Despedidas: 1895-1899

António Nobre · Capítulo 26 de 55

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Despedidas: 1895-1899

Capítulo 25

 

Meu pobre amigo! Sempre silencioso!

Assim eu fui. Scismava, lia, lia...

Mudei no entanto de Philosophia.

Não creio em nada! e fui tão religioso!

Tomei parte no Exercito gloriozo

Que foi bater-se por Israel, um dia!

Cri no Amor, no Bem, na Virgem Maria,

Não creio em nada! tudo é mentirozo!

Não vale a pena amar e ser amado,

Nem ter filhos d'um seio de mulher

Que ainda nos vêm fazer mais desgraçado!

Não vale a pena um grande poeta ser,

Não vale a pena ser rei nem soldado

E venha a Morte, quando Deus quizer!

St. Johann-am-Platz, outubro, 1899.