Despedidas: 1895-1899

António Nobre · Capítulo 48 de 55

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Despedidas: 1895-1899

Capítulo XI

O Povo, ao Sol, cheirando ás marezias!

Vêde a alegria que lhe vae nas almas!

Vêde a branca Rainha, dando palmas!

 

XI

 

Ó suaves mulheres do meu desejo,

Com mãos tão brancas feitas p'ra caricias!

Ondinas dos Galeões! Nymphas do Tejo!

Animaeszinhos cheios de delicias...

Vosso passado quão longiquo o vejo!

Vós sois Arabes, Celtas e Phenicias!

Lisboa das Varinas e Marquezas...

Que bonitas que são as Portuguezas!

 

XII

 

Senhoras! ainda sou menino e moço,

Mas amores não tenho nem carinhos!

Vida tão triste supportar não posso:

Vós que ides á novena, aos Inglezinhos.

Senhoras, rezai por mim um Padre Nosso,

N'essa voz que tem beijos e é de arminhos.

Rezae por mim, vereis,—vossos peccados,

(Se acaso os tendes), vos serão perdoados...

 

XIII