Amazônia: expansão do capitalismo
A Auto-imagem da Ação Governamental – SUDAM e INCRA
integrado dos recursos naturais da região amazônica.
Possui atualmente sete setores: geologia (mapeamento geológico);
vegetação (mapeamento fitecológico); solos (mapeamento ao nível
exploratório de solos e sua interpretação para mapa de aptidão
agrícola); geomorfologia; cartografia (mapeamento topográfico); e o
de uso potencial da terra (mapeamento da avaliação média da
capacidade natural da terra).
Participam do Projeto RADAM os seguintes Ministérios e Governos
Estaduais: Ministério da Agricultura (INCRA, IPEAN, INPA),
Ministério do Interior (SUDENE, SUDAM, FUNAI), Ministério da
Educação (Universidade de Brasília e do Rio Grande do Sul),
Ministério da Saúde (Instituto Oswaldo Cruz), Ministério do Exército
(DSG), Ministério dos Transportes (OPEMA), Ministério do
Planejamento (FIBGE), Governo do Estado do Pará (IDESP),
Governo do Estado do Maranhão (SUDEMA) e Governo do Estado
do Piam (Secretaria do Planejamento).
A Autoimagem da Ação Governamental – SUDAM
e INCRA
Convém agora indicar algumas das principais políticas de ocupação
do solo e da colonização que têm sido postas, se não em execução,
pelo menos na ordem do dia dos expedientes governamentais e dos
meios de comunicação de massa. Nos capítulos seguintes faremos
uma avaliação do avanço efetivo destas políticas.
Limitar-nos-emos a alguns aspectos das políticas instrumentadas
pela SUDAM e pelo INCRA para dar uma ideia dos métodos de
abordagem usados para lidar, com o desafio da ocupação da
Amazônia.
A) Alguns aspectos dos planos de desenvolvimento da SUDAM
(1972/74)
Todos os órgãos de planejamento regional, no Brasil, encontram-se
subordinados ao Ministério do Interior (MINTER), que propõe as
diretrizes gerais a serem seguidas pelos diversos planos de
desenvolvimento. O “Esquema de Trabalho para Elaboração dos
Planos Regionais de Desenvolvimento” fornece, como referência
básica, uma tabela de indicadores nacionais, em relação à qual
devem ser calculados os desvios apresentados por cada Estado ou
região. São eles:
1. Recursos naturais: aerofotogrametria, cartografia, geologia,
pedologia, meteorologia, fluviometria.
2. Infraestrutura econômica: energia elétrica, comunicações,
transportes,
3. Infraestrutura social: educação, saúde, cultura,
saneamento básico (urbano).
4. Setores produtivos: silvicultura, agricultura, pecuária,
indústria de transformação, serviços.
5. Administração e serviços públicos.
A meta principal seria a homogeneização de todas as regiões do
Brasil, procurando cobrir as diferenças apresentadas por cada setor
em relação ao mínimo estabelecido pelo governo.
E claro que aí devem ser consideradas certas peculiaridades
regionais, e isto tanto no que se refere à metodologia a ser
empregada quanto no tocante à importância maior ou menor (ou
mesmo à não pertinência) de alguns indicadores dentre os
fornecidos pelo Esquema de Trabalho do Ministério do Interior.
No caso da Amazônia, a SUDAM adotou o município como unidade
territorial básica, em vez das microrregiões homogêneas, ou áreas
de aproximadamente 25.000 quilômetros quadrados (como o
sugerido pelo MINTER), dada a grande heterogeneidade da região:
zonas densamente povoadas, onde há uma relativa concentração
de população e recursos, ao lado de espaços praticamente
inabitados. A utilização de uma unidade espacial maior, neste caso,
forçosamente acarretaria a diluição da informação dando uma ideia
de homogeneidade irreal.
Quanto aos indicadores, a SUDAM suprimiu uns (silvicultura,
produção e consumo de batatas, por exemplo); modificou outros
(consumo de energia elétrica calculado pela população urbana, já
que não há eletrificação rural por conta do Estado); e ainda criou
alguns (inventários florestais, produção e consumo de aipim etc.).
Por falta de dados estatísticos mais recentes, o Plano Regional de
1972/74 para a Amazônia foi inteiramente baseado em dados de
1968, o que significa que, ainda que se possa ter com isto uma
“ordem de grandeza” regional, existe uma grande diferença em
relação à realidade de 1970.
Mesmo assim, com base nestes dados, foram localizados os setores
em que a região amazônica se distancia mais das médias brasileiras
consideradas como padrão. O mais importante são os déficits
existentes no setor de infraestrutura social, principalmente no
tocante à situação educacional.
Como se pode perceber, a SUDAM se propõe a atuar em
praticamente todos os setores necessários ao desenvolvimento
equilibrado da região. Pretendemos aqui analisar mais de perto suas
propostas de atuação em dois setores da infraestrutura social
(educação e saúde), que consideramos os mais relevantes para o
estudo da política demográfica e suas implicações no plano social,
excluindo os aspectos econômicos e de infraestrutura, já analisados
na primeira parte deste estudo.
Educação – Utilizando dados referentes ao período de 1960/70, os
técnicos da SUDAM procuraram definir quais seriam os principais
problemas educacionais da Amazônia. Com base nestes dados, e
obedecendo a diretrizes estabelecidas pelo Ministério de Educação
e Cultura, através do Plano Nacional de Educação, foram
elaborados cinco projetos, visando atenuar as principais falhas do
sistema de ensino.
– Projeto Operação-Escola: Tem como objetivo a ampliação da rede
escolar, pois o número de escolas existente não é suficiente para
absorver toda a população na faixa dos 7 aos 14 anos, cuja obrigatoriedade de frequência à escola é determinada pela
Constituição.
– Projeto Capacitação e Treinamento: Visa melhorar o nível do
corpo docente, principalmente para as áreas rurais, onde predomina
o magistério leigo (em Roraima, por exemplo, 71%).
– Projeto Formação de Mão de obra: Visa a melhor formação é
qualificação da mão de obra para atendimento da demanda do
mercado regional, considerando-se aí a importância do trabalho
qualificado no processo de colonização e ocupação econômica da
região.
Saúde – Apesar da precariedade dos dados estatísticos disponíveis,
a SUDAM procurou definir os principais problemas do setor na
Amazônia:
– alta incidência de doenças transmissíveis, principalmente lepra,
malária e tuberculose;
– subnutrição e alimentação deficiente de grande maioria da
população;
– alta taxa de mortalidade na faixa mais jovem da população,
indicando a existência de doenças infecciosas;
– unidades hospitalares muito mal equipadas e em número
insuficiente para atender às necessidades da região.
Foi feita uma comparação entre os indicadores nacionais de saúde
e a situação na região, onde se verifica que em apenas um dos
indicadores – Unidade Hospitalar Completa – a Amazônia apresenta
um superávit. Em relação a todos os outros se pode constatar um
déficit para o total da região, ainda que existam diferenças
marcantes entre os Estados e Territórios que a compõem. Em geral,
somente nas Capitais é que a situação do setor saúde se apresenta
acima das médias nacionais. Por exemplo:
– leitos: há um déficit de 40% na região, ou seja, não chega a haver
um leito para cada 1000 habitantes (apenas 0,6), embora exista
mais do que este mínimo em Rio Branco (30%), Manaus (20%),
Belém (30%)-e Boa Vista (80%);
– pessoal de serviço de saúde: o mínimo estabelecido nos
indicadores nacionais é de 10 por 10.000 habitantes (pessoal de
nível superior); a região apresenta 4,7, ou seja, um déficit de 53%.
Somente em Belém se encontram 45% a mais. Quanto ao pessoal
de nível médio (mínimo estabelecido de 5/10.000 habitantes), há
apenas um para cada 10.000 habitantes, havendo Estados em que
não há nenhum (Acre) ou em que a falta é da ordem de 90%
(Amazonas).
Pelo que se pode concluir do Plano Regional de Desenvolvimento, a
SUDAM não destinou nenhuma parcela de sua verba ao setor
saúde, ainda que se proponha a coordenar a atuação de outros
órgãos na região. Segundo o Plano, o problema principal seria o da
falta de entrosamento existente entre, primeiro, os três níveis de
governo (federal, estadual e municipal); e, segundo, entre os órgãos
existentes num mesmo nível (entre as Secretarias de Saúde e de
Educação, por exemplo, no tocante à Educação Sanitária).
Além destes, a SUDAM é de opinião que se deveria dar mais
atenção à prevenção e controle das doenças do que à recuperação,
como se faz atualmente. Com vistas à eliminação destes problemas,
a SUDAM define como diretrizes básicas de sua atuação:
– a reestruturação das secretarias e divisões de saúde dos Estados
e Territórios;
– a realização de pesquisas de interesse médico-sanitário;
– a criação de um processo de planejamento permanente, onde se
procuraria racionalizar ao máximo a distribuição dos recursos
disponíveis no setor, procurando-se integrar a atuação de todos os
órgãos, locais e regionais.
B) As diretrizes do INCRA
O INCRA criou um método de trabalho a ser empregado em todos
os projetos de colonização no Brasil, no qual são definidos os
setores em que o órgão deve atuar, o que deve ser realizado em
cada um deles e quais os limites de sua responsabilidade. Esta
metodologia é a diretriz básica no que se refere à colonização oficial
a nível de propriedade familiar, e é a que vem sendo utilizada em
todos os projetos implantados a partir de 1971.
Foram definidas, inicialmente, três unidades básicas de trabalho:
Organização Fundiária, Organização Agrária e Promoção Agrária,
divididas em duas subunidades cada uma, que correspondem a 12
programas abrangendo os setores considerados fundamentais à
instalação e funcionamento de um núcleo colonial.
O método resume-se, basicamente, no que segue.
Organização Fundiária
Esta é a primeira unidade de trabalho, encarregada de situar
espacialmente o núcleo, delimitar o loteamento, definir as áreas
destinadas aos lotes e aos serviços básicos, fazer o levantamento
da situação jurídica das terras em questão e proceder à alienação.
Subdivide-se em Regularização Fundiária (que trata da parte
jurídica) e Topografia (da parte física).
Esta unidade coordena dois programas: o de Distribuição de Terras
e o de Organização Territorial, ambos a serem realizados até à
conclusão do projeto sob total responsabilidade do INCRA. O
programa de Distribuição de Terras engloba todas as medidas
necessárias à transferência da posse, tais como pagamento de
indenização aos antigos proprietários, legalização dos títulos,
realização de contratos com os novos parceleiros (proprietários de
pequenas parcelas de terra), só findando quando 2/3 dos lotes
estiverem efetivamente ocupados há 5 anos. O de Organização
Territorial encarrega-se da implantação do plano de loteamento,
determinando as áreas destinadas às instalações dos programas de saúde, educação, administração, comercialização, beneficiamento e
industrialização. Fica a seu cargo ainda a elaboração de plantas
topográficas referentes a cada lote, que devem ser entregues aos
parceleiros.
Organização Agrária
Esta segunda unidade subdivide-se em Organização Social e
Infraestrutura Social. A primeira trata da mobilização e organização
das pessoas estabelecidas na área e do setor administrativo do
projeto, bem como das relações entre estas duas partes. Tem a seu
cargo dois programas, a serem totalmente executados pelo INCRA:
o de Administração do Projeto e o de Assentamento. É através do
programa de “Assentamento que os futuros colonos são
selecionados e treinados a organizar-se em Unidades Agrárias de
Produção – UATP. Estas unidades visam criar um espírito de
colaboração entre os parceleiros e, ao mesmo tempo, torná-los
capazes de gradualmente assumir todas as decisões referentes ao
bom funcionamento do núcleo. Uma UATP é formada pelo mínimo
de 6 e um máximo de 12 parceleiros, e o critério de agrupamento é
o de vizinhança. Há, em cada unidade, uma divisão de tarefas em
que cada integrante se ocupa de um setor (comunicação, educação,
saúde, controle de ocupação, infraestrutura, crédito, serviços
técnicos, agricultura, comercialização e comissão de
representantes). São promovidas reuniões periódicas para a
discussão dos problemas que surgem e as decisões devem ser
tomadas por todos os colonos em conjunto. A Equipe Técnica do
Projeto pode intervir, se achar necessário, mas somente com a
presença de todos os membros da unidade.
Estas unidades têm como função, portanto, fazer com que os
parceleiros atinjam certo grau de auto-suficiência no
equacionamento e solução de seus próprios problemas ainda que
quem os resolva mesmo, em última análise, seja sempre a
Comissão Técnica encarregada do Projeto. Isto se pode perceber
ao se analisarem mais detidamente as atribuições de cada encarregado de setor, dentro da unidade. Por exemplo, o
encarregado de Saúde deve:
1. informar a Equipe Técnica sobre as necessidades de
medicamentos para os primeiros socorros;
2. atender os casos de curativos e primeiros socorros;
3. comunicar à Equipe Técnica ou ao enfermeiro os casos de
doenças, acidentes ou epidemias;
4. incentivar a unidade na vacinação das crianças e na
prevenção e tratamento das doenças transmissíveis.
O encarregado de Crédito, por sua vez, deve:
1. fazer o levantamento das necessidades de crédito e
encaminhá-lo à Equipe Técnica;
2. colaborar com a Equipe Técnica na elaboração do plano de
exploração da parcela;
3. fiscalizar a correta aplicação do crédito recebido,
comunicando à Equipe Técnica as irregularidades
observadas;
4. providenciar as assinaturas dos recibos de crédito;
5. colaborar na fiscalização do crédito bancário, de acordo
com normas a serem expedidas.
Além disso, há em cada unidade uma pessoa encarregada da
Comunicação, ou seja, de fazer a integração entre cada grupo e a
Equipe Técnica. O objetivo, a longo prazo, é a formação de uma
Empresa Cooperativa, constituída de representantes de várias
unidades, que promova a emancipação do Projeto e,
consequentemente, reduza os custos administrativos.
A segunda subunidade, a de Infraestrutura Social, se encarrega da
promoção de três programas, ou seja, o INCRA apenas coordena as
atividades dos programas de Educação, Saúde e Previdência Social
e de Habitação Rural, sendo que as realizações nesses setores
ficam a cargo de outros órgãos, em geral os ministérios
correspondentes.
Os objetivos são os seguintes, em cada programa:
– Educação: Montar e equipar uma rede de ensino suficiente para o
atendimento de todas as crianças em idade escolar, promovendo
também a alfabetização de adultos; fazer com que a própria
comunidade se encarregue da manutenção destas escolas, através
do treinamento do encarregado do setor em cada UATP, e ainda
verificar se o ensino se adequa aos objetivos do Projeto.
– Saúde e Previdência Social: Instalação de um ambulatório e
integração dos parceleiros ao sistema de previdência social oficial,
fazendo com que eles passem gradativamente a ocupar-se dos
problemas do setor.
– Habitação Rural: Elaboração do plano de habitação, com a
instalação dos novos habitantes em moradias adequadas. Foi
elaborada uma forma de organização urbano-rural básica a ser
utilizada em todos os projetos de colonização oficial e que conta
com três tipos de núcleos urbanos interdependentes: Agrovila –
composta em média de 50 famílias, conta com uma escola primária,
um pequeno posto de atendimento de saúde e comércio reduzido.
Circundando a agrovila, a distâncias que variam de 500 m a 5 km,
estão os lotes rurais, de 100 hectares cada um. Agrópolis – polariza,
em média, 20 agrovilas; conta com uma cooperativa, um posto de
assistência social e de saúde, um de assistência técnica, escola
primária, agroindústrias e serviços urbanos de infraestrutura. E,
também, o centro administrativo dos órgãos públicos. Deve ser
instalado a cada 40 km. Rurópolis – localiza-se no centro do círculo,
sendo o ponto de integração entre agrovilas e agrópolis. É o
principal dentre os três núcleos urbanos, e é onde devem
concentrar-se as atividades industriais e comerciais. Pode tanto
originar-se do desenvolvimento posterior de algumas agrovilas,
convenientemente localizadas, quanto pelo crescimento de
formações urbanas já existentes. Deve surgir, em média, a cada 140
km.
Promoção Agrária Esta é a terceira unidade de trabalho, que se subdivide em Uso da
Terra e Economia da Terra.
A primeira subunidade, Uso da Terra, controla dois programas, cuja
execução total fica a cargo do INCRA. Tem como objetivo geral a
organização da produção nas parcelas ou lotes. O primeiro
programa – Unidades Agrícolas – elabora e implementa um plano
de produção adequado à região, determinando o tipo de cultura a
ser implantado, fazendo viveiros experimentais e criando um
sistema de assessoria técnica aos parceleiros. Depois da primeira
safra há uma avaliação da produção, quando é definida a atividade
agropecuária a que devem dedicar-se os produtores e, juntamente
com as UATPs, é feita a programação futura. O programa dá-se por
encerrado quando os parceleiros atingem um nível de renda
suficiente para a liquidação total dos vários financiamentos
recebidos e quando conseguem administrar toda a produção por
conta própria, através das UATPs e suas Empresas Cooperativas.
O segundo programa – de Infraestrutura Física – está estritamente
ligado ao programa anterior e ao programa de Organização
Territorial. Tem como objetivo a execução direta ou indireta de todas
as obras infraestruturais necessárias à produção, tais como
irrigação, drenagem, estradas, etc.
A segunda subunidade, a de Economia da Terra, trata
fundamentalmente da distribuição da produção e encarrega-se de
promover três programas, sobre os quais o INCRA não tem a
responsabilidade de execução. O programa da Empresa
Cooperativa visa a ajudar os parceleiros a conseguir administrar
autonomamente todo o empreendimento, através de um órgão
criado pelos próprios produtores com representantes das várias
UATPs. A função do INCRA, neste caso, seria a de assessorá-los
na montagem desta. Cooperativa, cuidando de seu registro,
instalação e funcionamento definitivo.
O segundo programa desta subunidade é o de Crédito, através do
qual deve ser elaborado e implantado um sistema de crédito rural
para financiamento e comercialização da produção. Este plano encarrega-se de verificar qual a aplicação que está sendo dada,
pelos parceleiros, aos recursos recebidos, zelar pelos pagamentos
dos financiamentos e também instruir os produtores sobre o
funcionamento do sistema creditício, de tal maneira que a Empresa
Cooperativa possa, mais tarde, encarregar-se de todas as
atividades do setor.
O terceiro e último programa, o de Comercialização, também tem
como objetivo último o controle total do sistema por parte da
Empresa Cooperativa. Para tanto são feitos inicialmente um estudo
de mercado e a avaliação da produção comercializável, cuidando-se
para que haja um bom funcionamento do setor de armazenagem e
escoamento. As primeiras vendas são realizadas no programa,
passando gradualmente à responsabilidade da seção de
comercialização da Cooperativa dos Parceleiros.
103 Decreto nº. 24.467, de 26 de junho de 1934.
104 Decreto-lei nº. 3.059, de 14 de fevereiro de 1941, referente à
criação de Colônias Agrícolas Nacionais, in TAVARES, Vânia Porto
e outros, Colonização Dirigida no Brasil, op. cit., p. 32.
105 Dentre os núcleos estabelecidos pela Divisão de Terras e
Colonização destacaram-se (apud fonte da nota anterior):
No Estado do Rio de Janeiro: Tinguá, Macaé, Duque de Caxias,
Sapucaia, Santa Cruz
Na Bahia: Ituberá, Jaguaquara, Una e Porto Seguro
Em Mato Grosso: Dourados
Em Goiás: Ceres
Em Minas Gerais: Jaíba
No Maranhão: Barra do Corda
No Pará: Monte Alegre
No Amazonas: Bela Vista
No Paraná: General Osório
No Piauí: David Caldas
106 Lei nº. 2.163, de 5 de janeiro de 1954.
107 Foram os seguintes os núcleos implantados pelo INIC (apud
fonte da nota 103): No Estado do Rio Grande do norte: Pium, D.
Marcolino Dantas
Em Pernambuco: Rio Bonito
No Ceará: Pio XII
No Rio de Janeiro: Santa Alice
Na Bahia: Jeremoaba, Queimadas e Andaraí
No Pará: Guamá
No Piauí: Gurguéia
Em Goiás: Bernardo Sayão
108 Lei delegada nº. 11, de 11 de outubro de 1962.
109 A SUPRA chegou a implantar apenas dois núcleos: o Alexandre
de Gusmão, no Distrito Federal, e o de Andradas.
110 Lei nº.4.504, de 30 de novembro de 1964.
111 Decreto-lei nº. 1.110, de 9 de julho de 1970.
112 O Estado de S. Paulo, 25 de julho de 1970.
113 Portaria do INCRA, de 13 de dezembro de 1972:
1.3 – Documentação relativa à capacidade técnica dos licitantes: –
comprovação de conhecimentos de agricultura mediante atestados
fornecidos por entidades de classe, associação profissional,
cooperativa de produtores rurais, casa de lavoura, etc. ou por
profissionais de entidade oficial e/ou de habilitação profissional em
agricultura (agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas).
– comprovação de operação de financiamentos agropecuários,
obtidos junto a entidades de crédito rural, se possuir: prova de
propriedade de equipamentos agrícolas (tratores, máquinas,
implementos etc.) e/ou matrizes de animais de produção, se for o
caso.
– prova de que é ou foi proprietário rural, arrendatário, de
propriedade agrícola, gerente, administrador ou sócio de
empreendimentos agropecuários ou filho de agricultor ou criador.
114 Perspectivas do Setor Mineral – Atuação do CRPM, XXVI
Congresso Brasileiro de Geologia, Belém, outubro, 1972.
115 Relatório do Ministério de Minas e Energia, 1971, p. 58.