A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 16 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 17

 

 

Maycon Corppin

 

esposa, num futuro que estava bem próximo. Queria me casar o quanto antes Depois de ter pedido Diana em casamento, eu só queria apresentá-la a minha família como minha futura com ela. Entramos para a casa novamente, percorro os olhos pela sala a procura de Kelly e meu pai, mas a pessoa que eu encontro me tira do sério: Natacha, e o otário do seu pai. Depois de todo aquele papo, subi para o escritório com o Sr. Dantas.

— E então, o que tem para falar comigo? Seja breve, pois tenho assuntos a tratar lá em baixo antes do jantar. — Falo o mais frio que consigo.

— Ah, claro, serei bem rápido e objetivo. Natacha está grávida, e tem um futuro promissor. Filha minha não fica grávida e solteira. Ela é uma Green e exijo que vocês se casem.

— COMO QUE É?! — Gargalho o mais alto que posso, não sei se é por nervoso, por medo ou porque estou realmente achando graça. — Não irei me casar com ela, já estou noivo de Diana e irei anunciar a todos esta noite. Já disse, se este filho for meu, irei assumir. Não tem porque eu me casar com sua filha, ainda mais por algo que foi culpa dela. Ela me dopou, será que você não está me ouvindo? Ela transou comigo sem que eu soubesse e não vou me casar com ela só porque está grávida. Estamos em pleno século XXI.

— Olha, se este filho for seu, você irá se casar por bem ou por mal. Posso por seu império a baixo com os roubos que você fez na empresa, desvios de dinheiro para empresas fantasmas. O que acha de ser preso? Deixar milhares de pessoas desempregadas? Seu império vai desmoronar e ainda deixará sua amada de coração partido, por ela perceber o homem mal caráter que você é. Sem falar na decepção que seu pai teria.

— Você não seria capaz disso, me ameaçar para casar com sua filha. Você é um tremendo de um filho da puta. — Dou um murro na parede.

— Olha a boca, rapaz, você não sabe do que eu seria capaz de fazer para não sujar o nome e a reputação da minha família. Daqui a três meses faremos o teste de DNA. — Ele me dá as costas e vai embora. Esse velho desgraçado, me paga. Desço as escadas e vou em busca de Diana, encontro-a conversando com Bernardo do lado de fora.

— Diana?

— Oi. — Ela se vira.

— Vamos embora agora — falo irritado, sei que ela não tem culpa.

— Mas mano, o jantar nem foi servido ainda — Bernardo retruca.

— Não vamos esperar.

— Foi um prazer te conhecer, Bernardo. Ah, não conte a ninguém sobre o que te falei — ela fala com Bernardo e vem até mim. Seguro sua mão e a levo para fora dali.

— Posso saber o que está havendo? — Ela pergunta desconfiada.

— Agora não, por favor — é a única coisa que digo a ela antes de me afundar em meus pensamentos.

Claiton já estava esperando por nós, entro no carro e vamos para casa. Chego lá, vou direto para o escritório, preciso de uma bebida, urgente. Pego minha garrafa de vodca e começo a beber. Ela desce rasgando, mas não é nada comparado a dor que sinto em mim. Terei que me casar com aquela puta mal-amada, farei os dias dela os piores. Como falarei isso a Diana? Começo a arremessar as coisas que estão à minha frente, soco a parede com toda minha força diversas vezes e bebo mais da minha bebida. Sento na minha poltrona e me viro para a grande janela de vidro, desabando em choro. Choro como se fosse uma criança. Se esse bebê for meu, terei que me casar com ela, terei que abrir mão da pessoa que recém descobri amar. Passarei esses três meses com ela como se fossem os últimos. Se só minha vida estivesse em jogo, não pensaria nem duas vezes e ficaria em paz com Diana, mais dezenas de pessoas dependem desse trabalho, preciso arranjar provas da minha inocência...

 

3 meses e meio depois...

 

Estou com uma puta dor de cabeça, olho para o lado e Diana ainda dorme, seus cabelos loiros são a coisa mais linda. Tomo um remédio e desço, meu subconsciente já sabia o que viria hoje pela frente.

— Mariah, bom dia. Quero um café bem preto com pouco açúcar, por favor.

— Bom dia, meu menino, só um momento que vou pegar.

— Obrigado. — Mariah me entrega o café e tomo como se aquilo fosse me salvar de todos os meus problemas. Ouço barulho nas escadas, olho e vejo Diana descendo. Seus cabelos estavam meio bagunçados, mas ela ainda continuava linda. Sorrio para ela, que faz o mesmo quando me vê.

— Bom dia, meu pervertido favorito — sussurra em meu ouvido.

— Bom dia. — Sorrio sacana. Beijo seus lábios e puxo a cadeira para que ela se sente ao meu lado. Esses três meses foram, únicos! Diana e eu, havíamos nos entendido sem muitas brigas. Saímos, nos divertimos, nos amamos e acima de tudo fomos felizes. Mas confesso que, não tive a coragem de contar para ela sobre a conversa com o pai de Natacha. Não foi por falta de tentativas, eu tentei, mas nunca conseguia terminar. Sei que sou um covarde e egoísta por não dizer a ela a verdade, mas ainda tenho fé de que esse exame dê negativo e me asseguro a isso com todas as minhas forças.

Natacha havia me deixado em paz nesse período, até ontem... quando me mandou mensagem avisando que o exame seria hoje às 10:00 horas.

Depois que comemos, Diana sobe para se arrumar. Vou ao escritório e resolvo algumas coisas pendentes da empresa, e subo para me arrumar. Tomo um longo banho, ponho uma cueca boxer preta, uma camisa branca de linho, terno azul-marinho e a gravata da mesma cor. Olho para os sapatos e decido pegar um da mesma cor que o terno, penteio os cabelos para trás e passo um pouco de gel, borrifo um pouco do meu perfume e estou pronto. Diana ainda está em frente ao espelho arrumando os cabelos. Ela é uma mulher espetacular.

— Amor, terei que resolver algumas coisas antes de ir para a empresa, desmarca os compromissos de agora pela manhã. Quero os contratos que estão lá todos enviados para contabilidade e para o RH, pois já está em cima do prazo.

— Certo, irei com Claiton, já vou descendo então. — Ela me dá um beijo e sai rebolando sua bunda enquanto anda. Ela está vestida numa calça jeans branca, uma blusa rosa-clara e um Louboutin da mesma cor, com os cabelos presos num coque meio bagunçado, está linda. Um tempo depois, ouço a campainha tocar, vou até ela para atender, já que estou sozinho. Abro a porta e Natacha está lá, reviro os olhos. Ah, faça-me o favor!

— O que quer? — pergunto irritado.

— Olá para você também. Vim porque tenho um compromisso mais tarde e teremos que fazer o teste mais cedo, posso entrar? — Ela já foi entrando.

— Para falar a verdade, não, mas já que entrou... — Ela tira sua jaqueta, põe na beirada do sofá e senta. Consigo ver uma leve protuberância em sua barriga.

— Cadê Diana? — pergunta com um sorriso diabólico nos lábios.

— Já foi para a empresa, aceita um chá? Café? Água? — Tento desconversar, Natacha começa a rir.

— Ela não sabe, não é? — Posso ver a malícia em seus olhos por saber disso.

— Não e você também não tem nada a ver com isso. Vamos que minha paciência já acabou. — Pego minhas coisas e vou para a porta, ela se levanta e passa por mim. Desço, entro no meu carro e vou até o local marcado para fazer o exame. Fico meio ansioso e decido ligar para Diana e contar a ela antes que Natacha lhe conte. No segundo toque, ela atendeu.

— Oi, amor — e fala com a voz suave.

— Oi, anjo, preciso te falar uma coisa...

— Pode falar.

— Não sei se você vai gostar muito... Estou aqui na Clínica Cromos, para fazer o teste de DNA com a Natacha. Não queria te falar nada, só quando tivesse o resultado. — Respiro fundo. — Mas me senti mal por estar escondendo isso de você.

— Sem problemas, não me importo com isso.

— Sério? — Fico meio espantado.

— Sim, sério. Só quero que isso acabe logo. — Ela dá um longo suspiro, ouço alguém chamar meu nome.

— Tudo bem, tenho que ir, estão me chamando. Daqui a pouco estarei aí. Te amo.

— Também te amo. — Desligo.

 

Diana Williams

 

Depois que Maycon me liga avisando que foi fazer o teste de DNA com aquela lá, fico com o coração aflito. A hora de saber se essa criança era dele ou não, estava próxima. Termino de arrumar os contratos e fazer alguns telefonemas quando meu celular vibra, olho e é uma mensagem de um número desconhecido.

Chefinho, acho que esqueci minha jaqueta em sua casa, leva de tarde para a empresa que pego com você.

Natacha

 

Que porra ela estava fazendo lá na casa dele? E como conseguiu meu número? Eu não vou entrar no seu jogo sujo. Ela sabe muito bem o número dele e não mandaria uma mensagem dessas para mim por engano, mas não deixarei passar batido, vou perguntar a ele. Peço para que Cheila encaminhe os contratos para seus devidos lugares, faço algumas ligações, peço a ajuda dela para algumas digitações e, com meu planner, organizo as agendas de reuniões e compromissos de Maycon. O tempo voou, vejo ele entrando.

— Bom dia, Senhoritas. Williams, na minha sala — fala todo sério, me levanto e vou para sua sala.

— Bom dia, Sr. Corppin. — Vou entrando em sua sala, ele olha para mim e dá risada. Caminha em minha direção e descansa suas mãos em minha cintura.

— Como é possível sentir sua falta se te vi pela manhã, hein? — Ele me dá um beijo.

— Preciso lhe perguntar algo — digo sem rodeios.

— Pode falar.

— O que Natacha estava fazendo na sua casa? — Ele me olha espantado.

— Como você sabe? — Ele respira fundo e passa as mãos pelos cabelos. — Já até imagino.... Assim que você saiu, ela foi lá para avisar que ia fazer o teste de DNA mais cedo. Ela soube que eu não tinha dito nada a você sobre isso. Preferi contar logo, para que ela não fizesse o joguinho dela conosco.

— Uma pena que ela não conseguiu. Pede ao Claiton para ir lá na sua casa buscar a jaqueta, tenho algo em mente para quando ela vir buscar.

— Minha casa? Não entendi muita coisa..., mas tudo bem.

— Ela me mandou uma mensagem, que no caso era para “você”, dizendo que ela tinha esquecido a jaqueta dela na sua casa e pediu que trouxesse agora pela tarde, que ela pegaria.

— Essa mulher não perde uma, e não é minha casa, é nossa, Sra. Corppin. Vou pedir para Claiton buscar a jaqueta dela e trazer.

— Ok, como foi lá na clínica?

— Daqui a oito dias sai o resultado.

— Certo, daqui a oito dias saberemos a verdade.

— Exatamente, agora, podemos esquecer isso por um momento? Quero usufruir da minha noiva. — Ele caminha até mim e vou me afastando, até me encostar na parede.

— Correndo de mim, amor? — pergunta com a voz rouca.

— Aqui não é o melhor lugar para fazer isso, Maycon. — Mordo os lábios, por antecipação.

— Todo lugar é um bom lugar para te querer, Diana. — Ele põe sua perna entre as minhas, forçando-me a abri-las; ele roça seu nariz em meu pescoço e sobe para minha orelha, mordendo o lóbulo; suas mãos percorrem da minha coxa para a bunda, dando um aperto forte. Arfo de desejo jogando a cabeça para trás. Ele morde meu queixo de leve e sobe para meus lábios, mordendo devagar. Começamos a nos beijar de um jeito envolvente enquanto sua mão corria pelo meu corpo. Agora dando atenção aos meus seios, apertando e massageando, passo minhas mãos por suas costas, arranhando-a, esfrego o meu corpo no dele. Seu membro já está completamente duro, ele desce sua mão para minha perdição e me apalpa por cima da calça, fazendo movimento circulares no meu ponto de prazer. Rebolo em seus dedos enquanto sua outra mão percorre minha pele por debaixo da blusa, alcançando meu peito. Ele aperta o bico, me dando uma mistura de dor e prazer, gemo alto demais e tampo minha boca, envergonhada.

— Pode gemer o quanto você quiser, a sala tem isolamento acústico. — Ele dá um sorriso malicioso de tirar o fôlego. Ele continua sua tortura em mim, até que já não suporto mais e gozo. Ele me vira de costas e abaixa minha calça, dando um forte tapa em minha bunda, arrancando de mim um grito de surpresa.

— Eu vou te foder bem duro, e quero ouvir você gemendo bem alto para mim, certo, minha vadia? — Se me contassem algum dia que alguém iria me chamar assim e eu ia gostar, eu chamaria de maluco, mas agora é real e eu estou mais excitada que nunca.

Ele enfia um dedo em mim, me pegando de surpresa, começa a estocar, e coloca o segundo dedo. Aperto-os em mim e ele geme baixinho em meu ouvido. Ele estoca um pouco e coloca o terceiro dedo, gemo alto e rebolo ainda mais.

— Está gostando, fala para mim, safada... — geme em meu ouvido.

— Está ótimo, mais ainda prefiro seu pau em mim. — Recebo um tapa na bunda. Ele movimenta meu clitóris ainda mais e eu me desdobro em seus braços, minhas pernas já não eram as mesmas. Ele passa a cabeça de seu membro em minha entrada, mas não entra, apenas me provoca. Passa por toda minha extensão, faz que vai me penetrar, mas não faz de fato. Gemo baixinho e rebolo, indo de encontro a seu membro.

— Assim que você gosta? — pergunta ainda me provocando.

— Por favor, Maycon...

— Diga, anjo, o que você quer? — Sua voz rouca e baixa acaricia meu ouvido.

— Eu quero você.

— O que você quer?

— Que me coma, agora.

— Seu pedido é uma ordem.

Sem mais avisos prévios, ele me penetra por completo. Jogo minha cabeça para trás enquanto ele estoca em mim, empino mais a bunda para recebê-lo todo. Aperto seu pau dentro de mim e o ouço gemer alto, era assim que eu gostava.

— Gostosa do caralho, tão apertada e só minha — ele fala e larga mais um tapa em minha bunda. Suas mãos vão para os meus seios e os apertam com força. Ele me come duro e com força, minhas pernas já estão iguais a gelatina. Ele me vira de frente, me levanta e eu enrolo minhas pernas em sua cintura, fico presa entre ele e a parede. Ele continua a me penetrar com força, sem parar a nenhum momento.

Caminha até sua mesa e me põe sentada sobre ela, põe minhas pernas abertas em cada lado, agora ele tinha uma boa visão de mim. Ele fica me contemplando por um tempo, mas logo vem me atacar, se abaixa e passa sua língua em minha vagina, pegando minha entrada, os lábios e meu clitóris ao mesmo tempo. A sensação é incrível, ele me penetra com sua língua o mais fundo que pode. Já consigo sentir os espasmos, ele estoca um pouco mais e logo me segue, sinto seu gozo dentro de mim, e era a melhor sensação. Depois que os espasmos passam, vamos para o banheiro e nos limpamos. Olho para ele, que está com um sorriso bobo no rosto.

— O que foi?

— Não é nada.

— Nada? Fala. Esse sorriso besta no rosto não é nada.

— Se tudo estiver certo, teremos um filho. — Ele abre um sorriso ainda maior. Tinha me esquecido dessa ideia louca de Maycon, talvez, eu já esteja grávida...

— Vamos adiantar? Temos muito trabalho! — Desconverso.

— Sim.

A manhã percorre supertranquila, Claiton trouxe a jaqueta da vadia, era preta de manga comprida e eu pretendia fazer algo bem legal em relação a isso. Liguei para a recepção do Hall de entrada e pedi para que me avisassem quando Natacha chegasse. Vou a copa do lado da minha sala, aqui eu posso fazer o que eu pretendo. Coloco a jaqueta de Natacha sobre a mesa e faço cortes na parte de cima da manga e começo a rir. Ela vai amar, ficou até melhor que antes, isso aqui deve custar uma mini fortuna. Mas não estou nem aí, vai combinar bem com minha roupa. Pedi em segredo para Cheila comprar umas coisas para mim, começo a colocar pedrinhas para enfeitar a jaqueta e colo tudo bem rapidinho. Sinceramente, se eu fosse numa loja e eu visse, com toda certeza compraria, ficou bem melhor, estava sem graça do outro jeito. Deixo lá secando e volto para meu lugar, Maycon marcou de irmos almoçar juntos e, meia hora depois, ele e eu saímos, de mãos dadas pela empresa. As pessoas ainda pareciam meio surpresas, não se acostumaram, creio eu.

Claiton já nos aguardava, fomos para um restaurante italiano, a comida estava muito deliciosa...

— Sabe o que me deu vontade de comer?

— O quê?

— Croissant de chocolate. — Meu sorriso vai nas alturas.

— Esse sorriso todo é porque você quer comer um croissant?

— Hum-rum. — Balanço a cabeça freneticamente.

— E onde que vamos achar isso?

— Na padaria, sério que você nunca comeu?

— Acho que não. Vamos fazer assim, compramos quando sairmos da empresa e fazemos uma sessão de cinema em casa — ele sugere. Meu sorriso morre na hora, meus olhos até enchem de lágrimas. Será que eu iria chorar mesmo por causa de um Croissant de chocolate não comido?

— Tá, pelo amor de Deus, não faz essa cara! — Ele levanta as mãos em desespero. — Vamos comprar agora, criança. — Começo a gargalhar. — Mas que desespero, Diana. Não sabia que gostava tanto disso.

— Nem eu — digo dando de ombros. Vou andando para o carro parecendo uma criança saltitante que vai à loja de brinquedos. Eu só vou ganhar um Croissant.

— Está bem feliz, hein?! — Ele ri. Vamos para a padaria, mas lá não tem, vamos em outra e, por incrível que pareça, também não. Resumindo fomos em umas cinco e nada.

— Deixa para lá, não vou morrer por causa de um Croissant. — Dou um sorriso fraco, queria muito comer.

— Não, vamos continuar procurando, não custa nada.

— Maycon, vamos ter uma reunião daqui a 15 minutos e precisamos estar lá. Depois vemos isso.

— Tudo bem. — Ele dá um suspiro, cansado e fomos para a empresa. Ao decorrer do caminho não falei muito, não sei porque, mas fiquei triste por não ter comido, isso é o pensamento de uma pessoa que gosta muito de comer, e é frustrada por não conseguir.

Chego na empresa e já corro para a sala de reunião, para checar se estava tudo em ordem. Cheila já havia arrumado tudo, inclusive os aperitivos. Ponho a pauta sobre a mesa e, alguns segundos depois, o pessoal vai chegando. Recepciono todos e logo a reunião começa.

Depois de muita conversa, acaba, graças a Deus. Vou para meu lugar e reviso alguns contratos que Cheila digitou, quando o telefone da minha mesa toca.

— Andar presidencial, Diana Williams.

— Diana? Sou eu, Elena. Natacha já está subindo. — A moça que trabalha na recepção avisa.

— Ok, obrigada, te devo uma! — Desligo o telefone e vou na copa, pego a jaqueta e a visto. Vou na sala de Maycon e queixo dele cai na hora.

— Diana, o que você fez? — ele fala sem acreditar. Olha mas uma vez e não aguenta, começa a rir. Ri tanto que os olhos começam a lacrimejar.

— Maycon! — sussurrando, corro em direção a ele. — Para de rir que ela está subindo.

— Mas que merda, Diana, o circo vai pegar fogo. — Ai que ele começa a rir ainda mais. — Você é louca. — Pego um copo com água e entrego a ele.

— Vai, toma, para de rir e me ajuda. — Dou um tapa de leve em seu braço.

— Você é a melhor pessoa, nunca ri tanto em minha vida. — Ouvimos batidas na porta. Maycon olha da porta e para jaqueta, e vice-versa, não aguenta e começa a rir de novo. Meu Deus, será que vai ser tão engraçado assim? Ele respira fundo, arruma seu terno e toma sua postura de CEO, ou ao menos tenta. Vou até a porta e abro, seu sorriso convencido cai na hora.

— Não me diga que... essa é a minha jaqueta?

— Boa tarde, Srta. Green, que bom revê-la. Pode entrar. — Dou passagem a ela.

— Eu não acredito que você fez isso na minha jaqueta! Giovanno é o melhor estilista da Itália e a fez exclusivamente para mim! Foi muito cara, e você corta?! Tá louca, garota?

— Você pediu que eu a trouxesse por mensagem para a empresa, não se lembra? Só não pediu como. Quis dar um toque meu para que você se lembrasse sempre de mim.

— E você, vai ficar calado? Vendo essa vagabunda fazer essas coisas? É esse o tipinho de gente que agora você se mistura?

— Vamos parando de drama, Natacha. Admite, ficou bem melhor assim. Seu estilista não está com nada, comparado ao que Diana fez. Acho até que ela deveria investir na carreira. — Natacha está fervendo em raiva. Tento prender o riso.

— Poxa, fiz com tanto carinho e você não gostou? É uma pena que não tem como voltar atrás. — Finjo estar arrependida.

— Olha, isso não vai ficar assim, sua puta de esquina, você vai se arrepender! — Ela me olha com um ódio mortal.

— Amor? — Maycon interrompe. — Temos algo agora á tarde, quero ir para nossa casa, vamos? — Ele me pergunta.

— Só alguns contratos para revisar, mas creio que dá para fazer em casa. — Digo sorrindo.

— Então pega suas coisas e vamos.

— Ok. — Tiro a Jaqueta de Natacha, jogo na cara dela e saio. E antes de fechar a porta, não podia deixar de olhar a sua cara e a de Maycon. ela segurava a jaqueta com raiva e ele estava vermelho de tanto rir.

Chego na minha mesa e arrumo as minhas coisas.

— Diana, tem algo para você lá na copa. — Cheila avisa.

— Obrigada, Cher.

Vou para a copa e encontro na mesa dois Croissant, uma tigela de morango, um pote de Nutella e um buquê de rosas vermelhas em uma bandeja de madeira. Maycon sempre me surpreendia. Como não amar este homem? Como alguns morangos com a Nutella.

— Imaginei que já haviam chegado — diz, surgindo logo atrás de mim.

— Obrigada, amor! Vem, senta aqui e come comigo. — Ele se senta ao meu lado, pega um Croissant e morde fazendo caras e bocas.

— Muito bom, entendi porque só faltou chorar por não comer, sua carinha de decepção foi terrível. — Ele me dá um selinho.

— Ah, só estava com vontade, acho que estou na tpm. — Ele coça a cabeça, me olha torto e depois ri. — Ei, sou um amor de pessoa na tpm... quase sempre.

— Se for como o mês passado... — Fala com desdém e ri.

— Tem algo na ponta de seu nariz...

— O que? — Ele tenta limpar, mas eu vou e passo o dedo sujo de chocolate no local.

— Isso. — Caio na gargalhada.

— Aah, Diana, você não perde por esperar. — Ele mela sua mão no chocolate, segura meus braços com a outra, e suja meu rosto. Certeza que fiquei igual Wilson, a bola que tem no filme O Náufrago com a marca de uma mão.

Ele não perde por esperar. Sujo o rosto dele todinho. Quando olhamos para o lado, Cheila estava estática nos olhando. Corrigimos nossas posturas, mas quando olhamos um para a cara do outro foi impossível segurar o riso. Estávamos ridículos cheios de chocolate. Cheila ria tanto que teve que pôr a mão na barriga de tanta dor. Me levanto e vou limpar toda a bagunça, Maycon faz o mesmo.

— Me desculpem rir de vocês, mas eu só queria avisar que chegou um contrato para você olhar, Diana, já passei para o seu e-mail.

— Fez bem, pois Maycon, quer dizer, Sr. Corppin e eu vamos para casa. É... ele vai para dele, eu vou pra minha. Você entendeu, né?! — Dou um sorriso torto, eu estava completamente envergonhada. As pessoas já deviam suspeitar que tínhamos algo, pois chegamos todos os dias juntos, mas nunca confirmamos nada, ou demonstramos afeto na frente dos outros funcionários e prefiro que seja assim!

— Sim, entendi. Então, até amanhã. — Sorri.

— Sr. Corppin? Cheila pode tirar o restante do dia de folga?

— A assistente é sua. Então, a chefe é você. — Ele dá uma piscada de olho que me desconcerta inteira. Me viro para Cheila e percebo que não foi só comigo.

— Então vai lá, divirta-se.

— Obrigada, Diana, obrigada, Sr. Corppin. — Ela sai da sala.

Ajeitamos nossas coisas e fomos para casa.