A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 29 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 29

Capítulo 30

 

2 anos depois...

 

Às vezes, a vida nos prega cada peça, só para ver se iremos reclamar ou pestanejar. Mas do que adianta fazer isso se a lei natural da vida é essa? Cheia de altos e baixos, como uma roda gigante? Muitas pessoas reclamam por tão pouco, sem necessidade alguma, e outras não reclamam de nada e deveriam, mas apenas agradecem. Sabe qual é o engraçado disso tudo? É que podem vir coisas ruins, mas no final tudo fica certo. É nessas horas em que as vitórias chegam pelas lutas passadas.

Hoje é um dia muito especial. São exatamente 11:40 e aqui em casa está uma correria, empregados passando para lá e para cá, pondo as coisas em ordem. Mariah é a governanta da casa, então eu não tive tanto trabalho assim para organizar uma festa. Hoje é o aniversário de Maycon e estamos todos empolgados com isso. Seria agora pela tarde, ele está na empresa por conta de uma reunião. Jullia também está me ajudando e acreditem, ela está casada com Bernardo e com um bebê lindo de 3 meses, a Isabella. Todas as vezes que a olho, sinto uma vontade de chorar por lembrar que eu poderia estar com meu filho aqui, correndo pela casa inteira e me deixando de cabelos em pé. Mas tudo na vida tem um propósito, não é mesmo? E eu apenas aguardo o meu propósito chegar.

A alguns meses atrás, contratei um detetive para tentar achar a mãe do Maycon, queria saber do porquê dela o ter abandonado junto com o Sr. Fellipe. Óbvio que falei com a Kelly e ela super me apoiou. Hoje de manhã, recebi o relatório completo e o guardei para entregar nas mãos de Maycon. Ele decidiria o que fazer, eu não. Não tinha direito algum disso. Bernardo entra balançando a Isa nos braços, era tão lindo de se ver.

— Jullia? — Ele estava procurando por ela. — A Isa golfou em mim, me ajuda aqui. — Ele fala procurando ela. Começo a rir dele.

— Está rindo de que? Sua hora vai chegar — ele fala rindo.

— Eu não estou rindo de nada. — Levanto as mãos.

— Sei, senhorita, vou procurar a Ju — diz ele se afastando.

— Tá bom. — Vou ao lado de fora ver como estava a arrumação, e me surpreendo, pois está muito bonito. Kelly tem um ótimo gosto.

— Está gostando? — Ela pergunta.

— Estou amando, está lindo. — Tinha um Pagani Huayra propositalmente posto no nosso jardim. O carro é lindo, na cor prata, bem rebaixado. Ele tem um estilo superesportivo. Seu pai fez questão de dá-lo de presente a Maycon. Aah, uma coisa que esqueci de falar, minha tia está aqui conosco, a um tempinho atrás consegui seu contato e liguei, ficamos conversando por horas, demos bastante risada, ao lembrar de nossas brigas, e choramos também ao lembrar de meus pais.

Às vezes me bate tantas saudades deles, imagino se as coisas não acontecessem do jeito que aconteceu. Eles estariam aqui comigo, felizes por eu estar bem e feliz. Mas sei que, de qualquer forma, eles olham por mim de lá de cima. Meus olhos se enchem de lágrima, mas respiro fundo. Tia Helena se aproxima e me abraça apertado.

— Já voltou? — Pergunto a ela.

— Sim, fui lá bem rapidinho, como havia dito. Não sabia o que comprar de presente, ele já deve ter de tudo.

— Também foi difícil para mim, comprar o presente para ele. — Dou risada. — Já comeu? Vou pedir a uma das meninas para preparar algo para senhora.

— Já comi sim, obrigada. — Sorri. Ela tinha uns traços da minha mãe, seus cabelos são lisos; os olhos azuis, como o delas; a covinha que minha mãe tinha ela também tem.

— Vou tomar um banho, daqui a pouco a festa já começa e não quero estar parecendo uma doida — ela diz.

— Daqui a pouco também irei, só estou esperando Maycon chegar.

— Ok, vou indo. — Ela me dá um beijo e sai. Creio que agora as coisas estavam começando a funcionar. Eu não tinha mais pesadelos, fazia acompanhamento psicológico uma vez no mês, porque o médico achava necessário. Eu tentava ao máximo esquecer tudo o que me aconteceu e isso só estava me fazendo bem. Sinto meu perfume favorito no ar.

— Maycon? — Me viro e o encontro parado atrás de mim.

— Como sabia que eu estava chegando? Nem fiz barulho. — Ele sorri e vem até mim.

— Posso sentir o cheiro do seu perfume de longe.

Ele me abraça e me beija. Kelly se aproxima da gente junto com Bernardo, Jullia e Isa.

— Olá, pessoal.

— Oi, filho — Kelly fala e dá um beijo em seu rosto.

— Oi, irmão. — Eles dão aquele abraço com tapas nas costas.

— Oi, titio — Jullia fala segurando a mão da Isa e dando tchau para ele.

Maycon se inclina e fala algo para ela que, toda manhosa, dá risada. Era incrível como ele tinha esse dom. Ela sempre dava risada para ele, e só tinha 3 meses. Sorrio vendo a cena.

— Estão todos bem? — Ele pergunta.

— Estamos — Bernardo responde ao lado de Jullia.

— Estou bem — Kelly fala.

— Também estamos. — Passo a mão na minha barriga redondinha escondida pelo vestido folgado, já estou de 5 meses. Maycon sorri e se abaixa.

— Oi, meu amor. Está bem aí dentro? O papai chegou. — Ele começa a se mexer dentro da minha barriga, era sempre assim quando ele chegava. A primeira vez que ele ou ela mexeu, Maycon só faltou ter um ataque cardíaco de tanta felicidade.

 

O dia hoje estava bem mais tranquilo aqui na empresa. Depois da

viagem para comemorar nosso segundo ano de casamento, quando voltei havia muita coisa acumulada na minha empresa, vários projetos para serem aprovados. Mesmo eu trabalhando de Cancún, tentando agilizar ao máximo, não adiantava, não era o mesmo estando aqui. Desde que Maycon me deu essa empresa, bem ousado da parte dele, por sinal, eu me empenho bastante, não quero jogar o dinheiro que ele investiu fora, isso jamais. Chamo Catharina na minha sala, queria lhe entregar os projetos aprovados pelos engenheiros e levar para as equipes.

— Oi, senhora.

— Cat, leva esses projetos para mim, por favor. — Sinto algo

estranho na minha barriga e me encolho um pouco, tentando assimilar. Então sinto de novo.

— Diana, está tudo bem?

Começo a sorrir e ponho a mão na minha barriga.

— Está sim, o bebê mexeu. — Abro um sorriso enorme.

— Sério? — Ela fica toda alegre. — Posso sentir?

— Sim, vem.

Pego a mão dela e ponho na minha barriga, demora um pouco,

mas o bebê mexe novamente.

— Ai, meu Deus! — Ela dá pulinhos.

— Preciso ligar para Maycon, ele precisa saber.

— Mas é claro. — Ela pega meu celular na mesa e me entrega.

Digito o número dele, mas dá na caixa postal. Deve estar em

reunião. Ligo para a empresa e Cheila atende.

— Oi, Cher, é Diana. Como você está?

— Oi, estou bem, e com você e o bebê? Já descobriu o sexo?

— Estamos bem, obrigada. Ainda não, creio que no mês que

vem conseguirei ver, mas decidi não saber, quero fazer o chá revelação.

— Aah, que legal.

— Sim, muito. Maycon está?

— Está sim, em reunião. Vou avisar a ele.

— Não, não precisa. Depois falo com ele.

— Ele pediu para avisar sobre qualquer ligação sua,

independentemente se ele estivesse em reunião ou não. Sempre avisar — ela fala imitando ele. Começo a rir.

— Eu falo com ele em casa.

— Tarde demais, já avisei.

— Perdeu o medo de ser demitida, não? — Rio.

— Não mesmo, senhora. — Ela cai na gargalhada.

— Oi, amor — Aquela voz suave invade o telefone. — Houve

algo com você? O bebê?

— Não, não houve nada. Fica tranquilo, eu liguei apenas para

dizer uma besteira. Disse a Cheila para deixar para lá, mas ela ficou dizendo que iria te avisar e avisou.

— É, falei a ela que quando você ligasse podia me chamar,

sempre. O que queria dizer? — Ele pergunta curioso.

— Vou ser breve, você está ocupado. O bebê mexeu, só queria

compartilhar com você, é uma sensação tão boa e diferente.

— O que!? Ele mexeu!? Vou aí agora!

— O que!? Está doido? Não. Fica aí, você está em reunião!

— Diana? Ele saiu daqui correndo. — Cheila fala.

— Que louco! — Começo a rir. — Tá bom, Obrigada, Cher.

Desligo o telefone.

— Ele está vindo.

— Ah, que fofo — Catarina fala. Ela era uma romântica em

série.

— É, sim.

Uns 20 minutos e depois lá estava ele, com a respiração

irregular, os cabelos desgrenhados.

— Ainda está mexendo? — Dou risada da situação.

— Não, parou.

— Poxa, queria poder sentir.

— Conversa com ele, ele pode ouvir sua voz.

Ele se aproxima meio receoso e se abaixa na minha frente, pondo

as mãos na minha barriga.

— Oi... — ele começa e minha vontade de rir só aumentava, mas

me contenho, está tão lindo essa cena.

— Sou eu, seu papai. Cheguei, eu vim correndo só para poder te

ver mexendo, mexe para mim? — Ele pede mais nada acontece. — É, parece que ele não quer saber de mim... — Quando ele termina de dizer, o bebê se mexe, fazendo com que nós dois ficássemos rindo feito bobos.

 

E era assim todas as vezes em que nosso bebê se mexia.

— Ansiosa para saber o sexo? — Ele pergunta.

— Sim, muito, não vejo a hora.

— Eu também, faltam apenas 30 minutos para podermos começar a festa e saber o sexo. — Decidimos fazer a festa e o chá revelação junto, para sabermos qual era o sexo no dia do aniversário dele. Não deixei Maycon entrar em nenhuma das minhas consultas. Ele era muito curioso.

— Vamos entrar, quero tomar banho — digo.

— Também.

Ele pega em minha mão e entramos. Vamos para o quarto, Maycon vai ao banheiro e põe a banheira para encher.

— Como foi a reunião? — digo folgando o nó de sua gravata e em seguida tirando-a.

— Como sempre, bem chata. Porém, consegui fechar contrato com eles, semana que vem vamos conversar para ver o plano de marketing.

— Que bom, sabia que iria conseguir.

Desabotoo sua camisa e tiro seu blazer e a camisa. Viro de costas para ele, que desce o zíper do meu vestido. Tiro ele enquanto Maycon tira seus sapatos e a calça. Vamos para o banheiro, ele desliga a torneira e joga na água alguns sais, óleos e sabão. Depois de ver a temperatura, ele entra primeiro e me ajuda a entrar. Ele senta e eu fico entre suas pernas, também sentada, pega uma bucha e esfrega em meu corpo com delicadeza. Fecho os olhos sentindo a sensação da esponja no meu corpo. Ele beija a lateral do meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada. Ele larga a bucha de lado e aperta os meus seios, roçando o polegar no bico, fazendo-os ficar extremamente rígidos. Eu já estava excitada, não era preciso muito, já que meus hormônios estavam à flor da pele. Ele continua beijando meu pescoço, suas mãos passam pela lateral do meu corpo, chegando em minhas pernas. Ele as afasta uma da outra e me penetra um dedo.

— É incrível como você é apertada — ele fala com sua voz rouca, cheia de desejo. Ele começa a movimentar seus dedos dentro de mim, fecho meus olhos saboreando aquele prazer que ele me proporciona. Ele começa a se movimentar mais rápido, me deixando louca de vontade dele.

— Quero te sentir — digo num sussurro.

— Eu sei que quer, mas não vai ser agora. Apenas goze.

Era como se suas palavras fossem uma ordem ao meu corpo, meu corpo começa a esquentar e um arrepio me percorre. Tento me controlar, pois não queria gozar logo, mas já era tarde. Fecho os olhos e, pendendo minha cabeça para trás, deixo aquela explosão de desejo me atingir.

Depois que terminamos de tomar banho, ponho um salopete jeans claro com alguns rasgos na frente, e uma blusa branca por baixo, além de um casaco em tom pastel. Nos pés, um salto quase da mesma cor que meu casaco. Faço uma maquiagem leve e passo um batom nude nos lábios, arrumo os cabelos e estou pronta. Me olho no espelho, o salopete realçou ainda mais minha barriga redondinha. Maycon colocou uma calça jeans, camiseta polo branca e tênis.

A cada vez que eu o olhava, me apaixonava ainda mais. Era como se eu o visse sempre pela primeira vez. Descemos e fomos para a festa que já havia começado, eu estava feliz em saber que a minha tão sonhada hora tinha chegado, enfim, eu saberia o sexo. Caminhamos para o lado de fora, onde acontecia a festa. Converso com todos ou tento, pois tinha muita gente.

— Você veio! — digo abraçando ele.

— Se eu não viesse, creio que seria morto, então vim... — Diego responde. Fiz questão de convidá-lo. A princípio, Maycon não gostou muito, mas acabou concordando.

— Com toda certeza. Oi, Lara, como você está? — Dou um abraço em sua noiva.

— Estou bem, obrigada e vocês? A festa está linda.— A voz dela era tão meiga, desde a primeira vez que a vi, gostei dela e dei a maior força.

— Estamos muito bem, obrigada. Kelly que arrumou tudo, não seria para menos — digo olhando tudo.

— Sabia que iria ficar linda grávida — ele diz, me deixando envergonhada.

— Obrigada.

Passamos boa parte da tarde fazendo aquelas brincadeiras típicas de um chá revelação. Maycon e eu nos divertimos muito, eu estava toda pintada e ele também, agora era a hora tão esperada: saber o sexo. Tivemos a ideia de fazer um burnout com o carro que Maycon ganhou. Quando acelerar o carro, a fumaça revelará o sexo, não podia ser de outro estilo. Se aparecesse vermelho, seria menina, e azul, menino. A música para e os convidados ficam próximo para olhar. Claiton entra no carro e espera a contagem.

Maycon me abraça, ficando do meu lado com uma certa empolgação. Kelly vai à frente e explica ao pessoal como ia funcionar e a questão das cores. E então, começamos a contagem.

— Cinco... Quatro... Três... Dois... Um — todos gritam em uníssono.

Claiton acelera o carro e logo a cor é revelada, mas todos ficam sem entender. Eu simplesmente entendia tudo e choro de felicidade.

— Amor? É uma menina? — Maycon tenta decifrar, pois a cor tinha saído roxa.

— Amor... é uma menina e um menino — digo sorrindo. Desde a primeira ultrassom eu sabia que eram gêmeos e guardei segredo. As únicas pessoas que sabiam eram Kelly e Jullia, que me ajudaram a manter tudo escondido. Mas o sexo me surpreendeu, com certeza. Vamos ter um casal!

— Não acredito, sério!? — Ele me abraça apertado e esconde seu rosto na curva do meu pescoço. Se afasta e seus olhos estão molhados, seu sorriso está enorme.

— Você sempre dá um jeito de me fazer sentir mais realizado do que já sou. Obrigado, por tudo. Sou um sortudo por ter vocês três na minha vida. — Ele se abaixa e beija minha barriga. Depois sobe e me dá um selinho demorado, todos nos parabenizam, e eu só tenho mais certezas de que minha vida daqui para frente só iria melhorar ainda mais.