De repente, nas profundezas do bosque

Amós Oz · Capítulo 36 de 36

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De repente, nas profundezas do bosque

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Numa pacata aldeia onde não existe bicho algum, seja ele quadrúpede, peixe, réptil, pássaro ou inseto, as crianças são proibidas de entrar no bosque vizinho, onde, segundo os adultos, reina Nehi, o demônio das montanhas. Quem se embrenhou por lá não voltou, ou então voltou avariado.

Na escola, a solitária prof essora Emanuela desenha e descreve os animais que chegou a conhecer em sua inf ância, mas os alunos riem dela, pois seus pais lhes asseguram que tais seres não passam de lendas malucas e perigosas. Dois dos alunos, porem, não se satisf azem com as explicações dos adultos e resolvem se aventurar pelo bosque para ver com os próprios olhos o que existe lá.

Habituado a discutir com originalidade e lucidez, tanto em seus livros corno em sua militância pessoal, os grandes dilemas políticos e sociais de nossa época, Amós Oz mergulha aqui no registro da f antasia para tratar de temas como a discriminação, a convivência com o outro e a integração do homem com a natureza. De repente, nas profundezas do bosque é uma f ábula estranha e encantadora sobre a importância da independência de espírito como antídoto à intolerância e ao obscurantismo. Uma f ábula, como ele mesmo declarou, para todas as idades.

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