Despedidas: 1895-1899

António Nobre · Capítulo 41 de 55

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Despedidas: 1895-1899

Capítulo 16

 

Mamã te chamo porque me trazes ao peito,

Filha te chamo pelo mimo que te dou,

Irmã te chamo porque te tenho respeito,

Noivinha te chamo porque teu noivo sou!

 

17

 

Na sexta-feira ás dez horas olha p'ra lua,

Que eu, tão longe, ai tão longe! hei-de olhal-a tambem:

Assim minha alma encontrar-se-á lá com a tua!

E quem se encontra, filha!, é porque se quer bem!

 

18

 

Tu és altinha como eu, embora

Eu seja um homem e tu uma criança!

Tanto que ao irmos pela estrada, agora,

Ouvi dizer: «Que lindo par de França!»

 

19

 

Teus olhos são dois ceus. E nelles leio

O que nos outros lêem os pastores: