A secretária do CEO
Capítulo 4
lado, seu rosto sereno mostra o quão bonito ele é. Levanto ainda sonolenta e Acordo com o despertador aos berros em meu ouvido. Mas que coisa chata, em!? Diego dormia tranquilamente ao meu vou ao banheiro para meus cuidados matinais, visto um vestido justo ao corpo na cor vinho, com decote em 'V' sem manga, que desce até a altura do joelho, me dando um ar sexy. Coloco meu sapato alto preto de solado vermelho, faço uma maquiagem bem feita e, para completar, um batom vermelho fosco.
Me olho no espelho pela última vez e quase não me reconheço, aquela mulher era excepcionalmente linda e a muito tempo não me via assim, apesar de sempre me arrumar. Creio que o corte de cabelo me caiu bem, muito bem. Volto ao quarto e encontro Diego totalmente arrumado, seu cabelo impecavelmente no lugar com sua postura de homem importante.
— Bom dia meu bem, você está linda. — Ele sorri e me dá um selinho.
— Bom dia, obrigada. Dormiu bem?
— Melhor que nunca, e você?
— Muito bem, vou fazer algo para comermos. — Sorrio.
— Estou um pouco atrasado e eu queria levá-la ao trabalho. — Ele acaricia minhas costas.
— Então vou pegar minha bolsa, tomo café na empresa.
— Ok.
Pego minha bolsa e saímos do apartamento. Fizemos o percurso do meu trabalho conversando sobre diversas coisas. Ele para o carro na frente do meu trabalho e abre a porta para mim, me ajudando a sair, colando seu corpo no meu.
— Até logo.
— Até logo. — Sorrio. Ele me dá um beijo calmo e depois desgruda de mim. Caminha até seu carro e solta um beijo no ar.
Fico na calçada como uma adolescente apaixonada, esperando que ele sumisse do meu campo de visão. Não que eu estivesse apaixonada por ele, mas ele era fácil de se apegar, era um homem incrível.
Entro na empresa e vou para o elevador. Ao chegar lá todos que entravam me olhavam diferente, os homens principalmente, e ainda me lançam aqueles sorrisos sacanas. As portas se abrem na presidência e eu saio. Cheila já aguardava os meus comandos. Peço a ela para enviar a relação do dia para meu iPod e arrumar a sala de reunião para daqui a 2 horas. Ela prontamente segue o meu pedido. Maycon, ou melhor dizendo... Sr. Corppin já está em sua sala analisando os contratos. Bato de leve na porta e tento ser o mais profissional possível para não transparecer a minha raiva.
— Bom dia, Sr. Corppin. — Dou um sorriso breve.
— Bom dia, Srta. Williams. — Lança um sorriso que acabou com todos os problemas mal resolvidos da noite anterior, me olhando dos pés a cabeça com desejo. Coro na hora, ele parece se divertir com meu desconforto.
— Está cor lhe cai muito bem —diz..
— Hum... Obrigada.
— E então? O que faz eu ter sua presença ilustre na minha sala? — Já tinha até esquecido do que eu iria fazer ali.
— Vim saber se quer que eu passe sua agenda por e-mail ou posso falar o que está marcado para hoje?
— Pode sentar, estou ouvindo... — Ele apoia sua cabeça entre as mãos, com os cotovelos apoiados na mesa.
— Ok. Agora pela manhã, teremos uma reunião com os desenvolvedores de projetos digitais. Pela tarde, faremos uma visita a uma das filiais de um prestador de serviço da Marketing Corporation, e depois, mais uma reunião.
— Quanta coisa em, vamos ao trabalho — diz, nada animado.
— Se o senhor quiser, posso enviar toda a agenda do mês para o seu e-mail só para ficar a par dos compromissos agendados. E, a cada dia, lhe repasso a agenda para se lembrar. Vai ser mais prático, eu acho…
— Por mim, tudo bem, é uma ótima ideia.
— Certo, vou fazer isso imediatamente, com licença. — Lhe dou as costas para voltar a minha mesa.
— Srta. Williams?
— Sim?
— Desculpe por ontem, não foi minha intenção lhe aborrecer. Fui um tremendo irresponsável ao querer deixá-la sozinha no restaurante. Tentei alcançá-la assim que saiu, mas não consegui.
— Está tudo bem. Não se desculpe, não tenho nada a ver com sua vida pessoal.
Antes que pudesse ouvir sua resposta, saio da sala e sento em meu lugar, soltando a lufada de ar que eu prendia sem perceber. Não sei o que estava acontecendo comigo. Olhei para a porta de sua sala e, para minha surpresa ele estava lá, em pé com as mãos dentro do bolso, encostado em sua porta com os braços cruzados. Seu rosto já me dizia que eu estava muito encrencada, seus olhos frios sobre minha pele me causam arrepios. Abaixo os meus olhos quando ele começa a caminhar em minha direção. Percebi que a tensão, que antes demonstrava, agora esvaiu-se. Ele dá um longo suspiro e sua feição logo muda para a de uma pessoa mais calma e tranquila. Com certeza ele é bipolar.
— Srta. Williams, lhe pedi desculpas e não aceito não como resposta, e acho bom você aceitar enquanto a tempo, pois, caso contrário, retiro o meu pedido e vai ser muito pior para você... mais do que imagina. — Ele sorri com sarcasmo e continua. — Você gostaria de almoçar comigo hoje? Prometo que lhe mostrarei o bom cavalheiro que sou.
E lá estava aquele sorriso malicioso novamente.
Fiquei indecisa sobre o que responder, parte de mim já me dizia, vai garota, aceita logo e para de cu doce, e a outra pequena porcentagem de mim me dizia que estava entrando em uma furada.
— Não, obrigada.