A secretária do CEO
Capítulo 14
fizemos nosso sexo de despedida a Miami. Este lugar vai ficar marcado para Depois de um tempinho, fomos para o hotel, voltaríamos agora a noite para Chicago. Deixamos tudo arrumado e sempre em minha vida, foi a melhor viagem que eu poderia ter. Fomos para o aeroporto e logo estávamos decolando. Desta vez, não teve aquela comissária no avião, era uma senhora, muito educada por sinal, e bondosa, pois enjoei um pouco na viagem com a subida e ela me ajudou. A chegada foi bem tranquila. Claiton, o motorista de Maycon, já estava nos esperando. Ele abre a porta para mim e em seguida Maycon também entra, e pegamos estrada. Fico ali, deitada, encostada com a cabeça no colo de Maycon enquanto ele acariciava os meus cabelos. Estava exausta da viagem, meu corpo só pedia cama.
Chegamos na frente do meu prédio, Maycon me ajuda a levar as malas, cumprimento o porteiro e logo subimos pelo elevador. Chego na porta do meu apartamento e vejo algo estranho, tinha água no chão da entrada. Corro e abro a porta, vendo tudo cheio de água, já tinha até mofo em uma das paredes. Havia uma infiltração, o cheiro estava horrível. Minhas coisas, a maioria, estavam estragadas há dias. Olho o teto do banheiro e achei onde estava o erro. Ligo para a portaria e logo o porteiro sobe para tentar resolver.
— Senhorita, não dá para dormir aqui, esse mofo pode te causar grandes problemas, sem falar que terá que fazer uma reforma nele, pois os móveis estão estragados e o mofo tomou conta de tudo. — Fico puta com isso.
— E quem vai pagar a reforma? — Pergunto cruzando os braços.
— Como o vazamento foi no apartamento de cima, o dono vai ter que arcar com todas as despesas — explica.
Converso com ele para acertar alguns pontos, depois ele vai embora.
— Você pode ficar lá em casa até resolver isso tudo, será um prazer.
— Não, eu vou para outro lugar, não quero te incomodar.
— E você vai ficar onde? — Ele diz irritado.
— Vou para casa da J... — Antes que eu termine, me recordo de que ela agora está morando com o Fernando, não posso ir para lá. — Tá, tudo bem, mas só até resolver as coisas aqui.
— Essa é minha garota. — Ele sorri. Pego algumas roupas secas que consigo achar e levo comigo.
Estamos a caminho da casa de Maycon. Não sei quanto tempo terei que ficar lá, mas espero que não muito, não quero ser incômodo para ele. Claiton entra em uma garagem subterrânea de um grande prédio e estaciona, logo ele está ao lado de minha porta abrindo-a, desço e Maycon faz o mesmo. Claiton pega nossas coisas e vamos para o elevador. Maycon digita um código no painel do elevador enquanto subimos, marcava que tinha 22 andares, mas fomos para o 23, como se fosse um andar “secreto”.
As portas se abrem e meu queixo cai com tudo o que vejo, o apartamento é gigante, pura elegância. A sala é enorme, com um sofá cinza em L, muito bonito. Havia uma lareira que deixava a sala com um ar mais aconchegante, quadros com lindas pinturas estão na parede.
— Lindo, né?! — Ele ri vendo minha expressão.
— Muito bonito — digo, ainda admirando. Maycon me leva para conhecer a casa, me mostrando canto por canto. Eu com toda certeza me perderia ali.
— Fique à vontade, a casa é sua — diz enquanto caminhamos para o quarto.
— Vou tomar um banho, estou exausta da viagem.
— Imagino, vou providenciar algo para comermos. — Da um beijo casto em meus lábios retirando o celular do bolso de seu terno e sai do quarto. Vou para o banheiro e tomo um banho longo de água morna. Ali, pude relaxar totalmente. Visto uma camisa social de linho azul claro de Maycon, ponho uma calcinha, faço um coque frouxo e desço.
Ele está atendendo a porta e logo aparece com umas sacolas em mãos.
— Combinou mais com você do que comigo. — Ele aponta para a blusa.
— Prefiro-as em você, fica charmoso e sexy. — Dou um riso safado. Ele se aproxima de mim e me beija, dando leves mordidas em meus lábios.
— Agora, vamos comer, antes que eu te coma. — Passo por ele rindo e sou pega de surpresa por um tapa estalando em minha bunda. Dou um pulo pelo susto, e ele gargalha. Fomos comer, estava tudo uma delícia. Ficamos batendo papo até tarde e depois, dormimos de conchinha.
Acordo pela manhã com Maycon todo enroscado em mim, fico observando ele dormir, sua expressão é serena. É tão lindo dormindo. Acaricio os seus cabelos e em seguida, dou um beijo em seu rosto. Ele começa a se mexer na cama, aos poucos abre os olhos e recebo seu sorriso.
— Bom dia, boneca.
— Bom dia. — Sorrio.
— É tão bom ser acordado desse jeito. — Ele dá um sorriso manhoso.
— Estava te observando dormir, parece até um anjo.
— Mas eu sou um anjo, meu amor.
— Se você diz… vou tomar banho. — Beijo ele e me levanto.
— Ei, tá achando que é assim? Vem cá. — Ele me puxa para um beijo e ali fizemos um bom sexo matinal.
Minha manhã começou ótima. Tomo meu banho e me visto, ponho uma blusa vermelha com um grande decote, uma saia cintura alta bege, com uma fenda na perna, um cintinho, bolsa preta e saltos bege com pedras na frente. Desço e Maycon não está na cozinha. Faço nosso café rapidinho, preparo panquecas, ovos, bacon, torradas e suco de laranja. Sinto aquele perfume familiar, olho para a escada e Maycon logo aparece, vestindo um terno azul-marinho, blusa branca e gravata da mesma cor que o terno, com seus cabelos bem penteados, como sempre.
— Hum, o cheiro está ótimo — diz, puxando o ar para si.
— Venha, vamos comer.
Ele senta à mesa e logo estamos comendo. Depois, pegamos o elevador e fomos para a garagem. Claiton já nos aguardava, entramos no carro e fomos a caminho da empresa.
— Maycon?
— Sim.
— Não quero que as pessoas saibam que estamos juntos.
— E porque não? Eu quero que todos saibam que você é minha.
— Não por agora, não quero ser alvo de críticas de ninguém. Vamos esperar mais um pouquinho.
— Se você prefere assim, tudo bem.
— Obrigada. — Pulo em seu colo e o beijo. O carro vai parando aos poucos em frente ao grande prédio, desço de seu colo e arrumo minha roupa.
Claiton abre a porta e descemos. Passamos pelo hall de entrada e todas estavam nos olhando. O que é? Nunca viram uma Secretária com seu chefe não? Apesar que, de manhã cedo não, ainda mais chegando juntos, mas não me importo. Cumprimento as meninas da recepção e pegamos o elevador, indo para o último andar.
— Acho ridícula essa ideia de fingir que não temos nada. — Ele não desvia o olhar da porta do elevador.
— É só por enquanto. Você sabe como as pessoas são, não quero que isso prejudique nossa relação e trabalho.
— Mas só por enquanto, ok?
— Só por enquanto — prometo.
Chegamos no nosso andar e logo nos apossamos dos nossos lugares. Cheila me passou todas as coisas importantes que ocorreram esses quatro dias, me entrega as cartas e convites. Minutos depois, entro na sala de Maycon.
— Bom dia, Sr. Corppin — digo achando graça.
— Bom dia, Srta. Williams. — Ele ri e dá uma piscadela.
— Vim te passar os ocorridos dos quatro maravilhosos dias em que estivemos em Miami.
— Estou ouvindo. — Ele sorri.
— Uma empresa quer marcar uma reunião com o senhor sobre um plano de marketing, se tivermos sorte, fechamos um grande contrato; haverá um baile beneficente amanhã à noite, para crianças carentes. Já deram baixa nos contratos que mandei para a contabilidade, vou mandar para o e-mail do senhor.
— Confirme nossa presença no baile. Vou aguardar os e-mails, e agora, quero uma coisa — diz, sério.
— O que?
— Um beijo.
Caminho até ele devagar e beijo o canto dos seus lábios. Vou me afastando, mas ele me agarra e me beija com vontade. Ouvimos uma batidinha na porta e logo nos ajeitamos. Arrumo a roupa e os cabelos, e Maycon está como se nada tivesse acontecido. Safado.
— Entre.
Cheila logo aparece na porta.
— Licença, Srta. Williams, ocorreu um problema com o último contrato. Preciso que veja para eu encaminhar novamente ao financeiro, só depende disso para ser liberado o pagamento dos prestadores.
— Ok, irei resolver isso agora, obrigada Cheila. Sr. Corppin, irei mandar os e-mails daqui a alguns minutos, precisa de mais alguma coisa?
— Não, pode se retirar — diz, frio. Uau, modo CEO: On.
Saio da sala para resolver o contrato que voltou e passar os e-mails. A manhã passa rápido, quando vejo, já era hora do almoço. O telefone toca, é da sala de Maycon.
— Vamos almoçar? Já está na hora, pega suas coisas e vamos. — Ele já se respondeu, vai entender...
— Certo.
Pego minha bolsa e arrumo minhas coisas. Maycon sai de sua sala e fomos para o elevador. Ele falava ao telefone e parecia estar muito irritado, mas não quis me meter nisso. Descemos e Claiton já estava na frente do prédio nos aguardando. Nosso almoço foi supertranquilo, Maycon e eu conversamos bastante, e logo tivemos que voltar para a empresa. Tivemos três reuniões pela tarde, longas e cansativas. Estávamos exaustos quando fomos para casa. Entro no apartamento e era como se fosse minha salvação, tiro meus sapatos e caminho até o quarto, tomo um banho reforçado com Maycon esfregando minhas costas. Quando ele termina faço o mesmo nas suas. Saio do banheiro e me seco, ponho um baby-doll de renda preta com laços vermelhos, penteio os cabelos para trás. Desço para a cozinha e tomo um grande susto com uma senhora que estava lá.
— Me perdoe senhorita, não quis assustá-la.
— Não me deve desculpas, só não sabia que tinha mais gente na casa além de mim e Maycon. Sou Diana. — Estendo a mão para ela, que aperta.
— Me chamo Mariah, sou a governanta da casa. Está com fome?
— Estou sim e muita — admito.
— Vou preparar um lanche para você. — Sento na cadeira e fico observando ela trabalhar.
— Anjo? — Maycon grita.
— Estou na cozinha — respondo. Mariah olha para mim e sorri, um sorriso sincero.
— Meu menino nunca chama nenhuma mulher de anjo ou esses apelidos carinhosos, depois daquela outra lá. — Ela faz uma careta. — Ele sofreu muito depois que descobriu que ela tinha traído ele. Ele a amava muito, foi como uma facada no peito. Dava dó dele, só vivia jogado — diz com pesar. Um silêncio se instala e Maycon aparece.
— Oi, pelo visto, já conheceu Mariah. — Ele me abraça por trás.
— Já, sim, é uma ótima pessoa. — Sorrio.
— Meu menino, vai querer comer agora?
— Vou sim, Mari.
Comemos um sanduíche natural e suco de morango. Depois nos deitamos no sofá da sala de TV e ficamos ali, assistindo e namorando como se fôssemos adolescentes. Quando o filme acabou, fomos para o quarto.
— Está sendo ótimo ter você aqui comigo — diz, se deitando ao meu lado.
— Também estou gostando. — Ele me beija com calma e alisa meu corpo. Seus lábios vão para meu pescoço, fazendo uma trilha de beijos. Suas mãos descem e tiram meu short, depois minha blusa, me deixando apenas de calcinha. Ele beija entre os meus seios e desce pela barriga, dando um último beijo em minha feminilidade por cima da calcinha.
— Assim não vale. — Gemo baixinho.
Ele sobe e põe seus lábios em meus seios, chupando sem pressa. Com uma mão, acaricia o meu outro seio, roçando o polegar no bico. Começo a gemer baixinho; com a outra, ele movimenta meu clitóris sem muita urgência, o que me deixa mais louca ainda por ele. Depois, introduz um dedo em mim e movimenta devagar. Arqueio meu quadril contra seu dedo, ele tira de mim, me deixando vazia. Sinto sua ereção na minha entrada, me invadindo aos poucos.
Suas mãos alisam o meu corpo, e então começa a se movimentar, devagar, sem pressa, nos proporcionando puro prazer. Ele beija o meu pescoço e alisa os meus cabelos. Seu olhar é de ternura e paixão. Abraça o meu corpo e me estoca com vontade, pausadamente. Entrava forte e saia lentamente de mim. Já podia sentir o formigamento entre as minhas pernas. Passo minhas mãos ao longo de suas costas e aperto sua bunda fazendo ele se afundar mais em mim. Mais algumas estocadas e eu gozo chamando por seu nome, logo depois, Maycon também. Ficamos ali deitados, trocando carícias até dormir.
Hoje acordei bem-disposta, já estou de banho tomado e arrumada mais cedo que o previsto. Ajudo Mariah a preparar o café, corto algumas frutas enquanto ela faz o melado para as panquecas, quando sinto meu perfume favorito no ar: o cheiro de Maycon. Me viro para olhar e ele está sentado nos observando.
— Bom dia, mulheres da minha vida. — Ele caminha até nós. Beija a testa de Mariah e me dá um beijo breve nos lábios.
— Bom dia, meu menino — diz Mariah.
— Bom dia. — Sorrindo.
Nos sentamos para comer, as panquecas estavam muito boas. Minutos depois, já estávamos na empresa, e de novo todos estranharam e ficaram olhando. Fiquei vermelha, ainda mais com o comentário de um acionista sem graça: “Está comendo sua secretária agora Maycon?”.
Ele ficou furioso e quase bateu nele, mas pedi para que tivesse calma e ele apenas o ignorou. Já estava quase na hora de ir embora, o dia passou muito rápido. Estava passando alguns e-mails que faltavam quando um rapaz aparece.
— Entrega para Diana Williams.
— Sou eu. — Ele me entrega um papel e eu assino, em seguida, me entrega uma caixa preta com fita vermelha. Antes que eu dissesse obrigada, ele já tinha ido embora. Abro a caixa e tem um lindo vestido preto com uns brilhos prata e fenda lateral. Havia um bilhete, com a caligrafia do Maycon.
Um vestido especial,
Para uma pessoa especial.
Seu Maycon Corppin
Sorrio com seu bilhete e volto aos meus afazeres. Alguns minutos depois, ouço o elevador apitar, o mesmo rapaz chega com mais uma caixa. Assino o papel e ele me entrega, abro e está um lindo sapato preto com pedras na frente.
Para acompanhar o vestido...
Ficará lindo nos seus pés.
Seu Maycon Corppin
Guardo as caixas e volto ao trabalho. Só falta um e-mail, quando recebo uma mensagem de Maycon dizendo que já saiu da reunião e para me encontrar com ele no hall de entrada daqui a uns 5 minutos. Termino de passar o e-mail, pego minhas coisas e vou para o elevador. As portas se abrem e o mesmo rapaz aparece de novo. Ele dá risada e eu também, assino e ele me entrega a caixa. Essa é menor que as outras, deixo-as no balcão e abro a menor. Havia um belo colar de brilhantes verde-claro, me arriscaria a dizer que é jade e um brinco de pedra única.
Verdes como os olhos
de quem tanto gosto.
Seu Maycon Corppin
Pego tudo e desço, Maycon já estava me aguardando falando ao celular. Ele me vê e logo sorri, desliga o telefone, e me ajuda com as caixas. Não aguento e o abraço, fico ali com a cabeça em seu peito e os braços ao seu redor, ele envolve seus braços em minha cintura e me aperta contra seu corpo. Sussurro um “obrigada” e ele beija o topo da minha cabeça. Percebo os olhares em nós, todos tentam entender o que estava acontecendo, mas não me importo. Percebo que estava com saudades dele. E olha que não estávamos muito tempo um longe do outro. Me separo dele com um sorriso largo, ele pega em minha mão e saímos para o lado de fora.
— Senti saudades de você — digo meio envergonhada. Ele tinha passado o dia todo fora, não tinha o visto, nem almoçado juntos.
— Também senti sua falta hoje. — Ele me dá um beijo e acaricia os meus cabelos. Caminhamos até o carro, olho para trás e todos na empresa estava próximo a porta, olhando. Começo a rir. Maycon olha na mesma direção e todos voltam aos seus afazeres, ele entra no carro e desfaz a carranca dando risada. Fomos para casa, graças a Deus amanhã já era sábado, teríamos um tempo livre só para nós dois. Chegamos ao apartamento de Maycon, subo, tomo um banho e me arrumo para o baile. Me olho no espelho e estou ótima no vestido que ele me deu. Ficou justo, acentuando bastante minhas curvas.
Faço uma maquiagem caprichada e passo um batom vermelho. Deixo meus cabelos soltos e faço cachos na ponta, calço o sapato e o colar com o brinco. Estou bem diferente, mas elegante e bonita.
Desço as escadas devagar para não tropeçar no vestido. Encontro Maycon sentado no sofá, com um copo de whisky na mão. vestia um terno preto e gravata borboleta, mas seu semblante mostrava que estava preocupado.
— Aconteceu alguma coisa?
— Nada amor, você está linda. — Ele se levanta e me beija.
— Obrigada, você também não está nada mal. Tem certeza que não está acontecendo nada?
— Tenho sim. Só problemas com a empresa, nada que tenha que se preocupar. Vamos?
Passo o braço no seu e caminhamos para o elevador, descemos e entramos no carro.
Chegando na frente do evento, havia vários paparazzis. Respirei fundo e fui obrigada a sair quando Claiton abriu a porta para mim. Maycon já estava do lado de fora, me aguardando. Paramos e tiramos fotos como um casalzinho, o que éramos, na verdade. Ele pôs a mão em minha cintura e me aproximou mais de seu corpo, sorrio e os flashes começam a aparecer.
— Agora todos saberão que você é minha — sussurra no meu ouvido enquanto os flashes rolam, .se aproxima de meus lábios e me dá um beijo breve sem minha permissão. Fico envergonhada e irritada por agora eles saberem que temos algo. Passamos pelo tapete enquanto eles fazem inúmeras perguntas: perguntando se já estamos casados; se eu era a primeira secretária dele a ter um caso com o chefe; até se eu estava grávida. Mas que povo louco. Entramos e suspiro em sinal de alívio. Uma moça na recepção nos atende e entregam pulseiras iguais na cor branca. Todos nos olhavam, mas não pra Maycon, e sim, para mim.
— O que há de errado em mim?
— Nada, meu amor, você está linda. Eles só estão achando estranho eu estar com alguém, nunca vou a eventos acompanhado.
— Entendi.
Fomos seguindo a moça que estava na recepção até nossa mesa, nossos nomes estavam em uma placa indicando a reserva. Nos sentamos e logo o garçom veio nos atender. Pedi um coquetel de frutas e Maycon champanhe francês. Ficamos ali, olhando o movimento e conversando. Resolvemos dar uma volta na festa, ele sempre parava para falar com alguém, até que o evento começou e voltamos para nossos lugares. Parece que haveria dança para arrecadar dinheiro. A luz começou a vaguear pelas mesas escolhendo as moças, três já haviam sido escolhidas, quando a luz para na minha mesa. Todos começam a aplaudir, inclusive Maycon.
— Ei, me ajuda, não quero ir... — sussurro.
— Vai lá, é por uma boa causa. — Reviro os olhos discretamente.
Ok.
Me levanto enquanto todos ainda estão me aplaudindo e caminho até o palco para me juntar às outras meninas. O leilão de dança começa, a primeira já tinha arrecadado 90 mil, uma fortuna para uma dança; a segunda, 100 mil, mais outra fortuna. Todas elas são modelos e, pelo visto, bem conhecidas. Eu não sou nada em relação a elas, se eu conseguir mil é muito. Começo a ficar nervosa, pois minha vez já se aproximava. A terceira consegue 60 mil e, por fim, era minha vez. Sorri para as pessoas, tentando mostrar que sou boa moça.
— Agora a dança com a Srta. Williams. Quem vai dar a primeira proposta para esta mulher linda?
— Cinco dólares. — Uma mulher ao fundo grita, e todos riem.
— Eu dou vinte mil; — Um senhor fala.
— Vinte e cinco mil. — Um jovem fala.
—Cinquenta mil. — Um homem no fundo, com a voz familiar, fala. Mas de quem é essa voz?
— Sessenta mil. — Maycon fala, porém, o mesmo homem de antes grita do fundo.
— Oitenta mil. — Eu sei de quem é essa voz, é de Juan Possidôni.
— Cem mil. — Maycon fala em alto e bom som.
— Duzentos mil. — Juan mais uma vez fala.
— Um milhão. — Maycon grita, o pessoal olha para ele espantado pelo valor alto. Um milhão? Eu não valia tudo aquilo.
— Mais nenhuma oferta? — A mulher pergunta. Ela conta de um até três, e diz: — Dança concedida a Maycon Corppin. Parece que nossa dama aqui vale mais do que pensávamos, não é mesmo? Uma salva de palmas para Srta. Williams e Maycon Corppin.
Todos começam a aplaudir, uma música suave começa a tocar e Maycon caminha em minha direção. Olho para ele de cara feia que apenas sorri.
— Você não devia ter falado aquele valor absurdo de alto, por causa de uma dança.
— Daria todo meu império só para ter uma dança contigo. Não deixaria você nas mãos daquele otário. — Me olha com um sorriso nos lábios, fazendo meu coração amolecer.
— Não faça mais isso. — Reviro os olhos, era inevitável não sorrir.
— O dinheiro vai para um bom lugar, para pessoas que necessitam mais. — Ele me beija e depois, nos embalamos ao ritmo da música. Ficamos agarradinhos na pista, sem nos importar com os olhares tortos das pessoas.
— Não sabia que uma mulherzinha dessas arrecadaria tanto dinheiro e ainda levaria o coração do grande chefão. — Uma mulher me olhava de cima a baixo com ódio nos olhos.
— Mulherzinha? Pelo amor de Deus, cai fora daqui! — Maycon quase grita, sendo extremamente grosso.
— Calma amorzinho, não vai me apresentar sua nova amiga? — Ela tem uma voz irritante. Amorzinho?
— Amiga? Ela é minha namorada. Porque não vai atrás de seu brinquedinho? Ele deve estar te esperando para a diversão. — Ele tinha certo ódio na voz.
— Minha diversão sempre foi você, sempre te amei, o que eu fiz foi burrada. — Ela passa a mão no rosto dele, parecia que eu nem existia ali. Ele pega as mãos dela com rispidez e tira de seu rosto.
— Nunca mais me procure ou fale comigo, pensasse nisso antes! — Ele me puxa pelo braço e saí me arrastando.
— Maycon? Está me machucando — digo, mais ele continua andando sem falar nada.
— MAYCON!? — grito e ele para.
— O que foi!? — diz irritado.
— É ela, né?
— Sim é ela. Agora vamos. — Volta a andar, me puxando novamente.
— Dá para parar de me puxar? Que saco. — Puxo meu braço e saio andando em outra direção.
— Onde você vai?
— VOU AO BANHEIRO! — grito e saio o mais rápido que consigo. Pergunto ao garçom onde fica e vou em direção a ele. Molho as mãos, passando-as na nuca e na testa. Mas que palhaçada foi essa? Aquela cobra acabou com minha noite. Ouço saltos ecoarem no piso, olho para o espelho e não podia ser outra pessoa.
— Nem nos apresentamos, né?! Prazer, Natacha. — Ela estende a mão e eu apenas observo, não vou entrar no jogo dela. — Você é tão sem sal, Diana. É esse seu nome? Não sei o que ele viu em você. Mas só vou lhe dizer uma coisa, saia da vida dele, ou eu vou acabar contigo.
— OLHA AQUI SUA VADIA, EU NÃO VOU ME AFASTAR DE NINGUÉM! Você não me conhece, então não venha com ameaças. Se você se acha ruim, eu sou pior ainda. Agora, saia da minha frente, que eu tenho mais o que fazer.
— Olha só, ela fala. — Dá risada.
— Falo, falo sim. E faço também... melhor ainda. — Pisco para ela e saio. Ela pega em meu braço com força, me puxando para trás. Bato minha cintura na pia com tudo, tento conter minha raiva mais é tarde demais, dou um tapa estralando em seu rosto. No mesmo instante, Maycon aparece.
— Você está louca? Me bateu. Está vendo, Maycon? É esse tipo de pessoa que você quer que esteja ao seu lado? Gente baixa e grosseira? — Ela se encolhe nos braços de Maycon e chora.
— Vamos Diana. — Ele diz com a voz fria, me estendendo a mão e a afastando dele. Ele não dirigiu uma palavra sequer a Natacha, nem um olhar.
Saímos em silêncio, meu braço estava marcado pelas mãos dela, tento esconder as marcas e caminho até o carro. A volta foi um silêncio terrível, não quis falar com ele. O deixei em seus pensamentos enquanto eu me perdia nos meus. Entro no apartamento e vou direto para o banheiro, tomo um bom banho, visto uma camisola qualquer e desço para a cozinha. Estava com fome, abro a geladeira, pego leite e no armário, uma caixa de cereais, como rapidinho e depois que termino, subo para o quarto, me deitando na cama. Maycon devia estar trancado em seu escritório. Fico ali deitada, rolando de um lado para o outro, até que durmo.
Acordo pela manhã, olho para meu lado e Maycon não está. Levanto, faço minha higiene, volto ao quarto e percebo um pequeno bilhete no móvel de cabeceira ao lado da cama.
Tive que sair cedo para uma viagem rápida a negócios,
no final do dia estarei de volta.
Maycon Corppin
Pelo visto, estamos na mesma, nada de “Seu Maycon Corppin”. Ponho um biquíni e vou para a área de fora do apartamento, dou um mergulho e me deito na espreguiçadeira, aproveitando um pouco daquele sol. Ouço passos e aos poucos faz sombra. Será que é Maycon? Abro os olhos esperançosa, mas é Mariah.
— Olá Srta. Williams, bom dia — diz docemente.
— Oi Mariah, por favor, apenas Diana.
— Como desejar, Diana. — Ela sorri.
— Obrigada.
— Gostaria de comer algo?
— Estou sem fome, mas obrigada por perguntar.
— Nada disso, vai comer sim. Vou preparar algo. — Ela entra sem me deixar protestar.
Aproveito o sol o máximo que posso, quero tirar essa cor amarela. Mariah chegou com minha comida, estava tudo uma delícia. Meu celular toca, me deixando esperançosa de que fosse ele, mas é a Ju.
— Isso, esquece mais de mim que estou amando. — Faz drama.
— Não estou esquecendo, apenas muito trabalho e pouco tempo. — Não era mentira.
— Entendo, como foi a viagem? Não nos falamos mais. Vamos ao shopping agora pela tarde? Te pego em sua casa.
— Não estou em casa, desde o dia que cheguei de viagem. Teve um vazamento no banheiro do apartamento de cima que molhou o meu todo. Estava tudo acabado no mofo, não tinha condições de ficar lá, então estou na casa de Maycon.
— Como assim, vadia!? — Ela praticamente berra e sou obrigada a afastar o celular do meu ouvido. — Você não me contou nada, precisamos conversar!
— Certo, eu te encontro no shopping.
— Beijos, gata. — Cantarola, me fazendo sorrir.
Subo para o quarto e tomo um banho. Ponho um vestido azul-marinho rodado e um salto preto arrumo meus cabelos e estou pronta. Desço e pego meu carro na garagem.
— Srta. Williams.
— Oi, Claiton, apenas Diana.
— Certo, Sr. Corppin me deixou a sua disposição. Disse que, onde a senhorita quisesse, eu poderia levar, nada de dirigir.
— Vou no meu carro mesmo, pode ficar tranquilo — afirmo.
— Mas senhorita, ele disse que era… — corto ele.
— Não importa o que o seu chefe falou, agradeço pela boa vontade. Ah, dá um recado a ele para mim?
— Sim.
— Diga para ele ir a merda. — Vejo um sorriso brotar em seu rosto. Ele apenas assente.
— Tchau, Claiton.
— Tchau, Diana. — Arrasto o carro e saio.
Chego ao shopping em minutos, encontrando Jullia. Fomos fazer compras enquanto conversávamos. Contei sobre tudo o que estava acontecendo e ela ficou muito feliz, mas também irritada com a situação da tal Natacha. Aproveitei a tarde para cuidar de mim, fiz cabelo, unhas, sobrancelha, massagem.... Já era noite, e Maycon não tinha me dado uma ligação sequer. Me despeço de Jullia e volto para o apartamento. Chego e nem sinal dele, ligo para o telefone dele, mas ele não atende. Deito-me no sofá e ligo a TV, fico assistindo um programa de comédia para passar o tempo. Tento ligar novamente, mas nada. Já são 21 horas e nem uma notícia, subo para o quarto e me aconchego na cama tentando dormir, mas não consigo. Sinto uma coisa estranha no peito, mas prefiro não especular nada. Com muita luta, consigo pegar no sono.
Acordo com o cheiro daquele perfume, levanto num sobressalto. Faço um coque nos cabelos e vou à procura dele, olho em toda a casa e não o encontro, apenas Mariah.
— Bom dia, Mari, Cadê Maycon?
— Bom dia, menina, ele saiu para malhar.
— Sabe que horas ele chegou?
— Chegou hoje pela manhã e seu humor não estava dos melhores. — Já fico em alerta.
— Ok, obrigada. — Subo, encho a banheira e fico ali dentro, pensando.
Ele está me fazendo de idiota. Não me ligou em momento algum ontem, e só chegou hoje pela manhã. Já era de se imaginar que as coisas seriam assim, estava bom demais para ser verdade, conseguiu o que queria de mim e agora, já não sirvo mais. Não chego nem aos pés das mulheres com quem ele já esteve.
Levanto e me seco indo para o quarto, no exato momento, ele entra, trajava uma calça moletom cinza e uma blusa preta colada ao corpo. Estava suado, exalando testosterona. Era uma visão linda da qual eu não podia me perder e nem me deixar cair em tentação. Concentro-me em procurar uma roupa, ponho um short de pano azul e uma blusa regata branca.
Percebo seu olhar em mim, mas não dou importância, termino de me arrumar, passo por ele e saio do quarto sem dizer uma palavra. Vou à biblioteca, escolho um livro e vou para a área externa do apartamento. Me deito em uma espreguiçadeira e fico perdida lendo. Levanto os olhos e Maycon está parado perto da porta me observando. Volto a ler, ele caminha até onde estou e se senta ao meu lado. Não tiro meus olhos do livro.
— Desculpa — diz quase num sussurro, mas continuo quieta, lendo. — Não sei o que aconteceu ontem, não consegui ligar para você, fiquei preso nas reuniões e, quando foi a tarde, os conselheiros me chamaram para irmos no bar comemorar. A princípio, eu não queria ir, mas fui. Quando cheguei lá, tomei três doses de Whisky e na quarta dose, eu já não sei mais o que aconteceu, me senti completamente bêbado, minhas vistas ficaram escuras e, a partir daí eu não lembro de nada. Acordei hoje pela manhã bem cedo, sem me lembrar de nada, estava sem roupa em um hotel que não conhecia. Fui num laboratório lá mesmo para saber se estava tudo bem comigo, esperei o resultado e tinha droga no meu sangue.
— Sinto muito, mas se não tivesse ido, não teria passado por isso — digo ainda irritada com ele. Sei o quanto tudo isso é perigoso, mas também não vou dar o braço a torcer.
— Eu sei, e não queria ter ido, mas eles pediram demais. Eu só queria vir para casa, te encontrar e me desculpar pelo modo como agi na festa, mas é que ela me deixa virado de raiva. Me perdoa. — Ele acaricia meu rosto e eu fecho meu olhos sentindo a sensação de seu toque. Eu estava com saudades dele e era inegável. Mesmo estando pouco tempo longe um do outro, era como se estivéssemos há dias. Sinto seus lábios nos meus e não resisto, beijo ele com vontade, mostrando toda a falta que sentia. Ficamos assim por alguns segundos, até o ar faltar.
— Senti a sua falta, meu coração gelou quando você não falou comigo hoje. Ontem foi um dia terrível. Eu não posso mais ficar sem você ao meu lado, me apeguei demais. Porque não mora aqui comigo? Você vende ou aluga, sei lá, seu apartamento, e fica aqui comigo? — Passa as mãos pelo cabelo, mostrando estar nervoso.
— É cedo demais, Maycon. — Olho para minhas mãos.
— Por favor, diz que vai pensar, pelo menos.
— Ok, pensarei, mas não é nada certo, estamos indo rápido demais.
— Melhor que nada. — Sorri. — Acho que estamos indo muito bem. — Ele me beija mais uma vez, me põe em seu colo e começa a acariciar minhas pernas. Depois, sobe para a minha feminilidade.
— Ei, aqui não! — digo olhando para a porta.
— Mariah não está mais aqui, dispensei ela. — Ele volta a me beijar. Tiro sua blusa e ela vai parar em algum canto dali, tinha urgência em tê-lo em mim. Ele tira minha blusa e começa a sugar meus seios enquanto massageia o outro. Maycon está entre minhas pernas, aproveito que estou em cima dele e movimento o quadril, chocando minhas partes contra seu membro duro. Ele beija o meu pescoço ao mesmo tempo em que trato de me livrar do meu short e desço a calça dele, sentando rapidamente em seu pênis. Cavalgo com força, rebolo e depois ponho ele todo dentro de mim, fazendo meu corpo inteiro estremecer. Saio devagar enquanto ele ainda saboreava o meu seio, o tesão emanava pelo local. Ele inverte a posição, me colocando de quatro na espreguiçadeira se encaixando novamente dentro de mim.
— Eu quero você duro e forte — digo ofegante.
— Ah Diana, você um dia ainda vai me matar... — geme em meu ouvido.
Ele começa a estocar em mim com força, do jeito que pedi. Meu corpo se desfaz com todo o prazer. Uma mão está no meu cabelo me puxando para trás, a outra brincando com meu ponto sensível. Eu estava quase lá, ele investe mais em mim, e não aguento, gozo chamando seu nome, logo depois, ele também. Ficamos ali, deitados e abraçados na espreguiçadeira. Ele acariciava meus cabelos e hora ou outra beijava meu pescoço.
— Você não sabe a saudade que senti de você, do seu cheiro, dos seus olhos em mim, da sua boca, das suas birras, dos roncos... — diz.
— Eiii, eu não ronco, tá legal? Mentiroso.
— Como você sabe que não ronca, se está dormindo?
— Porque ninguém nunca reclamou de nada. — Dou uma piscadela.
— Ninguém, é? Claro que não iriam reclamar, gostavam da noite e não queriam ser botados para fora. Já eu, sou ousado e ganhei seu coração, então sinto a necessidade de te falar a verdade, não é mesmo? — Ele sorri.
— Você é otário, isso sim — digo rindo.