Despedidas: 1895-1899

António Nobre · Capítulo 45 de 55

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Despedidas: 1895-1899

Capítulo III

E carregadas vinham almadias

Com noz, pimenta e mais especiarias...

 

III

 

Ai canta, canta ao luar, minha guitarra,

A Lisboa dos Poetas Cavalleiros!

Galeras doidas por soltar a amarra,

Cidade de morenos marinheiros,

Com navios entrando e saindo a barra

De prôa para paizes extrangeiros!

Uns p'ra França, acenando Adeus! Adeus!

Outros p'r'as Indias, outros... sabe-o Deus!

 

IV

 

Ó Lisboa das ruas mysteriozas!

Da Triste Feia, de João de Deus,

Becco da India, Rua das Fermosas,

Becco do Falla-Só (os versos meus...)

E outra rua que eu sei de duas Rozas,

Becco do Imaginario, dos Judeus,

Travessa (julgo eu) das Izabeis,

E outras mais que eu ignoro e vós sabeis.

 

V