A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 5 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 6

 

 

arrumado e meu guarda roupa também, que estava com a famosa bagunça Hoje acordei muito disposta, coloquei uma música para relaxar e limpei toda a casa, deixei tudo muito bem organizada. Coloquei as roupas sujas para lavar na lavanderia e aproveitei para ir ao salão com Jullia, para fazer as unhas. Agora, estamos no café.

— E então Di, me conte mais sobre seu chefinho.

— Não sei o que dizer... não gosto dele, ele me irrita demais.

— Não vai me dizer que está apaixonada, né? — pergunta com um sorriso nos lábios.

— Mas é claro que não, só conheço ele a menos de uma semana e eu acabei de dizer que não gosto dele.

— Sei, o Fernando e eu voltamos — confessa.

— Sério? Que bom, e como estão as coisas entre vocês?

— Estão indo bem, estamos morando juntos agora. Me mudei a três dias para a casa dele, achamos melhor assim. E também, a casa que eu estava não dava para eu manter sozinha. Você sabe... meus pais não me ajudam em nada desde que decidimos morar aqui.

— Sim, entendo e sei bem como é.

— Pois é, achei melhor. Estava pesquisando sobre o seu chefe e, pelo visto, ele gosta bastante de se divertir, hein? O cara namorou quase a cidade inteira de Milão.

— Não sei porque, mas isso não me parece uma novidade — digo e ela dá risada.

— Mana, tenho que ir, fiquei de fazer o jantar hoje. Vida de mulher casada, sabe como é, né? — Nós entreolhamos e não conseguimos aguentar o riso. Ela era demais e suas piadas, terríveis.

— Tá certo, cuidado para não matar o coitado queimado ou por intoxicação alimentar.

— Pode deixar, beijos. — Ela me dá um abraço e vai embora. Continuo sentada tomando meu café, vendo o movimento do entrar e sair das pessoas no estabelecimento quando o vejo. Ele parecia estar perdido em seus pensamentos, vestindo uma calça jeans, tênis e blusa de manga curta. Está bastante charmoso. É interessante vê-lo sem estar de terno, a visão é incrível. Seus cabelos estão bem penteados, como sempre. Já podia sentir o seu cheiro de onde eu estava, talvez fosse apenas meu subconsciente me lembrando o quanto ele cheira bem. Seu olhar encontra o meu e um sorriso encantador brota em seus lábios enquanto caminha em minha direção.

— Ora, ora mocinha. O que faz por aqui... sozinha?

— Oi Sr. Corppin, estava com uma pessoa, mas ela já foi. — Tento fingir que nada aconteceu da última vez que nos vimos, assim como ele está fazendo. Que dissimulado.

— Ah, sim.

— E o senhor, o que faz aqui?

— Gosto de vir aqui nos dias frios, o café expresso é muito bom.

— Hum, é sim. Tenho que ir, até segunda.

— Ei, espera. Fica e toma um café comigo

— Não dá, tenho que passar na lavanderia para pegar minhas roupas. E já passou da hora, ainda mais que estou sem carro.

— O que aconteceu com ele?

— Com o carro? Nada, vim com Jullia.

— Ah sim, eu te levo na lavanderia e depois te deixo em casa, só vou pedir um café.

— Não precisa, pego um táxi.

— Não vou fazer nada por enquanto, posso te levar. — Fico olhando para ele por uns instantes e, por fim, aceito.

Fiquei esperando o café dele sair e, enquanto isso, conversamos sobre a empresa e alguns assuntos aleatórios, depois fomos a lavanderia. Não me lembrava de ter levado tanta roupa assim para lavar, Maycon teve que me ajudar a pôr tudo dentro do carro. Por incrível que pareça, ele sabia exatamente onde eu morava, talvez porque o capanga dele tenha falado. Tiramos todas as coisas de dentro do carro, uma das caixas se abriu e caíram algumas peças. Ele me ajuda a apanhá-las do chão e quando o olho, ele estava admirando uma calcinha minha que tinha caído. Ela era branca de renda, estilo fio dental. Coro no mesmo instante, tomo a calcinha de sua mão e a coloco dentro da caixa. Ele parece achar graça da minha situação vergonhosa.

— Linda calcinha, deve ficar mais linda ainda você vestida nela. — Sorri maliciosamente.

— É uma pena que nunca me verá nela. — Ousei ao falar, desdenhando dele.

— E nem quero, prefiro te ver sem. — Me deu uma piscadela. Fico totalmente sem graça.

— Pode deixar as caixas aqui, eu me viro.

— Deixe que eu ao menos as ponha dentro de seu apartamento. — Ele pega as caixas restantes e caminha até o elevador. Digito o código do meu andar, deixando com que ele suba, e as portas se abrem. Meu apartamento não é dos melhores, mas é bem aconchegante, bem decorado e harmônico. Tudo estava muito bem arrumado, graças a minha faxina de mais cedo.

— Belo apartamento, Srta. Williams.

— Obrigada.

— Onde posso deixar essas caixas?

— Ah, desculpe, venha. — Caminho até o quarto. — Pode deixar aqui no chão.

— Ok, então já posso ir. Até segunda.

— Até, Obrigada.

Ele põe as mãos no bolso e caminha até a porta.

Não posso ser tão fria assim e deixá-lo ir embora depois de ter sido tão legal comigo.

— Sr. Corppin? — Grito e ando até a sala. Ele já estava passando pela porta. Ele vira o pescoço e me olha.

— Sim?

— Você não quer ficar? Digo... Posso fazer algo pra gente comer, se estiver com fome. Tenho vinho, também, ou se preferir, posso fazer um café.

— Aceito o vinho, pode esquentar mais que o café — Ele sorri.

— Tenho alguns vinhos na geladeira, fique à vontade para escolher.

Graças a Deus Diego sempre trazia vinhos para mim como presente. Sou apaixonada por vinho, porém, como fico sem tempo e chego em casa cansada, acabo nunca tomando. Geralmente tomo quando ele está aqui ou quando ele traz algum novo.

— Você tem um ótimo gosto para vinhos. — Ele se escora na porta da geladeira, me dando uma bela visão de sua bunda.

— Gosto muito de apreciar os melhores.

— Percebi, mas acredito que o melhor de todos você nunca provou. — Não sei se ele queria falar do vinho ou dele. Parecia aquelas frases malucas de duplo sentido.

— E qual é o melhor?

— Depois saberá.

— Está com fome? — desconverso. — Vou fazer macarrão ao molho branco com filé de frango empanado.

— Parece ótimo.

— Minha mãe fazia muito quando ainda estava viva, era o prato que eu mais amava.

— Também gostava das comidas de minha mãe.

— Me conta um pouco sobre você, sua família. O Sr. Fellipe é uma ótima pessoa, admito que fiquei bem chateada quando ele disse que iria sair da empresa.

— É, chegou a hora dele se aposentar, meu pai já está muito velho para essas coisas. Minha mãe nos abandonou quando eu tinha 8 anos. Falou que ia a uma viagem de negócios e então, desapareceu. Não sei o que aconteceu, mas também, já foi o tempo. Meu pai e eu ficamos sem chão, mas demos a volta por cima. Ele se casou de novo, teve outro filho. A Kelly é uma ótima pessoa, cuidou de mim como se fosse um filho e eu a aceitei como mãe.

— Que difícil, desculpe por perguntar.

— Não se desculpe.

Conversamos tanto que nem tinha percebido que estava tudo quase pronto. Fui ao som e coloquei um clássico bem baixinho, só para tirar o silêncio que estava ao redor de nós dois. Já havíamos bebido quase o vinho todo, a coragem já estava me tomando por completo, pedi licença e fui ao meu quarto. Tive uma ideia.

Tomo um banho rápido, passo a melhor loção e perfume que eu tinha. Fui a gaveta de lingerie e escolho um conjunto preto de renda, meias 7/8 e coloquei meu scarpin favorito, o preto do solado vermelho. Pego meu hobby de seda francesa meio transparente, também preto, que tinha algumas flores e renda nas mangas e no V do decote. Deixo um ombro a mostra, me dando um ar sexy. Penteio os cabelos e quando estou mais decidida, passo pela porta do quarto.

— Nossa você de... — seus olhos passam pelo meu corpo. — ...morou

— Estava apenas tomando um banho, desculpe a demora. — Tento soar o mais inocente possível, e consegui.

— Pelo visto, o banho lhe caiu muito bem.

— Pode pegar minha taça por favor? — Pego em seu braço.

— Claro. — Ele pega e me entrega.

Vou até a geladeira e pego mais uma garrafa de vinho, fico um tempo parada olhando para ele e ele para mim, nos avaliando com os olhos. Me sirvo de mais vinho e o bebo quase todo. Minha cabeça girava um pouco, mas nada do que eu não pudesse dar conta. Seus olhos admiravam o meu corpo, que já estava em chamas.

Caminho até ele e passo minhas mãos lentamente sobre seus ombros, fazendo um caminho pelo seu braço, parando em seu membro. Ousadamente, passo as pontas dos dedos na cabeça rígida de seu pênis, ouvindo-o arfar. Seus lábios estavam entreabertos, seus olhos fixos em mim, me analisando, era tão lindo. Aqueles olhos claros pareciam ver minha alma e o quanto eu não era nem um pouco inocente. Fico com uma certa vergonha, mas me mantenho firme. Ando até o outro lado da ilha e tomo mais um gole do meu vinho.

— Está com fome, Sr. Corppin? A comida já está pronta.

— Estou sim, mas com fome de você. Eu te quero agora, do meu jeito e sem mais jogos. — Sua voz soa calma e fria, ele caminha até mim e me mantém presa entre ele e a parede. — Só por esta noite, seja minha? — o tom de sua voz muda e uma pontada de desejo surge em mim. — Quando quiser que eu pare, é só falar.

Ele afunda seu rosto em meu pescoço, sua barba por fazer me deixa arrepiada. Ele o beija e eu amoleço em seus braços. Ele morde devagar o lóbulo da minha orelha, arrancando de mim um gemido baixo. O tesão e a vontade de saber onde tudo aquilo daria não me deixaram correr dele, por mais que meu subconsciente gritasse para que eu fizesse isso, eu não conseguia. Eu queria continuar com meu plano de manter distância dele, mas quem eu quero enganar? Eu o quero também e, nem que seja só por esta noite, irei aproveitar.

Ele coloca suas mãos em minha bunda e me levanta, colocando-me em cima do balcão. Tira o meu hobby, não deixando de fazer um caminho com seus dedos sob minha pele e sutilmente abaixa o meu sutiã. Seus olhos pousam em meus seios que estavam rígidos, queria ele o mais rápido possível, eu sei que me arrependeria disso mais tarde. Ele abocanha um dos meus seios e chupa bem devagar, dando mordiscadas e lambidas. Meu interior gritava por mais, sua outra mão está em meu outro seio, acariciando e apertando o bico. Ele para e sai distribuindo beijos pelo meu corpo, passando pela barriga, depois chega bem perto da minha vagina e para, olhando firme para mim, pedindo a minha permissão. O sorriso nos lábios dele era muito encantador e diferente dos outros que já tinha visto do seu repertório.

— Por favor... — peço, manhosa.

Ele não espera nenhum segundo, apenas põe minha calcinha para o lado e sua boca brinca com meu clitóris. Sua língua desce até a minha entrada, me penetrando. Gemo com força quando ele chupa meu clitóris, trazendo tremores ao meu corpo.

— Está tão molhada, Williams... Eu quero ver você gozar em meus dedos. Sua buceta é tão apertada, deve deixar qualquer um que queira louco, não é mesmo? Só que, depois dessa, você vai ver que não é bem assim. — Não sei o que ele queria dizer com isso, mas não me importo muito, eu só quero brincar com ele e usá-lo para o meu prazer.

Ele põe seus lábios no meu clitóris, sugando e depois passa a ponta da língua, fazendo movimentos circulares, me excitando ainda mais. Quando não consigo mais segurar, gozo em seus dedos, que ele insistia em estocar em mim, rápido e ritmado.

— Isso, anjo, goze para mim — sussurra.

Ele tira seu dedo de mim e o coloca na boca, lambendo todo o meu gozo.

— Tão doce quanto o mel — diz, se deliciando. Aquela cena só me deixa com mais tesão pelo meu chefe. Chefe... Saio de cima do balcão, pego a blusa dele em cima da banqueta, seu celular e carteira que estava do lado e entrego a ele.

— Já acabamos nossa brincadeira, pode ir embora — digo com as mãos na cintura

— Mas… não está falando sério, está? — Ele me olha, estático.

— Mas é claro que estou, não tem mais nada o que fazer aqui e isso foi um tremendo de um erro, desculpa. — Vou até a porta, abrindo-a para que ele saia. Ele olha para mim, irritado, e sai sem falar mais nada.

Mas o que eu fiz? Nada disso era para acontecer, que burrada. Pego meu hobby e o visto novamente, jogo a garrafa de vinho fora e guardo as coisas que estavam em cima da mesa. Vou para a cama perdida em pensamentos e logo adormeço.

 

Acordo com a luz do sol em meu rosto, fico alguns minutos assimilando sobre o que aconteceu ontem, percebendo a merda que fiz. Nada daquilo era para ter acontecido, não quero que o clima fique estranho entre a gente, afinal, trabalhamos juntos, como será agora? Depois de comer, tomei um bom banho, já se passava das 9 horas. Ponho uma calça jeans clara e uma blusinha preta com um salto, também preto. Havia combinado de passar o dia no shopping com a Jullia e depois, ir no cinema.

 

Depois de olhar algumas coisas com Jullia e fazer algumas compras básicas, fomos almoçar.

Paro na praça de alimentação e escolho uma mesa perto de onde uma banda tocaria música ao vivo.

— Você está estranha, o que está acontecendo Di? — ela pergunta, confusa.

— Hum... não é nada.

— Como não? Lhe conheço muito bem, desembucha.

— Eu...e... mayconquasetransamos — falo tudo de uma vez só.

— O que? Respira e fala devagar. — Ela arregala os olhos, tentando saber se o que ouviu realmente era verdade.

— Maycon e eu quase transamos. — Solto um longo suspiro segurando o choro.

— Meu Deus, Diana, como assim, me conta tudo, sua safada. — ela diz, com um sorriso engraçado nos lábios.

— Foi tudo culpa minha, daquela garrafa de vinho e do tesão. Expulsei ele lá de casa, com toda certeza, acabaríamos transando se ele continuasse lá. — Lamento.

Conto tudo o que eu havia feito e o que aconteceu na noite anterior, ela ficou de boca aberta com tudo...

— E então como está com o Fernando? — Pergunto.

— Estamos bem, brigamos esses dias, mas a reconciliação foi ótima. Só de lembrar me arrepia.

— Eu em, nem quero saber o que rolou.

— Hum... Então tá, né. — Ela dá de ombros.

Pedimos lasanha, suco de laranja e, de sobremesa, torta de limão. Estava uma delícia, por sinal. Assim que terminamos, fomos para a sala de cinema, escolhemos um filme que não me recordo o nome, mas que foi muito bom. A mulher descobre que é traída pelo marido, mata ele e depois, tritura seus ossos no liquidificador, e ainda por cima o liquidificador falava com ela. Era um filme louco, mas demos boas risadas. Quando saímos, já era noite eu precisava ir para casa descansar. Me despeço da Ju e vou embora.

Acordo bem-disposta, tomo um bom banho e ponho uma calça jeans com alguns rasgos, blusinha branca e jaqueta preta de couro, ponho alguns acessórios e nos pés, um salto de camurça na cor bege. Chego na empresa, e vou na copa, faço o café do Sr. Corppin e depois de pronto, deixo em sua mesa. Ele já deve estar chegando, ocupo minha mesa e checo os e-mails, olho todos e um em especial me chama atenção. Como eu pude esquecer da festa dos 46 anos da Marketing Corporation? Faltam poucos dias e eu ainda não organizei nada.

Faço uma pequena lista do que vou precisar, Cheila chega e peço a sua ajuda para fazer algumas ligações. Ligo para um fornecedor, consigo um local e ornamentação. Cheila discute com alguém no telefone sobre o buffet e eu ligo para a gráfica, para preparar os convites, com pedido de urgência, eles só estavam esperando uma resposta sobre qual seria o tema da festa. Sr. Corppin passa pelas portas do elevador, vestido em um terno preto, camisa branca e gravata vermelha. O seu cheiro exala por todo o local, me sufocando com sua presença.

— Bom dia, Senhoritas — diz sem olhar para nós e entra em sua sala, pelo visto, ele está irritado.

Ligo para todo o restante e resolvo quase tudo. Eu precisava ver algumas coisas que estavam pendentes pessoalmente e ainda teria que falar com a fera. Vou até a porta de sua sala e bato, uns segundos depois, ouço um “entre”.

— Sr. Corppin, bom dia.

— O que quer? — Ele está lendo alguns papéis em sua mesa.

— O senhor deve saber que, todo ano, fazemos uma confraternização, para festejar mais um ano da empresa. E precisamos de um tema, a festa vai ser na sexta. — Pego meu celular para anotar o que ele vai dizer.

— Sei sim, só não sabia que já seria na sexta. Não sei bem qual tema, mas eu gosto muito da ideia de um baile de máscaras. — Olha para mim.

— Seria bem legal. Então, vou avisar a gráfica. Vou precisar resolver algumas coisas na rua em relação a festa. O senhor precisa de algo aqui?

— Não, pode ir. — Ele fala em tom rude.

— Ok, levarei comigo Cheila. O seu terno, já posso providenciar? Tem preferência de cor? Marca?

— Você faz isso também? — Ele dá risada, debochado.

— Para falar a verdade, não, mas eu sempre fazia para o Sr. Fellipe.

— Quero um Smoking preto de lapela cinza, de preferência, que seja Armani.

— Ok, já estou indo.

— Chame Claiton, ele vai estar à sua disposição. E já deixa avisado que não estou para ninguém. — Ele começa a assinar alguns papéis. Saio da sala sem olhar para trás, não precisava me tratar tão frio assim, mas era melhor.

— Cheila? Vou precisar de você comigo para ver os vestidos das meninas que vão recepcionar o evento, os nossos e o smoking do Sr. Corppin — digo pegando minhas coisas.

— Certo. — Ela pega suas coisas. O elevador apita, tirando nossa atenção do que fazíamos, quando Adrya passa pelas portas, vestida em um tubinho preto e salto alto vermelho.

— Quero falar com o Sr. Corppin. — Masca seu chiclete.

— Ele não quer atender ninguém no momento, está ocupado.

— Mas quem me chamou aqui foi ele. — Ela sorri e pisca o olho.

Logo em seguida, ele aparece na porta de sua sala.

— Olá Srta. Zacche. — Ele caminha até ela, pega sua mão e deixa um beijo casto entre seus dedos. — Venha, estava te esperando. — Ele passa a mão na cintura dela e a leva para dentro de sua sala. Fico estática olhando para os dois entrando na sala, um certo incômodo me atinge, mas, se era assim que ele queria lidar com as coisas, tudo bem. Para mim, estava ótimo. Vamos para a garagem e o mesmo homem que eu entreguei a chave do meu carro nos aguarda.

— Senhoritas. — Ele nos cumprimenta e abre nossa porta. Sento-me atrás, junto com Cheila.

— Iremos no carro do chefe? — cochicha para mim.

— Pelo visto, ele tem algum problema em me ver dirigindo. — Fico me lembrando das idiotices dele. — Claiton, você poderia nos levar ao ateliê da Margareth? Por favor. — Ele assente e da partida no carro.