A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 11 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 12

 

mais tarde. Quando desligo, vejo ele entrando no quarto todo arrumado com Acordo com o celular tocando, olho para os lados e Maycon não está. Atendo o telefone, era outra reunião marcada para seu terno impecável, os cabelos no lugar, e sinto o cheiro de seu perfume. E que perfume.

— Acordou? — Ele se senta ao meu lado me olhando com aqueles olhos azuis tão vibrantes.

— Bom dia, por que não me acordou antes? — pergunto esfregando os olhos.

— Deixei você dormir um pouco mais. — Ele me dá um selinho.

— Vou tomar um banho e me cuidar para sairmos. — Levanto indo até o banheiro. Faço minhas higienes, tomo um bom banho e me arrumo. Olho o que eu poderia usar das coisas que tinham na sacola e me surpreendo a variedade de roupas que havia ali. Ponho uma blusa branca de alça; uma calça boyfriend cintura alta, curta, batia na metade da minha panturrilha; ponho um cinto; visto um colete branco combinando com a blusa; pego o scarpin branco que tinha em uma das sacolas e uma bolsa, também branca. Tenho que admitir que a pessoa que comprou essas roupas tem um ótimo gosto. Faço uma maquiagem suave e estava pronta. Desço as escadas e Maycon já me aguardava para comer enquanto lia o jornal. A mesa estava linda, tinha de tudo um pouco.

— Uau, para que tudo isso?

— Tem que se alimentar bem.Vamos, sente-se para comer.

Tomo um suco de laranja com torrada e depois como uma maçã. Infelizmente, não teria tempo e nem barriga para provar de tudo o que tinha ali.

— Acho que isso lhe pertence. — Ele abre a caixinha de veludo, revelando um anel. Sorrio de lado lembrando que agora estávamos namorando.

Sorrio, ele beija meus lábios rapidamente e põe o anel em meu dedo, beijando onde estava.

Depois que comemos, nos ajeitamos para ir embora. Olho a casa e os mínimos detalhes dela, não quero esquecer dali o lado de fora onde tudo aconteceu me causa um grande sorriso. Olho para Maycon, que já estava sorrindo para mim.

— Quero agradecer… por tudo. — Ele sorri de lado e acaricia os meus cabelos.

Caminhamos até a iate e voltamos para a cidade. O carro já nos aguardava para irmos à reunião.

 

12:45

Todas as reuniões já tinham sido feitas, conseguimos faturar 1 bilhão com planos de Marketing. Maycon estava super feliz. Saímos para almoçar com os acionistas, que conversavam animadamente na mesa do restaurante.

— Vou ao banheiro — sussurro no ouvido de Maycon.

— Certo. — Ele me dá uma piscadela. Percorro o caminho para o banheiro quando um homem vira, batendo em mim e derramando seu vinho em minha roupa. Não estava acreditando.

— Fala sério, você sujou toda a minha roupa de vinho, isso aqui não vai sair tão cedo. — Irritada, olho minha blusa branca manchada.

— Me perdoe, não te vi, gatinha — fala com ironia e um sorriso nos lábios maliciosos.

— Poderia ao menos ter olhado para trás, otário! — Olho para ele, e meu queixo quase caí. Seus olhos são acinzentados, cabelos pretos, e muito bem arrumado com seu terno. Ele é bem bonito! Fico sem fala, mas logo me recomponho. Agora você é comprometida, meu subconsciente faz o favor de me lembrar.

— Quem é você para me chamar de otário? Já pedi desculpas, mas, pelo visto, você é meio difícil. Mas sabe que eu amo as que se fazem de difícil? O sexo é o melhor. — Ele segura em meu pulso e começa a me puxar para algum lugar.

— Está louco? Não vou a lugar nenhum com você! — Estava a ponto de dar um soco em sua cara. — Me larga, seu idiota! — Tento sair de seus braços, mas era em vão. Ele aperta mais o meu pulso, me fazendo choramingar de dor.

— Está me machucando! — Que cara mais estúpido. Ele respira fundo.

— Você é até bonitinha, mas fala demais, vem cá. — Ele sorri malicioso e me puxa para perto dele, beijando-me. Começo a me debater em seus braços, querendo sair dali, mas não conseguia. Não tem ninguém perto do banheiro para poder me ajudar. Mordo seu lábio com força e ele me solta, sinto gosto do seu sangue em minha boca.

— SUA VADIA DO CARALHO! — grita contra meu rosto. Me sobe um ódio e largo uma bofetada em sua cara.

— Vadia é sua mãe! — Saio rápido, voltando para a mesa e fecho meu blazer.

— Vamos? — falo nervosa com Maycon.

— O que houve?

— Um idiota derramou vinho em minha roupa e ainda foi um estúpido. — Quando termino de falar, vejo o maluco que me agarrou a força vindo em minha direção com a boca roxa pela mordida.

— Sua piranha venha cá. Quem você acha que é para me dar um tapa na cara? Acha que eu vou deixar barato? — grita no meio do restaurante, isso não podia estar acontecendo comigo.

— Mas que palhaçada é essa? — Maycon fala alto, se levantando da mesa. — Mas só podia ser você, né, Juan? — Maycon o conhecia e sua cara não era das melhores.

— Sai fora, Maycon, meu problema no momento não é contigo. — Juan o olha, desafiando.

— Pode me explicar o que está acontecendo? — Ele olha para mim.

— Ele derramou vinho em mim, e foi super grosso. Depois me beijou à força, por isso dei um tapa na cara dele e mordi sua boca — falo tudo de uma vez só, sentindo o ódio crescente em mim.

Maycon não pensa duas vezes e acerta um soco em cheio na cara dele.

— Isso é para você largar de ser otário e aprender a tratar uma mulher bem. — Furioso, ele larga outro soco no rosto de Juan, que cambaleia e cai para trás.

— E esse é para você nunca mais querer o que é meu. Não perde os velhos hábitos, não é mesmo? Sempre querendo o que tenho. Vamos, Diana. — Ele pega em minha mão e saímos.

— Não precisava daquele escândalo todo... — digo, mas ele não me responde. Entramos no carro e fomos para o hotel em total silêncio, não estava entendendo o porquê disso. Fomos para o quarto, que mais parecia um apartamento. Tomo um longo banho, molho os cabelos e fico ali, relaxando na água, pensando nas coisas que haviam acontecido. Sinto mãos em minha cintura me virando, dando de cara com Maycon. A lua está perdendo para ele, tenho que me acostumar com suas súbitas mudanças de humor.

— Posso tomar banho com você? — pergunta com a voz serena.

Faço um manear de cabeça, apenas concordando.

Ele passa a mão em meus cabelos fazendo carinho, põe a mão em minha nuca, trazendo-me para perto dele. No começo o beijo foi calmo, mas depois entramos em uma intensidade incrível. O fogo já dominava os nossos corpos. Ele me prensou na parede e puxou o meu pescoço para me beijar. Suas mãos já estão em meus seios, acariciando-os. Sinto um leve formigamento nas minhas partes. Sua mão percorre até lá em baixo e brinca com meu clitóris, já estava extremamente molhada quando ele enterra dois dedos em mim, fazendo minha cabeça tombar para trás.

— Sempre tão pronta para mim. — Ele tira seu dedo de dentro e põe na boca.

Sua boca vai para meu seio e suga com força. Gemo baixinho sentindo sua respiração pesada. Já posso sentir sua ereção batendo na minha entrada. Ele segura minhas mãos no alto e passo minhas pernas em sua cintura, ficando presa entre a parede e seu corpo. Ele me penetra com força e seus movimentos são rápidos, posso sentir a raiva que ele sente, socando em mim com força. Ele geme de prazer, chamando meu nome.

— Você... é... minha... — Ele fala em cada estocada. — Diga que é minha... — Ele me dá um beijo nos cabelos.

— Eu sou sua... — digo, gemendo. Ele solta minhas mãos e pega minha nuca, me beijando com força enquanto ainda socava em mim. Desce seus lábios para meu pescoço, beijando e chupando. Minha vagina pulsava de prazer em seu pau, avisando que iria gozar.

— Goza para mim... — geme. Suas palavras pareciam a chave de comando em mim. Gozo intensamente, apertando o seu pau, e ele também. Ficamos ali por um momento, apenas sentindo um ao outro. Queria saber quem era aquele homem e porquê Maycon ficou tão irritado.

— Desculpa por mais cedo — diz, meio perdido.

— Está tudo bem. — Acaricio seus cabelos molhados. Ele sorri e me dá um beijo breve. Terminamos nosso banho e então vou para o closet pegar uma roupa. Ponho um short jeans e um cropped cinza com flores vermelhas. Maycon veste novamente uma calça moletom, sem camisa. Ele realmente é lindo e sabe como abusar. Me sento na cama e fico o admirando. Ele sorri e se aproxima, sentando ao meu lado.

— Posso te fazer uma pergunta? — Saio dos meus devaneios.

— Se eu puder responder...

— Quem era aquele homem lá no restaurante? — Ele fica tenso, fecha os olhos e respira fundo.

— Juan Possidôni, ele era um amigo meu, éramos muito próximos. Na época, estava noivo, com data de casamento marcado. Um dia saí para a empresa, mas esqueci uma pasta com os documentos da reunião, então voltei. — Ele respira fundo e continua. — Cheguei em casa e o carro dele estava na porta. Quando entrei vi as roupas dele junto com as dela na porta, fui ao quarto e eles estavam transando, em cima da nossa cama. Descobri que por dois anos ela vinha me traindo, e eu, cego, não percebi.

— Vocês já estavam juntos a muito tempo?

— Três anos. Ele nunca foi meu amigo, só fingia para estar próximo a ela, aquela vadia. — Ele fecha os olhos, tentando manter o controle. — Nos dávamos bem, ela não tinha motivos para me trair, mas então, aconteceu. Me afundei no álcool, e em mulheres, gastava em uma noite o máximo que conseguia e tinha todas que eu quisesse. Levei a empresa para o buraco e tive que suar muito para subir de novo, sem precisar da ajuda do meu pai.

— Entendo! — digo sem saber ao certo o que falar.

— Está com fome? — ele muda de assunto. — Venha, vou pedir nosso almoço. Já que não conseguimos fazer isso no restaurante. — Ele pega em minha mão, me levando para a sala.