A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 19 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 20

 

 

Maycon Corppin

 

levanto para procurá-las. Me bato em uma pessoa de cintura fina, seguro-a Ehoje, pela segunda vez, Diana e Jullia somem. Olho para os lados e não as vejo, peço licença a Miller e Carlos, e para que não caia. Seu perfume é bem familiar, separo-me dela e olho em seus olhos.

— O que está fazendo aqui, Natacha?

— O resultado do exame saiu. — fala com um sorriso que a anos atrás até me tiraria o fôlego, mas hoje eu só sentia repulsa.

— Não era daqui a 8 dias?

— Sim, mas consegui adiantar e não podia deixar de te contar logo. Estou com o envelope na bolsa, vem ver. — Ela segura minha mão e me puxa, mas logo tiro minha mão dela.

— Não podia ter me avisado por telefone? Ou esperado até segunda?

— Estou ansiosa, ainda não vi o resultado, vamos agora, ou faço um escândalo no meio de todo mundo.

— Pois então faça. — Viro as costas e saio andando, ela segura meu braço, me parando.

— Aposto que Diana ainda não sabe sobre o que você e papai conversavam no escritório no dia do jantar. O que será que acontece se eu for lá falar para ela neste exato momento? — Vejo Diana se aproximar, mas ela não nos viu ainda. Pego Natacha e saio dali o mais rápido possível.

— Onde está a porra da tua bolsa? — digo apertando seu braço.

— Aí, está me machucando!

— Você não me respondeu, Natacha, não testa minha paciência que te largo aqui e foda-se o resto.

— Minha bolsa está no quarto. — Solto o braço dela e ela caminha em minha frente. Chegando lá, ela revira sua bolsa e retira um envelope prateado, me entregando logo em seguida. Eu queria saber realmente se esse filho é meu. A partir do momento em que eu soubesse minha vida mudaria. Eu teria que me casar, será que Diana ainda iria querer ficar comigo? Tudo mudaria. Mas teria uma possibilidade dessa criança não ser minha e isso enche meu peito de alegria, não pela falta de responsabilidade, mas pelo fato de poder ser livre para Diana. Abro o envelope e leio com atenção, meus olhos percorrem o papel e o resultado final sentencia a minha vida.

 

Conclusão: O suposto pai tem no mínimo 99% de ser o pai biológico do filho.

DNA : Compatível.

 

Diana Williams

 

— Você se acha tão superior, não é queridinha, mas... dentro de alguns meses, Maycon será exclusivamente meu, iremos nos casar, ele não te falou? Claro que não, mas é assim que ele faz com uma puta de esquina igual a você. Usa, abusa, e depois joga fora. Eu sabia que ele iria voltar para mim. — Se olha no espelho, arrumando o vestido no corpo. — O exame de DNA já saiu e ele sabe que estou esperando um filho nosso. Você não sabe a tamanha felicidade dele, até me deu esse anel aqui. — Olho para o dedo dela e vejo o meu anel de noivado. Mas como ela está com ele?

— Eu vou te matar, sua piranha — Jullia fala. — Você vai se arrepender de ter nascido. Vou arrancar até o último fio de cabelo dessa tua cabeça, vamos ver se vai continuar bonitinha assim. Vou te moer na porrada. — Jullia tira os sapatos e joga no chão, seguro o braço dela, para impedi-la.

— Ju, calma, ela está grávida, esqueceu?

— Olha só, não vou te quebrar no pau por causa dessa criança, sua azeda.

— Nossa, que medo. — Ela treme as mãos, zombando.

— Mas isso eu posso te dar! — Largo uma bela de uma bofetada em seu rosto, isso não faria mal ao bebê. Só sei que bati.

— E isso aqui... — pego a mão dela e tiro o anel — me pertence. É meu, se ele quiser te dar algo, que compre outro.

Entro no trocador e ponho minha roupa, vou ao caixa, pago tudo e saio da loja com Jullia. Precisava tirar essa história a limpo com Maycon.