar, todas as vezes que eu te olho ainda parece a primeira vez, porque meu coração palpita, minhas mãos suam, minhas pernas simplesmente não me obedecem quando te vejo. Você é tudo para mim, Di. Então... Eu, Maycon Donavan Corppin, recebo a ti, Diana, como minha legítima esposa. Prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias das nossas vidas. — Ele beija minha mão e acaricia meu rosto. É possível ouvir as pessoas fazendo o coral de “Ooh” na igreja. Choro e sorrio ao mesmo tempo. Respiro fundo para me controlar e começo a falar:
— Eu nunca imaginei que hoje eu estaria me casando contigo. Sério, não imaginava, você foi alguém que apareceu de repente na minha vida, mas que a mudou completamente, deixou tudo de cabeça para baixo e bagunçado. Mas, pra falar a verdade, eu amo essa bagunça, eu amo você, amo tudo, absolutamente tudo em você. Até os seus defeitos, o seu jeito mandão, quando não liga para o que digo. Mas, se não fosse assim, não seria você, não seria a pessoa que eu sou completamente apaixonada e estou pronta para ter uma família juntos. Muitas coisas aconteceram, mas isso só me mostrou o quanto te quero a cada dia, meu amor... Eu Diana Williams Carter, recebo a ti, Maycon, como meu legítimo marido. Prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias das nossas vidas.
— Alguém tem algo contra este casamento? — O pastor pergunta. Olhamos para os convidados por um tempo e o silêncio permaneceu.
— Pelo poder investido a mim, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Maycon se aproxima de mim sorrindo, põe uma mão em minha cintura e a outra em minha nuca, e me beija com calma. Brincacom meus lábios dando uma pequena mordida e termina o beijo com um selinho. As pessoas começam a aplaudir e gritar.
— Agora, você é somente minha, Sra. Corppin.
Antes de irmos para a festa, troco de vestido, um estilo noiva também, porém sereia, mais justo no corpo e solto do joelho para baixo. Hanna me ajuda a retocar a maquiagem e arrumar meu cabelo, que estava cheio de arroz, puxando para trás em um coque e põe outro adereço na minha cabeça. Saio da sala em que estava me trocando e vou para fora da igreja. Maycon conversa alegremente com Claiton que nos aguardava para levar à festa. Quando ele me vê, seu sorriso se abre ainda mais. Chego próximo a ele com a ajuda de Hanna.
— Uau, me casei com a mulher mais linda do mundo. — Ele me analisa e pisca para mim.
— Não é para tanto. — Sorrio.
— Claro que é, agora vamos, que todos já nos aguardam.
Ele me ajuda a entrar na limusine. Vamos conversando até o destino. Uns 30 minutos depois, chegamos em frente a uma casa. A fachada é de cor branca com detalhes em preto, com várias palmeiras na frente, olho estranho. Não tinha festa alguma acontecendo.
— Não íamos para a festa? — Pergunto, afinal, Kelly e Sofia organizaram uma.
— Sim, e já chegamos, é lá dentro.
Claiton abre a porta, Maycon sai e me ajuda. Hanna vem logo atrás de nós. Olho a casa a minha frente. Casa, não, mansão. E admito: é muito linda. Ao Invés de passarmos pela porta principal, vamos a uma porta na lateral da casa e me deparo com um enorme jardim com uma piscina incrível. Do lado direito, em um espaço afastado da casa, vejo pessoas sentadas em mesas, conversando e sorrindo. Olho de longe a arrumação e estava tudo tão lindo, em tons de dourado e branco. Um longo caminho de madeira passando por cima de uma parte da piscina... era incrível.
— Uau, elas arrasaram na escolha do local e no planejamento da festa.
O lugar é lindo e a decoração é de tirar o folego — digo olhando tudo ao redor. Observo as mesas cheias de flores, também brancas, os sofás de canto são em tons dourados, a mesa do bolo está bem decorada, uma cortina de luz enfeita a parede atrás da mesa.
— Que bom que gostou, pois essa é nossa casa. — Olho para ele espantada.
— Nossa casa!?
— Sim, comprei ela essa semana, mais um presente. — Ele sorri de lado.
— Presente, Maycon? Isso aqui tudo é um exagero de grande, mas eu amei. — Pulo em seu pescoço e o abraço com força. — Obrigada.
— Não me agradeça, isso ainda é tão pouco com tudo que posso lhe proporcionar.
— Então tá, Sr. Riquíssimo.
— Não se esqueça que agora somos casados... — Ele dá risada.
— Nem dinheiro eu tenho. — Dou de ombros.
— Mas claro que tem, tudo que é meu, é seu.
— Não quero seu dinheiro, apenas seu amor e carinho me basta.
— Mas aqui é o pacote completo, minha querida. — Acho graça da forma como ele fala, dou um tapa de leve em seu ombro e caminhamos para perto das pessoas. Quando estamos chegando perto, ele me pega no colo, me assustando. Todos começam a assobiar e bater palmas. Começo a rir com a situação. Vejo Kelly e o Sr. Fellipe sorrindo como nunca, batendo palmas. No meio do salão ele me dá um selinho demorado e me põe no chão com cuidado. Algumas pessoas vêm falar comigo para nos parabenizar pelo casamento, outros vão até a mesa. Recebo diversos presentes, o que achei meio desnecessário.
— Olá, Sra. Corppin, posso te ajudar com os presentes? Me chamo Hellen, sou uma das empregadas da casa. — Sorrio pelo jeito que ela me chamou.
— Oi, Hellen. Por favor, só me chame de Diana. Seria ótimo uma ajudinha. — Dou risada.
— Certo, Sra. Diana. — Ela pega as coisas que estão em minha mão e entrega para um rapaz logo atrás, e pega as outras sacolas restantes.
— Obrigada. — Pisco para ela, que cora no mesmo instante. Pego uma taça de champanhe e dou alguns pequenos goles e vejo Maycon conversando com alguns rapazes. Decido falar com Kelly e Sofia para agradecer a elas pela festa, está tudo maravilhoso.
— Olá, noiva mais linda. Menina, chorei tanto que precisei fazer um reboco na cara para tirar o inchaço — Ju fala.
— Para de drama que não é para tanto. — Reviro os olhos e logo em seguida dou risada.
— Você sabe que sou sensível, e vocês estavam tão lindos lá na frente, os votos de vocês mexeram com toda a igreja. Até Bernardo chorou, acredita? Mas não fala nada a ele — ela sussurra a última.
— Você não tem jeito. — Caio na gargalhada.
— Tenho que concordar, foi emocionante, lembrei de quando eu me casei com Fellipe. — Kelly fala e percebo que seus olhos brilham ao falar dele.
— Quero agradecer a vocês por terem feito uma festa tão maravilhosa. — Dou um gole em meu champanhe. — Não teria conseguido sem vocês.
— Não tem que agradecer, você merece, cunha — Sofia diz.
— Mesmo assim... obrigada — digo por fim. Bernardo se aproxima de nós.
— Deveria ser proibido tanta beleza em um só lugar. — Ele olha para nós.
— Desculpa se estamos te incomodando. — Sofia fala.
— Tadinha, né?! Nem se acha, estou falando de mim. Claro que minha cunhada é linda, e esse vestido está magnífico em você. Se quiser largar meu irmão e vir comigo, estarei bem ali no canto... — Jullia dá uma cotovelada em sua barriga, ele faz cara de dor e logo depois começa a rir, e eu junto.
— Vai, doido — digo.
— Sra. Corppin, me concede uma dança? — Maycon surge atrás de mim, sua mão está estendida, esperando a minha.
— Mas é claro, Sr. Corppin, se me derem licença... — Ponho minha mão na sua e seguimos para o meio do salão, logo, uma música suave atinge os meus ouvidos.
Ele junta os nossos corpos, suas mãos vão em minha cintura e as minhas em seu pescoço. Ponho minha cabeça no seu peito e ele me conduz suavemente para um lado e para o outro. Canta algumas partes em meu ouvido e sorri. Vejo outras pessoas virem dançar no meio do salão.
— Eu não poderia ter escolhido outra pessoa para me casar, a não ser você. Eu te amo tanto, pequena, e hoje, com toda certeza, é o melhor dia da minha vida.
— É o melhor dia das nossas vidas. — Ele me aperta mais contra ele, me dá um beijo na testa e descanso minha cabeça novamente em seu peito. Era ótimo sentir o seu cheiro, estar em seus braços. Me sentia segura. Ele começa a cantar baixinho, sua voz é suave e a cada frase dita daquela música parecia que foi escrita para nós.
— Só Deus sabe onde você esteve, mas eu realmente não preciso saber, eu sei onde você está indo. No meu coração, onde você está descansando sua cabeça, e você está tão bonita, como se você fosse um anjo. — Ele sorri. — Posso parar o fluxo do tempo? Posso nadar em sua divindade? Porque eu não acho que deveria deixar este lugar. Embaixo dos céus pesados de chuva você está dançando com seus pés descalços, como se estivéssemos em um filme, pegue minha mão e perseguiremos a chuva. Eu pego você olhando de novo para mim... E eu gostaria de dar-lhe tudo, baby. Você pode sentir essa energia levá-la? Você pode ter o melhor de mim, baby. E eu lhe daria qualquer coisa, você pode sentir essa energia. Pegue-a — ele termina de cantar. — Vamos. — Ele se separa de mim.
— Vamos? Para onde? Ainda preciso jogar meu buquê.
— Não precisa, todas as mulheres irão receber um. — Ele sorri. — E eu tenho mais uma surpresa... Hellen? — Ele chama a moça que estava no canto do salão. Ela logo vem. — Pega as nossas malas, por favor, e leva para o heliporto. A Sra. Corppin e eu já estamos indo.
— Sim, senhor. — Ela some entre as pessoas.
— Onde vamos?
— Já disse, surpresa. — Ele sorri.
Vejo uma movimentação no salão, as pessoas caminhavam para a entrada. Kelly vem até mim e me dá um abraço apertado, ficamos conversando um pouco e, por fim, nos despedimos.
Maycon sorri e pega em minha mão para sairmos, olho para fora e todos estão lá, uma parte do lado esquerdo e outra do lado direito, fazendo um estilo de túnel com Sparkles na mão acesos.
A coisa mais linda de se ver, olho para Maycon encantada. Andamos de mãos dadas entre as pessoas que sorriam e gritavam o que elas desejavam a nós. Alguns diziam amor, outros paz, felicidades, muitos filhos, prosperidade, entre várias outras coisas. Meu sorriso vai de orelha a orelha, eu não podia medir a felicidade que estava sentindo. Dou mais alguns passos e vejo uma chuva de pétalas vermelhas caindo do céu.
— Meu Deus... você é louco! — Ponho a mão na boca, sorrindo.
— Sim, sou extremamente louco... por você. — Ele para ao meu lado e me dá um abraço apertado, as pétalas caem a nossa volta.
— Agora, a melhor parte, olhe para o céu. — E olho para o céu, ouço vários estouros e fogos de artifícios enfeitam lá em cima, fazendo uma festa de luzes, novamente me surpreendendo. Este homem é incrível! — Darei o meu melhor a você.
— Você já está dando. — Sorrio e ficamos abraçados vendo os fogos.
— Não estou não, eu quero poder amar cada pedacinho de você, quero tirar sua dor, quero te fazer feliz, te fazer minha. Leve o tempo que for, eu sei que quando esse tempo chegar, vai ser a melhor coisa da minha vida. O amor que sinto por você não cabe apenas em meu peito e, sinceramente, não sei como suportá-lo. É grande demais o que sinto e eu juro que te amarei todos os dias do jeito que você merece. Agora, vamos, temos uma viagem a fazer. — Ele beija minha testa e praticamente corremos até uma escada na lateral da nossa casa, que nem tive tempo de conhecer. Subimos as escadas e logo chegamos na parte de cima, onde é o heliporto. Maycon me ajuda a subir no helicóptero e prende meu cinto. Ele assume seu lugar e fala com a torre, pedindo autorização para subir. Então mexe no painel, acionando alguns botões. A torre responde autorizando, sinto o helicóptero subindo aos poucos.
— Você sabe mesmo pilotar isso, né? — Pergunto pelos fones.
— Mas é claro que sei.
— Quanto tempo será de viagem?
— Umas 3 horas, descansa um pouco.
— Não vai me falar onde estamos indo?
— Não, ainda é segredo.
— Assim não vale. — Reviro os olhos e sorrio. Viro o rosto para o lado e decido dormir um pouco.
Maycon Corppin
Hoje o dia foi perfeito e cheio de surpresas que fiz a Diana, eu podia ver o brilho em seus olhos a cada segundo. Estava pousando o helicóptero em nosso destino, tenho certeza de que ela amaria passar nossa lua de mel ali. Até pensei em não termos uma lua de mel, não quero parecer estar pressionando ela, mas isso seria bom pra gente, viajar, mostrar a ela o lugar maravilho que é aqui. Precisávamos curtir, aproveitar o máximo de tudo. Termino de pousar no Heliporto, olho para o lado e Diana ainda dormia tranquilamente. Ela estava bem cansada pois, não acordou neste período de tempo. Acaricio seus cabelos com cuidado.
— Meu amor... chegamos. — Ela se mexe um pouco, mas continua dormindo. — Acorda, pequena.
Ela abre os olhos devagar e os coça com a mão, me fazendo rir.
— Oi — ela diz toda manhosa.
— Oi, chegamos. — Ela se ajeita no banco e olha para os lados.
— Onde estamos?
— Agora? No heliporto.
— Isso eu percebi. — Ela dá risada.
— Ok, então, espertinha. Bem-vinda à Cancún.
— Estamos em Cancún!? — Ela pergunta com uma certa empolgação, e afirmo com a cabeça. — Agora vou poder pegar um bronzeado! — Ela ri. — Sempre tive vontade de conhecer aqui, mesmo sendo relativamente "perto" de Chicago.
— Passaremos duas semanas aqui, acho que dá para conhecermos muita coisa. — Tirando meu cinto de segurança e os fones, desço do helicóptero e vou ao lado dela. Abro a porta, e faço o mesmo com ela. Ajudo-a a descer e pego nossas malas. Um rapaz chega com o carro que pedi, um Porsche Cayman S 718 vermelho. Pedi para Claiton trazer enquanto as meninas estavam no spa.
— Quando saímos pela primeira vez, você estava com esse carro — Diana diz com um sorriso magnífico no rosto.
— Sim, estava. Gosto bastante dele.
— Mas quase não te vejo usando, você tem quantos carros?
— Verdade, gosto de mantê-lo na garagem. Não sei quantos tenho, nunca parei para contar, mas são vários. Quando vou a algum lançamento de carros, sempre compro dois ou três, sou um colecionador.
— Pessoas normais colecionam selos, moedas, tampas de garrafa ou coisa do tipo. Você? Coleciona carros que devem ser absurdos de caros, vai entender. — Ela dá de ombros e eu começo a dar risada.
— Tenho dinheiro, posso comprar todos, não tem problema algum.
Falo por alguns instantes com o rapaz, ele põe as nossas malas no fundo, abro a porta para Diana, que se acomoda no banco, entro no carro e vamos em direção ao hotel. Escolhi um de frente para a praia, sabia que Diana iria gostar. Ela liga o rádio e começa a tocar uma música boa. Ouço sua voz doce e suave cantarolar a música baixinho, eu não podia acreditar de que eu tinha essa mulher apenas para mim, que enfim estávamos casados e que ela era a tão sonhada Sra. Corppin. Fico ouvindo ela e aproveito o máximo, pois eram raras as vezes em que a ouvia cantar.
— Quem é o cantor? — Me refiro ao que cantava a melodia na rádio.
— SoMo — ela diz.
— Nunca ouvi falar.
— Deveria ouvir as músicas dele, são ótimas.
— Vou sim. Gostei da voz dele, porém, não mais que a sua, deveria cantar mais vezes.
— Só se eu quisesse deixar alguém surdo. — Ela ri e eu acompanho. O restante do caminho ficamos em silêncio curtindo o momento. Chegamos em frente ao grande hotel, a brisa da praia vem de encontro a nós dois. A praia era logo do outro lado, Diana olha tudo atenta, saio do carro junto com ela e o manobrista o leva, enquanto um ajudante pega nossas malas. Vamos para a recepção dar a entrada no hotel.
Depois de tudo pronto, vamos para a cobertura, passo o cartão magnético na porta e ela se abre, revelando um grande apartamento, nada muito diferente do que eu já não tenha visto, porém, é bem bonito. O piso é de porcelanato, tem três pequenos degraus na entrada da porta, que desce para a ampla sala, que tem um grande sofá branco com algumas almofadas vermelhas, um tapete também vermelho e um centro ao meio. Havia uma TV embutida na parede e alguns quadros espalhados.
Logo à frente, há uma grande parede de vidro, do chão ao teto, que dava pra ver a praia e sua imensidão. Do lado esquerdo há uma escada pequena que leva a cozinha, junto com a sala de jantar; do lado direito tinha uma grande escada, com corrimão branco, que dá acesso ao 2º andar. Ainda em baixo, próximo a escada, tem uma grande varanda, com um jardim, e no meio dele tem uma grande cama com cortinas brancas ao redor dela. Seria ótimo para dias de céu estrelado.
— Uau, aqui é incrível! — diz Diana, ainda observando tudo.