Amazônia: expansão do capitalismo
Plano de Integração Nacional (PIN)
divididos em lotes de até 3 mil hectares cada um. Pelo tamanho dos
lotes e pelas exigências técnicas aos licitantes pode-se perceber
que o objetivo seria atrair, fundamentalmente, os pequenos e
médios empresários rurais. Além disso, o INCRA estabelece um
tratamento preferencial às pessoas já fixadas nas terras em
questão, exigindo dos eventuais compradores um mínimo de
conhecimento prévio e de experiência sobre atividades
agropecuárias.113 Há a obrigatoriedade de apresentação de um
anteprojeto definindo como será efetuado o aproveitamento da terra,
o montante do investimento previsto, com estimativas dos custos de
produção, das perdas eventuais e das possibilidades de
comercialização, assim como do número de empregos diretamente
gerados e condições sociais dos assalariados (moradia, educação,
saneamento básico, assistência médica etc.). Estes projetos devem
ser implantados no prazo máximo de cinco anos, sob pena de perda
da propriedade. Fica a cargo do INCRA o controle de execução
destes projetos.
Além do INCRA e da SUDAM – esta última apoiando-se
financeiramente no Banco da Amazônia S.A., que opera os recursos
do Fundo para Investimentos Privados no Desenvolvimento da
Amazônia (FIDAM) – existem vários outros órgãos federais,
empresas públicas e programas especiais que atuam na Amazônia.
Para que se tenha uma ideia de alguns dos principais programas,
passamos a enumerar, em continuação, as atribuições e as áreas
de atuação deles.
Plano de Integração Nacional (PIN)
O PIN, criado pelo Decreto-lei nº. 1.106, de junho de 1970, tem
como finalidade específica “financiar o plano de obras de
infraestrutura nas regiões compreendidas nas áreas de atuação da
SUDENE e da SUDAM e promover sua mais rápida integração à
economia nacional”.