A secretária do CEO
Capítulo 21
�� Lembre-se de tudo que queríamos. Agora, todas as lembranças estão assombradas, nós fomos feitos para dizer adeus… Isso nunca teria funcionado do jeito certo… Não importa onde nós tomamos está estrada, mas alguém tem que ir e eu quero que você saiba, você não poderia ter me amado melhor, mas eu quero que você siga em frente, então eu já fui. A perfeição não pôde manter este amor vivo saiba que te amo tanto. Eu te amo o suficiente para te deixar ir. ��- Sleeping at Last - Already Gone.
chegar logo. A ansiedade estava me matando, meu estômago embrulhava só Depois que ligamos para André, esperamos ele por longos 20 minutos, parecia uma eternidade, eu precisava na hipótese deles dois ficarem juntos. Eu precisava saber dele, ouvir da boca dele sobre isso. Não podia ser verdade, não podia. Entramos na lancha, e depois de alguns minutos chegamos na casa, desço em disparada, mas Bernardo me para.
— Problema resolvido, foi até fácil tirar ela daqui. Quero te apresentar Sofia. — Ele aponta para uma moça sorridente ao seu lado.
— Olá, sou Diana — digo estendendo a mão, dando um sorriso amarelo.
— Sofia é nossa irmã, na verdade, é prima, porém, fomos criados juntos desde pequenos, consideramos uma irmã mais nova. — Ele sorri.
— Então quer dizer que você conseguiu o coração do maninho? — Ela diz sorrindo.
— Perdão, mas eu preciso muito conversar com o irmão de vocês, sobre aquele assunto — digo olhando para Bernardo. — Desculpe, Sofia, prometo que volto para conversarmos. Licença.
Saio antes de ouvir uma resposta, procuro pelos lugares óbvios e não o encontro. Vou para o quarto, ele está sentado na cadeira do canto, com um copo de Whisky, bebendo. Ele se levanta ao me ver e respira aliviado.
— Onde estava? Você sumiu. Fiquei preocupado, boneca. — Ele passava a mão nos cabelos e vem em minha direção para segurar meu braço, mas me afasto. — O que houve? Por que está se afastando de mim?
— Não me chame de boneca, e não me toca! — Tento manter a calma.
— Dá para explicar o que está acontecendo?
— Para de ser cínico, você me pergunta onde eu estava, mais e você, onde estava quando eu te procurei? Eu te vi saindo puxando Natacha!
— Ela veio me falar sobre o resultado do exame. — Ele parecia meio perdido.
— Disso eu já sei, Maycon, eu quero saber das coisas que você esconde de mim e sobre isso. — Tiro de dentro da bolsa o anel que ele me deu. — Por que isso estava no dedo de Natacha?
— Eu não sei, porque deveria saber? — Vejo confusão em seus olhos.
— Ou você me fala tudo agora ou eu vou embora, e não me procure mais.
— Diana, por favor, não faz isso. Não complica mais as coisas. — Ele chega perto de mim.
— Então me explica, agora. — Mantenho minha voz para não gritar com ele.
— Eu não posso, não posso te explicar nada, no momento, apenas confie em mim, por favor — pede me olhando nos olhos.
— Como posso confiar em você, se você não confia em mim? — Acabo deixando uma lágrima escapar, jogo o anel para ele, me viro e saio do quarto.
— Diana, o que isso significa? Por favor. Não faça isso comigo, não faz isso com a gente! — Ouço ele gritar atrás de mim.
Não lhe dou uma resposta, vou para o quarto de Jullia em prantos. Bato na porta rápido, já vejo Maycon vindo no final do corredor. Jullia abre a porta, eu apenas entro e a tranco. Me escoro na porta e deixo com que as lágrimas banhem meu rosto.
— O que aconteceu? Calma. — Ela me abraça, ouvimos as batidas estrondosas na porta.
— Diana, por favor. Sai daí, vamos conversar.
— Agora você quer conversar? Vai embora Maycon. Me deixa em paz.
— Não é nada do que você está pensando, abre essa porta. — Ele continua batendo na porta.
— É verdade? Que você vai se casar com ela? — As batidas na porta param e por um momento achei que ele tinha ido embora. Minhas lágrimas descem ainda mais.
— Eu queria te contar antes, me perdoa, eu não sabia se essa criança era minha ou não. Eu ainda tinha esperanças, eu quero ficar contigo, mas eu não posso.
— Então me deixa em paz! — Grito por detrás da porta. — Você só me usou, eu fui apenas uma diversão para você, não é isso? Enquanto você já sabia que ia casar, seu cretino. Fala, fala, por favor, que é mentira minha, que é equívoco meu. Que eu não fui apenas mais uma pra você, como ela me disse. — Sento no chão sobre meus pés e me afundo em choro, Jullia me abraça apertado.
— Desculpa, mas não posso dizer que é mentira. Você foi só mais um caso, tudo o que eu queria com você era apenas sexo, até pensei que rolaria algo a mais, mas eu te usei para esquecer Natacha, foi ela quem eu sempre amei. Eu sei que você não merece ouvir isso, e não queria te dizer, mas creio que vai ser menos doloroso se eu acabar com isso de uma vez por todas. — Seu tom era o do Sr. Corppin, frio e autoritário. Escuto ele se afastando da porta e seus passos ficando cada vez mais distantes.
Meu mundo nesse instante parou, ele iria se casar, não era mentira. E todas as vezes que ele dizia que me amava, como pôde? Como pôde me iludir assim? Ele parecia ser tão sincero como suas palavras foram agora. Jullia me levanta e me deita na cama com cuidado, choro até não poder mais. Não acreditava no que acabara de acontecer comigo, mas era bom demais para ser real.
— Ju, você pode ir lá no quarto dele buscar minhas coisas? Quero tomar um banho.
— Posso sim. — Ela se levanta e sai do quarto.
Me levanto também e vou para o banheiro, me olho no espelho e meu reflexo me diz a quão acabada estou. Os olhos estão inchados de tanto chorar, olho para o lado e vejo os testes de gravidez, se eu estiver grávida, a última pessoa na face da terra que saberá da existência dessa criança será ele. Passo a mão na barriga imaginando a hipótese. Pego o primeiro teste, leio a bula e faço tudo como manda, aguardo, sem muito interesse, o resultado. Alguns minutos depois, aparece apenas um traço, faço o segundo e o mesmo resultado é exposto.
Um certo desespero me bate, porque se eu não estava grávida, estava doente. Faço o último teste que, como previsto, também dá negativo. O que será que está acontecendo comigo? Um grande medo me atinge, me encolho no chão do banheiro e choro, um choro de desespero e dor. O que eu tinha feito para merecer tudo isso? Porque logo eu? Ouço batidas de leve na porta.
— Amiga? Está tudo bem? Já trouxe suas coisas, está bem?! — Limpo a garganta.
— Estou sim, vou tomar banho e já saio.
— Certo, trouxe comida.
Entro no box e ligo o chuveiro, deixo a água quente lavar meu corpo. De banho tomado, saio do banheiro, visto um pijama preto e penteio os cabelos.
— Ele falou que, quando quisermos ir, o iate dele está à disposição da gente, que André pode nos levar.
— Só isso?
— Só — diz com o olhar triste.
— Deram negativo, todos. — Deixo um soluço escapar.
— O que deu negativo?
— Os testes, deram negativos, eu não estou grávida.
— Ai, amiga, vem cá. Segunda iremos no médico. — Ela abre os braços, vou até ela, que me abraça com ternura.
Depois que como um pouco, Jullia e eu ficamos deitada assistindo filme. Quando acaba, percebo que ela já havia dormido a muito tempo. Desligo a TV e nos enrolo num cobertor. O que eu faria agora? E é com essa pergunta no pensamento que adormeço.