Despedidas: 1895-1899
Capítulo III
E carregadas vinham almadias
Com noz, pimenta e mais especiarias...
III
Ai canta, canta ao luar, minha guitarra,
A Lisboa dos Poetas Cavalleiros!
Galeras doidas por soltar a amarra,
Cidade de morenos marinheiros,
Com navios entrando e saindo a barra
De prôa para paizes extrangeiros!
Uns p'ra França, acenando Adeus! Adeus!
Outros p'r'as Indias, outros... sabe-o Deus!
IV
Ó Lisboa das ruas mysteriozas!
Da Triste Feia, de João de Deus,
Becco da India, Rua das Fermosas,
Becco do Falla-Só (os versos meus...)
E outra rua que eu sei de duas Rozas,
Becco do Imaginario, dos Judeus,
Travessa (julgo eu) das Izabeis,
E outras mais que eu ignoro e vós sabeis.