A secretária do CEO
Capítulo 11
das visitas que tivemos que fazer nas filiais. Tivemos uma reunião longa e chata, Sr. Jarbas era bastante exigente e isso requereu horas de nosso dia, sem falar
— Para onde vamos agora? — pergunto.
— No hotel, trocar de roupa e depois vamos comer.
— Certo.
Fomos para o hotel, chegando lá fizemos como dito, troquei para uma roupa menos formal, coloquei um biquíni e um vestidinho solto, azul-marinho com estampa de folhagem. O tempo estava maravilhoso. Descemos para o restaurante do hotel, era deslumbrante, tudo muito bem decorado e bonito. Eu amava observar os mínimos detalhes, o tom dourado que tinha na maioria das coisas naquele hotel era incrível. Me esbarro em alguém e caio de bunda no chão.
— Ei! Não olha por onde anda não, é? — Ouço a voz de um homem, mas eu conheço aquela voz.
— Diego? — Viro para olhar e era ele.
— Meu Deus, Diana, desastrada como sempre, hein!? — Ele me ajuda a levantar.
— Me desculpe — digo sorrindo. Olho para os lados e não encontro Maycon, devo ter me perdido dele, o restaurante está super cheio. — O que faz aqui?
— Vim a trabalho, precisei vir a uma conferência de última hora.
— Está hospedado aqui? — pergunto.
— Não, a conferência foi no salão daqui. Não está a trabalho? — Ele olha para minhas roupas.
— É… sim. Mas agora vou dar uma saidinha.
— Já era de se imaginar, você está linda como sempre. — Ele acaricia o meu rosto e se aproxima de mim para me beijar, mas me desvencilho dele.
— Atrapalho? — Ouço a voz de Maycon logo atrás de mim, o olhar e ele parecia estar irritado.
— Oh, não. — Fico sem jeito.
Diego estende a mão a Maycon, que demora um pouco para aceitá-la.
— Iaê, cara, cuidando bem da minha garota? — Diego pergunta passando a mão em meu ombro.
— Claro, bem até demais. — Ele olha para mim e sorri.
— Hum, vou me juntar aos meus acionistas, nos vemos depois. — Ele me dá um beijo rápido e acena para Maycon, que está furioso.
— Eu não vou suportar ficar te vendo com ele! Eu quero você só para mim, Diana, gosto de exclusividade.
— E o que eu ganho sendo exclusivamente sua? — Arqueio uma sobrancelha.
— Minha atenção, meu carinho. Não basta?
— Não adianta ter tudo isso e não ter sua fidelidade — digo, ficando brava. Só que eu também não estava bem nessa situação, pois eu tinha um suposto namoro com Diego, o que já estava passando dos limites.
— Então largue aquele merda e fique comigo!
— Não é assim tão fácil. — Engulo em seco.
— Não? A única pessoa em que nascemos presos é a nossa figura materna, e nem por isso ficamos juntos a ela a vida inteira. O que te impede?
— Não sei se devo confiar em você — digo, sendo sincera.
— Tudo o que te mostrei até agora foram minhas piores partes, você ainda não viu meu melhor lado e as tantas qualidades que tenho.
— É exatamente por isso e só para não deixar passar, você é bastante convencido. — No fim, ele dá risada.
Vamos para uma mesa e me sento, nosso almoço foi extremamente estranho. O clima estava diferente entre nós dois.
— Vamos, quero te levar em um lugar. — Ele sorri, essas mudanças de humor dele eram terríveis, mas relevei. Entrei no carro que Maycon havia alugado e pegamos a estrada. Após alguns minutos, chegamos a um porto. Ele estaciona e desce, vem ao meu lado e abre a porta. O lugar é cheio de barcos, e iates, todos maravilhosos, ele vai até um senhor que parecia estar nos esperando.
— Prazer, Maycon Corppin. — Ele estende a mão.
— Olá, Sr. Corppin, Elton Diniz. — Ele pega em sua mão — Aqui estão as chaves, bom passeio.
— Obrigado, tenha um bom dia. — Ele se mostrou muito simpático.
Vamos em direção a um dos iates, Maycon me ajuda a subir, pois era um pouco alto. Entro nele e era ainda melhor que lá de fora, tinha uma sala com bancos de couro do lado direito, e do lado esquerdo, uma mesa de madeira acoplada; mais na frente, uma cozinha. Descendo a pequena escada tem um quarto com uma enorme cama, banheiro e mais outros dois dormitórios, e a sala de controle, que era na parte de cima do iate. Volto ao deck e Maycon já está lá, ligando e mexendo em alguns botões e na chave de comando, dando a partida. O iate corta as águas com uma rapidez incrível. Tiro meu vestido e me sento na frente, estava com um maiô bem sexy, cor vinho, cheio de cordinhas em volta do corpo.
Olho para trás e Maycon estava babando vindo em minha direção.
— Você está linda. Posso te confessar algo?
— Deve…
— Me dá vontade de te foder inteira sem parar. — Fico totalmente vermelha com seu comentário. Ele me faz girar para ver a parte de trás do maiô. Sinto sua mão estralar na minha bunda.
— Aí, Maycon!
— Você está deliciosa. — Ele me puxa para um beijo quente e rápido, paramos para buscar ar e logo voltamos a nos pegar. Ele apalpa os meus seios, apertando levemente.
— Maycon, não podemos fazer isso aqui...
— Podemos sim, não tem ninguém olhando e nem por perto.
O iate seguia seu rumo no modo automático, não havia ninguém por perto, mas meu medo era maior, e a excitação ainda mais, por talvez sermos pegos por alguém. Mas seria uma ótima aventura a se fazer. Nosso beijo foi ficando cada vez mais intenso, Maycon desce sua mão para minha feminilidade, acariciando meu clitóris, ele sabia onde me dar prazer. Movimentava meu clitóris de um lado para o outro e, sem avisos prévios, me enterrou um dedo. Eu já estava pronta para ele a muito tempo.
— Humm, assim que gosto. — Ele geme em meu ouvido, me deita no sofá e faz o mesmo ao meu lado, ficando de conchinha. Levanta uma das minhas pernas e afasta um pouco para o lado a calcinha do maiô, e me penetra com força, fazendo-me arquear para trás. Ele começa a dar suas investidas em mim, eu rebolo em seu pau e o ouço gemer em meu ouvido, o ar quente de sua boca me fazia tremer de tesão. Lembro-me de algo que a Ju me falou e decido pôr em prática. Respiro fundo e aperto o pau dele com minha vagina o mais forte que consigo.
— Oh, Deus, Diana, você é uma mulher maravilhosa, rebola para mim, porra! — fala entre dentes. Rebolo no pau dele ainda apertando-o. Já estava no meu ápice quando ele me investe com força, me causando fortes espasmos. Gozo intensamente, levando-o comigo. Ficamos alguns segundos tentando nos recompor, e depois nos levantamos. Vou ao banheiro fazer minha higiene e voltei.
— Já estamos chegando. — Ele avisa.
— Para onde estamos indo?
— Surpresa.
Depois de uns 20 minutos, chegamos a uma pequena ilha com uma bela casa de praia.
Ele desce e me ajuda, vou caminhando deslumbrada com o lugar. Já era finalzinho de tarde e o sol já estava se pondo, o que deixa o local ainda mais bonito. Maycon se aproxima de mim com uma venda de pano em mãos.
— Ah, não, odeio ser vendada!
— Por que não? Garanto que te faço mudar de ideia. — Ele me olha com malícia.
Depois de muita relutância, o deixo me vendar. Ele me ajuda a andar, subo alguns degraus e então ele me para.
— Está pronta?
— Humrum.
— Está mesmo?
— Maycooon, tira logo!
Ele tira a venda do meu rosto e tento me ajustar com a claridade novamente. Já com a visão recuperada, ficando deslumbrada com o que vejo, olho para ele e seu sorriso é todo bobo.
— Vai. — Ele estende sua mão para frente, me apoiando a continuar andando.
No chão havia várias pétalas vermelhas e brancas, além de velas nas laterais, formando um caminho. Sigo as pétalas, vendo ao longe o que mais me emocionou, tinha uma tenda toda arrumada para um jantar romântico. Um barulho no alto chama a minha atenção, olho para o céu e passa um pequeno avião, com uma faixa enorme escrito " Diana, quer ser meu sol? ". Me viro para Maycon, que já está ajoelhado com uma pequena caixinha na mão, aberta, dentro havia um anel lindo, de pedra única.
— Diana Williams, seja minha? Namora comigo? — pede e eu não sei o que dizer. Com toda certeza, ele é doido, não tem o menor fundamento estarmos juntos.
— Eu sei que mal nos conhecemos, que nem é tão a fundo assim, só que eu sinto como se estivéssemos juntos a tanto tempo, que te conheço tão bem, até mais que a mim. Não consigo comer, dormir, nem trabalhar direito quando estou longe de você. Te desejei desde o primeiro dia em que te vi, seu sorriso me encantou, tirou meu chão, você não sabe o quanto a quero. Eu só quero uma chance, eu quero entender o que está se passando dentro de mim. — Eu posso ver paixão em seus olhos enquanto falava, meus olhos começam a marejar. Será que ele era a pessoa de quem a cartomante estava falando? Não que eu acreditasse, mas muita coisa faria sentido agora.
— Eu não sei se esse é o momento, Maycon. — Suspiro, confusa.
— Só diga sim, faremos dar certo — ele sussurra como se fosse uma súplica, mas continuo calada. — Ok, iremos jantar e fazer toda a programação como eu havia preparado para este momento, e no final, você me dá uma resposta, entenderei se for não. — Ele sorri de lado e se levanta.
— Obrigada — sussurro de volta.
Caminhamos até a tenda, e ao longe vejo um rapaz cantando uma música que eu conhecia muito bem: Brian McKnight, Back at one.
— Dança comigo? — Ele me estende sua mão, fico um pouco relutante, mas, por fim, aceito. Ele junta nossos corpos e aos poucos começamos a nos balançar, de um lado para o outro. Ponho minha cabeça sobre o seu peito e me embalo no ritmo da música. Ele levanta minha cabeça e canta baixinho para mim.
— É inegável que nós devemos ficar juntos, é inacreditável como eu dizia que jamais me apaixonaria — ele canta olhando em meus olhos e sorri timidamente. Encosto minha cabeça em seu peito novamente e continuamos dançando.
— Um: você é como um sonho verdadeiro
Dois: só quero estar com você
Três: pois é evidente que você é a única para mim
Quatro: repita os passos de um a três
Cinco: e você se apaixonará por mim,
Se eu achar que meu trabalho acabou, voltarei para o primeiro passo. — Ele canta em meu ouvido, acariciando os meus cabelos. Poderíamos ficar assim para sempre que não me incomodaria, ele se afasta de mim e me rodopia, trazendo-me de volta a si.
— Você chegou e trouxe uma vida nova para este coração solitário, você me salvou bem na hora exata. — ele cantarola mais um pouquinho pra mim. — Di? — Ele me olha.
— Oi?
— Sabe… mesmo que você diga não, eu não vou desistir, tentarei de todas as formas até eu ter um sim seu, eu não desistirei tão fácil.
Meu coração se aperta com suas palavras, nunca imaginei que, debaixo daquela arrogância e frieza toda, tinha um homem de coração bom e romântico. A música acaba e voltamos para a mesa, ele puxa a cadeira para eu sentar e vai para seu lado. Um garçom vem e nos serve vinho.
— Está com fome?
— Um pouco — digo, envergonhada.
Ele faz um aceno para o garçom que entra e desaparece por uma porta lateral da casa. Ficamos ali, olhando o sol terminar de se pôr, até que as nossas comidas chegam, o cheiro está delicioso. Era bife bourguignon com tagliatelle, e de sobremesa, petit gâteau. Tudo estava perfeito, terminamos de comer e conversamos muito sobre tudo.
— Venha, quero te mostrar algo. — Ele pega em minhas mãos e me puxa, saindo do lugar onde estávamos. Subimos uma escadaria que tinha por entre algumas árvores, não demorou muito para que estivéssemos no topo dela. Andamos mais um pouco e consigo ouvir barulho de água caindo, quando chego mais perto, tenho o vislumbre de uma cachoeira incrível, de cair o queixo. As águas eram de um azul-claro, parecia um espelho, pois refletia todo o céu nele.
— Que lindo. — Olho tudo com os olhos brilhando.
— Eu amo vir aqui quando estou na cidade.
— Entendo o porquê. — Sorrio.
— Melhor ainda é a paisagem que se tem do outro lado. — Ele se senta à beira da cachoeira.
— E qual é a vista? — Curiosa, me sento ao seu lado.
— Dá para ver boa parte do mar daqui de cima. — Ele sorri e eu o acompanho. — Quer ver?
— Claro, achei que não fosse me convidar. — Reviro os olhos.
— É para já, senhorita. — Ele me dá uma piscadela. Ele levanta e me ajuda a levantar, caminho com ele por uma pequena trilha até chegar ao lugar do qual ele falava.
— Uau. Eu só precisaria de uma casa bem aqui. — Aponto para o chão. — Ver essa vista todos os dias deve ser incrível e renovador.
— Aqui é onde encontro e já encontrei bastante paz. Gosto bastante da natureza. Quando eu estou aqui — ele aponta para as coisas ao nosso redor — é como se eu pudesse voltar a minha origem. Me vejo um menino amado pela mãe e pelo pai, sendo feliz, sem problemas, sem preocupações, sem toda essa merda da vida adulta. — Ele respira fundo.
— É por isso que você precisa relaxar mais, deixar o trabalho de lado as vezes, e permitir que as coisas fluam. Você exige demais de si mesmo.
— A minha vida é desse jeito, o que posso fazer? — Ele dá de ombros.
— Você pode mudar isso. — Sorrio.
— É, quem sabe. Venha, vamos tomar um banho na cachoeira. — Ele me estende sua mão e eu a seguro. Era estranho, mas interessante a nossa aproximação e eu gostava disso. Gostava da sensação que ele me causava.
Ele caminha à minha frente, tira a sua camisa e logo depois sua bermuda, ficando em minha frente de sunga boxer branca. Analiso tudo descaradamente, vendo o seu corpo definido, seus cabelos loiros e os olhos azuis tinham um grande destaque. Ele era realmente lindo e ele usava e abusava por saber disso.
— Não vem? — Ele arqueia uma sobrancelha, sorrindo de lado.
— Ah, claro. — Acordo do meu devaneio e tiro o meu vestido, deixando junto às roupas dele no chão. Ele dá a mão para me ajudar a descer, a água estava gelada e me fez soltar um gemido baixo. Entramos na água até ela bater em nossas cinturas, Maycon dá um mergulho e eu fiquei ali, parada, sem saber muito o que fazer, mas decidi nadar um pouco também. Mergulho na água gelada sem me importar tanto. Quando emerjo, Maycon está me observando, passando as mãos nos cabelos arrumando-os para trás.
— O que foi? — pergunto corando.
— Nada, estou apenas observando o quanto você é linda — diz meio desconsertado.
— Obrigada, eu acho…
— Hey, tem uma coisa em sua cabeça.
— O que? — Começo a mexer nos meus cabelos ficando apavorada.
— Calma, deixa eu tirar. Não é nada demais. — Ele se aproxima e tira dos meus cabelos uma pequena flor. — É apenas isso. — Ele sorri e abre minha mão, colocando-a em minha palma.
Ele tira uma mecha do meu cabelo que estava no rosto e põe atrás da minha orelha, acariciando minha bochecha com seu polegar.
— Se eu te disser que gosto de você, sabe… de verdade, você acredita em mim? Porque, sinceramente... eu gosto. — Ele dá uma pausa e respira fundo. — Tem algo em você que me atrai de um jeito impressionante. E eu preciso entender os meus sentimentos, Diana, preciso que você me ajude com isso — fala em uma súplica.
Seguro sua mão que estava em meu rosto, sentindo ele se aproximar de mim, colando sua testa na minha. Ouço seu suspiro alto e ele fechar seus olhos. Inclino meu queixo para frente em um ato repentino, tocando os meus lábios nos seus. Todas as vezes em que fazíamos isso era como se fosse a primeira, seus lábios macios se movem junto com os meus em uma sincronia perfeita. Meu coração estava acelerado e algo em meu ventre se revira, era como se tivesse borboletas. Suspiro baixo, aproveitando o momento enquanto sua língua brincava com a minha. Quando o ar falta, nos separamos, ele acaricia meus cabelos e beija a minha testa. Neste exato momento eu estava conhecendo um Maycon diferente, carinhoso, atencioso. Caía a máscara que sempre colocava quando estávamos na empresa.
— Tem algo para nós ali. — Ele apontou para uma árvore e vejo perto dela uma cesta. Concordo com um menear de cabeça e saímos com cuidado da cachoeira. Ele abre a cesta, tirando uma toalha para forrar a grama verde. Ele tira uma garrafa de vinho e duas taças. Me acomodo sobre o forro e pego a taça que ele me oferecia, já cheia. Ele senta-se ao meu lado e sorri.
— Você pensou em tudo, não é? — Me sentia um pouco culpada por não ter lhe dando uma resposta ainda.
— É o que parece. — Ele dá de ombros, não admitindo.
— Marrento. — Reviro os olhos. — Por que não deixa as pessoas conhecerem esse seu lado… amoroso? Você é bem melhor assim.
— Porque já confiei muito nas pessoas e tudo o que ganhei foram mentiras, falsidades, pessoas que se diziam serem meus amigos e foram os primeiros a me trair. Fui apunhalado pelas costas por mostrar o meu lado bom, então prefiro que eles pensem que eu não presto ou que sou um cafajeste. — Vejo seus olhos azuis perdidos enquanto falava, não deve ter sido fácil.
— Entendo. — Bebo um gole do meu vinho.
Maycon se acomoda, deitando, deixando sua taça de lado e apoiando os braços debaixo da cabeça, apenas olhando para o céu. Faço o mesmo ao seu lado, olhando para a árvore com as pequenas flores, como a que Maycon achou no meu cabelo. Depois, olhei para o céu, que lembrava tanto os olhos dele.
— Azul, com toda certeza, é minha cor preferida — digo sem pensar muito.
— Por quê ? — Ele me olha de relance.
— É a cor dos seus olhos, gosto deles. — Dou um pequeno sorriso e volto a olhar para o céu.
— Seus olhos também são lindos. — Ele me olha com certa intensidade. Sorrio de lado. Ele parecia estar sendo sincero. Volto minha atenção ao céu cheio de nuvens e me perco nele.
— Você vê? — Aponto para uma nuvem.
— Um cachorro saltando — falamos em uníssono.
— Pensei que eu estava louca, mas pelo visto, não estou só. — Caio na gargalhada. Ele me olha por um tempo e depois ri.
— Deita aqui. — Ele estica seu braço, me aproximo e deito no seu ombro, inalando seu perfume, que ainda era tão presente. Eu não reclamaria se tivesse que passar todos os dias da minha vida com ele, seria proveitoso e bastante interessante. Também quero descobrir o que está acontecendo comigo, apesar de ser um sentimento repentino, creio que ambos estamos sofrendo deste mal. Suspiro baixo, começando a pegar no sono, quando estou prestes a dormir apenas sussurro:
— Sim... — E então apago.
Acordo um pouco assustada e tentando assimilar onde eu estava. Olho atenta o lugar, estava em um quarto de paredes cor creme, com um pequeno sofá ao lado, uma TV a minha frente, na parede. A cama era um tanto grande demais. Olho o relógio no móvel de cabeceira e marcavam 19:24, um buquê de rosas estava ao lado, o que me fez sorrir. Pego-as e cheiro, e coloco-as de volta no lugar. Me levanto e procuro Maycon pelo cômodo, mas não o encontro. Olho a imensa janela de vidro e vejo o mar lá embaixo. Sorrio vendo o quão lindo era.
— Já acordou? — A voz grave e rouca que eu tanto conhecia pergunta. Me viro encontrando-o sorrindo para mim, já estava de banho tomado, com um short moletom e camiseta.
— É o que parece — digo, dando risada. — Por que não me acordou?
— Queria que descansasse, vamos passar a noite aqui mesmo. Pedi para que comprassem roupas para você. — Ele aponta para umas sacolas que estavam no canto do quarto.
— Obrigada, vou tomar um banho.
— Tudo bem, vou pedir para colocarem a mesa. — Ele enfia as mãos nos bolsos e sai logo em seguida do quarto.
Abro a sacola encontrando algumas peças de roupa, opto por um vestido amarelo-claro de alça fina, justo até a cintura, com um bordado bonito na saia. Pego uma calcinha de renda branca, corando por alguém ter comprado isso para mim. Vou para o banheiro e tomo um banho rápido. Visto minha roupa e saio do quarto, passando por um vasto corredor que dava ao topo da escada. Desço, encontrando com Maycon sentado na sala com seu notebook. A casa era bem rústica, boa parte das coisas eram de madeira, o que dava um ar de sofisticada a ela.
— Você não para mesmo, né? — pergunto me aproximando dele e tomando o notebook de suas mãos.
— Não posso parar. — Ele suspira, cansado.
— Pelo jeito, ainda é cabeça dura. — Reviro os olhos.
— Ok, vamos comer. — Ele pega em minha mão e me leva a sala de jantar, que já estava arrumada para nós dois. Ele puxa a cadeira para mim e agradeço por isso. Ele senta à minha frente e sorri de lado, logo duas moças saem da cozinha com a comida.
Nosso jantar foi cheio de risadas e brincadeiras, assim que terminamos, ficamos sentados do lado de fora, sentindo a brisa que vinha do mar e conversando sobre coisas aleatórias.
— Você realmente… aceitou? — pergunta de repente. Me lembro do “sim” que lhe dei, e meu coração fica acelerado.
— Sim — falo tão baixo que nem sei se ele conseguiu ouvir. Ele me olha por alguns segundos e logo um sorriso largo aparece em seu rosto.
— Obrigado. — Ele se aproxima devagar, colando nossos lábios em um beijo calmo. O ritmo vai aumentando, um calor insano me atinge, eu estava quente. Subo em seu colo ficando com uma perna de cada lado das suas. Sua mão passa pelas minhas coxas, parando em minha bunda e dando um aperto, arrancando um gemido contido de meus lábios. Sinto seu membro rígido dentro do short e rebolo devagar em seu colo, deixando-o ainda mais louco. Ele se levanta, me segurando em seu colo, sem pararmos a pegação, ele sobe as escadas indo para o quarto, me deita sobre a cama e fica por cima de mim. Puxa minhas mãos para cima e sinto algo gelado em meus pulsos, quando dou por mim, estou presa a cama
— Mas o que é isso? — digo olhando as algemas em meus pulsos.
— Só relaxa, você vai ter a melhor noite que poderia imaginar.
Ele está com uma venda nas mãos, a mesma de mais cedo.
— Agora você vai ver como é ótimo ser vendada.
— Maycon, o que está fazendo? — pergunto enquanto ele me venda.
— Apenas curta o momento e fique calada, se não quiser ser amordaçada — diz e reprimo minha vontade de rir.
Ouço os passos dele se distanciarem. Fico ali deitada, sem entender nada. Alguns segundos depois, ouço-o chegar perto, sinto suas mãos em meu corpo, tirando meu vestido e minha calcinha, me deixando completamente nua aos seus olhos.
Maycon se aproxima e beija meu pescoço devagar, desce sua mão para meu seio e o acaricia. Sinto seu hálito quente em meus lábios, ele me beija dando mordidas leves em meu lábio superior. Ele se afasta de mim e logo volta, seus lábios agora estavam em meu peito, sua boca está gelada e logo depois sinto algo gelado em meu bico, percebo que era gelo. Me contorço inteira debaixo dele, era uma sensação ótima e prazerosa. Ele desce o gelo e põe em cima do meu clitóris, girando e girando, tento conter meus gemidos, em vão. Ele para, volta para perto de minhas pernas, deixado um rastro de beijos da minha barriga até a coxa. Ele abre minhas pernas devagar e se aproxima de minha feminilidade, abocanhando meu clitóris.
Sua boca agora está quente, causando um grande choque com meu clitóris gelado. Começo a gemer alto enquanto sua língua brinca comigo. Ele desce mais um pouco e me penetra com sua língua, em um ritmo sufocante e torturador. Movimento meu quadril em direção a seu rosto, queria que ele me possuísse o mais rápido possível. Ele enterra ainda mais sua língua, me arrancando mais gemidos. Sinto ele sorrir em minha feminilidade, com toda certeza, ele estava amando isso tudo, assim como eu. Ele para e o ouço pegar algo.
— Gosta de apanhar, Srta. Williams?
— Não!
— Talvez você mude de ideia. Qualquer coisa, peça que eu irei parar. — Ele passa umas tiras pelo meu corpo e percebo o que é, um chicote.
— Maycon, isso vai doer, não quero apanhar.
— Apenas experimente, você não sentirá dor, confie em mim. — Antes que eu perceba, recebo a primeira chicoteada entre as pernas, sinto uma dor leve, mas ao invés de gemer de dor, eu gemo de excitação.
Eu estava nua, algemada e vendada numa cama, sendo observada por um homem de dar água na boca, isso era mais do que gasolina no fogo. Não sei qual era o mistério, mas isso tudo estava me deixando cheia de tesão. Ele dá mais uma no mesmo lugar e me contorço, eu já estava ficando molhada com tantos pensamentos maliciosos. Ele dá várias chicotadas nas pernas, barriga, me põe de lado e me acerta na bunda, duas vezes. Não doía e nem ele me batia para que eu sentisse dor. Gemo alto de prazer. Ele me vira novamente e me acerta bem na vagina, foi meu fim.
Sinto Maycon entre minhas pernas e, sem avisos prévios, se enterra em mim, sem nem me dar tempo para respirar ou que meus espasmos cessassem. Suas estocadas são rápidas enquanto manipula meu clitóris, fazendo com que algo crescesse em meu ventre. Gozo sentindo minhas pernas tremerem, era inexplicável, nunca ninguém havia conseguido me proporcionar prazer de um modo tão diferente.
Ele não para, agarra minha nuca e me dá um beijo profundo, sua língua explora minha boca e eu a aceito de bom grado. Ele desce para meu pescoço, me dando chupões de leve me fazendo arrepiar enquanto ainda estoca em mim, forte e grosso. Sinto minhas pernas bambas, já sentindo meu pré gozo novamente, ele aperta o bico do meu seio de leve e depois o chupa dando leves mordiscadas.
A facilidade com que eu tinha em gozar com ele é inexplicável, pela segunda vez consigo e ele também, gemendo baixinho. Ficamos ali, recuperando o fôlego, estava me sentindo esgotada. Após um tempinho, Maycon tira minhas algemas e a venda, sorrio envergonhada por ter gostado de tudo aquilo.
Ele se aproxima e beija os meus cabelos, me coloca em seus braços e me leva ao banheiro para tomar banho.
— Você é linda. — Ele me faz corar no mesmo instante. — Ainda mais quando cora, fica mais linda. Nem acredito que te tenho só pra mim. Assim que voltarmos para Chicago, quero que ligue para aquele lá e termine tudo, você agora é minha.
— Seja modesto, você é lindo, atraente, sedutor, qualquer uma gostaria de estar com você, ao seu lado. Eu que estou ganhando aqui... — Tento descontrair. — Tudo bem.
— Mas você não é qualquer uma, é minha. — Ele sorri e acaricia os meus cabelos. Terminamos de tomar banho e fomos nos trocar. Ponho uma camisola vermelha de renda e Maycon uma calça moletom, sem camisa. Deito com a cabeça apoiada no peito dele.
— Boa noite, meu anjo. — Ele beija minha testa.
— Boa noite. — Acaricio seu braço, que estava na minha cintura. Não demorou muito e já estávamos dormindo.