A secretária do CEO

Amanda Sampaio · Capítulo 21 de 32

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A secretária do CEO

Capítulo 22

 

 

�� Você me vê de pé, mas eu estou morrendo no chão, fria como pedra, fria como pedra, talvez se eu não chorar, eu não sentirei mais. Eu aguentarei a dor, me dê a verdade. Meu coração e eu, nós vamos conseguir superar. Se a felicidade é ela, eu estou feliz por você. �� Stone Cold - Demi Lovato

 

caindo. Me levanto e pego um remédio na gaveta do quarto e uma água no Acordo com uma baita dor de cabeça, mal consigo abrir os olhos, olho para o lado e Ju não está, ouço a água do chuveiro frigobar, tomo como se dependesse disso para viver. Olho pela janela e o dia está bem bonito.

— Bom dia. — Jullia fala, ela está com uma toalha enrolada nos cabelos e uma em volta do corpo.

— Bom dia, amiga. — Sorrio para ela.

— Vai tomar banho, para tomarmos um café. — Ela tira a toalha ficando nua em minha frente, nada do que eu já não tivesse visto antes. Ela pega uma calcinha e veste. Jullia era uma irmã para mim, nos conhecíamos a tanto tempo que eu até me perdia nas contas. Vou para o banheiro e tomo um longo banho, visto uma calça jeans clara; uma blusa regata branca, com uns detalhes laranjas; uma sapatilha; faço um coque frouxo no cabelo e uma maquiagem leve, para tirar a cara de acabada da noite passada. Saio do quarto e Jullia apenas me aguardava.

Desço as escadas devagar, estava com medo de me deparar com Maycon lá em baixo. Passo pela sala de estar, pelo grande salão e finalmente chego na cozinha, suspiro aliviada por ele não está ali. Cumprimento a todos com bom dia e sento-me ao lado de Sofia, precisava pedir desculpas a ela pelo meu comportamento de ontem.

— Oi — digo meio tímida.

— Oi, bom dia. — Ela sorri.

— É... queria te pedir desculpas por ontem, não fui muito educada com você.

— Ah, não tem problema, aposto que Maycon aprontou algo. Esses meninos sempre me tiravam do sério, mamãe quem o diga. Bernardo sempre foi o pior, mas Maycon, quando aprontava, era a do ano, merecia Oscar. — Ela ri.

— Até imagino, viu, devia ser uma graça vocês três juntos.

— Era sim, e então, me fala um pouco sobre você. Como conheceu Maycon? Soube que trabalha com ele. Vocês formam um casal tão lindo, prefiro você que Natacha, nunca fui com a cara dela — diz com cara de nojo e me forço a sorrir, lembrando da nossa realidade no momento.

— Não quero falar sobre ele, nós... terminamos, e afinal, acho que é bom você começar a gostar dela... porque seu irmão vai se casar e ainda vão ter um filho juntos, que já está a caminho. — Seu queixo cai na hora.

— Que história é essa? Casar com Natacha? Ele a odeia!

— Não foi isso o que ele me disse ontem — digo olhando para minhas mãos.

— Ei, não fica assim, ele é meu irmão, mas é um idiota. Mais tarde, irei tirar essa história a limpo. Come um pouco, vai te fazer bem.

Coloco algumas frutas no meu prato e como, apesar de estar triste, eu estava com fome, o que era estranho, porque a maioria das vezes eu deixava para lá e não comia nada.

Fico conversando com Sofia e Ju, ela era uma ótima pessoa e nesse pouco tempo, parecíamos amigas de longa data, nos damos super bem. Até tinha me esquecido do acaso de ontem, quando meus os olhos se encontram com os dele. Ele tinha acabado de chegar na cozinha, seu rosto estava cansado. Talvez a consciência pesou, seus olhos vacilam por um minuto, mas ele mantém a postura.

Volto a olhar para as meninas e tento ao máximo me entreter com a conversa delas, mas eu queria olhá-lo. Olho rápido e ele está sentado ao lado da garota que estava na piscina no dia em que eu cheguei. Ela deve estar gostando disso agora, ele olha para ela e sorri, ela dá um beijo no canto de sua boca, o que me deixa com ainda mais raiva. Me levanto rápido da mesa, assustando Jullia e Sofia. — Vamos embora ago... — e antes que eu termine de falar, apenas sinto o chão frio em meu rosto, e tudo a minha volta escurecer.

Sinto o cheiro de algo forte em meu nariz, luto para abrir os olhos, até que consigo, estou deitada no sofá da sala. Ouço alguém mandar buscar água, me sento, ainda tonta, com a ajuda de Jullia.

— Quer me matar do coração? Está se sentindo bem? — Ela pergunta.

— Estou sim, creio que a pressão baixou e eu me levantei muito rápido da cadeira, não foi nada. — Tento amenizar o clima.

Vejo olhos azuis me fitando, quando olho para ele, ele olha para outro lugar e sai da sala. O que aconteceu com a pessoa que gostei nessas últimas semanas? Ele parece não se importar com nada mais relacionado a mim, a única coisa que eu queria era sumir.

— Ju, por favor, vamos embora. Não quero ficar aqui nem um minuto a mais, essa indiferença está me matando. — Minha voz vacila.

— Vamos subir e arrumar as coisas. Vou falar com André que iremos daqui a 30 minutos, ok?

— Certo. — Vejo Bernardo se aproximar com um copo de água.

— Está melhor? Que susto que você nos deu, não faz mas isso.

— Estou bem, foi só a pressão que deve ter caído. — Pego o copo de sua mão e bebo em pequenos goles.

— Entendo, mas repouse.

— Irei sim, obrigada pela preocupação. — Dou um sorriso sincero. Pelo menos ele ligava para mim. Depois de um tempinho, subo com Jullia e arrumo as malas, já estava me sentindo bem melhor.

— Vou descer para avisar a André que estamos prontas, e vou aproveitar para fazer uma ligação, mas é coisa rápida — fala.

— Certo, vou olhar o quarto e ver se não estamos esquecendo de mais nada. — Ela assente e sai do quarto. Olho em volta e encontro uma blusa de Jullia e o celular dela. Ouço bater na porta. A cara dela esquecer as coisas.

Vou até a porta e a abro.

— Como você vai fazer uma ligação sem seu celular? — Gelo no momento em que o vejo na porta. — O que faz aqui?

— Vim saber se você está bem — diz frio. Com a expressão séria e postura ereta, parecia que ia fechar algum negócio, que precisava mostrar o quão poderoso é.

— Estou muito bem, obrigada.

— Ótimo. — Ele dá as costas e sai.

Fico por alguns segundos, talvez minutos, ali, parada, sem entender o que acabou de acontecer. As lágrimas brotam em meus olhos sem querer.

— Sabia que eu iria voltar? — Jullia aparece em meu campo de visão. Disfarço e limpo meus olhos.

— Você esqueceu o celular.

— É, percebi quando estava colocando isso na orelha... — Ela me mostra a escova de cabelo. Começo a dar risada, só ela mesmo. — André já está vindo pegar as coisas. — Ela sorri e sai novamente.